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Explore every episode of the podcast Memória da Rabeca Brasileira

Dive into the complete episode list for Memória da Rabeca Brasileira. Each episode is cataloged with detailed descriptions, making it easy to find and explore specific topics. Keep track of all episodes from your favorite podcast and never miss a moment of insightful content.

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TitlePub. DateDuration
Quem sabe do Zé Gomes? (parte 2)31 Aug 202400:22:03
Entrevista com Almir Sater e Thomas Rhorer sobre o múico gaúcho Zé Gomes.
Quem sabe do Zé Gomes? (parte 1)27 Jul 202400:25:44
Uma entrevista com Yamandu Costa sobre este grande e pouco conhecido músico: Zé Gomes. Cuja curiosidade e pesquisa o levou a gravar e compor para instrumentos que íam do violao à viola de cocho; do violino à rabeca.
Mestre Luiz, Rabeca e Paixão pelo Cavalo Marinho Boi Brasileiro30 Jun 202400:18:22
A rabeca de Cavalo Marinho a partir da vida e obra do mestre rabequeiro Luiz Paixão na Zona da Mata Norte em Pernambuco!
Nelson da Rabeca e as grava(sons) de rabeca.27 May 202400:29:58
Thomas Rohrer e Caio Padilha conversam sobre a vida e obra de Nelson da Rabeca e Dona Benedita.
4 Anos de Memória da Rabeca Brasileira30 Apr 202400:15:51
É com alegria que celebramos junto a vocês os 4 anos da websérie Memória da Rabeca Brasileira! E nada melhor do que uma viagem pela trajetória de entrevistas em formato Videocast apresentado pelo rabequeiro potiguar Caio Padilha e produzido por Marcuse de França da Aláfia Filmes! Um projeto patrocinado pela Prefeitura de Natal via Lei Paulo Gustavo, Ministério da Cultura e Governo Federal! O resumo de 4 anos de trabalho em apenas 15 minutos estará disponível amanhã, terça-feira dia 30 de abril de 2024 - a partir das 20hs no canal Memória da Rabeca Brasileira no Youtube pra vocês.
Memória da Rabeca na Lei Paulo Gustavo31 Mar 202400:08:06
Nosso trigésimo episódio vem com jeito de comemoração e com anúncio de novidades em primeira mão para os próximos meses. A começar pela aprovação de um videocast na Lei Paulo Gustavo, celebrando 4 anos de conteúdos mensais da série Memória da Rabeca Brasileira.
J. S. Bach e a Rabeca Decolonial de Bruno Menegatti24 Feb 202400:29:04
O rabequeiro Caio Padilha entrevista Bruno Menegatti sobre o album "Bach a Brasileira".
(parte 2) O caso da Rabeca entre os Tikuna30 Dec 202300:38:28
Especula-se que o contato dos povos Tikuna ou Maguta com as rabecas começou a se dar na virada do século XIX para o séc. XX, e teria se intensificado a partir dos contextos de escravização indígena durante o período de exploração econômica da borracha nos seringais amazônicos.
Os territórios Tikuna circunscrevem mais de 35 mil pessoas em mais de 150 aldeias divididas em unidades clânicas ou diferentes nações designadas com nomes de espécies animais e vegetais. Trata-se de povos que se tornaram predominantemente ribeirinhos a partir do séc XVIII - como resultado de disputas territoriais e muitas outras situações históricas de migração transnacional que se sucederam entre as fronteiras do Brasil, Peru e Colômbia.
O Caso da Rabeca entre os Tikuna (parte1)25 Nov 202300:25:24
Especula-se que o contato dos povos Tikuna ou Maguta com as rabecas começou a se dar na virada do século XIX para o séc. XX, e teria se intensificado a partir dos contextos de escravização indígena durante o período de exploração econômica da borracha nos seringais amazônicos.
Os territórios Tikuna circunscrevem mais de 35 mil pessoas em mais de 150 aldeias divididas em unidades clânicas ou diferentes nações designadas com nomes de espécies animais e vegetais. Trata-se de povos que se tornaram predominantemente ribeirinhos a partir do séc XVIII - como resultado de disputas territoriais e muitas outras situações históricas de migração transnacional que se sucederam entre as fronteiras do Brasil, Peru e Colômbia.

(parte 2) Rabeca ou Violino?28 Oct 202300:43:08
Vamos tratar das estratégias de diferenciação entre a rabeca brasileira e o mundialmente famoso violino que, para muitos, seria na verdade um outro instrumento, diferente da rabeca, porque ele estaria repleto de FORMALIZAÇÕES organológicas, pedagógicas e musicológicas que foram consagradas para as práticas violinísticas nos últimos quatro séculos. Com participação especial de Paula Bujes, artista e Doutora em Artes Musicais pela Universidade Estadual da Louisiana e que reside em Recife desde 2013, reinventando seu fazer na efervescência cultural da cidade. Paula é gaúcha e professora de violino no Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde 2013 Paula integra também o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como professora permanente e orientadora de mestrado em violino e rabeca, na linha de pesquisa “Dimensões teóricas e práticas da interpretação musical”.
Rabeca ou Violino? (parte 1)30 Sep 202300:30:52
Vamos tratar das estratégias de diferenciação entre a rabeca brasileira e o mundialmente famoso violino que, para muitos, seria na verdade um outro instrumento, diferente da rabeca, porque ele estaria repleto de FORMALIZAÇÕES organológicas, pedagógicas e musicológicas que foram consagradas para as práticas violinísticas nos últimos quatro séculos. Com participação especial de Paula Bujes, artista e Doutora em Artes Musicais pela Universidade Estadual da Louisiana e que reside em Recife desde 2013, reinventando seu fazer na efervescência cultural da cidade. Paula é gaúcha e professora de violino no Departamento de Música da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Desde 2013 Paula integra também o corpo docente do Programa de Pós-Graduação em Música da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) como professora permanente e orientadora de mestrado em violino e rabeca, na linha de pesquisa “Dimensões teóricas e práticas da interpretação musical”.
Songbook das Rabecas Brasileiras26 Aug 202300:14:55
Entrevista com Jorge Linemburg sobre o primeiro "Songbook das Rabecas Brasileiras". Um livro digital reunindo exemplos de peças musicais representativas das diversas manifestações artísticas, tradicionais e inovadoras, nas quais as rabecas brasileiras estão ou estiveram presentes.


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(parte 2) Rabecas Luso-afro-brasileiras29 Jul 202300:21:01
Caio Padilha convida o Prof. Luiz Moretto para uma conversa sobre Rabecas luso-afro-brasileiras e os contextos sócio-políticos e decoloniais do trabalho de pesquisa acadêmica do professor. Luiz Moretto é músico e compositor formado pela Universidade do estado de Santa Catarina (UDESC), e doutor em etnomusicologia pelo King’s College London. Sua tese debate práticas e tradições de instrumentos friccionados em culturas luso-afro-brasileiras, e seus contextos sócio-políticos e decoloniais. Em Portugal gravou e se apresentou por mais de uma década com músicos Moçambicanos, Portugueses, Caboverdianos e Angolanos. No Reino Unido e Europa tem discos lançados com a London Improvisers Orchestra, Luiz Moretto Quintet, Victor Gama, Refilon, Orisch 9 entre outros. Atualmente está trabalhando num livro sobre as tradições de rabecas luso-afro-brasileiras, que resulta das pesquisas realizadas em áreas especificas de três países ‘lusófonos’.
Rabecas Luso-afro-brasileiras (parte 1)30 Jun 202300:24:30
Caio Padilha convida o Prof. Luiz Moretto para uma conversa sobre Rabecas luso-afro-brasileiras e os contextos sócio-políticos e decoloniais do trabalho de pesquisa acadêmica do professor. Luiz Moretto é músico e compositor formado pela Universidade do estado de Santa Catarina (UDESC), e doutor em etnomusicologia pelo King’s College London. Sua tese debate práticas e tradições de instrumentos friccionados em culturas luso-afro-brasileiras, e seus contextos sócio-políticos e decoloniais. Em Portugal gravou e se apresentou por mais de uma década com músicos Moçambicanos, Portugueses, Caboverdianos e Angolanos. No Reino Unido e Europa tem discos lançados com a London Improvisers Orchestra, Luiz Moretto Quintet, Victor Gama, Refilon, Orisch 9 entre outros. Atualmente está trabalhando num livro sobre as tradições de rabecas luso-afro-brasileiras, que resulta das pesquisas realizadas em áreas especificas de três países ‘lusófonos’.
Fonografias da Rabeca Brasileira29 Apr 202300:07:22
Os registros fonográficos de rabequeiros no Brasil ganharam maior relevo a partir da década de 1940. Especialmente com as viagens etnográficas de Luiz Heitor Corrêa de Azevedo pelo Ceará e Minas Gerais. Ao fotografar e gravar rabequeiros como Cego Sinfrônio, Cego Ferreirinha ou José Gerôncio nesses diferentes estados, o carioca Luiz Heitor coloca a rabeca brasileira, pela primeira vez, no reino das representações fonográficas que serviriam para análise e colecionamento folclórico nacional; ainda que, por ironia, tenha usado para gravar os rabequeiros brasileiros, alguns equipamentos emprestados da Biblioteca do Congresso Norte-americano - onde todos esses fonogramas também estão guardados e, infelizmente, não podem ser publicados ainda.









(parte 2) 175 anos do Romanceiro Fabião das Queimadas28 Mar 202300:31:19
Fabião das Queimadas foi um poeta rabequeiro que, entre outras coisas, cantava a saga de bois incapturáveis. E cantava esses personagens fujões usando a primeira pessoa do singular. Talvez para escapar, ainda que poeticamente, de sua condição cativa naquela sociedade escravista. A versão do chamado "Romance do Boi da Mão de Pau" composta de 48 estrofes cantadas ao som da rabeca é a mais emblemática no âmbito autoral daquele repertório romanceiro que foi considerado originalmente brasileiro e nordestino; e que interessava à elite letrada na virada do século XIX para o século XX.
175 anos do Romanceiro Fabião das Queimadas (parte 1)25 Feb 202300:27:34
O Romance do Boi da Mão de Pau tem autoria muito bem conhecida. Era cantado por um rabequeiro afamado, preto alforriado do século XIX que, no agreste potiguar, completaria 175 anos de idade em 2023. Por isso, este episódio (publicado em duas partes) traz um conteúdo especial do Memória da Rabeca Brasileira - celebrando a vida e obra de Fabião das Queimadas.
(Parte 2) Geraldo Idalino28 Jan 202300:35:28
Nascido em Nova Cruz no estado do Rio Grande do Norte e considerado um virtuose da rabeca, Geraldo Idalino completaria 80 anos de idade em novembro de 2022. Após 15 anos de seu falecimento, o disco mais antológico de sua carreira - Um Violino no Forró - também completa 40 anos de lançamento pela gravadora Copacabana Discos (RJ), mas infelizmente, ainda espera o merecido reconhecimento nacional. "Um Violino no Forró" (1982) foi um projeto fonográfico pioneiro para música de rabeca no Brasil e certamente contribuiu para que o IPHAN reconhecesse o Forró como patrimônio imaterial da cultura brasileira.
Geraldo Idalino (Parte 1)31 Dec 202200:33:27
Após dois anos produzindo a série Memória da Rabeca Brasileira com episódios podcast e entrevistas ao vivo no Youtube com rabequeiros e rabequeiras de todo o Brasil, Portugal e América Latina, Caio Padilha se habilita a preservar o patrimônio imaterial dos repertórios da rabeca potiguar. Pois através do violino de Geraldo Idalino (ou Geraldo da Rabeca), compartilharemos com o grande público uma fonte criativa vital, vinda de um
talentosíssimo compositor e legítimo instrumentista das feiras e rádios da Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
2023: Grandes Rios de Memória da Rabeca!26 Nov 202200:08:25
Vem aí a terceira temporada Memória da Rabeca Brasileira! Se inscreva em nosso canal no Youtube e ative as notificações para ter a cesso a todos os conteúdos! Vamos falar de rabequeiros e rabequeiras que formam grandes afluentes culturais entre o Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul!
Patrimônio Vivo das Rabecas29 Oct 202200:23:06
Por influência decisiva do trabalho do professor Gilmar de Carvalho e do fotógrafo Francisco Sousa, no Ceará foram contemplados no edital da Secretaria de Cultura do Estado como "Tesouros Vivos da Cultura" os seguintes mestres: Antônio Pinto (Luthier e rabequeiro de Aurora); Totonho (Luthier de Mauriti); Antônio Hortênsio (já falecido, rabequeiro de Varjota); Gil Chagas (Luthier de Aurora); Aécio Ramos (Luthier do Crato). Todos com um salário vitalício pela guarda de saberes tradicionais sobre as rabecas e práticas musicais.
Rabecas Paulistas no Ceará24 Sep 202200:19:04
No Brasil, ao relacionarmos os estados do Ceará e de São Paulo para pensar o tema da rabeca na obra do professor Gilmar de Carvalho, estamos mobilizando também aspectos políticos e econômicos em torno do tema da democratização e do acesso aos bens musicais. E talvez ao usar uma "rabeca paulista", o rabequeiro se torna um "enrabecador" da ideia hegemônica de violino moderno, com suas práticas sonoras. O rabequeiro impunha o violino ou a "rabeca paulista" para produzir sons à sua maneira - que muitos concordam serem diferentes das maneiras violinísticas.
Tirinete de Rabecas - imagem, processo e cultura material27 Aug 202200:19:59
No discurso imagético dos livros do Gilmar de Carvalho e Francisco Sousa, a rabeca se torna um signo posto em ação, ou seja, um objeto musical bastante dinâmico, variado e difuso. E as transmutações de rabecas demonstram nas imagens uma grande capacidade criativa de invenção, transgressão e desafio dos mestres rabequeiros da tradição. O trabalho fotográfico de Francisco Sousa se torna fundamental para ressaltar também a relevância da cultura material em torno das rabecas, revelando inclusive processos de construção e relações entre instrumentos musicais e as pessoas à sua volta.
Luthieria de Rabecas no Ceará30 Jul 202200:19:53
A partir de entrevista feita com rabequeiro Di Freitas pelo etnomusicólogo Michael Silvers, diretamente da região do Cariri, celebramos neste episódio a luteria de Rabecas no Ceará que foi documentada nos livros do professor Gilmar e do fotógrafo Carvalho e Francisco Sousa: - "Ao longo de nossas viagens, encontramos vários luthiers. Graças à liberdade que desfrutam, as rabecas são feitas de vários tipos de madeiras e com diferentes técnicas."
A rabequeira do (ser)tão masculino25 Jun 202200:23:13
Não é novidade que a noção de Cultura Popular esteja fortemente marcada por questões de gênero e por elogios moralizantes da macheza e da heterosexualidade, por exemplo. E tratar das moralidades embutidas entre a descrição de rabequeiros frente à única rabequeira nos livros do professor Gilmar de Carvalho nos faz considerar as noções de reputação e honra atravessadas por invisibilizações, apagamentos e consagrações de certas relações de poder e dominação masculina, branca e heterosexual.
A Rabeca nas Matrizes do Forró28 May 202200:19:40
O texto desse episódio deve agradecimentos especiais à Paula Bujes, Fabiano de Cristo e Márcio Mattos que forneceram muitas informações através do Dossiê de Patrimonialização das Matrizes Tradicionais do Forró - especialmente preparado para o IPHAN em 2021. Para celebrar a cultura imaterial em torno das rabecas do Ceará vamos ouvir o som de mestres Totó, Zequinha Nóbrega, Toinho Barroso, Chico Barbeiro, Gerardo Patrício, entre outros.
Rabecas do Ceará e o legado de Gilmar de Carvalho30 Apr 202200:20:36
Em abril de 2022, graças ao patrocínio do projeto Madeira que Cupim não Rói em parceria com a Universidade de Illinois nos Estados Unidos, iniciaremos a segunda temporada em podcast da série Memória da Rabeca Brasileira. Serão sete episódios especiais dedicados ao legado do professor Gilmar de Carvalho (em memória) e do fotógrafo Francisco Sousa sobre as rabecas do Ceará. E nesse primeiro capítulo também prestamos tributo a alguns dos rabequeiros pesquisados, tais como: Mestre Bia, João Geminiano, Zé Biro Novo, Luiz Buretama, Antônio Barroso, entre outros. Os áudios apresentados foram captados por André Magalhães durante o segundo festival Ceará das Rabecas, além de áudios de campo captados por Fabiano de Cristo.
Acompanhem mensalmente nossos episódios inéditos até outubro de 2022, sempre com depoimentos especiais, exemplos musicais e temas surpreendentes.
A Rabeca é tradicional ou moderna?13 Oct 202100:30:37
Mesmo que consideremos a rabeca um instrumento tradicional, temos que admitir que muitas das perguntas que fazemos sobre ela são, na verdade, bastante recentes. Ou seja, para alguns, perguntar se a rabeca é um instrumento tradicional, seria parte de um interesse moderno. Para outros, tematizar a rabeca entre a tradição e a modernidade seria, na verdade, uma falsa questão, uma vez que ela parte de uma premissa tão inventada quanto aquela que divide o erudito do popular, ou o regional do nacional.
A Rabeca fala ou cala o português?13 Sep 202100:28:17
Ensaios sobre a relação entre as oralidades e a música de rabeca no Brasil. Partimos do pressuposto de que a literatura sobre rabeca é escrita em língua portuguesa, mas sua cultura musical está compartilhada em fala brasileira. O que é bem diferente. Mas o que se tem em comum é que, tanto nosso idioma quanto a música de rabeca, primeiro se aprende de ouvido.
A Rabeca não tem caráter?13 Aug 202100:28:17
A rabeca não se define apenas por caracteres musicológicos no Brasil. É preciso considerar seu caráter a partir de conjecturas transculturais de seu patrimônio material e simbólico enquanto instrumento de música e de oralidades. Pois é como se os usos e memórias da rabeca brasileira tivessem viajado indiretamente por matizes culturais que alcançaram um distante passado da África setentrional, passando pela europa, até que no século XX iniciasse uma nova fase de sua jornada na cultura popular do Brasil. Portanto é no presente, na vivência nacional, que a rabeca ainda busca uma legitimidade de seu caráter, a partir de suas origens milenares até as primeiras décadas do novo milênio.
Quem disse que isso é uma rabeca?13 Jul 202100:30:47
Mesmo que na virada do século XIX para o XX a rabeca não merecesse uma distinção marcante nos estudos folclóricos, sabemos que, paralelamente, esse instrumento popular, ainda sim, já era definido pelos versos do rabequeiro Fabião das Queimadas. No início do século XX este romanceiro cantador apresentava sua rabeca na região agreste do Rio Grande do Norte de um modo bastante peculiar, com os seguintes dizeres: "Minha rabequinha/ É meus pés e minha mão,/ É meu roçado de milho,/ Minha planta de feijão,/ Minha criação de gado,/ Minha safra de algodão."
Música étnica ou música folclórica?13 Jun 202100:28:37
A chamada Ciência do Folclore passou a ser considerada uma disciplina menor nos atuais estudos sobre rabeca, rabequeiros e rabequeiras. A etnomusicologia é que hoje domina o discurso especializado sobre o assunto. Por consequência, a adjetivação imputada à música de rabeca como sendo folclórica pode soar como expressão depreciativa em alguns casos. Por que?
Nossa Rabeca tem alma?13 May 202100:27:39
Os chamados estados-nação que emergiram desde a era moderna - sobrepondo comunidades e territórios menos abrangentes - propiciaram as condições ideológicas para que hoje pudéssemos relacionar rabeca e cultura brasileira. Como se ela fosse mais que um instrumento musical, um artefato cultural que resguardasse o espírito de um povo, de uma nação.
Quem vem primeiro? A Rabeca ou o Rabequeiro?13 Apr 202100:32:35
No caso da música de rabeca brasileira, o instrumento e o instrumentista na cultura popular fazem uma oposição às elites com seus violinos caros, e fazem uma oposição à cultura oficial baseada na música escrita. Mas seria o caso de se perguntar se, nesses casos, a rabeca na é propriedade de algum grupo social, ou se é um instrumento próprio de uma rebeldia individual - em que cada rabequeiro se expressa livremente - independente de pertencer ao centro ou à periferia.
Com quantos bois se tange uma rabeca?12 Mar 202100:30:05
O Boi enquanto figura de expressão cultural no Brasil remonta algumas das formas simbólicas de antiquíssimos temas da humanidade, tais como a morte e a ressurreição, o sagrado e o profano, a conduta e o castigo, e ainda outras camadas de representação presentes em folguedos populares e danças dramáticas pelo mundo afora. Essas camadas simbólicas formariam então uma dimensão imaterial do boi, com suas significações próprias em diferentes culturas. Trata-se de um patrimônio impalpável que está ligado aos saberes, representações e modos de vida. Já em sua dimensão material, a dança dramática de Boi no Brasil também dispõe de adereços, figurinos, objetos e instrumentos musicais tradicionalmente usados na brincadeira - como é o caso da rabeca.
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