Explore every episode of the podcast Cirandeiras
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| EP#45 Episódio especial - Carnaval | 28 Feb 2025 | 00:20:25 | |
Para começar 2025 em alto astral, nosso primeiro episódio do ano será especial sobre o Carnaval, a partir da contribuição e inspiração da filósofa e antropóloga Lélia Gonzalez (1935-1994). Nossa ciranda vem reafirmar a presença negra e indígena na formação histórica dos festejos carnavalescos. Neste episódio especial, vamos cirandar numa espécie de um bloco de carnaval, sem uma cirandeira narrando sua trajetória, mas com vocês, nossos ouvintes, percorrendo a mistura de ritmos de várias partes do país que contribuíram para “estilhaçar”, como escreveu Lélia, uma dinâmica cultural colonizadora europeia. Então, bora pegar a caixinha de som porque esse episódio merece ser ouvido em alto volume, já preparando corpo, alma, consciência e purpurina para sair pelas ruas carnavalizando. Produção e roteiro: Raquel Baster Narração: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Iago Vernek Crédito da foto de Lélia no card: Januário Garcia Episódios citados: Temporada Ritmos Latinos: https://open.spotify.com/episode/5SCcYOlj8N373H2YPG2Ib5 Temporada Ritmos brasileiros: https://open.spotify.com/episode/4epJsn2wU09dkUoya79WJj Referências Livro Festas Populares no Brasil de Lélia Gonzalez (Editora Boitempo-2024) Perfil do Pensamento Brasileiro: Lélia Gonzalez Raquel Barreto: Lélia Gonzalez captou resistência de negros em festas populares Origem do Bate Bolas do canal Outro lado da história: Origem do Bate-bola (ou Clóvis) no Carnaval Marchinhas de carnaval: https://www.youtube.com/watch?v=sOrlA7R71XA Clube vassourinhas: https://www.instagram.com/luizgonzagaorei/reel/DGAg3rcgVIg Boi mamão de Santa Catarina: https://www.youtube.com/watch?v=JjxNDD3CuOg | |||
| EP#44 Episódio especial - O sairé com Augusta Pontes | 27 Nov 2024 | 00:23:44 | |
Estamos de volta com o podcast Cirandeiras diretamente do Pará. Na foto que ilustra nosso novo episódio está a dona Augusta Pontes, de 93 anos, segurando um dos símbolos mais emblemáticos do Sairé. Ela é nossa cirandeira da vez que veio nos contar sobre uma das festas mais antigas da Amazônia. O Sairé tem mais de 300 anos e começa como ritual indígena do povo Borari, população que vive às margens dos rios Tapajós e Maró-Arapiuns, no oeste do Pará, mas especificamente na vila de Alter do Chão, em Santarém. Com o passar dos anos, foi se transformando principalmente com a chegada dos jesuítas através do processo imposto de evangelização no período da colonização. No episódio #44 do Cirandeiras vamos fazer escuta de uma das matriarcas do Sairé, dona Augusta conta sobre as mudanças ocorridas no festejo e reclama também da perda de algumas tradições. Em outubro de 2024, a festa do Sairé (também grafada como Çairé) é reconhecida como manifestação cultural brasileira pela Lei 14.997/24. Esse episódio especial foi produzido em conjunto com os bolsistas da rádio comunitária AlterNativa, de Santarém, no Pará, com o apoio do Fundo Casa Socioambiental. Entrevistas: equipe Rádio AlterNativa Produção: Raquel Baster e equipe da Rádio AlterNativa Roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Cirandeiras e Latinocêntricas Referências https://santarem.pa.gov.br/categorias/caire-2024 https://www.instagram.com/cairealter/
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| Ep#35 - Suape com Gicleia Maria - Temporada Oceanos | 01 Jun 2022 | 00:38:11 | |
Neste episódio da temporada Oceanos do Cirandeiras convidamos Gicléia Maria da Silva Santos, pescadora artesanal, do município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, para nos contar sobre os impactos do Complexo Portuário e Industrial de Suape. As praias e os manguezais protegidos pelas comunidades tradicionais de pescadores vem perdendo espaço para a destruição ambiental, provocadas pela instalação desse megaprojeto. A retirada forçada de povos de seus territórios e aumento das desigualdades sociais também são consequências. A rotina de antigamente em Cabo de Santo Agostinho era dançar ciranda e coco - manifestações do povo negro, que Gicléia tem orgulho de ter aprendido com a avó Antonieta Maria da Paz. Mas nos últimos anos as danças pararam por conta da pandemia da Covid-19 e também pelas muitas alterações nos modos de vida impostas pelo desenvolvimento econômico do Governo de Pernambuco e das mais de 100 empresas que operam o Complexo de Suape. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: Thayana Barbosa e Casas Populares da BR 232 Divulgação: Pedro Miranda Apoio: Calouste Gulbenkian Foundation (UK Branch), Internews Environmental Journalism Network (EJN) e UN Ocean Conference Links relacionados: https://ejatlas.org/conflict/complexo-industrial-portuario-de-suape-cips-pernambuco-brazil http://suapepeloavesso.marcozero.org/ https://reporterbrasil.org.br/2017/11/suape/ https://prefeitura.cabo.pe.gov.br/pagina/turismo/ https://forumsuape.blogspot.com/ documentário Território Suape: https://www.youtube.com/watch?v=4lXNqfoKNwo | |||
| Ep#34 - Lama no mar com Eliane Balke - Temporada Oceanos | 17 May 2022 | 00:46:08 | |
O Cirandeiras está de volta em sua terceira temporada intitulada “Oceanos” que irá navegar por mares atingidos pela exploração humana dos megaprojetos de desenvolvimento no Brasil. Neste primeiro episódio conversamos com Eliane Balke, moradora da comunidade de Barra Nova Sul, ilha de Campo Grande, no município de São Mateus, Espírito Santo. Eliane tem 54 anos, é filha e neta de catadores de caranguejos. Aprendeu em família a pescar e a catar crustáceos. Vivia em um território de fartura e abundância no litoral capixaba, até que em 2015 foi atingida pela lama do rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais. E tudo mudou. Sua identidade era a água doce e salgada, suas relações comunitárias eram entrelaçadas com o mangue e o mar. Agora a pimenta rosa se torna alternativa de geração de renda, pelas próprias mãos dela, já que o processo de reparação ainda não saiu do papel - quase 7 anos depois do rompimento. E o mar não pode ser mais seu local de trabalho porque foi contaminado pelos rejeitos da mineradora. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: Thayana Barbosa Divulgação: Pedro Miranda Apoio: por Calouste Gulbenkian Foundation (UK Branch), Internews Environmental Journalism Network (EJN) e UN Ocean Conference Para ler posicionamento Fundação Renova enviado no dia 18 de maio de 2022 via e-mail: https://docs.google.com/document/d/1hC3yRNvMoe0JlHcyS-1_IkU_GAM43W2Y1m7BlN5aito/edit Links relacionados: http://www.mpf.mp.br/grandes-casos/caso-samarco https://portal.fiocruz.br/noticia/estudo-aponta-contaminacao-por-metais-em-peixes-do-rio-doce https://www.conjur.com.br/2021-dez-27/cnj-mediara-negociacoes-repactuacao-rio-doce-fevereiro http://www.ibama.gov.br/phocadownload/cif/tac-gov/2018-06-25-cif-tac_governanca.pdf | |||
| Ep#33 - A Folia de Reis com Grupo Diadorina - Temporada Ritmos | 23 Dec 2021 | 00:38:19 | |
Pedimos licença para abrir o período das folias de reis - 25 de dezembro a 06 de janeiro - com o último episódio da Temporada Ritmos com o grupo Diadorina. Três irmãs Sajni Damiana, Diana e Daiana Campos formam o grupo a partir do Ponto de Cultura Seu Duchim, no município de Chapada Gaúcha, região norte de Minas Gerais. A partir de pesquisas com as folias de reis e vivências nos terreiros, elas cantam e encantam sobre os modos de vida sertaneja. As sonoridades dos três reis magos se encontra com os causos de amor e conflito, violência e força, alegria e tristeza do Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa que juntos dão o tom neste episódio do Cirandeiras. Diadorim, personagem emblemática da obra, símbolo de uma forte renúncia, é inspiração para o grupo Diadorina. Nos despedimos então dessa bonita temporada com muita viola, tambor e pandeiro porque como as irmãs mesmo dizem: "Diadorina não anda sozinha (...) Permitimos conhecer o Sertão a partir da saia da mulher, por não haver forma de maior conhecimento. Quer saber como se vive aqui, permita-se entrar debaixo da saia da rainha do mundo”. Bora brincar de folia no terreiro? Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: grupo Diadorina, grupo de folia de reis Ouro, Incenso e Mirra e cantigas de domínio público Links relacionados: Grupo Rosa e Sertão - Diadorina http://rosaesertao.blogspot.com/2018/03/diadorina-meu-amor-licenca-senhor-e.html Soundcloud - Diadorina https://soundcloud.com/search?q=DIADORINA Matéria Joana sobre o povo Xacriabá https://projetocolabora.com.br/especial/fome-seca-resistencia-na-terra-indigena-xakriaba/ | |||
| Ep#32 - O Caboclinho com Taisa Coutinho - Temporada Ritmos | 23 Nov 2021 | 00:25:41 | |
Perre, guerra, baião e macumba do caboclo são alguns dos sons de um folguedo bailado chamado Caboclinho. Os brincantes vestidos de indígenas e estalando os arcos flechas, conhecidos como preacas, executam suas danças e manobras nas ruas durante o carnaval. Quem nos conta tudo isso em nosso penúltimo episódio da Temporada Ritmos é Taisa Coutinho, de 29 anos, mestra do grupo Caboclinho Potiguares, da cidade de Goiana, em Pernambuco. Ela nasceu dentro da brincadeira e vem ocupando funções que antigamente eram restritas aos homens, como “chacoalhar um mineiro”. Pegue o fone de ouvido e venha aprender sobre as danças brasileiras seculares e como elas traduzem as representações coletivas a partir de rituais e crenças de nossos povos originários e de matriz africana. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: Grupo Caboclinho Potiguares e Grupo Caboclinho Sete Flechas Links relacionados: https://corpoemfluxo.com/caboclinhos/ http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1600 Artigo O Caboclinho como afeto: https://www.revistas.ufg.br/hawo/article/view/65661/36255 Danças Brasileiras Instituto Brincante: https://www.youtube.com/watch?v=p4w-hsnnmSo | |||
| Ep#31 - O Samba de roda com Dona Cadu - Temporada Ritmos | 20 Oct 2021 | 00:30:39 | |
“Tem dia, quando estou me arrumando pra sambar, fico transformada” É assim que Ricardina Pereira da Silva, conhecida como Dona Cadu, de 101 anos, de Coqueiros, município de Maragogipe-BA, resume o samba de roda, o ritmo da vez do EP#31 do Cirandeiras. Estamos próximos de finalizar essa temporada e não poderíamos deixar de apresentar o som que reina em praticamente todos os cantos do Brasil. Mas talvez nem todos saibam que o samba vem do semba de origem africana e que se tornou popular no Recôncavo baiano. De lá, inspirou o samba carioca e o país inteiro. E aquela aglomeração gostosa, com samba no pé, é tudo que estamos precisando, né? Enquanto a pandemia da Covid-19 ainda não nos permite essa alegria, vem escutar Dona Cadu, que foi pedra fundamental para que essa manifestação do samba se tornasse patrimônio da humanidade e desconstruísse muitos preconceitos. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: domínio público, cantorias de Dona Cadu e álbum samba das raparigas Saubara Links relacionados Sambadeiras do Recôncavo Baiano entrevista concedida a pesquisadora Clécia Queiroz: https://www.youtube.com/watch?v=vG9YB4taCqQ Doc Mulheres do Samba de Roda: https://www.youtube.com/watch?v=Suq9E24YQwI Programa Saberes - Histórias do Recôncavo - Dona Cadu: https://www.youtube.com/watch?v=4V-ns9sMfPU | |||
| Ep#30 - O Carimbó com Valdinéia Sauré - Temporada Ritmos | 14 Sep 2021 | 00:32:25 | |
O carimbó é uma manifestação cultural envolvente. Um encontro entre as manifestações indígenas e africanas. E vem sendo ressignificada através da força das mulheres das águas. Em nosso episódio 30 do Cirandeiras e 7º da temporada Ritmos, te convidamos a adentrar uma paisagem sonora da floresta amazônica, na região norte do Brasil, para mergulharmos no som que vem do rio Tapajós como fonte de inspiração. Quem vem nos apresentar o ritmo é Valdinéia Sarué, da etnia Munduruku, integrante do primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas do Brasil - as Suraras. Então coloque os fones no ouvido porque queremos ver vocês tudim dançando e mexendo todos os sentidos por aí. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos trilhas sonoras: Grupo Suraras, Blue Dot Sessions, Samuel Corwin e Sonnik Links citados e ou relacionados neste episódio: https://www.facebook.com/SurarasDoTapajos https://www.youtube.com/channel/UCGejMpVA_Juj3-Y-CI96fRw/featured https://www.instagram.com/surarasdotapajos/ | |||
| Ep#29 - O Repente com Soledade Leite - Temporada Ritmos | 04 Aug 2021 | 00:26:16 | |
Quem aí em momentos de paixão eufórica não sentiu necessidade de exprimir seu encantamento através de versos? A gente por aqui está explodindo de amor declarado pelo novo episódio da Temporada Ritmos. Voltamos a Paraíba para apresentar uma manifestação cultural que embalou muitos corações, mas que há alguns anos vem sendo ocupada por vozes femininas para ecoar outras pautas. De um universo tradicionalmente masculino, a milenar arte do Repente vem sendo desafiada a improvisar cantorias de luta por espaços mais igualitários de poesia cantada. No EP#29, quem vem cirandar é a repentista Soledade Leite, de 78 anos, que desde os 8 brinca de cantar versos. A poetisa da viola vem recontar as histórias dos antigos cordéis e ensinar que “mulher consciente não aceita os domínios machistas de ninguém”. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Fernanda Carvalho Links citados neste episódio: https://www.paraibacriativa.com.br/artista/maria-da-soledade-leite/ https://www.acervoayala.com/acervo/nossa-historia-em-poesia-publicacao-digital-gratuita/ | |||
| Ep#28 - O Cacuriá com Rosa Reis - Temporada Ritmos | 16 Jun 2021 | 00:30:45 | |
Neste mês junino, pedimos licença convidando vocês a se aprontarem em bandeirolas e comidas típicas, dentro de casa mesmo, para escutar com estilo nosso novo episódio. No EP#28 do Cirandeiras e o quinto da temporada Ritmos vamos arrastar o pé com o Cacuriá direto do Maranhão, Nordeste do Brasil. E quem vem cirandar conosco para contar tudo sobre essa brincadeira cheia de malemolência sensual é Rosa Reis, cantora e responsável hoje por continuar o grupo cacuriá de Dona Teté. Uma grande mestra encantada da cultura popular maranhense. A ideia dos festejos juninos no Maranhão é uma homenagem a quatro santos: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. E, em meio a essas homenagens, tem comidas regionais deliciosas e muitos sons de tambores como do bumba-boi, tambor de criola e o cacuriá. No entanto, este último ritmo surgiu mesmo em outra festa religiosa. Quer saber sua origem? Então bora fazer uma grande celebração aí de onde estiver, mesmo sem poder aglomerar, colocando seus fones, arriscando na cozinha pratos que te lembrem a festa junina e mexendo um pouco esse corpitcho com toda orientação bonita de Rosa e a iluminação de Dona Teté. Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Fernanda Carvalho Créditos trilha sonora: Músicas Rosa Reis e grupo cacuriá de Dona Teté, Axletree, Blue Dot Sessions, Crowander, Xylo-Ziko Link citados no episódio: https://imirante.com/oestadoma/noticias/2020/06/26/cacuria-uma-tradicao-do-sao-joao-do-maranhao/ https://www.youtube.com/channel/UCVEjpmun8KMbEN-zZKtcR4A (Canal youtube cacuriá de Dona Tete) | |||
| Ep#27 - O Jongo com Laura Maria dos Santos - Temporada Ritmos | 12 May 2021 | 00:28:14 | |
Já falamos aqui de Cavalo Marinho, Coco de Roda e Marabaixo. Culturas do Nordeste e do Norte do nosso país. Agora, no episódio 27 do Cirandeiras – o quarto da temporada Ritmos – vos apresentamos o Jongo, do Sudeste brasileiro. E quem nos deu as mãos foi Laura Maria dos Santos, arte educadora e mestre jongueira do Quilombo Campinho da Independência, em Paraty, no Rio de Janeiro. Nesta conversa com ela, saímos emocionadas e transformadas, para além de conhecer mais uma manifestação cultural que conta a história do Brasil. Entre tantas coisas bonitas que Laura fala, uma delas é que o conhecimento é sagrado e passá-lo adiante é uma obrigação, mas o eurocentrismo fez disso um negócio. Para a educadora jongueira e para nós (jornalistas do Cirandeiras) partilhar é uma missão. Então, bota o fone aí pra aprender um pouquinho com o nosso povo negro, entrar nesta roda de energia e jongar?
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Links para conhecer mais:
Documentário sobre o Jongo e o Quilombo Campinho: https://youtu.be/GQb5UNHXRYk
Mais sobre o Jongo: https://www.youtube.com/watch?v=VF0kvrdXZjE
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| Ep#26 - O Marabaixo com Laura Ramos - Temporada Ritmos | 07 Apr 2021 | 00:24:47 | |
Do Nordeste ao Norte. Chegamos a Macapá para conhecer o marabaixo. Uma forma maravilhosa de expressão elaborada pelas comunidades negras do estado do Amapá, manifestada especialmente por meio da dança e das cantigas denominadas “ladrão”.
Esses lamentos “roubados” eram cantados antigamente no porão do navio que vinha da África ao Brasil. No mar abaixo, no mar acima, assim como o movimento das ondas.
“Eu sou pelo toque do meu tambor”
Para cirandar conosco e nos apresentar essa cultura popular de resistência - Laura Ramos. Foi ela quem disse essa frase bem ressonante aí de cima. Laura é pedagoga, tocadora de tambor de Batuque, fundadora do bloco amapaense Ancestrais e militante do Movimento Negro Feminista.
Quando Laura entoa o seu canto com as perguntas dos versos, todos respondem num só momento, bem alto, para marcar os encontros especiais de cantorias do Marabaixo.
Link citados no episódio:
Percursos da tradição Sesc - dança do marabaixo: https://www.youtube.com/watch?v=Wmud0XEqN4s
Brincadeira do Marabaixo: https://www.youtube.com/watch?v=ba4K9uNMO90
Dossiê do marabaixo - IPHAN: http://portal.iphan.gov.br/uploads/ckfinder/arquivos/DOSSIE_MARABAIXO.pdf
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos trilha sonora: Blue Dot Sessions, Crowander, Pompey, The Marian Circle e composições originais de Laura Ramos
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| EP#43 Ritmos Latinos - O candombe com Chabela Ramírez | 12 Jun 2024 | 00:35:19 | |
Em mais uma ciranda da temporada Ritmos, desembarcamos no Uruguai para conhecer o Candombe e finalizar nossa temporada Ritmos Latinos. Uma manifestação de resistência celebrada pelas famílias negras que, por meio da oralidade, preservaram sua cultura nas ruas do centro de Montevidéu, mesmo com todo o racismo que até hoje atravessa o país. Chabela Ramírez, cantora e ativista afrouruguaya, nos conduz nesta roda sonora através dos tambores - instrumentos principais do candombe. Com três toques base e uma diversidade de personagens, o ritmo é também dança que honram seus ancestrais. O candombe é uma manifestação cultural de luta por justiça racial e bem viver. Chabela criou na década de 90 o Afrogama - grupo que trabalha gênero e etnia em canto e dança antirracista. E, há 12 anos, ela fundou a Casa Afrouruguaya, referência da cultura afrodescente e espaço de denúncia contra o racismo na capital uruguaia. Produção e roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Ana Clara Pecis Trilha sonora: músicas de Chabela Ramírez do álbum de “Tambores y de Amores” Referências https://www.youtube.com/watch?v=pLZ_yU04tsw https://lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/196009/000402948.pdf?sequence=1 https://montevideo.gub.uy/noticias/servicios-sociales/barrio-ansina-lugar-de-memoria http://www.candombe.com/html_port/terms.html https://www.gub.uy/ministerio-educacion-cultura/patrimonio-uruguay/candombe-patrimonio-humanidad https://casaafrouruguaya.org/quem-somos/
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| Ep#25 - O Coco de roda com Cida de Caiana - Temporada Ritmos | 03 Mar 2021 | 00:23:16 | |
Continuamos a percorrer os Brasis ouvindo mulheres que resistem através da brincadeira das manifestações populares. Pelos quatro cantos do país, conhecemos a cultura local através de trilhas sonoras que vão dos pés, passa pelo umbigo e chega aquecendo os corações. No segundo episódio da temporada Ritmos, pisamos na Paraíba para conhecer o coco de roda, originado do encontro nordestino da cultura quilombola com indígena, no trabalho da quebra dos cocos para a retirada da amêndoa. Entrevistamos Severina Luzia, mais conhecida como Cida de Caiana, mestra do grupo Desencosta da Parede, da comunidade quilombola Caiana dos Crioulos. Do sertão ao litoral paraibano, o coco de roda agrega mulheres principalmente na cantoria e na dança, mas a ocupação nos instrumentos de pandeiro, ganzá, zabumba, caracaxás e cuícas tem crescido. Vem fazer escuta desse grande folguedo que reúne todos e todas para brincar. E depois vai no instagram @cirandeiraspodcast ou em nosso facebook contar se mexeu os pezinhos por aí? Coco e ciranda patrimônio de João Pessoa Trailer documentário No caminho do coco: https://vimeo.com/182948696?fbclid=IwAR16qJqxRgUQ1CWDUVjfloZfYjNAyssu8qE4VxT7t6NgGxsW6avTcHckAxc Roda em Caiana: https://www.youtube.com/watch?v=V7O_XpY4gBA Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Fernanda Carvalho | |||
| Ep#24 - O Cavalo Marinho com Mestre Moca Salustiano - Temporada Ritmos | 10 Feb 2021 | 00:23:27 | |
A segunda temporada de Cirandeiras abra a roda para os muitos ritmos brasileiros, embalada pela trajetória feminista na cultura popular.
Continuamos a percorrer os Brasis ouvindo mulheres que fazem revolução, resistência e arte, aprendendo com a história dos nossos povos originários.
Neste primeiro episódio, conhecemos o Cavalo Marinho – expressão da zona da mata pernambucana que resiste há centenas de anos.
Entrevistamos Imaculada Salustiano, mestra do primeiro grupo de Cavalo Marinho de Mulheres, o Flor de Manjerona, criado em 2019.
Prepare-se para se encantar ao som da rabeca, do pandeiro e dos vários instrumentos e personagens reais e imaginários que compõem o espetáculo teatral, dançante e musical do Cavalo Marinho.
Links citados no episódio para aprofundar mais:
Aula dos passos: https://www.youtube.com/watch?v=jLB3iQKmaVA
Filmes e vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=EVOZAf4vucY
https://youtu.be/W_8l-tP5-6s
https://www.youtube.com/watch?v=W_8l-tP5-6s
https://youtu.be/BvmCvtwGgkE
https://youtu.be/zzSnpeLLcXU
Desenho sobre mestre Salu e o Cavalo Marinho: https://youtu.be/eMVmqu6I-jw
Toada de Cavalo Marinho na Rabeca: https://youtu.be/CkXKEl5emeE
Flor de Manjerona: https://www.instagram.com/flordemanjerona/
Estreia:https://www.diariodepernambuco.com.br/noticia/vidaurbana/2019/12/tradicional-encontro-de-cavalo-marinho-na-casa-da-rabeca-completa-25.html
https://www.facebook.com/jornalistaslivres/videos/3235041419901019
https://www.instagram.com/p/CCrAN3fn4E_/
Entrevista com as mulheres do Flor de Manjerona: https://www.youtube.com/watch?v=kjO36oFdNkI
Vai lá em @cirandeiraspodcast no Instagram ou no Facebook conversar com a gente!
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
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| Último episódio de 2020 - Revisita as Cirandeiras da temporada Pandemia | 09 Dec 2020 | 00:25:59 | |
Quem aí dançou ciranda esse ano em sonho, pensamento e nessas ondas sonoras? Na nossa última roda, vamos cirandar pela última vez em 2020 em clima de retrospectiva, de esperança para um 2021 com vacina, respeito e mãos com mãos real.
Temos muitos planos lindos, desenhadinhos, para desengavetar ano que vem (que as bruxas e deusas nos ouçam, e que vocês nos apoiem sempre!) Falamos disso neste Ep #23 e também chamamos de volta as cirandeiras da primeira temporada.
Foi tão incrível — muito além das nossas expectativas — tudo que ouvimos e construímos neste podcast esse ano, que não fazia sentido fechar um ciclo sem relembrar e procurá-las novamente, para reuní-las em uma mesma ciranda. E aprendemos tanto com a escuta delas durante um período difícil de enfrentamento ao Covid-19, né?
Agora fomos saber: o que aconteceu com nossas cirandeiras depois da passagem por aqui? O que significou para elas terem suas histórias narradas e espalhadas pelo Brasil? Fizemos contatos com muitas das 20 mulheres entrevistadas e recebemos algumas respostas emocionantes. Então, vem cirandar?!
E depois diz pra gente se gostou, se ouviu todos os episódios de Cirandeiras, se também se emocionou, e qual EP mais te tocou da primeira temporada? Vai lá em @cirandeiraspodcast ou no Facebook conversar com a gente!
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho.
Link para contribuir com novas cirandas em 2021:
www.apoia.se/cirandeiraspodcast
Trilhas:
Lia de Itamaraca
EntrePretas
Chico Correa and Electronic Band
Beto Villares
Lá Eles
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| Especial Mulheres Quilombolas - Uma ciranda com autoras negras femininas | 18 Nov 2020 | 00:24:55 | |
Olá gente, nosso EP#22 quer te fazer um convite: a leitura do livro “Mulheres Quilombolas - territórios de existências negras femininas” lançado pela editora Jandaíra. E neste episódio especial, já adentramos essa literatura fazendo a escuta de uma das autoras. Nossa ciranda apresenta uma brincante do ritmo moçambique, Sandra Maria da Silva Andrade, do Quilombo Carrapatos da Tabatinga, em Bom Despacho, Minas Gerais. Ela é uma das 18 autoras que apresentam suas escrivivências no livro. Junto com Sandra, convidamos também para a nossa roda, Selma Dealdina, cirandeira que já esteve por aqui no início da primeira temporada do Cirandeiras, e é responsável pela organização do livro, além da filósofa Djamila Ribeiro, coordenadora da publicação, que nos conta como tudo isso começou. Se eu fosse tu, já colocava os fones de ouvido agora, porque escutar vozes de mulheres negras é abraçar a ancestralidade. Só vem! Depois, já sabem, vai no instagram @cirandeiraspodcast ou no Facebook conversar com a gente. Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Fernanda Carvalho. *Esse episódio foi feito com o apoio de 40 colaboradores da nossa campanha coletiva de financiamento <3 Links citados: Para comprar o livro "Mulheres Quilombolas - territórios de existências negras femininas" https://polenlivros.lojavirtualnuvem.com.br/produtos/mulheres-quilombolas/ | |||
| Especial Eleições - Uma ciranda com cinco candidatas a vereadoras | 04 Nov 2020 | 00:53:13 | |
Faltam poucos dias para as eleições municipais e nossa ciranda sonora retorna hoje percorrendo as cinco regiões do país para fazer escuta atenta de cinco candidatas a vereadoras. Do Pará ao Paraná, te convidamos a cirandar conosco e se inspirar no voto através dos bastidores das campanhas de *mulheres indígenas, quilombolas, periféricas e sertanejas* Nossa ciranda especial Eleições tem um time arretado: Iza Tapuia (PT) de Santarém-PA; Laura da Mutuca (PTB) de Nossa Senhora do Livramento-MT; Erica Daiane (PT) de Juazeiro-BA; Poliana Souza (UP) de Belo Horizonte-MG; Andreia Lima (PT) de Curitiba-PR. E tu já sabe, depois vai lá no nosso instagram @cirandeiraspodcast conversar com a gente sobre eleições e mulheres! Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Fernanda Carvalho. *Esse episódio teve o apoio de 33 colaboradores da nossa campanha coletiva de financiamento Links relacionados: http://www.generonumero.media/eleicoes-2020-candidaturas-negras-maioria/ https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2020/eleicao-em-numeros/noticia/2020/09/29/so-1-a-cada-10-candidaturas-a-prefeito-e-de-mulher-nenhum-partido-lanca-mais-candidatas-mulheres-do-que-homens.ghtml https://mulheresnegrasdecidem.org/ https://diplomatique.org.br/mulheres-negras-decidem-para-onde-vamos/ https://jornalistaslivres.org/mandato-coletivo-jaragua-e-guarani-e-boulos-juntos/ http://votenelas.com.br/ | |||
| Pandemia ao morrer - Uma conversa com Maria Edileusa Braga | 26 Aug 2020 | 00:31:10 | |
Quais os seus desejos de fim de vida ? O que nós, produtoras do Cirandeiras, desejamos no fim dessa primeira temporada é que todes que passaram por aqui se sintam tocados e transformados pela escuta, com vontade de exercer o bem viver em comunidade. E faz parte disso, como ciclo natural da vida, uma morte digna, com cuidados, conforto e carinho até o último suspiro. No nosso vigésimo episódio, aprendemos a morrer. E quem nos conduz na ciranda da finitude é a cearense Maria Edileusa Braga Freire, moradora da favela da Rocinha, no Rio de Janeiro há mais de três décadas. Conselheira da saúde, Edileusa sempre lutou para defender o SUS e salvar vidas. No projeto voluntário Comunidades Compassivas, coloca em prática a sabedoria de que presença e amor também curam e eternizam vidas. Já ouvisse falar ? Com a pandemia do coronavírus, a morte tornou-se palpável todos os dias, mas não para ser banalizada, para que possamos identificar as lutas que devemos travar para vivermos melhor em sociedade, de mãos dadas, claro ! Tu não pode perder esse papo lindo de morrer [e de viver] com Edileusa e uma gente bonita que entrou nessa última volta de ciranda especial, visse ?! Bota logo pra tocar aí no teu ouvido porque o tempo passa de pressa. Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Júnior Niquini. *Esse episódio teve o apoio da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde Links relacionados: https://abacashi.com/p/compaixaoilimitada https://www.otempo.com.br/hotsites/vivendo-a-morte | |||
| Pandemia ao nascer - Uma conversa com Edina Shanenawa | 18 Aug 2020 | 00:31:50 | |
Nossa ciranda da semana é sobre dar à luz em meio a uma pandemia de Covid-19🤰🏾
Falamos dos dados assustadores de mortalidade materna neste período, de violência obstétrica, direitos reprodutivos e corpos negros. Mas esses desafios já existiam antes mesmo da chegada do coronavírus, como nos contou Edina Shanenawa, da Terra Indígena Katukina Kaxinawá, localizada no estado do Acre, Norte do Brasil. É ela que vai nos conduzir nesta roda sobre parteria da tradição lá da floresta Amazônica. 🌿
Para quem mora na aldeia, o parir tem outros significados e rituais. Muito diferente dos procedimentos da cidade. Edina passou por uma situação violenta durante o trabalho de parto de sua filha caçula em um hospital de Rio Branco. Foi a primeira vez em cima de uma maca, já que suas outras gestações ocorreram na aldeia com todo apoio de uma família ancestral de parteiras. 🙌🏾
Muitas mulheres embarcaram na jornada da maternidade no mundo que existia antes do coronavírus e rolou um 360º, né? Elas agora precisam se preparar para cuidar de uma vida em um cenário muito diferente. Um mundo de mais medos, incertezas e solidão. 🦠
Então, nosso penúltimo episódio da temporada Pandemia te convida a refletir sobre a vida, sem fundamentalismo e violações, entendendo que a terra é útero e é com ela que deveríamos aprender mais a nascer e renascer. No tempo e na colheita certa, como nos ensina @edinashanenawa 🌻
Aproveita que agosto é o mês da Pachamama [nossa mãe terra] e vem fazer essa escuta com a gente. E depois de ouvir, nos conta o que tu achou ? 💜
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados:
https://amazoniareal.com.br/irmas-lutam-pelo-resgate-do-povo-shanenawa-no-acre/
https://terrasindigenas.org.br/pt-br/terras-indigenas/3726
https://pib.socioambiental.org/pt/Povo:Shanenawa
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-24/maes-yanomami-imploram-pelos-corpos-de-seus-bebes.html
https://brasil.elpais.com/brasil/2020-06-30/apos-mobilizacao-de-maes-yanomami-por-corpos-de-bebes-mortos-por-covid-agentes-do-governo-vao-a-aldeia.html
https://www.nexojornal.com.br/expresso/2020/07/16/Por-que-o-Brasil-%C3%A9-o-pa%C3%ADs-com-mais-mortes-de-gestantes-por-covid-19
https://almapreta.com/editorias/realidade/pretas-gravidas-e-no-pos-parto-morrem-mais-por-covid-19-do-que-brancas
http://www.milhaspelavidadasmulheres.com.br/
https://apublica.org/wp-content/uploads/2013/03/www.fpa_.org_.br_sites_default_files_pesquisaintegra.pdf
https://amazoniareal.com.br/criancas-yanomami-tres-corpos-de-bebes-estao-em-cemiterio-e-um-no-iml-de-boa-vista-rr/
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| Pandemia na adoção - Uma conversa com Maria Vânia Magalhães | 12 Aug 2020 | 00:26:26 | |
Você aí já pensou em adotar uma criança?
Essa semana vamos cirandar sobre a cultura da infância e da adolescência e o universo da adoção no Brasil. Convidamos Maria Vânia Magalhães uma paraibana de 50 anos de idade, que há anos mora em Belo Horizonte e dirige de forma voluntária a Casa Colmeia. Única casa de acolhimento de mães adolescentes com seus bebês e crianças no estado de Minas Gerais.
No Brasil atualmente tem 4,9 mil crianças e adolescentes para a adoção. E um total de 42 famílias aptas e disponíveis para adotar. Mas será por que existem tantas famílias na fila e, mesmo assim, muitas crianças não são adotadas rapidamente?
Vamos também debater os 30 anos completados em julho do Estatuto da Criança e Adolescente - o ECA, marco nos direitos de nossos pequenos/a cidadãos.
Vem cirandar com a gente para discutirmos ainda as dificuldades do cenário de adoção durante a pandemia da Covid-19?
E se quiser ajudar a Colmeia, casa de acolhimento que Maria Vânia coordena, pode fazer doações financeiras ou de alimentos. O telefone é 31-3372 26 93 ou pelo e-mail: colmeiaeduc@yahoo.com.br e site www.colmeialar.org.br
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
Vozes das crianças neste episódio: Helena Macedo (cantando Ciranda Cirandinha) e Maria Eduarda (recitando em formato de poesia a música Trenzinho Caipira de Heitor Villa-Lobos)
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados
http://www.colmeialar.org.br/quemsomos.html
https://agenciabrasil.ebc.com.br/justica/noticia/2020-02/agencia-brasil-explica-como-e-o-processo-de-adocao-no-brasil
https://arte.estadao.com.br/brasil/adocao/criancas/
https://www.cnj.jus.br/cnanovo/pages/publico/index.jsf
https://www.facebook.com/cejapernambuco/
https://www.cnj.jus.br/agendas/congresso-digital-dos-30-anos-do-estatuto-da-crianca-e-do-adolescente/
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2020-07/estatuto-da-crianca-e-do-adolescente-completa-30-anos
https://www.otempo.com.br/polopoly_fs/1.1277540.1460646996!/index.html
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| Pandemia nas entregas - Uma conversa com Niedja Oliveira | 05 Aug 2020 | 00:27:34 | |
Tu já andasse de bike? A nossa cirandeira de hoje vai nos conduzir de cima da bicicleta, fazendo entregas pelas ruas de Recife. Prepara pra ouvir buzinas e muito vento. Mas o importante é a escuta atenta de Niedja Oliveira, entregadora de aplicativos, de comidas e bebidas, em Pernambuco. Pedalando, ofegante, ela nos contou como tem sido trabalhar com isso na pandemia. Os riscos de exposição ao coronavírus, a falta de direitos trabalhistas e de respeito por parte de empresas e clientes são alguns dos problemas no caminho das entregas, que todos nós precisamos enxergar. Então, pra quem pede em apps do tipo ou não, é quase obrigação entrar nessa roda, ou melhor, na garupa de Niedja. Vem entender como essas pedidos têm chegado nas casas dos brasileiros todos os dias, às custas de muitos quilômetros suados da classe pobre do nosso país. E também conhecer essa nordestina arretada, numa experiência sonora inédita por aqui. Esse pedal em ritmo de ciranda tá em todos os tocadores de podcasts e no link da bio. Depois, já sabe, se gostou, chama mais gente pra bicicletar/cirandar... curte, compartilha e comenta ! Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Júnior Niquini. *Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde Links relacionados: https://digilabour.com.br/2020/06/28/quem-esta-pesquisando-o-trabalho-de-entregadores-no-brasil/ https://drive.google.com/file/d/1KCFsMU7Z7_sfB3w_5sJSWlG2aztjl7J8/view https://www.bbc.com/portuguese/brasil-53124543 https://cnttl.org.br/noticia/9957/quem-esta-pesquisando-o-trabalho-de-entregadores-no-brasil https://www.cartacapital.com.br/justica/a-uberizacao-das-relacoes-de-trabalho/ | |||
| Pandemia nas raças - Uma conversa com Júlia Nara | 29 Jul 2020 | 00:29:45 | |
A pauta preta percorre o nosso podcast desde o início – onze das 15 mulheres que foram entrevistadas por nós eram negras. Mas estamos no Julho das Pretas, e antes que ele acabasse, decidimos fazer um episódio só para falar de raças, negritude, saúde da mulher negra e afroafeto. Então, aproveita que temos muito o que conversar sobre isso, e vem vibrar nessa energia potente negra com a gente.
Com toda sua voz doce e talentosa, sua luta coletiva, sua generosidade e sua negritude: Julia Nara vai conduzir a nossa ciranda direto do planalto central brasiliense.
Na pandemia, tivemos uma explosão de casos de coronavírus e mortes entre a população preta e parda, escancarando as desigualdades raciais no Brasil. E os negros continuam morrendo de violência policial e racismo no nosso país. Mas precisamos ir além das hashtags de apoios pontuais antirracistas, devemos entrar nessa roda, pegar na mão e olhar no olho das nossas companheiras negras e invocar nossa ancestralidade preta.
Falamos ainda sobre pardismo, colorismo e pigmentocracia. Ja ouviu esses termos? Simbora então cirandar com Julia e as pretinhas no beat.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados:
https://www.instagram.com/coletivapretinhas/
https://www.youtube.com/channel/UCpg_Rq22pI9yyBs32Y5QQvg
http://www.ctc.puc-rio.br/diferencas-sociais-confirmam-que-pretos-e-pardos-morrem-mais-de-covid-19-do-que-brancos-segundo-nt11-do-nois/
http://repositorio.unicamp.br/bitstream/REPOSIP/278967/1/Romio_JackelineAparecidaFerreira_M.pdf
http://observatorioseguranca.com.br/rede-divulga-dados-ineditos-reunidos-em-um-ano-de-monitoramento/
https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/ceilandia-47-anos-historia-cultura-e-muita-festa/
https://www.geledes.org.br/o-dia-25-de-julho-e-um-marco-de-luta-para-as-negras/
https://www.geledes.org.br/as-nao-brancas-identidade-racial-e-colorismo-no-brasil/
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| EP#42 Ritmos Latinos - O tango com Shirlene Oliveira | 15 May 2024 | 00:33:47 | |
O Tango se achega em sua versão feminista neste segundo episódio da temporada Ritmos Latinos. Conversamos com Shirlene Oliveira, uma brasileira que canta tango desde 2012 em Buenos Aires, Argentina, e afirma que o ritmo é marginal, negro e periférico. Apesar de tentarem negar, o tango é uma composição musical, que também é dança, resultado de uma confluência entre o candombe, de negros escravizados e da habanera. Esse último, um ritmo trazido pelos marinheiros cubanos que chegaram pela região do Rio de La Plata. Nossa ciranda busca compreender os contextos migratórios, históricos e das muitas reinvenções do tango ao longo dos séculos. Para que possamos refletir sobre a tentativa de invisibilizar a cultura negra em um dos países considerados mais europeus da América Latina. Produção e roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Ana Clara Pecis
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| Pandemia nas ocupações - Uma conversa com Maura Rodrigues | 21 Jul 2020 | 00:29:02 | |
Todas as medidas de prevenção à Covid-19 tem como pressuposto o isolamento social em casa. Mas para quem vive em ocupações urbanas ou favelas não é possível cumprir com esses cuidados. Ou seja, as propostas do Estado para conter a pandemia estão bem distantes das realidades brasileiras.
O episódio#15 traz para a discussão o dilema das mulheres que estão nas ocupações de prédios e terrenos nas cidades: o medo de morrer por coronavírus ou ser despejadas. Quem vem cirandar e nos contar o dia a dia nas ocupações é Maura Rodrigues, do Movimento Nacional de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas - o MLB - e moradora da ocupação Carolina Maria de Jesus, no centro de Belo Horizonte - MG.
O sonho da casa própria é o motor da luta organizada por moradia, mas outros direitos básicos que permitiriam, inclusive, a população sem-teto se prevenir do coronavírus, não são acessados.
Vem conversar conosco sobre o direito à cidade que é construída a partir do trabalho das mulheres, da classe pobre e negra do Brasil, mas que continua a excluir pessoas do acesso à moradia digna.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados:
https://www.mlbbrasil.org/
https://www.ibge.gov.br/estatisticas/sociais/trabalho/9127-pesquisa-nacional-por-amostra-de-domicilios.html
https://www.facebook.com/olga.benario.14/
https://nacoesunidas.org/onu-habitat-lanca-versao-em-portugues-da-nova-agenda-urbana/
Documentário Privatizações: a distopia do capital de Silvio Tendler: https://www.youtube.com/watch?v=xJPCKjT0XXk
Série #CidadesEmDisputas: https://www.youtube.com/c/V%C3%ADdeosMLB/videos
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| Pandemia nas deficiências - Uma conversa com Alessandra Martins | 14 Jul 2020 | 00:26:11 | |
Qual é a primeira imagem de uma mulher com deficiência que lhe vem à cabeça?
Não sei o que surgiu no seu pensamento, mas espero que não seja uma pessoa fragilizada. Te convidamos essa semana a cirandar com Alessandra Martins (Lelê), mulher preta, PCD (pessoa com deficiência) e favelada. Lá do Morro Santa Marta, do Rio de Janeiro.
A sociedade está desacostumada com as diferenças. Imagine então um governo que todo dia quer eliminar essa diversidade, que simplesmente desconsidera a crise sanitária que vivemos com a Covid-19.
Durante a pandemia, o cotidiano de pessoas que são limitadas, não por sua deficiência, mas pela ausência do Estado e pela falta de políticas públicas adequadas, somam-se a uma maior probabilidade de contágios.
Os corpos informam, e conviver com os incômodos, acolhê-los faz parte do processo anticapacitista e antirracista que Lelê vem ecoar neste episódio.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Júnior Niquini. *Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan, e da ONG Artigo 19, através da campanha #compartilheinformação #compartilhesaúde
Links relacionados:
Documentário “Santa Marta - Duas semanas no morro” de Eduardo Coutinho: https://www.youtube.com/watch?v=-fMPgm40ZpM
https://azmina.com.br/colunas/dia-nacional-de-luta-das-pessoas-com-deficiencia/
https://www.bbc.com/portuguese/noticias/2016/01/160110_mulher_circo_africa_lab
https://www.instagram.com/coletivohelenkeller/
Atlas da violência 2018: https://www.ipea.gov.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=33410&Itemid=432
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| Pandemia no sexo - Uma conversa com Santuzza Alves de Souza | 01 Jul 2020 | 00:27:44 | |
Você já conheceu uma prostituta, conversou com alguma? O que você sabe sobre o trabalho sexual ? Vem ouvir nossa cirandeira do episódio #12, Santuzza Alves de Souza, profissional do sexo há 15 anos, que milita pelo reconhecimento da categoria, à frente do Coletivo Rebu, em Belo Horizonte-MG.
Neste momento de pandemia, essas mulheres estão enfrentando dificuldades sem poder trabalhar. Nunca há uma política voltada para elas, já que são colocadas num lugar de estigma talvez tão prejudicial quanto o vírus atual.
Dá o play aqui desligando qualquer PREconceito que tenha sobre isso. Entre nessa roda disposta a quebrar tabus e barreiras. E não é só nos pensamentos do cérebro não, mas nos corporais também, porque falamos de orgasmo feminino, auto prazer e conhecimento que liberta. Na nossa ciranda, não há lugar para silenciamentos.
E a gente adora quando vocês conversam com a gente no instagram @cirandeiraspodcast, e sobre esse assunto, vai ser ainda mais prazeroso… vem nos contar a tua experiência? Produção e Apresentação Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio do Meedan e da ONG Artigo 19.
Links relacionados: https://www.facebook.com/coletivarebu
https://www.facebook.com/CUTSBR/
https://www.obeltrano.com.br/portfolio/guaicurus-de-dentro-pra-fora/
https://www.vakinha.com.br/vaquinha/trabalhadoras-sexuais-pedem-socorro?fbclid=IwAR0x8_ix8dQFLY4XjaLetP6LpPCnuK-_VeyUbD8s_iNKq-kxAF3xcGfY-2s
Clipe Coisa mais bonita Flaira Ferro: https://youtu.be/4W8Jo-4IqcQ
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| Pandemia nos Gêneros - Uma conversa com Symmy Larrat | 23 Jun 2020 | 00:26:08 | |
Vocês devem lembrar da personagem Tieta de Jorge Amado. Nossa cirandeira vem lá do Pará, mas hoje mora na terra de sua grande inspiração. Vamos cirandar pelas bandas da Bahia, de onde vem Tieta, em Salvador especificamente, onde reside Symmy Larrat. Uma travesti de 42 anos que há anos luta para que as Tietas - como ela chama as mulheres travestis - existentes no Brasil possam encontrar o seu lugar ao sol da liberdade e da democracia.
Symmy é presidenTRA da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT), que existe desde a década de 90. Foi a partir da luta dessa organização e de outros movimentos sociais que tivemos alguns avanços nas políticas públicas específicas à população LGBT+, como o casamento homoafetivo, por exemplo.
Mas qual a situação desta população em meio a pandemia do coronavírus, o que as travestis e transexuais têm feito para se proteger não só da covid-19, mas também de famílias conservadoras em meio ao isolamento social e de um Estado que publiciza diariamente sua aversão e perseguição a este grupo social?
Eta, eta, eta, eta vem cirandar sob os olhos de tieta?
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio do Meedan e da ONG Artigo 19.
Links relacionados:
https://www.abglt.org
https://medium.com/@brunagbenevides/a-transfobia-por-tr%C3%A1s-do-uso-do-faceapp-b1e008e2efc
https://brasil.elpais.com/brasil/2019/03/19/internacional/1553026147_774690.html
Relatório Homofobia Patrocinada pelo Estado 2019: https://ilga.org/ilga-launches-state-sponsored-homophobia-2019
https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2020-01/brasil-registra-124-assassinatos-de-pessoas-transgenero-em-2019
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2019-06/supremo-decide-criminalizar-homofobia-como-forma-de-racismo
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| Pandemia na internet - Uma conversa com Fernanda Monteiro | 17 Jun 2020 | 00:29:13 | |
“Queremos que a gambiarra se torne a tecnologia da vez porque ela vem da periferia”. A gente também e tu? Quem disse isso foi a Fernanda Monteiro, mulher trans negras, de 34 anos, lá de São Paulo e que é a nossa cirandeira convidada desta semana para discutirmos Pandemia na Internet.
Em tempos de coronavírus e necessidade de estarmos conectados, tu já parou para pensar que a internet é uma via de mão dupla? Ela amplia nossa comunicação, mas pode ser utilizada também contra nós.
A febre dos últimos dias na utilização do aplicativo Faceapp, aquele que faz sua projeção de idade ou constrói um você “feminino” ou “masculino” é um exemplo disso. Essa ferramenta foi questionada sobre abusos no uso e compartilhamento dos dados de seus usuários. E abriu um debate também sobre discriminação racial e de gênero.
A Fernanda é formada em Tecnologia da Informação, faz parte da Rede Transfeminista de Segurança Digital e da Rede de Ciberativistas Negras. Há anos atua na área de Segurança Digital para defensoras dos Direitos Humanos. Busca construir infraestruturas feministas na internet para que uma diversidade de mulheres possa acessar a tecnologia e que as distâncias sociais online sejam cada vez menores.
Produção e Apresentação Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio do Meedan e da ONG Artigo 19.
Links relacionados:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-05/brasil-tem-134-milhoes-de-usuarios-de-internet-aponta-pesquisa
https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2020/05/cerca-de-70-milhoes-no-brasil-tem-acesso-precario-a-internet-na-pandemia.shtml
https://intervozes.org.br/intervozes-solicita-a-anatel-a-proibicao-da-suspensao-de-conexoes-moveis-e-banda-larga-por-90-dias/
https://www.brasildefato.com.br/2020/04/03/artigo-pandemia-expoe-desinformacao-e-violacao-de-direitos-nas-periferias-do-brasil
https://www.votelgbt.org/pesquisas
https://www.marialab.org/
https://intervozes.org.br/publicacoes/monopolios-digitais-concentracao-e-diversidade-na-internet/
https://www.marialab.org/category/cuidados-durante-a-pandemia/
https://direitosnarede.org.br/
https://www.nexojornal.com.br/estante/trechos/2020/06/05/%E2%80%98Desinforma%C3%A7%C3%A3o%E2%80%99-a-fun%C3%A7%C3%A3o-pol%C3%ADtica-e-econ%C3%B4mica-da-mentira
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| Pandemia nas ruas - Uma conversa com Adriana Gomes | 10 Jun 2020 | 00:28:29 | |
Quem está dentro de casa nesses últimos meses em quarentena – o que é um privilégio –, não pode ver a quantidade de pessoas dormindo nas avenidas e praças, em barracas de lona. Como está sobrevivendo a população em situação de rua, sempre invisibilizada e estigmatizada, em meio a essa pandemia ? O auxílio emergencial do governo chega até eles de que forma? Quantos já pegaram coronavírus?
A ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, declarou, recentemente, que poucos seriam contaminados pela Covid-19 porque “ninguém pega na mão deles”. Então, vamos dar as nossas mãos simbólicas para cirandar com Adriana Gomes, mulher que vive nas ruas há anos, e, muito consciente de sua luta, dá recados cruciais para uma sociedade que já os isolava antes mesmo dessa doença. A falta de redes amplas de apoio – principalmente, às mulheres, que são violadas de várias formas nas ruas – expõe falhas profundas na nossa organização social e no nosso senso de comunidade.
Vem fazer essa escuta de Adriana no nosso episódio 9 sobre a pandemia esquecida nas ruas?
Produção e Apresentação Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan.
Links relacionados:
https://apublica.org/2019/09/os-dias-de-iriana-nas-ruas-de-recife-com-um-bebe-e-sem-documentos/
https://www.instagram.com/centropopfrancasp/
https://catracalivre.com.br/cidadania/sp-tem-22-moradores-de-rua-mortos-por-covid-19-diz-prefeitura/
https://www.facebook.com/ACracoResiste/
https://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2020-05/governo-propoe-acolhimento-de-78-mil-moradores-de-rua-pelos-municipios
https://www.brasildefato.com.br/2020/01/31/movimentos-denunciam-subnotificacao-em-censo-sobre-populacao-de-rua-de-sp
http://memoria.ebc.com.br/agenciabrasil/noticia/2005-12-23/brasil-tem-ate-18-milhao-de-moradores-de-rua
http://www.lutapelosocialismo.org.br/1004/mendigos-a-exclusao-social-invisivel-ate-nas-pesquisas
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| Pandemia nas prisões - Uma conversa com Nana Oliveira | 03 Jun 2020 | 00:26:19 | |
Muitos de nós temos vivido isolados nos últimos meses e tem sido bem ruim não poder socializar. No Brasil, há quase 800 mil pessoas que estão presas em penitenciárias que supostamente deveriam buscar a ressocialização dos que cometeram crimes. Mas quem são essas pessoas e como elas são tratadas, qual é a política prisional brasileira?
Encarceramento em massa é uma pauta que talvez seja a que menos a sociedade quer discutir ou tem interesse. E quando se tratam de mulheres presas, a invisibilidade é ainda maior, elas sequer recebem visitas, na maioria dos casos.
A partir desta semana o Cirandeiras deixa, por ora, o campo e o interior do país para falar de temáticas igualmente urgentes nas rotinas das cidades. O sistema prisional neste período de pandemia é uma bomba relógio, já que os presídios estão superlotados, muito longe das condições ideais de higiene.
Neste episódio 8, adentramos um pouco nesse universo de injustiças e desigualdades que atravessam a segurança pública nacional. Falamos, especialmente, do aprisionamento feminino, em que mulheres pobres e pretas são julgadas por tribunais brancos — penalizadas também por serem mães.
A cirandeira que nos conduz nessa conversa tão necessária é Nana Oliveira, advogada negra popular e fundadora do projeto Solta Minha Mãe, com uma década de militância pelo desencarceramento. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster. Edição de som: Júnior Niquini.
*Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan
Links citados no episódio:
https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2020-02/brasil-tem-mais-de-773-mil-encarcerados-maioria-no-regime-fechado
https://carceraria.org.br/combate-e-prevencao-a-tortura/coronavirus-nas-prisoes-dados-denuncias-e-relatos
https://www.facebook.com/pg/soltaminhamae/
https://theintercept.com/2020/05/09/juizes-ignoram-lei-maes-presas-pandemia/?fbclid=IwAR1kzpSa7VGN_kCqB8caL92NFaa9KREl9QsZ-ZrDCFjzQIoOSd5nf-eouHo
https://jornaldebrasilia.com.br/cidades/hospital-no-complexo-penitenciario-da-papuda-sera-permanente/
NOTAS CNJ E RESPOSTA COMPLETA SEJUSP/MG: https://docs.google.com/document/d/1uWy0PRKAfGKNivo1UxH-2kB3M3YXUzOl4kTn3cW-oRA/edit?usp=sharing
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| Pandemia no rural - Uma conversa com Verônica Santana | 27 May 2020 | 00:27:55 | |
Verônica Santana é agricultora e tem 52 anos. Mora hoje no assentamento Vitória da União, no município de Santa Luzia do Itanhy, no litoral sul de Sergipe. Mas nasceu no sertão do Estado, onde iniciou sua militância nas pastorais sociais, na década de 80. Começou sua luta na convivência com a seca, em períodos difíceis de estiagem, mas foi no Movimento da Mulher Trabalhadora Rural do Nordeste (MMTR-NE) onde aprendeu sobre as desigualdades de gênero e a importância de trabalhar a participação política fora e dentro de casa. Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster *Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan Links citados no programa: MMTR NE: http://www.mmtrne.org.br/ Documentário Mulheres Rurais em Movimento: https://www.youtube.com/watch?v=PQkIWTIyJc4 Sobre PL 873/2020: http://www.contag.org.br/index.php?modulo=portal&acao=interna&codpag=101&id=13975&nw=1&mt=1 Pesquisas sobre internet - TIC domicilios https://www.cetic.br/pesquisa/domicilios/ | |||
| Pandemia nos assentamentos - Uma conversa com Ceres Luisa Antunes Hadich | 20 May 2020 | 00:29:09 | |
Ceres Luisa Antunes Hadich de 36 anos nasceu em Londrina, norte do Paraná. Em função do trabalho do avô paterno a família mudou para Curitiba. Em 2002 inicia os estudos em Agronomia na UFPR. Mesmo proveniente de uma família que não tinha vínculos com o campo, desejou continuar estudando e isso só poderia ser feito através do ingresso em uma universidade pública. A militância em movimento estudantil a fez conhecer os movimentos organizados de luta pela terra. Entra para o Movimento Sem Terra (MST) e o assentamento Maria Lara torna-se sua casa. As lutas pela reforma agrária, moradia digna no campo e a agroecologia, suas causas de vida. Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster *Esse episódio teve o apoio da Microbolsa Check Global, do Meedan Links citados no programa: Propaganda Agro é Pop: https://www.youtube.com/watch?v=R_s9ShEqkvM Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra: https://mst.org.br/ Escola Latinoamericana de Agroecologia:http://elaa.redelivre.org.br/ MP 910 da grilagem: O que está por trás do relator da MP910 da grilagem: Quem é o novo presidente do Incra: Dados do Relatório de Conflitos no Campo da CPT 2019: Texto O silenciamento das mulheres camponesas em situação de conflitos no campo e as sementes que anunciam suas resistências por Raquel Baster (Relatório de Conflitos no Campo da CPT 2018): | |||
| EP#41 Ritmos Latinos - A cueca chilena com Calila Lila | 17 Apr 2024 | 00:39:12 | |
No primeiro episódio da temporada Ritmos Latinos apresentamos a cueca - uma manifestação cultural chilena - que foi fundamental para a resistência e denúncia durante períodos políticos autoritários no Chile. A cueca provocava a importância da ocupação dos espaços públicos pela música, alegria e defesa da vida. Nossa ciranda é conduzida pelo coletivo Calila Lila, uma forte expoente feminista da cueca chilena, cantada por seis mulheres que se revezam nos instrumentos, canto e performances. Elas apresentam personagens que espelham o cotidiano de mulheres, muitas das vezes invisibilizadas. Em 2024, completam 10 anos de grupo representando a nova geração de cantoras da cultura popular. Calila Lila já lançou três álbuns, o mais recente “Prende La Velita, canto poder curativo”, que apresenta cuecas clássicas na perspectiva da diversidade étnico racial de mulheres. O coletivo busca encontrar sons e ritmos que transmitam suas inquietações dentro do ambiente cuequero - nem sempre aberto a todas as vozes, apesar de essa ser sua essência. Produção e roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Ana Clara Pecis Referências https://www.instagram.com/calilalilacolectivo/reels/ https://www.youtube.com/channel/UCVpdZIbhlaKuymwZsvpmFlQ https://www.youtube.com/watch?v=-o6j0waVBJQ https://www.memoriachilena.gob.cl/602/w3-article-8645.html https://www.amazon.com.br/Pego-grito-cualquier-parte-Christian-ebook/dp/B08X8JGTBK https://www.libreriadelgam.cl/libro/cancionero-de-la-cueca-chilena_78932 https://www.bcn.cl/leychile/navegar?idNorma=224886 https://cantorasdelnorteneuquino.neuquen.gob.ar/wp-content/uploads/2020/07/la-cueca-alegria.pdf GARRIDO, Pablo. Biografía de la cueca. Santiago de Chile: Editorial Nascimento, 1976. MATAVELI, Danilo . Da zamacueca à cueca sola: sujeitos políticos na cultura popular latino-americana. Revista Entrecaminos , v. 4, p. 190-202, 2020. | |||
| Pandemia nas casas - Uma conversa com Lenira Carvalho | 13 May 2020 | 00:26:05 | |
"A empregada doméstica representa a luta de classes dentro da casa das pessoas". Essa é uma fala antiga e marcante de Lenira Carvalho, nossa cirandeira desta semana. Aos 87 anos, só mesmo a ameaça de um vírus perigoso para tirar Lenira da luta pelos direitos das trabalhadoras.
Filha de empregada, ela saiu do interior do Alagoas para ser babá no Recife e acabou fundando o sindicato das domésticas na cidade, com a missão de garantir que mulheres como ela fossem reconhecidas como "pessoas".
A primeira morte pela Covid-19 foi de uma empregada doméstica, no Rio de Janeiro. Ela pegou a doença com a patroa que omitiu que estava com coronavírus.
Conversamos com Lenira, que está isolada em casa esperando que a pandemia proporcione um futuro de menos discriminação.
Através da trajetória dela, permeada de injustiças e muita consciência, compreendemos o passado e o presente dessas mulheres que trabalham dentro das casas de milhares de brasileiros. Vem com a gente fazer esse movimento importante de escuta e reflexão?
Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster
Links citados no programa:
https://www.opovo.com.br/coronavirus/2020/05/08/empregadas-domesticas-nao-configuram-servico-essencial-e-devem-ser-liberadas-com-remuneracao.html
https://jornalistaslivres.org/a-casa-grande-prefeito-de-belem-inclui-empregadas-domesticas-em-servicos-essenciais/
Matéria da Agência Pública sobre morte de doméstica no Rio de Janeiro: https://apublica.org/2020/03/primeira-morte-do-rio-por-coronavirus-domestica-nao-foi-informada-de-risco-de-contagio-pela-patroa
Carta manifesto dos filhos de domésticas e diaristas, recolhimento de assinaturas: https://www.change.org/p/ao-poder-p%C3%BAblico-empregadores-e-empregadoras-de-dom%C3%A9sticas-e-diaristas-e-toda-sociedade-civil-quarentena-remunerada-imediata-pra-domesticas-e-diaristas?recruiter=1056504459&utm_source=share_petition&utm_medium=copylink&utm_campaign=share_petition
Sobre a luta das empregadas domésticas e a covid-19:
https://fenatrad.org.br/2020/04/27/27-de-abril-dia-da-domestica-merecemos-viver-e-trabalhar-com-dignidade-seguranca-e-direitos
Ensaio sobre o livro de Lenira: https://periodicos.fclar.unesp.br/letras/article/view/255
Mais sobre Lenira: http://www.mulher500.org.br/lenira-carvalho-1932/
Sobre o Muquifu: https://www.otempo.com.br/diversao/museu-situado-na-periferia-da-capital-se-destaca-em-pesquisa-nacional-1.2189085
Instagram.com/muquifu
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| Pandemia nas aldeias - Uma conversa com Elizângela da Silva Baré | 06 May 2020 | 00:21:39 | |
O Cirandeiras chega no episódio #4 abrindo a nossa roda no meio da floresta Amazônica, na cidade mais indígena do Brasil, São Gabriel da Cachoeira, para conversar com Elizângela da Silva Baré – coordenadora do Departamento de Mulheres da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn).
Apesar de Abril ser o mês indígena, a gente abre o mês de Maio com essa pauta porque todo dia é dia de nos conectarmos com os povos que deram origem ao Brasil e que conseguiram resistir a todos os tipos de colonização até hoje. O coronavírus é uma grande ameaça para as aldeias porque pode significar a morte de muitos indígenas.
Falamos sobre as dificuldades de implantar medidas de prevenção nas comunidades indígenas, que têm costumes bem diferente das cidades, como não ter torneiras em muitas casas, porque eles usam o rio – a verdadeira casa deles. Elizângela também nos traz a força das mulheres indígenas e essa resistência do seu povo.
Apresentação, produção e edição: Joana Suarez e Raquel Baster . Instagram: Cirandeiras Podcast
Links citados no programa : ISA- Instituto Socioambiental: https://covid19.socioambiental.org/
Pesquisa sobre violência contra mulheres negras e indígenas:
https://www.camara.leg.br/noticias/547491-feminicidio-cresce-entre-mulheres-negras-e-indigenas-e-diminui-entre-brancas-aponta-pesquisadora/
FOIRN:
https://foirn.org.br/wp-content/uploads/2019/05/manifesto-das-mulheres-indigenas-do-rio-negro.pdf
Instagram @foirn
Campanha Rio Negro, Nós Cuidamos!: https://noscuidamos.foirn.org.br
Reportagem sobre Indígenas Xakriabá: https://projetocolabora.com.br/ods1/fome-e-miseria-ameacam-indigenas-em-minas-gerais/
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| Pandemia doméstica - Uma conversa com Indira Xavier | 28 Apr 2020 | 00:22:19 | |
A pandemia da covid-19 não trouxe só isolamento e incertezas, mas também o aumento da violência doméstica contra mulheres. No episódio 3, conversamos com Indira Xavier, coordenadora da Casa de Referência Tina Martins, primeira ocupação feita por mulheres da América Latina e que está localizada em Belo Horizonte. Falamos também sobre participação política, autocuidado e os enfrentamentos que podemos fazer juntas para manter nossas mulheres vivas. Não percamos as esperanças porque acreditamos que o Futuro é Feminino e Feminista.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Edição de som: Iago Vernek
Logo: Vitor Drumond
Links citados neste programa:
Casa de Referência Tina Martins
https://www.facebook.com/casatinamartins/
Movimento Olga Benário
https://www.facebook.com/olga.benario.14/
Sobre os dados de violência contra mulheres
Dôssie Agência Patrícia Galvão- https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/dados-e-fontes/
Ministério Público do Estado de São Paulo -http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/noticias/noticia?id_noticia=22511423&id_grupo=118
Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro - https://radios.ebc.com.br/tarde-nacional-rio-de-janeiro/2020/03/coronavirus-casos-de-violencia-domestica-crescem-50-durante-periodo-de
Como denunciar (24 horas por dia):
Ligue 180 - Disque-Denúncia foi criado pela Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). A denúncia é anônima e gratuita. Os casos recebidos pela central são encaminhados ao Ministério Público.
Disque 100 - Serviço destinado a violações de direitos humanos.
E nos Núcleos e Defensorias Especializadas em Atendimento à Mulher pelo Brasil:
https://dossies.agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/nucleos-e-defensorias-especializadas-de-atendimento-mulher/
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| Pandemia nos quilombos - Uma conversa com Selma Dealdina | 22 Apr 2020 | 00:22:55 | |
O coronavírus chegou às comunidades quilombolas, há diagnósticos e mortes em cinco Estados. Neste episódio, vamos entender a situação dos quilombos em meio a pandemia e as estratégias de enfrentamento que estão sendo feitas. Quem entra nessa ciranda para contar tudo isso pra gente é Selma Dealdina, feminista porreta de 38 anos, secretária executiva da CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas), que cresceu em meio ao Ticumbi e outras manifestações populares do norte do Espírito Santo.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Edição de som: Iago Vernek
Logo: Vitor Drumond
Links citados neste programa:
Estudo sobre titularização quilombola feita pela organização Terra de Direitos:
https://terradedireitos.org.br/noticias/noticias/no-atual-ritmo-brasil-levara-mil-anos-para-titular-todas-as-comunidades-quilombolas/23023
Sobre a Conaq:
http://conaq.org.br/
https://www.instagram.com/conaquilombos/
Sobre o caso de Alcântara:
http://www.mpf.mp.br/pgr/noticias-pgr/mpf-recomenda-que-uniao-nao-remova-quilombolas-de-alcantara-ma
Atualização dados sobre coronavírus nas comunidades quilombolas:
http://conaq.org.br/noticias/covid-19-chega-aos-quilombos/
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| Pandemia na Ilha - Uma conversa com a cirandeira Lia de Itamaracá | 15 Apr 2020 | 00:15:44 | |
A primeira temporada do podcast Cirandeiras vai abordar o tema que chegou rápido na casa de todos: o coronavírus. Vamos escutar mulheres ousadas, que dão passos importantes e movimentam comunidades, tal como uma cirandeira. Nesse momento, nada melhor do que conhecer histórias inspiradoras e saber o que elas estão fazendo no combate ao coronavírus. As mulheres são as mais vulneráveis hoje na nossa população, chefiando famílias sozinhas, mas elas nunca desistem – estamos acostumadas a lidar com adversidades todos os dias e encontrar soluções. Neste episódio de estreia, explicamos mais sobre a proposta, tratamos um pouco do contexto atual do Brasil imerso na contenção do coronavírus e conversamos com a mestre cirandeira Lia de Itamaracá, já que escolhemos a ciranda como símbolo desse projeto. Lia é uma mulher negra, de 76 anos, que mora na ilha de Itamaracá. Rainha da ciranda brasileira e Patrimônio vivo de Pernambuco. Produção e apresentação Joana Suarez e Raquel Baster Edição de som de Júnior Niquini Vinheta de Nicolli Bueno Logo de Vitor Drumond Links citados neste programa: Reportagem da revista AZMina com dados: Sobre Lia de Itamaracá https://www.instagram.com/liadeitamaracaoficial/ https://lia-de-itamaraca-no-bndes.lojaintegrada.com.br/ Sobre as marisqueiras de Itamaracá: https://m.facebook.com/story.php?story_fbid=1479780642228596&id=100005900224086 | |||
| Vêm aí as "Cirandeiras" | 07 Apr 2020 | 00:01:44 | |
Você conhece a Ciranda? É uma manifestação popular do litoral pernambucano. A dança acontece de forma coletiva, com uma grande roda girando em sintonia. Queremos formar uma ciranda com mulheres que são inspiração e força para o desafio da vez: a pandemia (Covid19). Teremos aqui um tempo para exercitar a escuta de brasileiras ousadas que modificam vidas, padrões e territórios. Quem são as “cirandeiras” que lideram comunidades? E como elas estão lidando com mais esse problema do novo coronavírus em meio a outras lutas diárias? A gente acredita que, desde sempre, as mulheres estão na linha de frente e vêm delas as melhores soluções. Então, toda quarta-feira, você tem alguns minutos de esperança, pois as mulheres nunca desistem. Esse projeto será tocado por duas jornalistas: Joana Suarez e Raquel Baster. Mas para dançar a ciranda a gente precisa de, no mínimo, três. Por isso, vamos trazer a cada episódio a história de uma mulher de um lugar diferente desse país gigante. Vamos dar as mãos? (Arte: Vitor Drumond) | |||
| EP#40 - Justiça Reprodutiva com Mãe Dôra | 04 Oct 2023 | 00:27:29 | |
No último episódio da temporada "Justiça Reprodutiva" desembarcamos no sertão nordestino. Na Aldeia Brejo dos Padres, Território Indígena Pankararu, no município de Tacaratu, Pernambuco. Nossa ciranda termina com mãe Dôra, referência em parteria tradicional e saúde para sua comunidade e para além dela. Patrimônio Vivo de Pernambuco, mãe Dôra já realizou mais de mil partos entre aldeias e também ajudou mulheres em situação de aborto. Esse cuidado foi imprescindível inclusive para uma mulher que precisava realizar o procedimento de aborto legal e foi rejeitada pelo hospital do Recife. Por ainda ocorrer tais situações que precisamos debater sobre a descriminalização dos corpos e compreender quais são os caminhos seguros para realização de um aborto. Tanto o parto como o aborto são realidades que precisam ser debatidas pela sociedade. O fato de ser crime não impede de abortar, só mata mais mulheres. Apoio: Edital Futuro do Cuidado Produção, roteiro e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Apoio reportagem: Bia Panakraru Edição de som: Fernanda Carvalho Divulgação: Ana Clara Pecis
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| EP#39 - Justiça Reprodutiva com Benta Martins | 27 Sep 2023 | 00:30:43 | |
Nesse segundo episódio da temporada do Cirandeiras sobre Justiça Reprodutiva conversamos com parteiras amazônidas. Benta Martins Carvalho, ou dona Benta, é parteira há mais de 50 anos, e relembra em meio à risadas como foi o primeiro parto que realizou e fala orgulhosa sobre o ofício que percorreu gerações na sua família. Atualmente, já são mais de 100 partos. Dois foram partos de seus próprios filhos. Fomos até o Amazonas para dialogar também sobre outros direitos reprodutivos. A Pesquisa Nacional de Aborto de 2021 mostra que uma em cada sete mulheres, com idade próxima aos 40 anos, já fez pelo menos um aborto no Brasil. O levantamento ouviu 2 mil mulheres em 125 municípios. No entanto, essa pesquisa concentra suas análises sobre as áreas urbanas e de mulheres alfabetizadas. A opção aqui foi jogar luz sobre outras realidades, trazemos o cenário ribeirinho e amazônico do país, onde mulheres negras e indígenas também se deparam com momentos em que a gravidez se interrompe. Como as parteiras tradicionais da região Norte elaboram essas vivências e o que elas pensam sobre Justiça Reprodutiva? Viajamos de barco até a floresta amazônica, onde os rios demarcam e conduzem as formas de atuação. Apoio: Edital Futuro do Cuidado Produção, roteiro e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Apoio reportagem: Maria Mercês Bezerra Edição de som: Fernanda Carvalho Divulgação: Ana Clara Pecis
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| EP#38 - Justiça Reprodutiva com Gonçalina Amajunepá | 20 Sep 2023 | 00:27:30 | |
No primeiro episódio da temporada “Justiça Reprodutiva” - parteiras tradicionais, o cuidado e o aborto -, conheça as histórias de partos de Gracilda Gonçalina Amajunepá. Parteira indígena do povo Umutina-Balatiponé, localizado no Mato Grosso. Gonçalina já viveu de tudo nesse ofício que herdou da mãe há mais de cinco décadas. E sempre foi guiada pelo desejo de cuidar e acolher mulheres em seus momentos mais importantes de suas vidas reprodutivas. Para falar de corpos, partos e abortos nem sempre precisamos provocar debates entre sim e não, a favor e contra ou envolver moral, religião e política. Nesta temporada, o foco está na saúde, nos braços que seguram um bebê recém-chegado e que também não soltam as mãos da mulher que gesta ou que aborta. O dom da parteria é transmitido pela oralidade, pela vivência, não está apenas nos livros. E o cuidado integral se consagra no gesto e no olhar. A enfermeira obstétrica e ativista pelos direitos reprodutivos há 30 anos, Paula Viana abre essa conversa sobre parteria e abortamento, destacando a ética do cuidado. Há muita convergência entre o parto e o aborto, em que mulheres se cuidam, se acolhem e sobrevivem. Ao compreendermos o partejar, alcançamos o aborto como um tema de saúde, diário e comum. Justiça Reprodutiva é o direito de ser e de não ser mãe, é garantir acesso e condição de planejar ou de maternar. Apoio: Edital Futuro do Cuidado Produção, roteiro e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Apoio reportagem: Helena Indiara Corezomaé Edição de som: Fernanda Carvalho Divulgação: Ana Clara Pecis Links de referências: https://azmina.com.br/reportagens/medicos-quebram-sigilo-e-denunciam-mulheres-por-aborto/ https://azmina.com.br/reportagens/por-tras-dos-antidireitos-na-america-latina/ https://azmina.com.br/reportagens/misoprostol-o-remedio-para-aborto-que-poderia-salvar-vidas/ https://azmina.com.br/reportagens/quando-o-aborto-encurta-o-luto-e-alivia-o-sofrimento/ https://mapaabortolegal.org/category/fazem-aborto-legal/ https://www.scielo.br/j/csc/a/mDCFKkqkyPbXtHXY9qcpMqD/abstract/?lang=pt https://www.instagram.com/cirandeiraspodcast/ https://www.instagram.com/projeto.vivas/ https://museucasaborges.wordpress.com/2020/09/26/balatipone-umutinapassado-presente-futuro/ https://vidadejornalista.podbean.com/e/helena-corezomae-e-a-coragem-de-abrir-portas/ https://radioguardachuva.com.br/ | |||
| Ep#37 - Especial Eleições 2022 | 21 Sep 2022 | 00:46:21 | |
Você conhece os bastidores e desafios de uma candidata na corrida eleitoral? Nós acompanhamos por dois meses a construção e oficialização das campanhas de duas candidatas a deputada estadual em Minas Gerais nas eleições de 2022. Neste episódio especial, apresentamos o cotidiano e os desafios das candidatas Ana Paula Siqueira (Rede), que tenta a reeleição, e Maria Tereza dos Santos, a dona Tereza (PT), que disputa pela primeira vez. É preciso coragem para ocupar um espaço de poder e entrar nessa empreitada eleitoral porque ela é muito desigual. Em Minas Gerais, por exemplo, de acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MG), entre as 2,5 mil pessoas que vão concorrer a cargos políticos pelo estado neste ano, somente 32% são mulheres. Queremos te ajudar a compreender os caminhos percorridos por candidaturas femininas, e colaborar para que mais representantes feministas possam ser eleitas este ano. Este episódio faz parte da Campanha #CompartilheInformação #CompartilheDemocracia, uma parceria do Cirandeiras com a Artigo 19 e Perifa Connection Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: áudios da TV senado na abertura do episódio e música final 'Desgoverno' de Zeca Baleiro Divulgação: Pedro Miranda Apoio: Artigo 19 e Perifa Connection | |||
| Ep#36 - Derramamento de Petróleo com Maria Eliene Pereira - Temporada Oceanos | 15 Jun 2022 | 00:36:55 | |
Maria Eliene Pereira do Vale é pescadora e marisqueira da comunidade de Jardim, no município de Fortim, no Ceará. Aprendeu a pescar e a catar caranguejo em família e a lutar pela sua categoria de pescadora artesanal na catequese e com outras mulheres dos movimentos sociais. Neste episódio da temporada Oceanos do Cirandeiras convidamos Maninha, como gosta de ser chamada, para nos contar sobre as consequências do derramamento de petróleo na costa brasileira ocorrido há quase 3 anos. Os impactos ainda são visíveis e sentidos pelas comunidades tradicionais pesqueiras. Os mares, considerados pulmões do mundo, têm sofrido muito com as instalações de grandes empreendimentos sob a justificativa de desenvolvimento e conquista de energia limpa. E são as comunidades onde Maninha vive que vêm nos chamando a atenção para a necessidade de preservação de nossas águas. Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho Créditos das trilhas sonoras: Thayana Barbosa Divulgação: Pedro Miranda Apoio: Calouste Gulbenkian Foundation (UK Branch), Internews Environmental Journalism Network (EJN) e UN Ocean Conference Links relacionados: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/de-onde-vem-o-oxigenio-que-respiramos/ http://www.ibama.gov.br/manchasdeoleo-localidades-atingidas https://apublica.org/2022/01/exploracao-de-petroleo-ameaca-a-foz-do-rio-sao-francisco/?amp https://www.wwf.org.br/?76948/Vazamento-de-petroleo-completa-um-ano-sem-solucao | |||
| EP#48 Cozinhas - Cozinha indígena e o Direito à Cultura com Neurilene Cruz | 24 Sep 2025 | 00:26:06 | |
Os rios Solimões e Negro do Amazonas e os roçados as suas margens são fontes de alimentos para o povo Kambeba. É dessas águas que a chef indígena Neurilene Cruz ou Miscue, como é conhecida na aldeia Três Unidos, se inspira para criar os pratos tradicionais no restaurante Sumimi. A cozinha indígena e o direito à cultura são temas do terceiro episódio da Temporada Cozinhas. O legado alimentar dos povos indígenas no Brasil inclui o uso da mandioca e seus derivados (tapioca, beiju, polvilho), o consumo de peixes, frutas nativas como açaí, guaraná, cupuaçu, amidos e castanhas. E também técnicas culinárias como o pilão para socar alimentos e o preparo de caldos e pratos com peixe e folhas amazônicas (moqueca, pirão, tacacá). Essas contribuições são fundamentais para a identidade alimentar brasileira e a base da culinária de várias regiões do país. Além de promover a gastronomia ancestral, com peixes pescados na hora e frutas colhidas no pé, Neurilene Cruz também trabalha com o turismo de base comunitária e dá aulas de culinária indígena, ajudando outras mulheres a se tornarem mais autônomas. Produção e roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Apoio reportagem: Alessandra Braga Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Ana Pecis Apoio: Fundo Coletivo do Intervozes Links úteis: https://pib.socioambiental.org/en/Not%C3%ADcias?id=230940 https://indios.org.br/es/Not%C3%ADcias?id=223449 | |||
| EP#47 Cozinhas - Cozinha quilombola e o Direito à Terra com Laura Braga | 17 Sep 2025 | 00:27:11 | |
A cozinha pode ser também um espaço de luta, e tornar-se protagonista da cultura e da saúde nos territórios. No segundo episódio da temporada “Cozinhas", dialogamos sobre a cultura alimentar quilombola com dona Laura Braga, do quilombo da Fazenda, em Ubatuba-SP. Dona Laura é uma matriarca que há anos defende a demarcação de terra de sua comunidade. Mas mesmo ainda sem essa conquista, vai adquirindo vitórias dentro e fora da cozinha. Foi premiada pelo prato que criou a partir da Juçara, um palmito que vem sendo disputado pela indústria da alimentação, mas que ela defende como alimento tradicional da soberania econômica das comunidades. Em 2023, o quilombo da Fazenda conquistou o TAUS - Termo de Autorização e de Uso Sustentável Coletivo. Um instrumento de reconhecimento territorial de povos e comunidades tradicionais que vivem e cuidam de áreas da União brasileira. O documento é importante para garantir maior segurança de posse enquanto não vem a demarcação. É justamente pelo caminho da Cozinha quilombola que Laura Braga encontra estratégias de defesa de sua comunidade. Ela incluiu a alimentação tradicional nos roteiros de Turismo de Base Comunitária a partir do projeto Cozinha das Tradições, uma forma das pessoas que não são de lá poderem conhecer a história por quem a vive. Já pega o fone e vem escutar nossa cirandeira da vez. Produção e roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Apoio reportagem: Alessandra Braga Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Ana Pecis Apoio: Fundo Coletivo do Intervozes Links úteis: https://www.quilombodafazenda.com/ https://www.youtube.com/watch?v=ytxRJytXg6s A resistência do Quilombo da Fazenda https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/2493/2376 https://www.redenhandereko.org/roteiro-quilombo-da-fazenda | |||
| EP#46 Cozinhas - Cozinha de Roça e o Direito à Comunicação com Edna Celestino | 10 Sep 2025 | 00:23:10 | |
“Se o campo não planta, a cidade não janta” essa é uma das premissas dos trabalhadores e trabalhadoras que lutam pela reforma agrária no Brasil. Na defesa da terra para cultivar a agricultura familiar. Para abrir a temporada Cozinhas Cirandeiras, convidamos Edna Rodrigues do Santos Celestino, companheira do Movimento da Mulher Trabalhadora Rural (MMTR) de Sergipe. No primeiro episódio dessa temporada vamos dialogar sobre a diversidade de alimentos que são plantados por famílias agricultoras e sem veneno. E como esses alimentos se tornam ingredientes nas cozinhas das trabalhadoras para poder posteriormente chegar às feiras para serem consumidos nas casas brasileiras. A cozinha da roça de Edna tem feijão de corda e couve, tem bolo de puba e bijú. E ainda tem a apropriação da tecnologia para escoar seus produtos com vendas online e fortalecer seu acesso e participação nas políticas públicas do universo digital. Nessa ciranda a cozinha de roça encontra a democratização da comunicação. Produção e roteiro: Raquel Baster Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster Apoio reportagem: Maria Carulinda Edição de som: Iago Vernek Divulgação: Ana Pecis Apoio: Fundo Coletivo do Intervozes Links úteis: https://ri.ufs.br/bitstream/riufs/5585/1/AUCEIA_MATOS_DOURADO.pdf https://www.aba-agroecologia.org.br/revista/cad/article/view/18346/13678 https://feirasorganicas.org.br/ | |||