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TitlePub. DateDuration
Ela tinha planejado a própria morte, mas uma gatinha a salvou15 May 202500:08:08

A depressão foi tirando tudo da Bruna. Primeiro, a energia. Depois, o desejo de se levantar da cama e, por fim, a vontade de continuar viva. Foi nesse ponto, já pesquisando métodos para não estar mais aqui, que ela resolveu pedir ajuda. O que ela não imaginava é que o socorro viria na forma de uma gatinha chamada Virgínia.

Em plena pandemia, em 2020, ela se viu sozinha e começou a se afundar. Não comia, não tomava banho, não tinha forças. Mas mascarava bem. A família não percebia a gravidade da situação à distância.

Mas o copo ficou cheio demais e transbordou. Numa visita à casa dos pais, sentada à mesa da cozinha, ela pediu ajuda.

A irmã sugeriu que Bruna passasse uns dias com ela. E, tentando tirar a irmã daquele estado, insistiu pra que fossem visitar uma ONG de adoção de animais. Bruna não queria, mas topou, mais pra encerrar o assunto do que por vontade.

E foi logo na primeira gaiola que ela apareceu. Uma gatinha adulta, quase idosa, com sequelas de uma doença respiratória, resgatada de um lugar muito ruim. E mesmo assim, estava disposta a dar e receber carinho: rolou no chão, mostrou a barriga e esfregou a bundinha na grade como se dissesse “olha pra mim.”

E a Bruna olhou. Passado o recesso de fim de ano, ela foi adotar a Virgínia.

Nos primeiros dias, bateu o medo. Como ela iria cuidar de uma gata se mal estava dando conta de si? Mas, com o tempo, foi percebendo que a rotina com Virgínia virou estrutura. E a estrutura virou cuidado. Com a gata e com ela mesma.

Bruna sabe que a depressão é uma doença multifatorial. E que nenhuma cura vem de um único lugar. Ela fez terapia, toma medicação, conta com a rede de apoio. Mas reconhece: foi com a chegada da Virgínia que ela começou a reencontrar um sentido.

Porque vida chama vida. E, às vezes, tudo que a gente precisa é de algo ou alguém pra lembrar disso.

Hoje, Bruna fala da depressão sem vergonha. Fala com coragem. Pra dizer que não foi fácil, mas que é possível. E que nenhuma dor deve ser vivida em silêncio.

Ela é uma pessoa com múltiplas camadas. E a depressão foi só uma delas. Entre todas as coisas que a definem, também está essa: ela é uma sobrevivente. E foi salva por uma gatinha.

Ele adotou o filho do padrasto, um garoto com síndrome de Down08 May 202500:08:02

A história de Julio e Andrey começa no meio do caos. Uma vida que parecia prestes a se desfazer encontrou um novo sentido com a chegada de um menino com síndrome de Down, que, sem saber, salvou quem o salvaria.

Julio saiu de casa aos 18 anos após conflitos familiares, mergulhou em uma depressão profunda e pensou em desistir. 

Até que um telefonema da mãe interrompeu esse ciclo. Ela estava namorando e o novo companheiro tinha um filho com síndrome de Down. 

A convivência com Andrey começou aos poucos. O garoto tinha comportamentos autolesivos e não conseguia se comunicar. Julio, então, se colocou no papel de cuidador, babá, irmão, tutor. Tudo ao mesmo tempo. 

Começou a ensinar pequenas coisas: comer sozinho, se vestir, se limpar. Passo a passo, foi mostrando ao Andrey o que era ser amado.

A conexão entre os dois foi crescendo e se tornou ainda mais forte quando Andrey precisou passar por uma cirurgia. Foram 5 dias no hospital, e Julio ficou lá o tempo inteiro com ele. 

Foi só depois da alta que o pai biológico do Andrey apareceu, embriagado. Aquilo foi o ponto de virada: Julio decidiu entrar com o pedido de guarda.

O pai cedeu, assinou os papéis, e a história deles, que já era forte, virou laço de fato.

Julio ainda enfrentaria outra perda: a morte da mãe. Quem o acolheu foi Andrey. 

Com suas palavras simples e seu toque de carinho, Andrey segurou Julio no momento mais difícil. E foi ali que Julio entendeu: quem foi salvo, na verdade, foi ele.

Hoje, 9 anos depois, Julio olha para Andrey, agora com 20 anos, e diz com orgulho que ele é seu filho e vem evoluindo todo dia.

No fim das contas, o que incomoda muita gente não é a história de amor entre um pai e seu filho. É que essa história seja protagonizada por uma família que foge do padrão. Julio é um homem trans. 

Essa informação só aparece aqui, no fim, porque ela não muda em nada a beleza, a coragem e a potência do que foi vivido. Mas, para muita gente, ela mudaria tudo. E é justamente aí que mora o preconceito.

Meu marido desapareceu na fronteira dos EUA e nunca mais retornou20 Mar 202500:10:41

A vida de Razan nunca mais foi a mesma desde que o marido partiu para os EUA e desapareceu na travessia.

Desde então, tudo pesa sobre os ombros dela: três filhos para criar sozinha, um pequeno restaurante que abre aos fins de semana e a luta diária para pagar as contas, fora o fato de não ter tido oportunidade de se despedir. Mas Razan já sobreviveu à guerra na Síria. Ela sabe que não pode parar.

A Síria se tornou inviável para viver, então fugir não era escolha, era necessidade. Mesmo Razan não querendo, o plano era ir para a França com o marido. Os dois não tinham filhos ainda.

Mas no aeroporto, no Líbano, os sírios foram impedidos de embarcar. Tudo que tinham foi perdido naquelas passagens. Sem saída, o marido encontrou um destino inesperado: o Brasil. Razan não queria vir. Não falava português, não conhecia ninguém. Mas não havia opção.

A adaptação foi dura. Um dia, sem geladeira suficiente para guardar a comida que preparou, uma vizinha sugeriu que vendessem. No final do dia, Razan tinha dinheiro na mão e uma esperança nova.

Ali ela começou a cozinhar, postar nas redes sociais e, pouco a pouco, conseguiu clientes. Quando abriu a garagem para vender seus pratos, uma fila se formou na porta de casa. Pela primeira vez, ela sentiu que poderia recomeçar.

Mas então veio o golpe. Seu marido decidiu ir para os EUA visitar a família. Tentou o visto, mas foi negado. Escolheu a travessia ilegal.

A última ligação veio quando ele estava perto da fronteira. Mostrou o rio que atravessaria. Disse que ligaria em dez minutos. E nunca mais ligou.

Foram 54 dias de desespero. O celular nunca saía da mão. Qualquer barulho de notificação era um salto no peito.

Até que veio a confirmação: ele morreu e foi enterrado com outros 18 em uma cova coletiva, sem nome, sem despedida.

Desde então, tudo recai sobre ela. O restaurante ainda abre, mas as contas não fecham. Porque agora, tudo depende dela.

Razan não quer ser engolida pela tragédia. O sonho dela continua. Porque cozinhar sempre foi o que a manteve de pé.

Para ajudar a Razan, você pode frequentar seu restaurante de comida árabe, que fica na Rua Dr Mário Vicente, 379, Ipiranga. O restaurante funciona aos fins de semana. Para reservas e pedidos, mande uma mensagem no Whatsapp 11 99880.8496.

ELA PERDOOU O PAI QUE A ABANDONOU NA INFÂNCIA18 Apr 202300:22:01

Quando a Valéria nasceu, o pai dela não quis ficar com sua mãe, nem assumir sua paternidade. Mas aos 15 anos as coisas mudam e em uma viagem de volta À sua cidade, ela se depara com ele ajoelhado pedindo perdão por ter negligenciado a filha.

A Valéria naquele momento não titubeou e aceitou o perdão do pai. Sua ausência sempre foi muito dolorida pra ela, mesmo tendo um padrasto super atencioso ao lado desde pequena - padrasto esse que sempre apoiou sua aproximação do pai e de quem ele virou amigo com o passar dos anos.

Depois de ter sido perdoado, o pai da Valeria conseguiu redimir seus anos longe da filha e eles tinham uma relação muito boa. A Valeria não poderia ser mais feliz! Tanto que ela sempre reforçou que tinha dois pais: um que a fez e o outro que a criou, e amava os dois.

Anos mais tarde, já adulta e com filho, ela separou do ex-marido e decidiu voltar para sua cidade natal, no interior de São Paulo. De volta, ela vai morar no sítio do pai com seu filho e tem os melhores 10 meses da vida dela.

E são 10 meses porque o pai da Valéria, um homem idosos, pega Covid e acaba falecendo em decorrência da doença. Aquele sonho que ela estava vivendo acabava ali, mas não foi em vão.

A Valeria continuou morando na casa do pai e até hoje quando olha para os pés de manga no quintal e vê o chapeuzinho que ele usava na roça pendurado na parede (os da foto no carrossel), sabe que fez a escolha certa, para ela, para a sua história, de ter o perdoado e ter vivido tudo que eles viveram juntos após esse reencontro.

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O Histórias para ouvir lavando louça é um podcast do ter.a.pia apresentado por Alexandre Simone e Lucas Galdino. Para conhecer mais do ter.a.pia, acesse historiasdeterapia.com.

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

ELA ENTENDEU QUE NÃO É MENOS FEMININA POR SER LÉSBICA E TER CABELO CURTO11 Apr 202300:17:20

O que é ser mulher? A Lorany passou anos questionando e sendo questionada por isso por conta do jeito que ela cortava o cabelo ou pela forma como ela se vestia. Mas por que uma mulher lésbica precisa seguir um padrão masculino? Ou por que uma mulher que corta o cabelo curto precisa ser vista como masculinizada?

Todas essas questões fizeram a Lorany chegar ao consenso de que não precisava seguir padrão nenhum para ser ela mesma. Ser feliz. Afinal, não existe padrão pra ser quem se é.

A história da Jupat você assiste aqui: https://youtu.be/ocYtwZfiq_Q

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Roteiro: Luigi Madormo e Lucas Galdino

ELA SE TORNOU MADRASTA ANTES DO ENTEADO NASCER04 Apr 202300:21:41

Imagina a seguinte situação: você começa a namorar a pouco tempo e seu namorado diz que vai ser pai do filho de um relacionamento casual que rolou antes de vocês começarem a sair. O que você faria? A Priscila, depois de pensar bastante, topou encarar essa história. Ali nascia uma madrasta antes mesmo da criança vir ao mundo!

No começo, a decisão da Priscila foi mais coragem que maturidade, mas hoje, 10 anos depois, ela agradece por todo aprendizado que teve por aceitar continuar com o Bruno depois da notícia.

Mesmo com algumas amigas aconselhando ela sair desse relacionamento enquanto podia, ela encarou de frente. E se o Bruno fosse 'o amor da vida dela'? Ela iria jogar fora uma relação legal por algo que fugia do controle dela? Não! E ainda bem que ela fez isso porque não é só a relação bastante saudável dos dois que foi boa pra ela, mas também os aprendizados que o relacionamento dela com o Lucas e a mãe dele, trouxeram para toda a família.

As histórias que falamos no episódio:

"Meu papel como madrasta": https://www.youtube.com/watch?v=evEfPAcvrJw

"Mãe e Madrasta: é possível ter uma relação saudável": https://spoti.fi/3hii35L

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

A DEPENDÊNCIA QUÍMICA EXCLUIU ELE DA SOCIEDADE28 Mar 202300:22:05

O Jorge viu sua vida ruir por conta da dependência química. Tudo começou por volta dos 14 anos, quando ele começou a beber. Dali em diante o uso recreativo se tornou dependência, ele chegou a perder um negócio porque tudo que ganhava era pra sustentar o vício e até ser preso por consequência das drogas também.

Quando saiu do presídio, o Jorge foi parar em uma clínica de reabilitação. Mas a mudança não vem do dia pra noite e, algumas recaídas depois, ele consegue se manter sóbrio há alguns anos e trabalha para ajudar outros jovens que passam pelo que ele passou - e não quer passar nunca mais.

Hoje o Jorge também tem consciência que a dependência química não é um problema individual, é uma questão de saúde público que, infelizmente, a sociedade e o Estado fecha os olhos e encara como um problema moral.

Como e onde estaríamos se a dependência química fosse tratada do jeito que deveria ser?

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Roteiro: Luigi Madormo

ELA PERDEU O FILHO RECÉM-NASCIDO E TEVE QUE OUVIR QUE LOGO TERIA OUTRO21 Mar 202300:26:50

A gravidez da Luma foi bem complicada, mas não pelo fato de gerar uma criança e sim pela forma com que as pessoas a sua volta a tratavam quando ela descobriu que seu bebê estava com um problema durante a gestação. Suas decisões eram questionadas por familiares e pelos médicos - que inclusive praticaram violência obstétrica durante todo o tratamento que a induziram.

Infelizmente, a intuição da Luma não foi ouvida e isso levou a um agravamento da condição do seu filho, o Ben, que nasceu prematuro e acabou falecendo duas horas após nascer.

E mesmo após ela perder o seu primeiro filho, as pessoas ainda não eram respeitosas com sua dor, com seu luto. Muitos comentários indelicados foram feitos, desde a dúvida se ela e o Matheus, seu esposo e pai do Ben, ficariam juntos (afinal, eles eram jovens demais e só estavam juntos porque engravidaram), até o fato de que ela iria superar logo isso quando engravidasse e que, pelo menos, o Ben não tinha 2 ou 3 anos de idade.

A Luma tem bastante consciência de toda violência que vivenciou, da afetiva até a obstétrica, e pôde contar com seu companheiro e com outras pessoas próximas que a acolheram. Formada em psicologia, hoje ela pretende ajudar outras mães que passam ou passaram por situações parecidas, e dar o apoio que muitas pessoas não conseguem dar em momentos assim.

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Roteiro: Luigi Madormo

EU DEI A VIDA AO MEU FILHO E ELE ME DEVOLVEU A VIDA14 Mar 202300:19:13

Aos 20 anos a Vanessa engravidou e até chegou a pensar que aquele filho poderia atrapalhar a vida dela por ser muito jovem... o que ela não esperava era o que o destino estava planejando.

Quase 20 anos depois, ela descobre que estava com leucemia e, após um longo tempo de tratamento, só um transplante a salvaria. As coisas precisavam acontecer rápido e achar um doador 100% compatível é bem difícil. Por sorte, os médicos sugeriram do Gabriel, seu filho, fazer os testes e ali descobriu quem salvaria a vida da Vanessa.

O Gabriel veio ao mundo não para atrapalhar a vida da Vanessa, mas para salvá-la. É assim que ela enxerga hoje essa relação linda que tem com o filho.

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Roteiro: Luigi Madormo

ELA PASSOU ANOS SE CULPANDO PELO SUICÍDIO DO PAI07 Mar 202300:23:34

"E se eu não tivesse ido pra escola e ficado em casa?". Essa pergunta reverberou por mais de 20 anos na cabeça da Cibelle depois que seu pai tirou a própria vida, quando ela tinha 13 anos. Algo que hoje, passados mais de 30 anos da partida dele, ela entende que não tinha o que fazer, muito menos vão haver respostas para o "e se?". 

O pai da Cibelle começou a ficar ruim no início da adolescência dela. Na época, eles tinham uma vida bastante estável financeiramente, a família era muito tranquila, conhecida na cidade onde moravam. Com o tempo, o pai dela começou a falar coisas negativas sobre a vida, tudo se tornou muito triste. Ele enxergava o mundo triste. 

Na última noite de vida dele, ele estava sentado em uma cadeira de balanço e, chorando, falou para a Cibelle, que estava sentada vendo TV: "O que vai ser da vida de vocês?", depois disso ele foi deitar. A Cibelle foi atrás dele e teve a oportunidade de abraçá-lo e dizer: "Pai você é o amor da minha vida". No dia seguinte, enquanto ela estava na escola, ele tirou a própria vida. 

Com a partida dele, começa a peregrinação da família inteira. As pessoas queriam achar um motivo e um culpado. Elas não pensavam que quem fez estava doente. As pessoas faziam fofoca, diziam que a mãe da Cibelle havia traído ele por isso ele fez aquilo. 

Toda aquela experiência fez com que a Cibelle gerasse uma revolta muito grande. Era muito complexo querer respostas que nunca vai ter. O luto dela foi muito difícil, mas depois de muitos anos e de muita terapia, ela compreendeu que é possível sobreviver, é possível se curar. 

Hoje a Cibelle está bem e sempre lembra as pessoas que estão de fora de situações parecida para que elas não joguem o fardo em quem foi, muito menos em quem fica. Acolhimento em um momento tão delicado é a única opção. 

No episódio comentamos sobre a história da Ofélia, esse é o link para assisti-la: https://youtu.be/6mk4jdVFeAw

Aqui também está a playlist com histórias sobre saúde mental: https://www.youtube.com/watch?v=6mk4jdVFeAw&list=PL4_fPVcdd4QsI56Y-A0c2jf2_24cVkyKY

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

ELA DESCOBRIU A DISLEXIA AOS 40 ANOS28 Feb 202300:25:14

Desde muito novinha a Roseni se achava diferente. Ela já tinha aprendido a ler, mas em certo momento, o que a professora escrevia no quadro lhe parecia  mais um código. O F se tornou um 7 e outras letras e números começaram a se embaralhar. Ela não entendia o que estava acontecendo, nem seus professores, e isso fez com que ela repetisse quatro vezes a 7ª  série e desistisse de estudar.

Mais velha, ela volta para o Ensino de Jovens e Adultos, mas ainda assim não consegue acompanhar seus colegas. Uma vozinha na cabeça da Roseni ficava a todo momento dizendo que ela era burra, que ela era diferente e isso a levou a uma depressão profunda, que só foi resolvida anos mais tarde, quando ela já era mãe e em uma reunião de pais da escola do seu filho, a professora disse que adorava sua profissão de escritora. 

Num primeiro momento a Roseni não entendeu o que estava acontecendo. Ela era dona de casa, não escritora. Mas aí a professora explicou para ela que seu filho levava para a escola as histórias que ela escrevia e contava para ele. Era um hobby da Roseni escrever em um diário seus sentimentos e também alguns contos que ela resgatava da infância, mas jamais ela imaginaria onde isso ia chegar. 

Graças à professora do seu filho, ela entendeu que poderia, sim, ser escritora e foi assim que ela começou a escrever livros (hoje são 12 editados). 

Mas e aquela dificuldade que ela tinha na escola? A Roseni também só descobriu o que acontecia com ela por conta dos seus livros. Um jornal da sua região a convidou para uma reportagem e a levaram até a escola onde ela estudou anos atrás. Os fotógrafos queriam uma foto dela escrevendo na lousa o nome de um dos seus livro, mas na hora a Roseni travou e não conseguiu escrever. 

A diretora atual da escola percebeu e foi ajudá-la, inventou uma cena ali na hora que deixou a Roseni mais confortável para as fotos. Depois disso, a diretora conversou com a Roseni, comentou que havia visto seu boletim e acompanhado sua trajetória profissional e sugeriu dela investigar sobre dislexia. E foi isso que a Roseni fez.

Depois de estudar sobre o assunto e com o diagnóstico em mãos, ela tirou um peso das costas. "Ali quando você dá nome, tudo muda. Aquelas coisas de você achar que não é capaz, tudo isso aliviou, saiu. Era como se eu tivesse carregando essa mochila e, ainda assim, eu me tornei escritora". 

A Roseni hoje consegue perdoar toda aquela culpa que sentia no passado e leva sua história como aprendizado por onde passa, principalmente me escolas públicas. Ela sempre reforça que há beleza no diferente, o que falta é as pessoas entenderem e abraçarem a diferença. Até porque ninguém é igual a ninguém.

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Roteiro: Luigi Madormo

ELA SE DESCOBRIU BISSEXUAL DEPOIS DE 19 ANOS CASADA COM UM HOMEM22 Feb 202300:28:51

A Dilane foi casada com um homem por 19 anos. Ela teve três filhos, trabalhava e vivia bastante feliz durante o tempo que esteve nesse relacionamento. Mas as coisas começaram a mudar quando ela entendeu, aos 33 anos, que era bissexual. A descoberta veio junto ao fato dela não se sentir mais completa naquela relação. 

Ela precisava terminar e, por mais doloroso que fosse, precisava ser verdadeira com o outro também. E foi isso que ela fez. 

Mas as coisas não foram fáceis. Dilane sofreu muito com as acusações a respeito da sua sexualidade. Quem convivia com ela não entendia que mesmo bissexual, enquanto ela estava casada com um homem, era apaixonada e vivia aquela relação.  

Mesmo assim, ela seguiu de cabeça erguida porque sua consciência dizia muito sobre quem ela era. E apesar de muitas pessoas se afastarem por conta disso, outros muitos a viam como uma referência. 

Afinal, quantas pessoas não estão presas a uma vida de mentira por medo ou para agradar os outros?

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Roteiro: Luigi Madormo

ELA FICOU EM COMA POR 8 DIAS E ACORDOU NO DIA DO SEU ANIVERSÁRIO14 Feb 202300:14:35

A Deise renasceu depois de ficar 8 dias em coma induzido por conta da Covid e acordar dois dias após seu aniversário. De família bastante religiosa, tanto a Deise quanto seus familiares se apegaram a fé para poder atravessar esse período conturbado. Quando a Deise acordou, realmente foi uma renascimento. 

Apesar do susto e de algumas sequelas que ficaram, a Deise fica feliz que sua história inspirou familiares, amigos e vizinhos a se vacinarem. Por conta do que aconteceu com ela, pessoas que não acreditavam na eficácia das vacinas entenderam o que estava em jogo. Não só suas vidas, mas de pessoas queridas que estavam próximas.

VACINA SALVA VIDAS! 

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Roteiro: Luigi Madormo

Perdi 22 anos de memória por causa de 5 vírus no meu cérebro13 Mar 202500:07:51

Com 22 anos, Leticia perdeu toda a memória da sua vida. Como se sua própria história tivesse sido apagada, ela não reconhecia as pessoas, lugares ou sequer a própria imagem em fotografias. Era como se estivesse começando do zero, sem referências, sem um passado.

Leticia convivia com alergias severas, mas a situação piorou. Um dia, ela sentiu as pernas ficarem geladas, os sintomas se intensificando, e ela foi levada ao hospital.

Durante a internação, ela comeu algo que não podia e seu corpo reagiu violentamente. Parada cardíaca. Fechamento da glote. Uma dor insuportável. Os órgãos foram falhando um a um. Leticia ficou acamada, sem mobilidade, sem controle sobre o próprio corpo.

Quando o caso dela parecia não ter solução, um médico alemão apareceu, e em dez dias de tratamento, ela voltou a andar. Mas o mais impressionante veio depois: exames revelaram vários vírus incubados em seu cérebro – meningite, dengue, rubéola, sem conta os fungos.

Mas ela acordou sem memória de um dia para o outro? Não. Os esquecimentos vieram aos poucos. Nomes citados por sua mãe pareciam desconhecidos. Pessoas próximas se tornaram estranhas, até mesmo sua mãe. Sua própria imagem no espelho era de uma desconhecida.

Forçar a memória trazia dores de cabeça, então ela desistiu de lembrar. Decidiu aceitar. Sem passado para guiar suas escolhas, decidiu construir algo novo.

Foi aí que ela descobriu uma facilidade para aprender idiomas. Aprendeu alemão em cinco meses para agradecer ao médico que a ajudou, e seguiu estudando outros

Com medo de esquecer tudo o que construiu novamente, Leticia passou a se apegar a pequenos detalhes e começou a registrar tudo em vídeo, de pequenas anotações a qualquer coisa que garantisse que, se um dia tudo sumisse de novo, ao menos o presente estivava documentado.

Hoje ela celebra cada momento. Cada encontro. Cada aprendizado. E se um dia a memória falhar de novo, ela já sabe: o que importa é viver. Criar memórias novas e melhores.

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AS RELAÇÕES SÃO COMO PLANTINHAS08 Feb 202300:09:57

Essa foi a reação da Cris ao ouvir nós dois, Alexandre e Lucas, lendo a sua história de amizade com a Edenilde no livro A HISTÓRIA DO OUTRO MUDA A GENTE, primeiro livro do ter.a.pia.  

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Relembre a Edenilde contando a história pela primeira vez aqui: https://www.youtube.com/watch?v=G_KMwvWycAY

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Edição: Ricardo Babachinas

Roteiro: Alexandre Simone e Lucas Galdino

ADOTAR UMA CRIANÇA DEU A ELA VONTADE DE VIVER07 Feb 202300:20:36

Sempre foi o sonho da Elaine ser mãe, mas por questões de saúde ela não poderia gerar uma criança e esse fato levou ela a entrar em uma depressão profunda. Essa tristeza crônica quase a fez desistir de viver. Mas quando isso passou pela cabeça dela, ela dá de cara com uma faculdade oferecendo cursos de adoção. Nesse momento um outro mundo se abriu para ela, que agora poderia voltar a sonhar em ter um filho para chamar de seu. 

Foram 6 anos esperando pelo Nicolas, seu filho tão amado e esperado. Toda essa espera compensou quando ela pegou ele no colo e ele olhou em sua alma, como ela mesma diz. 

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

OPORTUNIDADE PARA MUDAR01 Feb 202300:13:32

Essa foi a reação da Silvana ao ouvir Alexandre e Lucas lendo a sua história no livro A HISTÓRIA DO OUTRO MUDA A GENTE, primeiro livro do ter.a.pia.  

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Relembre a Silvana contando a história pela primeira vez aqui: https://www.youtube.com/watch?v=ZAlIzSGkhxA

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Edição: Ricardo Babachinas

Roteiro: Alexandre Simone e Lucas Galdino

ELA SE APAIXONOU PELA VIZINHA31 Jan 202300:25:15

A Iris estava em um relacionamento muito ruim com o pai dos seus filhos quando o amor verdadeiro bateu na porta. Em uma conversa despretensiosa, sua vizinha assumiu que estava apaixonada por ela. O susto foi grande mas a Iris percebeu que essa relação poderia trazer tudo o que ela não tinha no seu casamento: amor de verdade.

"A história do outro muda a gente", o primeiro livro do ter.a.pia está disponível para compra. Garanta o seu aqui: https://amzn.to/3CGZkc5 

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Edição: Felipe Dantas 

Roteiro: Luigi Madormo

COMPREENDER PARA PODER PERDOAR 25 Jan 202300:14:25

Essa foi a reação da Adriana ao ouvir nós dois, Alexandre e Lucas, lendo a sua história no livro A HISTÓRIA DO OUTRO MUDA A GENTE, primeiro livro do ter.a.pia.  

Para relembrar e se emocionar com outras histórias contadas no livro A HISTÓRIA DO OUTRO MUDA A GENTE, garanta sua edição no link: https://amzn.to/3CGZkc5 

Relembre a Adriana contando a história pela primeira vez aqui: https://youtu.be/BXqKBPWurYI

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Edição: Ricardo Babachinas

Roteiro: Alexandre Simone e Lucas Galdino

É POSSÍVEL SAIR DE UM RELACIONAMENTO ABUSIVO24 Jan 202300:18:55

Não é só no BBB. A Jessica é a prova viva de que relações abusivas são mais comuns do que a gente imagina. Depois de namorar um tempo pela internet com um rapaz, a Jéssica acaba indo morar com ele e o conto de fadas se tornou o pior dos filmes de terror. 

Aquele cara carinhoso começa a se irritar com qualquer coisinha, a xingar, humilhar e até agredir a Jéssica. Infelizmente, quem passa por essas relações abusivas muitas vezes não consegue se afastar. Como a própria Jéssica diz, "quando a gente tá apaixonado, a gente não enxerga ou a gente finge não enxergar muitos sinais de que aquilo vai se tornar um problema", mesmo com pessoas de fora tentando avisar que algo está errado. 

A virada de chave para Jessica veio quando o ex a agrediu. Ali ela entendeu que não merecia estar presa àquela situação e começou a se mexer para poder ir embora. Não foi fácil, mas ela saiu daquela casa e conseguiu dar a volta por cima. Nunca mais ela o encontrou e hoje sabe que é possível, sim, sair de uma relação abusiva. "Você pode viver confortável quando descobre seu amor próprio. Ninguém merece migalhas, nem implorar por elas".  

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Edição: Felipe Dantas 

Roteiro: Jessica Correa

COMO EU LIDEI COM O PARKINSON DE MINHA MÃE17 Jan 202300:20:24

"Um buraco se abriu no meu chão e fiquei em queda livre durante um bom tempo" essa foi a frase que o Fernando nos enviou para falar sobre quando descobriu o diagnóstico de Parkinson de sua mãe. Os dois sempre foram muito próximos e quando o Fernando percebeu que a dona Maria Aparecida estava com os movimentos mais lentos, muito curvada e com dificuldade para caminhar, uma angústia muito grande bateu. Um tempo depois dos primeiros sinais, veio o diagnóstico, no final de 2021. 

Ver a mãe ficando debilitada em decorrência da doença foi algo bastante aterrorizante para o Fernando, que ainda assim teve que ter forças pra mostrar a ela que ele estava ali, independente de qualquer situação. Até porque o diagnóstico não veio para dar uma sentença, ele veio para transformar. Houve o momento de luto, é claro, mas ele e a família conseguiram ver no luto a transformação. Assim, todos decidiram caminhar junto com Maria Aparecida e fazer o tratamento para ela ficar bem. 

Para acompanhar o progresso da doença, o Fernando teve a ideia de pedir para que sua mãe fizesse desenhos sobre como ela vê o Parkinson, sua trajetória, sua história. Dessa forma, ele consegue acompanhar a progressão de possíveis tremores através dos traços. O que ele não imaginava era que esses desenhos estão cada vez mais cheios de sentimentos e já são conhecidos lá onde eles moram, ganhando até uma exposição na cidade, e levando informação sobre a doença para as pessoas que moram lá.

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Roteiro: Jessica Correa

DESDE QUE EU ENTREI NA VIDA DA MINHA AVÓ ELA NUNCA MAIS PASSOU FOME10 Jan 202300:12:50

Aos 16 anos de idade, a Jennifer assumiu a responsabilidade de cuidar da avó, que morava na periferia do Guarujá, litoral de SP. A avó estava em extrema vulnerabilidade, passava fome e a casa onde morava alagava quando chovia e a neta teve que trocar a vida social adolescente por um trabalho para poder dar o mínimo de dignidade a ela. 

Jennifer se tornou adulta, tirou a avó daquele lugar e se orgulha hoje de poder bater no peito e dizer que, sim, elas passaram muitas dificuldades juntas, mas a fome jamais chegou naquela casa. 

A avó da Jennifer faleceu em 2021, em decorrência da Covid-19, e esse episódio é uma homenagem a ela.

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Jessica Correa

NINGUÉM ACREDITOU QUE A FILHA DE UM BOIA-FRIA SERIA ADVOGADA03 Jan 202300:25:23

Filha de um boia-fria e de uma empregada doméstica, a Kenia resolveu terminar os estudos aos 35 anos quando se viu com problemas financeiros e sem chance de entrar no mercado de trabalho. Logo após terminar o supletivo do ensino médio, ela decide que quer ir além e presta o vestibular para Direito e passa. Ela só não imaginava que dentro da sala de aula (e fora também) as pessoas iriam desacreditar da sua capacidade. Os colegas de classe riam dela, a chamavam de 'mobral'; enquanto familiares e pessoas próximas apostavam (literalmente) que ela não conseguiria completar os estudos. 

Mas a Kenia não desistiu. Se formou em Direito, passou na OAB e em todos esses momentos, por mais que ela tenha começado a frequentar e dividir espaços com desembargadores e juízes, ela só consegue pensar que chegou ali não graças a um sobrenome, mas aos seus país, os invisíveis do brasil que carregam o país nas costas. 

E além da gratidão pela trajetória da sua família, ela também atua como advogada auxiliando quem não tem os mesmos acessos que ela conquistou durante a faculdade.

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

DEPOIS DE 40 ANOS EU CONSEGUI REALIZAR MEU SONHO DE SER CANTORA27 Dec 202200:22:25

Desde novinha a Edna sonha em ser cantora como Clara Nunes e Elza Soares, mas seu sonho foi deixado de lado porque ela precisava trabalhar em um 'emprego formal' para colocar comida dentro de casa. E assim foi por 40 anos até ela ir atrás de viver aquilo que sempre quis. 

O sonho da Edna viveu adormecido por muitos anos, mas a música ainda estava viva dentro dela. A jovem se tornou uma grande costureira e enquanto a máquina de costura trabalhava, o radinho de pilha fazia a trilha sonora de sua história. Mas isso não bastava, faltava algo que o cantarolar enquanto costurava não preenchia.  

Depois de criar os filhos e se aposentar, ela foi atrás de viver aquilo que sempre quis. Começou alguns cursos e hoje, aos 65 anos, além de cantar também é percussionista de um bloco afro, e com alegria diz com toda propriedade que sonhos não envelhecem.

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Jessica Correa

Julieta: a cachorra que me ensinou a ser pai12 Mar 202500:27:26

Leandro nunca quis ser pai. Era uma decisão resolvida, algo que ele nunca havia questionado. Até que Julieta, uma golden retriever, chegou. Mas calma, não é uma história sobre pai de pet… não só.

Depois de um tempo estudando sobre cachorros, Leandro foi visitar um canil e foi escolhido por Julieta, que se tornou sua cãopanheira inseparável. 

Os dois viajaram juntos, compartilharam momentos felizes e desafiadores. Quando ela tinha 7 anos, veio o primeiro susto: câncer. Pela primeira vez, Leandro encarou a possibilidade de perdê-la. Mas a vida ainda lhe reservaria mais provações.

Em 2021, seu pai sofreu um acidente e faleceu meses depois. Logo em seguida, Julieta começou a mancar. O diagnóstico: mielopatia degenerativa. A previsão era de 15 a 20 dias de vida, mas ela resistiu por dois anos. 

Foi nesse período que Leandro percebeu: sua paralisia emocional estava conectada à paralisia física de Julieta. O medo de ser pai, o trauma da infância, a ausência do pai, tudo era refletido nela.

Quando finalmente Leandro e sua esposa decidiram tentar, Michelle engravidou na primeira tentativa. Lara nasceu. Três meses depois, Julieta partiu. Ela esperou e, segundo Leandro, essa era a missão da sua cãopanheira. 

A despedida foi difícil. A eutanásia foi a escolha mais dura que ele já tomou, ainda assim ele sabia que era o certo. Hoje, entende que Julieta não apenas transformou sua relação com a paternidade, mas ressignificou o papel dos animais em nossas vidas.

O livro do Leandro você pode comprar aqui: https://amzn.to/3Fmq4Tm

O Oxxo é o parceiro que está apresentando a história do Leandro no podcast. O Oxxo também está sempre pertinho para salvar a gente no dia a dia. Saiba mais em http://instagram.com/oxxobrasil. #VemProOxxo

DEPOIS DO CÂNCER TIVE MEDO DE DECEPCIONAR MEUS PAIS POR SER GAY20 Dec 202200:20:19

Aos 13 anos o Gabriel descobre que estava com câncer e a partir daí a vida de uma criança, entrando na pré-adolescência, muda completamente e ele começa a se preocupar em se manter vivo enquanto seus amigos estava jogando videogame. Mas as coisas ficam mais difíceis quando, no meio do tratamento, ele começa a se descobrir um rapaz gay. 

Durante esse período, o Gabriel sempre achou que estava dando trabalho aos pais. Isso o consumia de uma forma muito ruim. Por isso, ele tentou de toda forma reprimir o que sentia e quem era para não magoar ou não desapontar seus pais - que na cabeça dele já haviam sofrido o bastante. 

Foram alguns anos se reprimindo de todas as formas, inclusive segurando o choro em muitos momentos de sua vida, para não desapontar os pais de alguma forma. Tudo muda quando, aos 16 anos, ele tem uma recidiva da doença e começa a se questionar sobre o tempo que ele ficou vivendo para os outros enquanto fingia ser o que não era. 

O segundo câncer do Gabriel fez com que o garoto, mesmo tão jovem, enxergasse que a vida é curta demais para deixar de ser quem se é pelos outros. Até porque quem nos ama vai nos aceitar de qualquer forma, né? 

O bonito foi que ele, ao se assumir, viu o quanto as pessoas a sua volta o acolhiam e jamais acharam que ele era um fardo. Sua irmã foi a primeira a saber da sua sexualidade e tranquilizá-lo, os amigos também foram parte importante do processo e também seus pais que, apesar de um início meio sem tato, hoje formam o grupo de apoio do Gabriel para além dos laços sanguíneos. 

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

EU SOU O ARTISTA QUE O RACISMO NÃO DEIXOU MEU PAI SER13 Dec 202200:23:21

Muito provavelmente você já viu circulando pela internet as tirinhas do @devaneioshq, criado pelo Yorhán Araujo. O que você não sabe é a história por trás da arte do Yorhán. Vindo do interior do Rio, de uma família preta e pobre, o garoto viu sua maior inspiração na arte partir de uma forma trágica e dolorida. Seu pai faleceu em decorrência da depressão, do alcoolismo e do racismo depois de muito sofrer por não conseguir seguir o sonho de viver da sua arte. 

O pai do Yorhán sempre foi autodidata e desenhava muito. O cara não deixava nada a desejar se comparado com quadrinistas da Marvel e da DC, mas seu dom (e seus anos de estudos) foram por ralo abaixo por uma questão: sua cor. Por ser preto e pobre, o pai do Yorhán não conseguia trabalhar com o que fazia de melhor e acabou dentro de uma metalúrgica. 

Ali ele adoeceu psicologicamente, acabou se tornando alcoólatra e as coisas começaram a não trilhar um caminho positivo. Ele se tornou um homem agressivo, se afastou da família, inclusive do Yorhán, que cresceu ouvindo que o pai era um 'pinguço safado'. O Yorhán lembra que a última vez que viu seu pai ele estava deitado na cama, sem conseguir se levantar, já não tinha forças nem pra fazer sua própria comida. Aquela cena o marcou muito e tempo depois, os amigos do seu pai o encontraram morto, sozinho. 

Crescer ouvindo os outros falarem mal do seu pai foi difícil, mas o Yorhán começou a entender que, apesar dos erros, o pai sofreu muito e desde sempre. Tentar ressignificar a imagem que tinha do pai foi difícil mas não impossível porque quando o próprio Yorhán decide seguir o caminho das artes, percebe que esse universo pode ser muito cruel para um homem preto. 

Na faculdade mesmo, o Yorhán era preterido pelos colegas de turma (pelo menos até eles perceberem que ele era bom em atividades que as pessoas precisavam), percebeu que o mercado negligencia artistas pretos e pobres e isso fez ele se aproximar da memória que tinha do pai. Principalmente a memória boa, do artista repleto de inspiração e talento que ele era. 

Hoje o Yorhán é reconhecido pelo trabalho na Devaneios, suas tirinhas mais famosas, e já tem três livros publicados - dois de forma independente e um pela Editora Planeta (disponível pra compra aqui: https://amzn.to/3BsQVZk). Muito do que ele é hoje é em homenagem ao seu pai, que infelizmente não pode ser. 

A história do Oswaldo que comentamos no episódio é essa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=hX3OvX2FmY8

A história da Monica, que comentamos no episódio é essa aqui: https://www.youtube.com/watch?v=AjYT6j7DIpU

Para seguir os Yorhán nas redes, vem cá: https://www.instagram.com/devaneioshq/

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Roteiro: Luigi Madormo

SONHEI COM MEU MARIDO E O ENCONTREI 20 ANOS DEPOIS06 Dec 202200:21:53

Imagina você sonhar com seu marido antes mesmo de conhecê-lo? Essa é a história da Sandra. Aos 14 anos ela sonhou com um homem que, sem falar nada, a atraiu apenas com o olhar. Mais de 20 anos depois, já sem lembrar do que havia sonhado na adolescência, ela se depara com o mesmo homem, que viria a se tornar seu marido, em meio a rodoviária lotada na antevéspera de natal. É destino ou não é?

A história da Sandra tem muito mais sinais. 10 anos depois do sonho na adolescência, uma benzedeira diz que há um homem em sua vida. Na época, ela estava na Bahia, solteira e nem se lembrava mais do que havia sonhado. Além disso, a mulher indicou para Sandra acender uma vela para São Sebastião todo mês de janeiro. 

Alguns dias depois da sua conversa com a benzedeira, ela recebe uma oferta de trabalho no Rio e vai sem pensar duas vezes. Lá ela descobre que São Sebastião é o padroeiro da cidade e entende aquilo como sinal. Ela só não imaginava que tudo isso a ligaria com o homem do sonho que, por mais inacreditável que possa parecer, também se chama Sebastião. 

Tudo isso pode ser considerado coincidência? Sim. Mas a Sandra e o Sebastião viveram anos no mesmo bairro, no Rio, indo aos mesmos shows, fazendo o mesmo trajeto de caminhada... o encontro só aconteceu quando era para ter acontecido, naquela antevéspera de Natal. Como diz a Sandra, "não é questão de crença, é questão de saber".

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Roteiro: Luigi Madormo

A MORTE DO MEU PRIMO ME INSPIROU A ACOLHER OUTRAS PESSOAS29 Nov 202200:31:39

Em 2006, o José perdeu seu primo de 15 anos para o câncer. No momento da partida do Le, eles estavam de mãos dadas. Apesar da experiência forte de perder alguém tão jovem e tão próximo a você, a partida do garoto inspirou o Zé a ir atrás de uma maneira de acolher outras pessoas que estavam lidando com períodos em hospitais. 

Alguns meses após a partida do primo, o Zé descobriu o Doutores da Alegria e se encantou. Ali ele decidiu que seu objetivo era fazer parte do grupo de palhaços que visitam hospitais. Mas o processo para entrar na ONG é bem longo e complexo, primeiro o interessado precisa ter feito teatro, se especializar na arte do palhaço, tocar instrumentos, cantar... Mesmo com todas as exigências o Zé foi atrás! Ele começou teatro, e antes de se formar, foi convidado pra ser voluntário num grupo de palhaços que iria começar a visitar hospitais na cidade. Ele topou, se tornou palhaço e ficou ali por 5 anos fazendo voluntariado no grupo da sua cidade. 

Depois desse tempo todo, ele tinha tudo que precisava pra entrar nos Doutores da Alegria, mas percebeu que já fazia exatamente o que eu tinha como sonho: visitar outras crianças, jovens, adultos em hospitais. O sonho do Zé não era o Doutores da Alegria em si, essa era uma (outra) inspiração. Ele queria mesmo era fazer o bem para quem estava vivendo o que seu primo viveu. 

Hoje o Zé, que antes trabalhava com TI, vive como ator e palhaço e se lembra dos momentos que passou com o primo como propulsores para um sonho que ele nem sabia que sonharia. Estar com o primo naquele momento não foi uma simples visita familiar, ali ele estava sendo para o Le um alívio para a dor apenas estando ao lado dele.

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Roteiro: Jéssica Correa

GÊMEOS SEPARADOS NA MATERNIDADE SE REENCONTRAM 20 ANOS DEPOIS22 Nov 202200:27:08

Amauri e Emília são irmãos gêmeos e foram separados ainda na maternidade, cada um foi adotado por uma família. Os dois cresceram sabendo que eram adotados, mas Emília cresceu sem saber que tinha um irmão e Amauri imaginava que ela não morava no Brasil. Pra melhorar a história, eles moravam bem próximos durante a infância, no Recife. Mas só se encontraram mesmo 20 anos depois. 

Como Amauri sabia da existência da irmã, ele quem foi atrás dela. Seus pais tinham uma foto de Emília ainda pequena. Com a foto em mãos, Amauri publica ela em um grupo muito famoso do Facebook, chamado LDRV. Esse grupo não era voltado para esse tipo de assunto, mas a história comoveu os jovens que frequentavam as discussões voltadas para cultura pop e memes, que viralizaram a publicação até ela chegar em Emília, que descobriu dessa maneira inusitada que tinha um irmão. Ainda por cima, gêmeo.

Eles trocaram telefone e, apesar da estranheza dos primeiros momentos, nascia ali uma amizade e um companheirismo que sempre faltou para os dois. Amauri sempre quis conhecer a irmã, mas tinha receio de como seria encontrá-la. Emília nem imaginava a existência dele, mas esteve aberta o tempo todo para construir essa relação com o irmão. 

Hoje os dois vivem juntos, moram próximos e têm muitos gostos em comum - além das semelhanças físicas. 

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Roteiro: Luigi Madormo

MEU FILHO PROVOU QUE A PARALISIA CEREBRAL NÃO IMPEDIU ELE DE VIVER15 Nov 202200:22:27

A gravidez e o parto dos gêmeos da Luzia foram tranquilos até o momento em que ela recebe a notícia que um dos gêmeos, o Rodolfo, nasceu com paralisia cerebral. Desenganado pelos médicos, o garotinho não tinha expectativas nenhuma, mas a Luzia pediu a Deus a oportunidade de cuidar do filho. Deus atendeu e ela se desdobrou em muitos papeis, como mãe solo, para dar o melhor para os filhos, em especial o Rodolfo. 

30 anos se passaram e o bebê que viveria em estado vegetativo hoje fala, ouve, ri, adora assistir jornal e é o companheiro da Luzia que não se arrepende de nada do que viveu nesse longo caminho. Mesmo tendo que lidar com tudo sozinha, sem apoio do genitor dos garotos, ela conseguiu dar uma vida digna para o filho e ele retribui com muito amor e companheirismo.

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Roteiro: Luigi Madormo

MÃE E MADRASTA: É POSSÍVEL UMA RELAÇÃO SAUDÁVEL08 Nov 202200:27:47

Mãe e madrasta podem ser amigas? A Karol e a Micaela provam que sim! Quando começou a namorar o Douglas, pai dos filhos da Karol, a Micaela tinha uma impressão errada da Karol. Tudo muda quando elas entendem que para o bem das crianças as duas precisavam conversar e ter uma relação saudável. A maturidade das duas fez com que elas se aproximassem e se tornassem amigas (que hoje até se juntam para fofocar sobre seus respectivos companheiros haha).

A história da Marcela sobre ser madrasta tá disponível aqui: https://www.youtube.com/watch?v=evEfPAcvrJw

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Roteiro: Luigi Madormo

ELE SE MUDOU DE SP PARA O CEARÁ PARA DOAR UM RIM PARA A NAMORADA01 Nov 202200:14:54

Quando a Eveline começou a fazer hemodiálise por conta de uma doença renal crônica, seu ex-companheiro a abandonou alegando que estava cansado e sufocado. Lidar com a doença e o abandono foi algo bastante difícil para ela, mas as coisas mudaram totalmente quando ela conheceu o Adriano, seu atual companheiro. 

Os dois se conheceram pela internet e ficaram namorando virtualmente por cinco meses. Ele morava em São Paulo e ela, no Ceará. Depois desse tempo à distância, o Adriano decide largar tudo e se mudar para viver seu amor com a Eveline, no Ceará. Era um tiro no escuro, mas as coisas deram certo e hoje os dois estão há quase dois anos juntos.

E tem mais, o Adriano decidiu não só estar com a Eveline, mas doar para ela um rim. A Eveline está há um tempo na fila para doação, mas ele descobriu que poderia fazer isso por ela e não mediu esforços. Falta agora eles completarem um ano de casados no civil para ambos entrarem com a papelada da doação.

Viva o amor! ♥

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Roteiro: Luigi Madormo

EU ESCOLHI AMAR MEUS FILHOS GAYS 25 Oct 202200:31:41

A Gina sempre desconfiou que seu filho mais velho, Pedro, era gay, mas por muito tempo fingiu que nada acontecia por conta do preconceito que ela carregava consigo. Tudo mudou quando o Pedro a chamou para conversar e se assumiu. Ali, a Gina entendeu que não tinha nada o que temer. Ela deveria amar, acolher e lutar por seu filho. E foi isso que ela fez e ainda faz. Hoje a Gina é atuante do movimento Mães Pela Liberdade, um coletivo promove ações em apoio às famílias das comunidades LGBTQIA+ no Estado de Minas Gerais.

Claro que em um post de Instagram ou até mesmo ouvindo o episódio do Podcast completo com a Gina, tudo parece que foi simples e fácil. Mas ela mesma lembra que não. A Gina foi resistente por um tempo, chegou a pedir muitas vezes para que seus filhos não fossem gays. Mas o incrível da história dela, é que ela entendeu que essa dificuldade em aceitá-los, não era problema deles e, sim, com ela. Eles estavam sendo só eles, ela é quem tinha um problema. O preconceito. 

Que bom que a Gina escolheu amar seus filhos, independentemente de qualquer coisa. Por mais mães como a Gina! 

O link para votar no Histórias para ouvir lavando louça como Melhor Podcast no Rio Webfest é esse aqui: https://riowebfest.net/popular-vote/

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Roteiro: Luigi Madormo

NUNCA ENCAREI O CÂNCER DE MAMA COMO SENTENÇA DE MORTE18 Oct 202200:20:19

Aos 28 anos a Fernanda descobriu o câncer de mama. Por mais que a notícia tenha sido um choque, ela já vinha fazendo o exame de toque com frequência depois que sua irmã foi diagnosticada também aos 28 anos. O medo era um sentimento presente em ambas as notícias, mas por ter visto a irmã passar por todo o tratamento com muita garra, a Fernanda se sentiu muito mais confiante. 

O que mais foi dolorido para a Fernanda foi o processo de aceitação após a retirada das mamas. A cirurgia era uma lembrança diária porque toda vez que ela se olhava no espelho, via a cicatriz. Em determinado momento ela entendeu que tudo depende de como você encara. A cicatriz poderia significar tristeza e vergonha, mas ela decidiu enxergar nas marcas em seu corpo sua força em enfrentar o tratamento. 

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Roteiro: Luigi Madormo

A médica que ensina a morrer com dignidade06 Mar 202500:11:27

Desde pequena, Ana Claudia Quintana Arantes  @acqa  sabia que queria ser médica. Mas crescer em uma família com dificuldades financeiras fazia esse sonho parecer distante. Ainda assim, ela insistiu e conseguiu entrar na USP, um passo que parecia impossível, mas que abriu o caminho para tudo o que viria depois.Foi na faculdade que começou a perceber algo que a maioria dos colegas evitava: a morte. O assunto era tratado como um fracasso, um erro da medicina, algo a ser contornado a qualquer custo. Mas para Ana, essa negação não fazia sentido. Quanto mais ela estudava, mais entendia que a morte não era o oposto da vida, mas parte dela. E foi assim que encontrou sua verdadeira vocação nos cuidados paliativos.Ela começou a trabalhar com pacientes em fase terminal e percebeu algo fundamental. Não era só sobre aliviar dores físicas. Era sobre acolher, ouvir, permitir que as pessoas vivessem seus últimos dias com dignidade. Ana descobriu que a maior parte do sofrimento vinha do medo, do silêncio ao redor do tema, da solidão de não poder falar sobre o próprio fim.Enquanto a maioria dos médicos olhava para a morte como um inimigo, Ana a via como parte do processo. Falava sobre isso com naturalidade, escrevia, dava palestras. Queria quebrar o tabu, ensinar que a morte não precisava ser um momento de desespero, mas sim de significado.A experiência com os pacientes trouxe reflexões profundas sobre a vida. Sobre como gastamos tempo demais preocupados com coisas que não importam e tempo de menos vivendo de verdade. Sobre como postergamos conversas difíceis, como temos medo de dizer “eu te amo” ou pedir perdão. Ela via isso todos os dias, e isso mudou como escolheu viver.Olhando para trás, Ana Claudia não tem dúvidas: escolheu a medicina para salvar vidas, mas aprendeu que, às vezes, salvar alguém significa apenas garantir que seu fim seja tratado com respeito e humanidade.O livro "Cuidar até o fim" da Ana Claudia Quintana Arantes, publicado pela  @EditoraSextanteTV , você pode comprar aqui pelo link: https://amzn.to/3ENHubq.

MINHA FILHA PARTIU VIVENDO A MELHOR VIDA QUE ELA PODERIA VIVER11 Oct 202200:30:52

Foi aos 3 anos que a Betina recebeu o primeiro diagnóstico de câncer. Após um ano de tratamento, outra notícia ruim: o câncer havia voltado e com mais força. Foi aí que a Juliana, sua mãe, decidiu viver tudo que poderia viver junto com a filha. Todo mundo criou uma expectativa muito grande no tratamento, mas ela e a filha sabiam que tinham pouco tempos juntas e nesse pouco tempo formaram memórias em viagens e brincadeiras de família mesmo no hospital. 

Mesmo muito pequena, a Betina tinha uma consciência da sua situação muito grande. Ela sabia que ia morrer e decidiu para quem ficaria alguns brinquedos, pediu para ser levada para ver o mar e, apesar de toda a dor da realidade do fim da vida, sua família seguiu vivendo intensamente esse processo com amor, respeito e muita empatia.

Quando ela faleceu, as pessoas falavam para a Juliana que ela era mãe de um anjo agora. Mas a Ju respondia que não era mãe de um anjo, mas de um cometa, pela força que a Betina mostrou durante os anos lutando contra o câncer. Ela não era um anjo, mas um fenômeno da natureza. 

O Histórias para ouvir lavando louça é um podcast do ter.a.pia apresentado por Alexandre Simone e Lucas Galdino. Para conhecer mais do ter.a.pia, acesse historiasdeterapia.com.

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Edição: Felipe Dantas

Roteiro: Luigi Madormo

NÃO ME IMPORTA O CÂNCER DE MAMA, EU QUERO VIVER!04 Oct 202200:19:01

A Ana Paula descobriu que estava com câncer de mama aos 27 anos e isso foi um choque para ela, que demorou um tempinho pra assimilar que câncer não é atestado de morte. 

Ela se consultou com alguns médicos e em toda consulta perguntava quanto tempo de vida ainda tinha até que um médico específico foi o divisor de águas para a luta da Ana contra o câncer. Ele nunca deu um prazo para a Ana Paula e ainda disse: "Estou aqui para te treinar, quem vai marcar esse gol é você".

Hoje a Ana Paula lida com o diagnóstico do câncer metastático, ou seja, que existem focos do câncer em outros órgãos do corpo, não só na mama, e ele não tem cura. Mas ainda assim ela não desanima. Não é o câncer que vai dar uma data de validade para ela. Pode ser que ela tenha seis meses ou 10 anos de vida, o que importa é que ela quer viver todo esse tempo da melhor forma possível.

O vídeo da Jussara que comentamos no episódio é esse aqui: https://www.youtube.com/watch?v=7Zjmtp0hHt4

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Roteiro: Luigi Madormo

QUASE PERDI MINHA VIDA TENTANDO FICAR MAGRA27 Sep 202200:25:49

A Eliana foi traída e seu ex-marido chegou a falar que a traição era por conta do seu peso. Isso mexeu com sua autoestima a ponto dela procurar uma clínica particular para fazer cirurgia bariátrica, a fim de emagrecer com mais rapidez. A questão foi que na mesa de cirurgia, por um erro médico, ela quase perdeu a vida. Foram 8 dias de coma e as sequelas de ter todo seu lado direito do corpo comprometido.

Após sair do coma, Eliana viu sua vida mudar drasticamente. Ela perdeu emprego, autonomia e continuou com sua autoestima abalada, até entender que precisava voltar a comandar sua vida. Um ano depois do ocorrido, ela se empenha nas fisioterapias, volta a andar sem cadeiras de rodas, a cuidar da casa, tira sua carta de motorista e, mais recentemente, escreveu seu livro "Estou entrante", e o mais importante: ela voltou a se amar, do jeitinho que ela é.

Estudo de Cambridge que comentamos: https://istoe.com.br/gorda-e-saudavel-sim-estar-acima-do-peso-e-sinonimo-de-nao-ter-saude

História da Ana Maria: https://spoti.fi/3RE0xWx

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Roteiro: Luigi Madormo

SER AUTISTA NÃO ME TORNA UMA PESSOA ESPECIAL20 Sep 202200:24:38

Logo na infância a Gabi já dava sinais de que seria diferente e o que os professores e os médicos diziam ser um "retardo mental", na verdade, era o Transtorno do Espectro Autista, que foi diagnosticado quando ela tinha 15 anos por uma psicóloga. Por ter sido tão maltratada por profissionais da saúde, a Gabi cresceu com a ideia de se tornar médica, profissão com a qual hoje ela trabalha e se dedica completamente. 

Por mais que a Gabi tenha chegado a um ponto profissional que muitas pessoas almejam, sejam elas neuroatípicas ou não, ela entende que seu sucesso é um privilégio, principalmente quando vemos a realidade de outras pessoas autistas. O desenvolvimento cognitivo da Gabi não pode ser comparado com outras pessoas que vivem no espectro. 

Ainda assim, a Gabi encara diversos preconceitos cotidianamente por conta de suas esterotipias e particularidades. Ela entende que estar na posição social que está auxilia as pessoas entenderem mais sobre a diversidade dentro do espectro autista, mas sempre relembra que ela é uma pessoa, não um ser mágico, nem um "gênio", nem um "anjo" ou qualquer outro adjetivo que tentam rotular pessoas autistas. 

"Quando pararmos de colocar as pessoas em gavetas, olhamos para elas pelo potencial que elas têm", diz.

Acesse a playlist de vídeos com histórias de pessoas autistas ou de pais e mães atípicos: https://bit.ly/historias-sobre-autismo

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Roteiro: Luigi Madormo

O AMOR QUE EU TENHO PELA MINHA MADRASTA13 Sep 202200:22:40

Muita gente ainda cai no senso comum de que madrastas não querem o bem de seus enteados e enteadas, mas a história da Jéssica e da Márcia mostra o contrário. Criada desde os 5 anos pela Márcia, a Jéssica a ama como a mãe que ela realmente foi durante toda sua vida. O amor é tanto que no momento mais difícil da vida da Márcia, a Jéssica ficou ao seu lado, sem nem questionar.

A prova dos 9 veio após a Márcia ter que amputar suas duas pernas pós-Covid. A Jéssica ficou ao seu lado todo o tempo e tentou, a todo custo, impedir que sua madrasta sofresse ainda mais com a questão. Incentivou à família reformar a casa, deixando ela acessível para a Márcia, que se tornou cadeirante; depois a apoiou na busca por lacres de latinha para conseguir próteses e conseguiu que a cidade e até uma empresa aérea participasse dessa mobilização. Provas de que elas tinham, e têm, uma relação baseada no amor, não faltaram. 

Isso tudo nasce não com a situação médica da Márcia, mas com o incentivo da mãe biológica dela, ainda na infância e adolescência, que separada do seu pai, sempre pediu para que a filha não ficasse contra sua madrasta porque ela estava fazendo bem ao seu pai. A maturidade de todas as partes fez com que, na ponta do funil, Jéssica e Márcia se amassem como mãe e filha que são. 

Quem sabe a gente não consegue um dia chegar a esse nível de maturidade em tantos outros lares e deixar de lado o senso comum e as rixas familiares? 

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Roteiro: Luigi Madormo

CHEGUEI A PESAR 39KG E HOJE LIDO MELHOR COM MEU CORPO06 Sep 202200:28:11

Desde criancinha, a Ana Maria teve questões com seu corpo. Ela nunca foi uma criança ou adolescente gorda, mas ver colegas da escola que tinham o corpo "padrão" a deixava incomodada consigo mesma até que na adolescência ela desenvolve um transtorno alimentar. 

Ela contava as calorias que comia, passava horas sem comer ou forrava o estômago com alface e coisas do tipo. Haviam inúmeras estratégias para poder emagrecer. A Ana, que tem 1,70cm de altura, chegou a pesar 39kg. Seu peso natural, quando passou a deixar de comer, era de 70kg. Ela estava doente. 

Seu transtorno alimentar foi mantido por anos até ela procurar ajuda psicológica e psiquiátrica. Hoje a Ana consegue lidar tranquilamente com seu corpo e com a comida, e deixou de se comparar com outras pessoas. Ela aprendeu que cada corpo é diferente e alguns padrões não são saudáveis.  

Muito do que a Ana viveu foi pela forma como exaltamos a estética magra na sociedade. Atualmente, questões de autoimagem atingem milhões mulheres (mas não só) que não ficam satisfeitas com seu corpo, rosto, cabelo e fazem grandes sacrifícios para ter o corpo perfeito. Deixamos alguns links abaixo sobre o assunto: 

O Instagram da Nutricionista que o Lucas comentou é esse aqui: @nutrijosibessa. 

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Edição: Felipe Dantas 

Roteiro: Luigi Madormo

O SUICÍDIO DO MEU IRMÃO30 Aug 202200:24:24

A Virág perdeu o irmão para o suicídio em 2006 e passou alguns anos tentando varrer para debaixo do tapete o ocorrido, lidando às vezes com uma culpa de não ter feito mais por ele. Em 2017, ela descobre o voluntariado no CVV - Centro de Valorização da Vida, e ali ela aprende a conviver com a partida do irmão e as marcas que o suicídio deixa em quem fica. 

Você precisa de ajuda? Ligue 188! 

Informações sobre o CVV: https://www.cvv.org.br/

A história da Vivian sobre suicídio: https://www.youtube.com/watch?v=XoSjCeh8wSQ

Compre o livro da Virág: https://amzn.to/3wJmjAb

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Roteiro: Luigi Madormo

ELA APRENDEU QUE A MÚSICA PODE SALVAR A VIDA DAS PESSOAS23 Aug 202200:25:06

Foi através do seu amor pela música que a Vitória descobriu todo um potencial para transformar vidas através de acordes e canções, com a musicoterapia.

Seu maior exemplo de transformação é a Gika, uma garotinha que nasceu com paralisia cerebral severa e tinha uma hipersensibilidade a sons. Por conta disso, ela chorava em todas as sessões, quando a Vitória tocava algum instrumento, como o violão. Com a musicoterapia e muita compreensão, um ano e meio depois, a Vitoria conseguiu fazer com que a menina passasse a gostar de música e a lidar melhor com os sons a sua volta.

"A música é isso, é uma experiência. Ela entra no emocional"

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Roteiro: Luigi Madormo

LEVEI MEU FILHO RECÉM-NASCIDO COMIGO PARA A FACULDADE PARA REALIZAR O SONHO DE ME FORMAR16 Aug 202200:25:16

Quando descobriu que estava grávida, a Laiz estava no terceiro período da faculdade de direito e, além do choque da gravidez não planejada, teve que lidar com o abandono do seu parceiro. Para não perder a bolsa de estudos e interromper o sonho de se formar, ela teve o Murilo e o levava, ainda recém-nascido, para as aulas.

Sem pedir permissão alguma, ela frequentava a faculdade com o bebê e se virava nos 30 para poder dar conta de amamentar, trocar fralda e estar atenta às aulas. Por sorte, ela teve ajuda de todos os colegas de classe e dos professores, que viam na @ a vontade de se tornar uma profissional tão incrível quanto ela era como mãe.

Mas ainda assim, as coisas não eram fáceis porque para a Laiz conseguir frequentar a faculdade, ela andava uma parte do percurso com o Murilo no carrinho de bebê. Quando ela perdia o ônibus, ela tinha que fazer o trajeto todo a pé e, na volta, torcer para conseguir uma carona para chegar em casa. Todo o esforço foi recompensado com o sonhado diploma. Hoje a Laiz é bacharel em direito e o Murilo, seu filho, mascotinho da turma. 

Entretanto, não dá para romantizar tudo o que ela viveu. A Laiz mesmo diz que não passaria por isso de novo. Por mais que ela entenda suas conquistas, o sofrimento de ter sido abandonada grávida e todos os desafios que ela enfrentou para conseguir seu diploma não deveriam acontecer. Nem com ela, nem com ninguém. Infelizmente, essa ainda é a realidade de muitas mães solos Brasil afora.

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Roteiro: Luigi Madormo


EU NÃO PRECISO MAIS DIVIDIR UMA SALSICHA ENTRE EU E MEUS FILHOS09 Aug 202200:24:34

Depois de uma separação, a Lilian se viu com seus dois filhos desamparada financeiramente e emocionalmente. Ninguém a contratava por ser mãe solo e ela teve que procurar trabalhos informais, como animadora de festa infantil e panfleteira nos faróis da cidade, para conseguir sobreviver e tentar botar comida na mesa. Mas nem sempre havia trabalho e ela já teve que dividir uma única salsicha entre ela e seus dois filhos. 

Não foram tempos fáceis, mas ela conseguiu encontrar uma luz no fim do túnel através de programas de assistência social, como o extinto Bolsa Família e o ProUni. O Bolsa família foi quem deu a ela a chance de manter minimamente o sustento dos filhos, enquanto o ProUni levou ela para a faculdade e, consequentemente, abriu portas para que ela pudesse ter um emprego fixo, como professora do Estado, e nunca mais negar nada para seus filhos. 

Links úteis sobre os assuntos abordados no podcast:

Após 18 anos, Bolsa Família faz seu último pagamento nesta sexta-feira

Fome no Brasil: número de brasileiros sem ter o que comer quase dobra em 2 anos de pandemia

Cartórios registram crescimento de mães solo no Brasil em | Geral (brasildefato.com.br)

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Roteiro: Luigi Madormo

Uma travesti presidente de escola de samba27 Feb 202500:08:55

Monique Reis fez história ao se tornar uma das primeiras travestis a presidir uma escola de samba, em São Paulo. À frente da @imperatriz_domorro, em Taubaté, ela transformou a quadra da escola em um espaço de acolhimento e resistência, onde cultura e inclusão caminham juntas. 

Sua trajetória começou dentro de casa, onde sempre teve apoio dos pais para ser quem era. A transição veio acompanhada de um pacto com a mãe: poderia ser quem quisesse, desde que estudasse. E assim foi.

Primeira travesti a se formar na Universidade de Taubaté, Monique escolheu o jornalismo como caminho. Mas, na prática, os títulos acadêmicos não garantiram espaço. Passou em provas, foi bem em entrevistas, mas sempre esbarrava na transfobia. 

Era como se o mundo dissesse que uma travesti não podia ocupar aquele lugar. Sem alternativas, encontrou na prostituição uma forma de sobreviver, como tantas outras. Mas ela não aceitaria que essa fosse a única realidade possível. Se o mundo não abrisse espaço, ela o criaria.

Foi assim que surgiu a Imperatriz do Morro. Uma escola de samba onde as funções eram ocupadas por quem sempre foi deixado à margem. A tesoureira era uma travesti. O secretário, um homem gay. A madrinha de bateria, uma drag careca. 

Mas a Imperatriz do Morro é muito mais que uma escola de samba. É um refúgio. É onde crianças aprendem capoeira, onde senhoras jogam bingo para escapar da solidão, onde jovens encontram um ofício.

No barracão, Monique ensina a fazer adereços, a costurar, a criar. A capacitação vem com um propósito claro: garantir emprego. Para muitos, era a única oportunidade de uma vida digna. De segunda a segunda, o ano todo, as portas estão abertas, porque a vulnerabilidade não tem horário comercial.

Para Monique, as escolas de samba sempre foram mais do que desfiles. São espaços de resistência, de preservação cultural, de afirmação da identidade negra e periférica. É o povo saindo do morro para mostrar que sabe tocar, cantar e dançar tão bem quanto qualquer um. 

É a quebra da exclusão, o resgate de uma história que tentaram apagar. E por isso, quando perguntavam se a Imperatriz falaria de orixás, de Exu, de Maria Padilha, a resposta era simples: sempre. Falar sobre o que veio antes dela era uma necessidade, um dever.

Defensora das religiões de matriz africana, Monique usa os enredos da escola para resgatar a ancestralidade negra e periférica, desafiando preconceitos e reafirmando a importância do carnaval como manifestação cultural. 

Foi assim que chegou à Marquês de Sapucaí, no Carnaval de 2025, sendo uma das homenageadas pela Paraíso do Tuiuti, em um enredo sobre Chica Monicongo, a primeira travesti do Brasil. Uma mulher que morreu queimada pela Inquisição por se recusar a negar quem era.

Monique sempre soube que sua trajetória não seria fácil. Mas se fosse para ser lembrada por algo, que fosse pela coragem. Não por ser boazinha, nem por ser aceita, mas por transformar vidas. Porque, no fim, o que ela construiu não foi apenas uma escola de samba. Foi um quilombo moderno, onde cada um que cruza os portões encontra um lugar para existir.

MEUS PAIS ME ABANDONARAM NA ADOLESCÊNCIA POR EU SER GAY02 Aug 202200:23:07

Aos 17 anos, o Daniel foi abandonado por sua família após se assumir um homem gay. Primeiro ele foi internado em um hospital psiquiátrico por conta da sua orientação sexual e, quando saiu de lá, encontrou sua casa vazia, apenas os móveis do seu quarto continuavam junto a uma carta escrita pelos pais. 

Foram 10 anos sem ele saber onde sua família morava. 10 anos tentando sobreviver sozinho, sem apoio de ninguém, e que fizeram o Daniel entender que laços sanguíneos não necessariamente têm a ver com afeto. 

Mas o caminho até entender que ele não tinha culpa pelo abandono não foi fácil. O Daniel enfrentou uma depressão profunda e muitos altos e baixos durante toda sua vida que, junto com o episódio do abandono, deixaram cicatrizes profundas com que ele teve que aprender a lidar.

Atualmente, fora do país, com um doutorado em mãos, o Daniel não tem mais contato com sua família sanguínea até mesmo porque ele já construiu a sua própria. A que o aceita.

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A DOR DO USO FOI MAIOR QUE A BRISA DAS DROGAS26 Jul 202200:31:52

Foram 21 anos vivendo em função da droga, mas o Régis conseguiu se recuperar após ser apresentado às medidas de redução de danos, que buscam não a internação compulsória mas criar um ambiente de acolhimento para os dependentes químicos.

Hoje o Régis está há três anos limpo, já escreveu um livro e busca ajudar outros que, como ele, são abandonados pelo poder público e têm sua humanidade retirada em guerras onde apenas as drogas e o tráfico saem ganhando.

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Roteiro: Luigi Madormo

EU NÃO QUIS ESPERAR O PRÍNCIPE ENCANTADO PARA ME TORNAR MÃE19 Jul 202200:27:29

Aos 38 anos, a Naiara sentiu que estava na hora de se tornar mãe. Mas ela não poderia esperar mais para seguir a cartilha dos contos de fadas e encontrar um príncipe encantado, então ela optou pela produção independente, como ela gosta de chamar sua inseminação artificial, que resultou nos gêmeos João Marcelo e Marcela Flor.

Pesquisa do Seade: Cresce índice de mulheres que se tornam mães dos 30 aos 39 anos | Agência Brasil (ebc.com.br)

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