O que resta a dizer sobre uma catástrofe quando as tantas formas de registro que existem sufocam nossa percepção? Há algo a ser narrado sobre um evento que é contado simultaneamente por milhões de vozes e olhares imediatamente acessíveis?
Nesse último episódio da série Contando Catástrofes, dois escritores falam sobre os potenciais da ficção especulativa para abordar eventos catastróficos e sobre os limites de formas como o romance realista numa era de visibilidade total.
Nosso papo é com Daniel Galera, autor de romances e ensaios que em seu último livro, “O Deus das Avencas” seguiu em duas das novelas o caminho da ficção científica. A gente aborda uma delas mais de perto, Bugônia, e a possibilidade de conviver com o fim do mundo.
E também com Alê Santos, autor transmídia que se filia ao movimento cultural do Afrofuturismo pra produzir suas obras. Ao criar mundos e personagens a partir de uma perspectiva afrocentrada, ele mostra como as experiências e valores culturais da negritude servem de alicerce para imaginar futuros.
Vá alem
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Leituras
WEB DuBois | The Comet (1920, versão original)
Mark Dery | De Volta para o Afruturo (Ponto Virgulina, 2020)
Daniel Galera | O Deus das Avencas (Companhia das Letras, 2021)
Daniel Galera | Ondas Catastróficas (Revista Serrote, 2019)
Alê Santos | O Último Ancestral(Harper Collins Brasil, 2021)