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Explore every episode of the podcast Bloco Central

Dive into the complete episode list for Bloco Central. Each episode is cataloged with detailed descriptions, making it easy to find and explore specific topics. Keep track of all episodes from your favorite podcast and never miss a moment of insightful content.

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Pedro Marques Lopes: “No domingo, aconteceu a maior transformação no sistema político-partidário, desde o 25 de Abril” 20 mai 202500:45:18

Se estava em Portugal no domingo, dia 18 de maio, às oito da noite, deve ter dado conta do terramoto político com epicentro no sul do país, algures entre o Algarve e Portalegre, Setúbal e Beja, mas com estragos em todo o território, honrosa excepção ao distrito de Bragança.

Devo avisar que este episódio contém números chocantes para gente de esquerda mais sensível, pelo que se aconselha trabalho árduo nos próximos actos eleitorais se não querem sofrer novos dissabores. Conselho idêntico pode ser dado à direita democrática com vitórias poucochinhas e a necessitar de um melhor entendimento sobre a adopção da narrativa de extrema-direita que pode estar a ajudar o Chega nesta caminhada.

Como lhe disse, o terramoto provocou um tsunami à esquerda que quase fez desaparecer o Bloco, salvou in extremis o PCP e fez colapsar o Partido Socialista.

O país está de novo a precisar de ser salvo pelo Bloco Central?

Nós aqui o mais que podemos fazer é pedir aos comentadores residentes, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, que opinem sobre a matéria. A moderação é de Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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Pedro Siza Vieira: “Vamos para eleições por motivos fúteis e olhamos para elas com bastante enfado”15 mai 202501:02:28

A situação em Gaza é catastrófica, a fome espalha-se à medida que o tempo passa desde que há mais de dois meses Israel determinou um embargo total. Faltam medicamentos, alimentos e água. Como entender tamanha desumanidade perante uma crise que a história registará como genocídio, mas que agora é apenas um rodapé noticioso?

Tem mais destaque a viagem de negócios de Trump ao Médio Oriente, com a polémica do super Boeing de luxo oferecido a Trump pelo Catar, a compra de armamento norte-americano pelos sauditas no valor de 140 mil milhões de dólares, o fim das sanções à Síria acompanhada do direito a construir uma Trump Tower em Damasco.

Enquanto isso, cresce a convicção de que a paz pode chegar à Ucrânia, mas no momento em que gravamos este episódio não é certo que Putin vá à Turquia e assim também não vão Zelensky e muito menos Trump. Haverá pelo menos um cessar-fogo. A Europa diz que sem isso, vem aí um reforço de sanções à Rússia.

Por cá, onde oito líderes de partidos com assento parlamentar a desfilar em campanha não esbarram com uma ideia para mudar o país e onde o que é bom é ir a programas de entretenimento ou conversar com comediantes e nunca dar uma entrevista a jornais de referência, as sondagens indicam que vai ficar tudo mais ou menos na mesma. O que Marcelo espera é que, sendo assim, o PS volte a viabilizar um governo de Montenegro. Será possível? E se o PS vencer com maioria à direita, que reciprocidade vai valer? A do ano passado, governa quem ganha, ou a de 2015, governa quem tem apoio maioritário no Parlamento?

No Bloco Central, o Paulo Baldaia faz as perguntas, os comentadores residentes Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira comentam.

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Pedro Siza Vieira: “O governo quer aparecer como tendo mão dura nos imigrantes para crescer eleitoralmente no campo do Chega”07 mai 202500:57:26

Num mundo em que tudo pode acontecer, era suposto não haver grandes surpresas, mas isso era só até chegarmos ao momento em que a Alemanha tinha de escolher um novo chanceler. Como as negociações para garantir que essa votação acontecia à primeira foram longas, ninguém esperava que uma coligação que tem maioria de 328 deputados não fosse capaz de obter 316 votos secretos. Foi à segunda tentativa. Ainda assim, na Alemanha quem ficou a rir foi Alice Weidel, da AfD, partido considerado pelas secretas alemãs como uma organização extremista que ameaça a Constituição. A ilegalização deste partido, segundo mais votado nas últimas eleições, e primeiro em sondagens recentes, é assunto para os tribunais alemães.

Extremismos e populismos versus democratas à volta do mundo, com destaque esta semana para a Austrália, a Roménia e o Reino Unido, é tema para a conversa do Bloco Central, onde os comentadores residentes, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, também vão conversar sobre a intenção declarada por Netanyahu de tomar posse de Gaza.

Por cá, terminaram os debates, começou a campanha propriamente dita, dando destaque às questões da imigração, e a incógnita que nos vai acompanhar até à noite de dia 18 tem a ver com as condições de governabilidade. Cavaco Silva apareceu para apelar ao voto no PSD e caucionar a ética e a moral de Montenegro.

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Marques Lopes: “Pedro Nuno esteve bem na Spinumviva e percebeu-se por que razão Montenegro fugiu aos debates”02 mai 202500:59:13

Num tiro que lhe saiu pela culatra, Trump assistiu no inicio da semana à derrota dos seus amigos conservadores canadianos, quando há três meses tinham 25 pontos percentuais de vantagem sobre os liberais que se mantiveram no poder. Começou mal a semana, mas termina bem com o acordo que dá aos Estados Unidos uma parte das terras raras na Ucrânia. Será sempre preciso esperar para se conhecerem as letras mais pequenas do contrato, mas as duas partes dizem-se muito satisfeitas. Kiev vai poder contar com a ajuda norte-americana para se defender da Rússia? Seria uma espécie de milagre da Basílica de São Pedro, onde Zelensky e Trump conversaram no dia do funeral do Papa.

Por cá, um apagão que veio de Espanha revelou as fragilidade estruturais do país e confirmou que a improvisação e o amadorismo são características muito portuguesas para lidar com os problemas, mesmo quando o assunto é sério. O apagão adiou o frente a frente entre Luís Montenegro e Pedro Nuno Santos, mas não foi o assunto dominante nesse debate que aconteceu na quarta-feira. Numa semana de transcendências, a Spinumviva ressuscitou com uma actualização feita por Montenegro no Portal da Transparência e o melhor momento de Pedro Nuno no debate.

Está com o Bloco Central, onde os comentadores residentes são o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira.

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Pedro Marques Lopes: “O Papa Francisco foi um homem bom, mas a Igreja não mudou rigorosamente nada”24 avr. 202500:54:04

A Semana começou, manhã cedo, com a notícia da morte do Papa Francisco. Partindo um líder que ousou confrontar a Igreja com os seus pecados - abusos sexuais ou ganância, por exemplo - saberão os cardeais que vão escolher o sucessor de Francisco viver com arrependimento e seguir em frente, não fazendo marcha-atrás em nenhum dos caminhos recentemente percorridos pelo Vaticano?

A Igreja Católica é o espelho de tensões políticas e religiosas que se vivem também fora dela. As questões da vida - aborto, procriação medicamente assistida, eutanásia -; as questões de género - igualdade entre homens e mulheres e direitos da comunidade LGBT -; as migrações.

Enquanto isso, a guerra vai-se fazendo, seja em Gaza, seja na Ucrânia, onde Trump fez saber que, talvez desiludido consigo próprio, se prepara para bater em retirada, desistindo da paz que prometia conseguir em 24 horas, já lá vão mais de três meses.

Por cá, a semana passada acabou com o anúncio de uma averiguação preventiva à compra de duas casas por Pedro Nuno Santos e a equivalência que sectores da política e do comentário se apressaram a fazer com os casos e as casas de Luís Montenegro. E na terça-feira, o líder do PS admitiu que a prometida CPI da próxima legislatura, afinal, pode não conhecer a luz do dia.

Os frente-a-frente estão a chegar ao fim. Montenegro, que teve apenas dois, terá os dois debates mais importantes. Esta quinta-feira com André Ventura e na segunda com Pedro Nuno.

Bloco Central é uma conversa entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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Pedro Siza Vieira: “André Ventura é um agente ao serviço de interesses estrangeiros para dar cabo disto tudo”17 avr. 202500:57:35

Donald Trump continua apostado em aproveitar todas as oportunidades para mostrar que, na guerra da Ucrânia, está do lado de Putin ao mesmo que prossegue com a sua guerra das tarifas, agora concentrando no braço-de-ferro com a China, que não cede aos interesses norte-americanos nem aos caprichos de Trump. A União Europeia está naturalmente mais disponível para negociar, mas também tem deixado claro que pretende ir à luta.

Por cá, é certo que, a 18 de Maio, o voto dos comentadores vale o mesmo que o de qualquer português e é altamente improvável que o último lugar de André Ventura nas avaliações aos debates venha a corresponder a um lugar idêntico na Assembleia da República.

Fizemos a meia maratona e vamos entrar na pausa da Páscoa para fechar depois a maratona de debates. O online da CNN fez as contas às notas que os seus comentadores deram a cada um dos debatentes, juntaram as notas do Expresso, da SIC e do Observador e chegaram à conclusão que os líderes dos dois maiores partidos estão melhor na média da avaliação, seguidos de Rui Tavares e Rui Rocha.

No Bloco Central, a opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.

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Pedro Marques Lopes: “O que está em causa nestas eleições é o carácter dos candidatos a primeiro-ministro”10 avr. 202501:00:58

A guerra das tarifas fez estalar o verniz na Casa Branca levando Elon Musk a chamar "burro que nem uma porta" ao principal conselheiro de comércio de Donald Trump. Este é só o exemplo máximo de uma divisão que já se faz sentir entre a base de apoio do presidente dos Estados Unidos. Quem não está a gostar mesmo nada do caminho seguido, que teve impacto nas bolsas em todo o mundo, são os multimilionários que ajudaram a levar Trump à presidência.

Com ironia deve dizer-se que os dramas do mundo não parecem ter afectado o optimismo com que os líderes partidários se apresentam na pré-campanha. Os debates começaram e começou a caça ao voto útil, do que ninguém quer falar é de más notícias.

Nós por aqui não damos para esse peditório e a conversa com os dois comentadores residentes faz-se com muito realismo. No Bloco Central, a opinião que conta é do Pedro Siza Vieira e do Pedro Marques Lopes.

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Pedro Siza Vieira considera “normal que o governo esteja a ganhar vantagem”03 avr. 202501:01:54

Esta semana, por utilizar indevidamente fundos europeus, Marine Le Pen foi condenada a quatro anos de prisão, dois deles de pena efectiva com pulseira electrónica e cinco anos de inelegibilidade para cargos políticos. A extrema-direita em França, na Europa e na América acusou a justiça de estar ao serviço da esquerda, a restante classe política viu uma prova da democracia a funcionar com separação de poderes, mas não faltou quem avisasse que a sentença tem o risco de alimentar o monstro.

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Pedro Siza Vieira considera que “o líder do PS não deve centrar a sua intervenção no caso Spinumviva”27 mars 202501:04:54

Contrariando as expectativas, que apontavam para um aumento da abstenção, os eleitores na Madeira, menos de um ano depois das últimas regionais, foram votar em maior número e apostaram na estabilidade, regressando aos resultados de 2019 com uma maioria absoluta de 24 deputados para o PSD e CDS. PS e Chega foram os grandes derrotados, o partido Juntos pelo Povo passa a liderar a oposição madeirense. E o que é que da Madeira se pode retirar para o que está para acontecer no país a 18 de Maio? Na cabeça de Luís Montenegro tudo, na de Pedro Nuno Santos nada.

Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira são os comentadores residentes do Bloco Central, com moderação de Paulo Baldaia.

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Marques Lopes diz que o discurso do Chega “é de traição”, Siza Vieira prefere falar de “rendição a interesses estrangeiros”20 mars 202500:55:11

Por cá, as guerras são de Alecrim e Manjerona, uma comédia de enganos de António José da Silva, escrita já lá vão quase três séculos, mas que de alguma maneira nos transporta para a actualidade. Na peça, lá estão os fidalgos galantes, mas sem ética, aristocratas avarentos, exageros barrocos, criticas à justiça, à medicina e às rivalidades entre grupos carnavalescos. Da semana passada veio não só o desentendimento entre grupos parlamentares, mas também a consequência esperada pelo chumbo da moção de confiança. Vamos ter eleições antecipadas no dia 18 de maio. 

Lá por fora, em tempo de Guerra e Paz, Putin faz a vez de Napoleão no romance de Tolstói mas o determinismo histórico presente no livro continua a ser favorável à Rússia, destinada a vencer. É nisto que acredita o presidente russo e foi com esta convicção que deixou Trump de mãos a abanar, oferecendo-lhe muito pouco, comparando com o que lhe exige, que é mais ou menos determinar agora que a Ucrânia não terá capacidade de se defender no futuro. Em tempo de Guerra e Paz, Netanyahu deitou ao lixo o plano que Trump supostamente o obrigou a aceitar e voltou a atacar Gaza sem dó, nem piedade, mas com o apoio de Washington. Talvez seja bom olhar para a paz do Médio Oriente para antecipar o que pode ser a paz na Ucrânia.

No Bloco Central, a conversa faz-se com a opinião dos comentadores residentes, Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, a moderação de Paulo Baldaia e a sonoplastia é de Gustavo Carvalho.

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Episódio ao vivo: Siza Vieira defende que “é uma estupidez ir para eleições”, Marques Lopes diz que “não são eleições, é um plebiscito”13 mars 202500:55:48

Todos diziam que não queriam ir para eleições, mas as eleições até já têm duas datas possíveis: 11 ou 18 de Maio. O governo caiu porque apresentou uma moção de confiança e ela foi chumbada no Parlamento, numa sessão plenária que andou entre a farsa e a tragédia. A última vez que um primeiro-ministro saiu pela avaliação que os eleitores fizeram da governação foi em 2015 e, mesmo assim, Passos Coelho venceu as eleições, só que o povo não lhe deu a maioria parlamentar para governar.

Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira debatem também a economia e a paz na nova ordem mundial em que quem manda é Donald Trump, num episódio gravado ao vivo na Bolsa de Turismo de Lisboa.

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Pedro Siza Vieira: “Estou estupefacto, não consigo perceber como chegamos até aqui. O primeiro-ministro encurralou-se”06 mars 202500:55:04

Enquanto o mundo anda à procura de saber como lidar com Donald Trump, nós por cá entramos em mais uma crise política que pode bem acabar com a queda do governo e até com novas eleições antecipadas. A moção de censura foi rejeitada e o governo vai apresentar uma moção de confiança. Aperte o cinto, vamos entrar de novo na montanha russa das eleições. Em meio ano, vamos ter eleições autárquicas, eleições presidenciais e eleições legislativas no final da Primavera. Comentários de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira

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Episódio Extra #crisepolítica: Marques Lopes diz que o governo deve cair, Siza Vieira diz que ninguém quer isso03 mars 202500:20:45

A apresentação de uma moção de censura ao governo por parte do PCP tem o chumbo garantido com o voto contra do PS e do PSD e é a razão invocada pelo governo para recuar na ideia de apresentar uma moção de confiança. A crise acaba aqui ou pode evoluir para uma CPI ou uma moção de censura apresentada pelo PS. Neste episódio extra, conversamos com Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.

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Pedro Marques Lopes: “Gouveia e Melo é um populista disfarçado”27 févr. 202500:59:00

Enquanto o nosso mundo parece um vulcão que entrou em erupção, o nosso país parece um areal de onde com muita antecedência se olham para as presidenciais do próximo ano como quem vê surfistas à procura de uma boa onda no mar flat.

Vale-nos o almirante que um dia será candidato Gouveia e Melo e que vai animando a praia. Com um longo artigo publicado no Expresso e uma tripla sessão da SEDES Jovem foram testadas as ideias do candidato de quem se conheciam poucas ideias e foi testada a popularidade dos presidenciáveis. Começamos o episódio de hoje por aí.

Na segunda parte falaremos da Ucrânia, dos três anos de guerra, da solidária delegação ocidental que esteve em Kiev para dizer não à capitulação pretendida por Trump, da visita a Washington de Macron e Starmer e, claro, das eleições na Alemanha, onde se espera por um acordo entre os dois partidos centrais.

Paulo Baldaia faz a moderação da conversa entre os comentadores residentes Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é do Gustavo Carvalho

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Pedro Siza Vieira: “A extrema-direita europeia está ao serviço de interesses estrangeiros”20 févr. 202501:04:58

Quem quer que tenha hoje menos de 80 anos cresceu com a certeza de que os Estados Unidos e a Europa tinham uma parceria inquebrável. Na guerra fria que se seguiu à segunda guerra mundial, a Aliança Atlântica era a garantia de que haveria sempre alguém disposto a lutar pela liberdade e pela democracia. Depois caiu o muro de Berlim e parecia que tinham acabado todos os nossos problemas. É certo que se seguiram muitas guerras, no Iraque ou no Afeganistão, e que nunca se resolveu o conflito entre Israel e a Palestina, nem terminaram os conflitos em África, mas a globalização avançou e levou o progresso económico às zonas do globo mais carenciadas.

Donald Trump chegou de novo à Casa Branca, faz precisamente um mês esta quinta-feira, e o mundo mudou. Mas a história repete-se. Estaremos de novo em Munique e a Ucrânia faz papel de Checoslováquia esperando para saber o que decidem as potências ou em Teerão, cinco anos depois, quando Roosevelt, o Presidente americano, e Stalin, presidente da Rússia, dividiram a Europa em Leste e Oeste? Pelo menos nessa altura havia lugar para os europeus, representados por Churchill, líder do maior império do mundo.

Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira são os comentadores residentes do Bloco Central

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Pedro Marques Lopes: “A IL está a transformar-se num Chega libertário que sabe comer à mesa”13 févr. 202500:55:49

Eleitos em democracia, há uns trauliteiros de serviço que estão a mudar o mundo e, ainda ninguém sabe, o que é que depois deles sobrará de democracia. De Donald Trump ninguém pense que já tudo se disse, simplesmente porque ele não esgotou a capacidade de surpreender. E as novas tarifas sobre o aço, mais a retaliação europeia não auguram nada de bom. Trump iniciou uma guerra mundial de tarifas. E, por falar em guerra e em Europa, vale a pena atender ao que Zelensky disse ao Guardian: a Europa não pode garantir a segurança da Ucrânia sem os Estados Unidos.

Mas, de quem se tem falado bastante ultimamente, e não apenas em Portugal, onde a Iniciativa Liberal estava desejosa de encontrar um guru internacional, tão ou mais disruptivo na economia, como foram Reagan e Tatcher na década de 80 do século passado, de quem se fala é de Javier Milei. Cortou na despesa do Estado como se não houvesse amanhã, viu a pobreza subir de 41 para 53% e recuperar para os 50% e com uma grande queda no consumo, arrasou com uma inflação de 25% mensais para pouco mais de 2% ao mês, ainda assim acima dos 100% no final do seu primeiro ano de governação. Antes dele estava nos 250%.

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Marques Lopes: “Quem suspende as funções políticas por ser acusado pelo MP está a ajudar a subverter o sistema”07 févr. 202500:44:51

Donald Trump é presidente dos Estados Unidos da América, mas nunca esquece o seu papel de promotor imobiliário. Olhou para Gaza como um terreno a precisar de limpeza e reconstrução e imaginou que a paz se conseguia tirando de lá os palestinianos para construir a Riviera do Médio Oriente.

Num episódio que foi gravado ao vivo no Observatório da Habitação, iniciativa da SICN com o apoio da Century 21, falamos da política de habitação, mas também do processo Tutti Frutti e das presidenciais que são daqui a um ano.

Os comentadores residentes são o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira.

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Pedro Marques Lopes: “O discurso de Pedro Nuno Santos sobre imigração não é próprio de um líder social-democrata” 30 janv. 202500:49:13

Na primeira semana da nova administração, Donald Trump mostra que tanto o presidente norte-americano mantém intacta a capacidade de surpreender, como nós mantemos a capacidade de normalizar tudo o que venha dali. Neste episódio, falamos de Trump e, a propósito da sua acção política, olhamos para os desafios que se colocam ao país e ao mundo em 2025, em áreas como a defesa, a economia e a imigração. A este propósito, falamos também da entrevista de Pedro Nuno Santos ao Expresso. Os comentadores residentes são o Pedro Marques Lopes e o Pedro Siza Vieira, a moderação da conversa é do Paulo Baldaia e a sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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Pedro Siza Vieira: “O comportamento de Trump é fascinante, comporta-se como o bully da escola”23 janv. 202501:01:45

Haverá vida para lá do que se decide a partir da Casa Branca? Há, com certeza, mas por estes dias parece que o resto do mundo foi colocado na plateia para que a América de Trump fique sozinha no palco e todos tomemos consciência do significado de uma revolução que teve inicio em Washington, no dia 20 de janeiro de 2025.

Regressamos ao nosso país, porque um norte-americano gasta em média quatro vezes mais que um português em cuidados de saúde e, embora 88% dos americanos considerem que o seu estado de saúde é bom ou muito bom e em Portugal essa avaliação seja feita por apenas 51% das pessoas, a esperança média de vida sobe em Portugal e está quase nos 85 anos enquanto que nos Estados Unidos está em queda e é menor 8 anos. Lá como cá, a saúde é sempre tema de debate, mais ainda quando um governo que ainda não fez um ano de vida já vai no terceiro CEO do SNS.

O Bloco Central é um podcast semanal com Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira como comentadores residentes e com moderação de Paulo Baldaia. A sonoplastia é de Gustavo Carvalho. 

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Marques Lopes: “O primeiro-ministro acha que as pessoas que lutam pela decência são extremistas”16 janv. 202501:00:06

O regresso de Donald Trump à Casa Branca está gerar preocupação na Europa e a entusiasmar o Sul Global. Talvez seja bom para a indústria farmacêutica que deve estar por estes dias a vender mais ansiolíticos e antidepressivos. 

Mais no fim do episódio, havemos de trazer para o debate da América, os comentadores residentes Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.

Hoje começamos pelo país em que parece não acontecer nada para lá da rua do Benformoso, em Lisboa, que terá com certeza bastante menos criminalidade que outros locais do país, mas concentra quase tanta actividade política como os palácios da Rua de São Bento.

No PS, onde abundam protocandidatos a umas eleições que só vão acontecer em 2026, há finalmente candidata à Câmara Municipal de Lisboa. Alexandra Leitão tem agora de construir a frente esquerda para disputar a vitória com a frente direita de Carlos Moedas.

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Siza Vieira: “Com André Ventura, Marcelo fica encandeado como um animal à noite com a luz de um automóvel”09 janv. 202500:57:10

Aproxima-se a data da posse do presidente dos Estados Unidos e já está aberto o concurso para ver quem diz, entre Donald Trump e Elon Musk, o maior disparate. Não se pense, no entanto, que é tudo uma brincadeira. Musk parece apostado em alimentar a ideia de uma internacional de extrema-direita, expressa a sua opinião sobre o que é melhor para os ingleses ou para os alemães, mas o perigo é de que utilize a sua rede social em beneficio do radicalismo nacionalista e anti-islâmico. Trump não exclui tomar a Gronelândia e o Canal do Panamá à força, sugere absorver o Canadá e renomear o Golfo do México.

Por cá, o Presidente da República resolveu perguntar aos seus conselheiros se o querem aconselhar por conselho de Ventura sobre percepções de insegurança. Problema bem maior é a habitação e aí Marcelo Rebelo de Sousa, na hora de promulgar um diploma do governo, fala de um entorse significativo à lei dos solos. O diploma foi aprovado em conselho de ministros de novembro e promulgado entre o Natal e o Ano Novo. A oposição estava a dormir, acordou e agora quer apreciar o documento.

Está com o Bloco Central, onde os comentadores residentes são o Pedro Siza vieira e o Pedro Marques Lopes.

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2025, o ano em que o eixo do movimento de rotação da Terra se chamará Trump30 déc. 202400:52:57

Donald Trump vai regressar à Casa Branca e tudo o que ele fizer vai transformar Washington no epicentro de uma revolução global. Talvez nada seja como até aqui: nas guerras em curso no Médio Oriente e na Ucrânia; na NATO e na defesa da Europa; na gestão política da União Europeia e no seu alargamento a leste; na globalização, que agora cede caminho a todo o tipo de nacionalismos; nas guerras comerciais entre grandes blocos; no aprofundamento dos BRICS, que reunem em 2025 no Rio de Janeiro; no combate às alterações climáticas e na transição energética.

Espera-se que a tecnologia continue a promover inovações que melhorem a qualidade de vida e impulsionem o desenvolvimento económico, mas os caminhos são difíceis e a Inteligência Artificial também pode ser mal utilizada. Chegamos a 2025 com o mundo carregado de interrogações. Este é o último Bloco Central de 2024, com Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. 

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Personalidades de 2024: Montenegro, por cá, e Trump, lá por fora23 déc. 202401:02:32

O ano está a chegar ao fim e no Bloco Central fazemos o que é suposto fazer, não permitindo aos comentadores residentes fugirem à sua responsabilidade de eleger a personalidade do ano e o acontecimento do ano (nacional e internacional). Descubra as escolhas de Pedro Marques Lopes e de Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia.

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Siza Vieira: “Por estar a gastar mais agora, o governo aceitou ficar com margem orçamental mais limitada no futuro”18 déc. 202400:49:44

Marcando uma clara diferença em relação à sua antecessora, o novo PGR deu a primeira entrevista distanciando-se de Lucília Gago que “não estava a jogar nada” e tiveram de o ir buscar a ele à assistência. Falta confirmar se a equipa do Ministério Público vai de facto passar a jogar de maneira diferente.

Também do final da semana passada sobram as palavras do governador do Banco de Portugal com avisos quanto à trajectória da despesa líquida e a previsão de que, se nada for feito, os défices orçamentais estarão de regresso.

A imprevisibilidade é um dos grandes desafios para quem tem de governar, seja em Portugal, na Europa ou no resto do mundo. O político que mais influência vai ter nos destinos europeus é bem capaz de ser Donal Trump.

Pedro Siza Vieira e Pedro Marques debateram estes temas na Culturgest, nos “Encontros Fora da Caixa”, uma iniciativa da Caixa Geral de Depósitos com o Expresso como Media Partner. 

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Pedro Siza Vieira: “A corrupção é uma espécie de um fantasma, toda a gente sabe que ele existe mas pouca gente o viu”12 déc. 202401:07:20

O fim-de-semana passado, Emmanuel Macron procurou recuperar a iniciativa política e reabriu a Notre Dame juntando Donald Trump e Vlodomir Zelensky. Paris foi o centro do mundo por um dia. Inesperadamente, Assad foi apeado do poder, fugiu para Moscovo e abriu-se uma grande incógnita na Síria: vale a pena ser optimista? O novo poder ainda não se tinha instalado e as bombas das grandes potências começaram de novo a cair, bombas turcas contra os curdos, bombas americanas contra a Al-Qaeda e bombas israelitas por antecipação a ataques que possam vir da Síria. Irão e Rússia, os grandes derrotados, tinham apenas a preocupação de não perder os canais de comunicação com quem derrotou o seu protegido.

Por cá, a ministra da cultura foi chamada a defender as suas decisões e passou ao ataque, acusando o anterior ministro de assalto ao CCB. 

Mais estrutural, os políticos aproveitaram o dia internacional contra a corrupção para voltarem a fazer declarações de circunstância, dizendo que desta vez é que é. O Chega aproveitou para fazer da circunstância tema para as suas jornadas parlamentares, onde a estrela acabou por ser Santana Lopes.

O Bloco Central tem como comentadores residentes Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes.

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Pedro Siza Vieira: “O primeiro-ministro ainda não sabe como falar do tema da segurança”04 déc. 202401:04:25

Da comunicação ao país feita pelo primeiro-ministro, para nos sentirmos seguros num dos países mais seguros do mundo, aos panos que o Chega colocou nas janelas do Parlamento e aos bombeiros que Aguiar-Branco mandou chamar para recolher os panos, até aos bombeiros que apareceram sem que ninguém os tenha chamado nem se fizeram anunciar, assim se faz o retrato de um país onde já nada se estranha.

António Costa já é presidente do Conselho, foi de imediato a Kiev dizer a Zelensky que pode contar com a Europa e anunciou que já pediu um encontro com Donald Trump.

Na Europa, Paris é agora o centro dos maiores problemas, com um défice superior a 6%, dívida altíssima e crise política à vista. Se der errado em França, vai dar errado em toda a União.

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Siza Vieira: “Gouveia e Melo tem a grande vantagem de poder dizer que não é político e isso, hoje em dia, é um grande trunfo na política” 28 nov. 202401:05:30

Esta semana, no 25 de novembro de 2024, em sessão solene na Assembleia da República, regressámos a 24 de novembro de 1975 e voltaram a cavar-se trincheiras para contar, cada um à sua maneira, como se fez o caminho para a Democracia em Portugal. Foi o momento desejado pelo Chega, para quem liberdade de expressão é a expressão do ódio aos imigrantes, acusados por André Ventura de serem culpados de muitos dos crimes sexuais em Portugal. O que, claro, diz o Polígrafo, é mentira.

O Bloco Central é o podcast de debate entre Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira, com moderação de Paulo Baldaia e sonoplastia de Gustavo Carvalho.

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Pedro Siza Vieira: “A percepção de insegurança combate-se com ruas sem lixo, iluminadas e polícias todos os dias na rua”21 nov. 202401:00:09

Na hora de deixar a Casa Branca, Joe Biden decidiu fazer o que sempre se tinha recusado a fazer por receio de uma escalada descontrolada da guerra na Ucrânia. Washington deu o OK para Kiev utilizar mísseis de longo alcance em território russo e Moscovo regressou à narrativa nuclear. O presidente cessante conseguiu condicionar fortemente a estratégia do presidente eleito para a guerra na Ucrânia. Falta saber a que custo. Por cá, os partidos de direita levam a celebração dos 49 anos do 25 de novembro à Assembleia da República e a Associação 25 de Abril acompanha o PCP na recusa de participar na sessão. O governo ordenou seis semanas de operações policiais com o objectivo de aumentar a percepção de segurança e a pergunta que se faz é se tantas operações musculadas das polícias não acabam por ter o efeito contrário. Na novela do orçamento há a registar mais um flic-flac à retaguarda de Pedro Nuno Santos, cumprindo a expectativa de que a discussão na especialidade iria trazer mais episódios dignos de nota artística elevada. No Bloco Central, a opinião que conta é de Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes.

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Marques Lopes sobre a operação policial no Martim Moniz: “A extrema-direita e o Chega estão a ganhar em toda linha”14 nov. 202401:04:44

Na ressaca da eleição de Trump, ficamos a saber que a vitória dos republicanos tinha sido em toda a linha e fomos sabendo como vai ser composta a equipa da Casa Branca. Em grande destaque Elon Musk e a plutocracia ao mais alto nível.

Para a Europa era impossível imaginar pior, já que, para lá da eleição de Trump, a crise política na Alemanha deixa os europeus à beira de um ataque de nervos.

Por cá, a operação “Portugal Sempre Seguro”, no Martim Moniz, anunciada pelo ministro da Presidência como fazendo parte de uma instrução dada às forças de segurança para reforçarem a fiscalização contra a imigração ilegal, apanhou um imigrante em situação irregular.

Onze foram os mortos associados ao excessivo tempo de espera por socorro, resultado da greve no INEM. Ninguém pode afirmar uma ligação directa entre todos os acontecimentos, mas o alarme social que a situação criou acabou por se transformar numa crise política em que, para a culpa não morrer solteira, foi atirada para cima da secretária de Estado da Gestão da Saúde.

A opinião que conta é do Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. 

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Pedro Siza Vieira: “Eleição de Trump é uma vitória revolucionária com desprezo pelas regras democráticas”07 nov. 202401:01:57

Desta vez, até no voto popular Donald Trump ganhou. Regressa à Casa Branca em Janeiro, mas a sua eleição começa já a influenciar o que se passa no resto do mundo, a começar na relação do dólar com as outras moedas.

A guerra no Médio Oriente e na Ucrânia são uma coisa com Biden e serão outra com Trump, o comércio global vai ter mais taxas e o movimento da direita radical volta a ganhar novo fôlego. Não é o fim do mundo, tanto a economia como a política têm ciclos e melhores dias virão. Bloco Central com a opinião que conta do Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes.

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Pedro Marques Lopes: “Aguiar Branco é co-responsável pelo que está acontecer no debate político”31 oct. 202401:03:45

No fim-de-semana, o Chega ficou a falar sozinho na defesa acéfala de uma polícia a quem tudo seria permitido, inclusive, nas palavras do seu líder parlamentar, atirar a matar para pôr ordem no país. No mesmo dia, milhares de cidadãos sairam à rua a pedir justiça para Odair e isso foi feito com total tranquilidade, provando que isto não é gente do bairro contra polícias, nem polícias contra gente do bairro. 

O Orçamento voltou a ser tema de conversa, no Parlamento e fora dele, uma conversa também ela mais calma desde que ficou garantida a sua viabilização. Mais quentinha está a discussão na América, a pouco dias da eleição, marcada, como sempre para a terça-feira a seguir à primeira segunda-feira do mês de novembro.

O Bloco Central tem moderação de Paulo Baldaia numa conversa onde a opinião que conta é a de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira. A sonoplastia é de João Martins.

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Siza Vieira: “Montenegro está a fazer um discurso simétrico ao de Costa, puro jogo de retórica”24 oct. 202400:58:25

Com a decisão do PS de viabilizar o Orçamento do Estado, o congresso do PSD perdeu interesse e muitas intervenções tiveram de ser guardadas ou reescritas. Com o documento viabilizado pelo centro-esquerda, Luís Montenegro resolveu dar uma guinada à direita e investir contra um moinho de vento onde vê “amarras ideológicas e de fação”

A semana começou com a morte de um cidadão cabo-verdiano às mãos da PSP. O agente já foi constituído arguido, meteu férias e a investigação da Polícia Judiciária, noticiada em vários órgãos de comunicação social, sugere que terá havido um uso desproporcional e injustificado de força.

A fechar o episódio, falamos ainda da Cimeira dos BRICS que levou à Rússia representantes de mais de 30 países, mostrando que nem Putin está isolado na cena internacional, nem a China abdica de liderar um bloco que se oponha ao bloco liderado pelo Estados Unidos. O secretário-geral da ONU vai a Kazan para se encontrar com Putin e o Ocidente não gostou de saber.

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Episódio Extra: Marques Lopes e Siza Vieira respondem às questões de alunos da Faculdade de Direito da Universidade Católica no Porto19 oct. 202400:38:53

A opinião que conta é de Pedro Marques Lopes e de Pedro Siza Vieira, exceto hoje em que a que interessa é a dos alunos da Faculdade de Direito da Universidade Católica, no Porto. Paulo Baldaia conduz este episódio extra, a moderação faz-se com as perguntas da plateia

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Bloco Central ao vivo na Faculdade de Direito da Universidade Católica no Porto17 oct. 202400:51:19

Num especial Bloco Central ao vivo na Faculdade de Direito da Universidade Católica no Porto, o episódio é especial também porque os dois comentadores residentes (Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes) decidiram ter uma outra abordagem na análise dos temas da semana, procurando dar mais contexto à forma como fazem a análise de uma realidade que muda a uma velocidade por vezes difícil de entender para quem não tem a experiência do terreno.

O processo de decisão de um governante. A luta política entre dirigentes de partidos diferentes e dentro do mesmo partido. A relação dos governos com a comunicação social. O que levou a que a agenda da extrema-direita influencie de forma tão flagrante o debate político?

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Pedro Siza Vieira sobre o OE: “Fica a ideia de que há uma desorientação no PS”10 oct. 202401:02:45

Esta quinta-feira, o Orçamento do Estado é entregue na Assembleia da República, depois de ter sido fechado no Conselho de Ministros de ontem e na sequência do acordo falhado entre a AD, no governo, e o PS, na oposição. A ausência de um acordo não impediu que as propostas socialistas já aceites pelo Executivo fossem incorporadas no documento. A novela vai longa e ainda não sabemos como vai votar o orçamento. Entramos numa nova etapa.

Também por cá, Luís Montenegro aproveitou o palco oferecido pelos média privados para criticar o profissionalismo dos jornalistas ao mesmo tempo que anunciava um plano para ajudar a salvar as empresas de comunicação social.

Lá por fora, um ano depois dos actos terroristas do Hamas a 7 de outubro, Israel parece procurar que a guerra não tenha fim e alargou-a ao Líbano, enquanto prepara a resposta a dar ao Irão, depois do ataque iraniano com mísseis na semana passada. Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os acontecimentos e os protagonistas da semana, com moderação de Paulo Baldaia.

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Pedro Siza Vieira: “A solução desejada pelo PS é a viabilização do orçamento pelo Chega”03 oct. 202401:00:43

A escalada na guerra do Médio Oriente confirma a superioridade militar de Israel face ao Irão e aos seus aliados na Palestina, no Líbano, na Síria, no Iêmen. Netanyahu beneficia do momento eleitoral nos Estados Unidos e de uma administração norte-americana que se fragilizou do ponto de vista político pedindo sucessivamente uma contenção israelita que nunca aconteceu. Agora, que o Irão fez chover mísseis balísticos em território israelita a Biden só resta repetir que os Estados Unidos apoiam total, totalmente Israel. O mundo está mais perigoso e, por cá, esse também sido um pretexto para o Presidente pressionar o Partido Socialista a viabilizar o Orçamento do Estado. O Chega ainda é uma hipótese, mas é uma hipótese para que ninguém parece querer olhar enquanto houver caminho para fazer entre socialistas e social-democratas. Até muito perto do limite, apesar das queixas públicas de Marcelo, Montenegro guardou em segredo o nome do Procurador-Geral da República: Amadeu Guerra. Como PGR ainda nada se pode dizer, porque ainda não começou, mas há um longo percurso no Ministério público que pode e deve ser avaliado.

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Pedro Marques Lopes: “Numa sociedade tão polarizada como a americana a democracia terá mais dificuldades em sobreviver”27 sept. 202400:59:04

Para Zelensky e para a Ucrânia não é igual ganhar Donald Trump ou Kamala Harris. Para Netanyahu também não. Nem para a Europa. Nos quatro cantos do mundo, talvez como nunca, há um interesse muito grande sobre o que vai acontecer no dia 5 de novembro, nos Estados Unidos da América. A democracia norte-americana não será perfeita, como não é nenhuma outra, mas importa que continue a ser vista como um exemplo para o mundo. E é sobre ela que vamos conversar.

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Pedro Marques Lopes sobre os incêndios: “As declarações populistas e demagógicas do primeiro-ministro são graves”19 sept. 202401:01:46

Na semana em que o país ardeu como se fosse uma fatalidade ter de arder e em que voltaram a morrer bombeiros que combatiam os fogos e pessoas que defendiam os seus bens, o Conselho de Ministros reuniu presidido por Marcelo Rebelo de Sousa e deliberou decretar a situação de calamidade. Solidariedade estratégica, assim lhe chamou o Presidente da República.

Solidário, mas com Ursula Von der Leyen, foi também o presidente Macron que aceitou trocar de comissário. Ele que também procura solidariedades na Assembleia Nacional francesa para que o seu escolhido, Michel Barnier, possa formar governo.

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Siza Vieira: “A sociedade está-se a borrifar para as condições de vida nas prisões, porque a maioria dos reclusos são de minorias étnicas”12 sept. 202401:02:32

Numa semana em que os temas dominantes foram temas que aparecem, desaparecem e voltam a aparecer, muitas vezes sem que nada aconteça de novo a justificar tanta expectativa, Lucília Gago foi ao Parlamento para dizer mais do mesmo e as reuniões do governo com a oposição recomeçaram, mas nada de substancial avançou neste dossiê.

A marcar toda a semana, a fuga de cinco reclusos perigos da prisão de Alcoentre pôs o país a olhar para a falta de investimento no sistema prisional e os dois comentadores residentes do Bloco Central lembram que não há interesse político em resolver problemas dos sistema prisional que têm décadas.

Lá por fora, Kamala Harris surpreendeu e colocou à defesa o experiente Donald Trump e um dos temas do debate foi, como seria de esperar, a Europa o conteúdo do relatório Draghi deveria ter posto toda a gente a falar dele, mas isso não aconteceu.

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Pedro Marques Lopes: “Se não houver uma posição forte das democracias com as redes sociais, estamos condenados a ser os fantoches do Dr. No”05 sept. 202401:02:27

Os políticos regressaram de férias e com eles volta também o Bloco Central, onde semanalmente Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam os temas que marcam a actualidade.

No menu para hoje temos dois temas nacionais e três temas internacionais: TAP e Orçamento do Estado, mais a vitória da extrema-direita na Alemanha, a preparação das presidenciais nos Estados Unidos e a posição da justiça brasileira face a Elon Musk. Sobre este último ponto, Pedro Marques Lopes coloca-se ao lado do Brasil e avisa que as democracias têm de reagir para evitar que fiquemos todos como fantoches dos vilões dos filmes do 007. Já Pedro Siza Vieira aponta à discussão sobre o OE e lembra que “o governo sente-se forte politicamente, sente que o povo está satisfeito com a governação e que não há razão nenhuma para mudar de governo”, para perguntar depois se alguém quer mesmo ir para eleições.

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Mário Centeno: “Estou a desempenhar o cargo para chegar a julho do ano que vem em condições de ser reconduzido”02 août 202401:15:36

Mário Centeno é o convidado especial deste episódio e garante que quer ser reconduzido no cargo de governador do Banco de Portugal, embora não feche a porta a outras opções. Questionado sobre a possibilidade de uma candidatura presidencial, o governador lembra que, “como as instituições, os momentos devem ser respeitados”, admitindo também que haverá um momento em que “todos terão de tomar decisões”.

Nesta conversa, em que participam como sempre os comentadores residentes, Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes, Mário Centeno volta a mostrar-se defensor de que a discussão de matérias com impacto orçamental deve acontecer apenas no momento em que se discute todo o Orçamento do Estado, para que seja possível aferir “todos os equilíbrios” necessários. O governador lembra que as regras europeias implicam que a margem orçamental que existe “é contabilizada seja em aumentos de despesa, seja em reduções de receita discricionária, sem ligação com o ciclo económico”

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Pedro Marques Lopes: “Biden salvou duas vezes a democracia americana”25 juil. 202400:57:23

A desistência de Joe Biden e o apoio à sua vice Kamala Harris uniram os democratas numa candidatura para derrotar Donald Trump. Os republicanos precisam de ajustar a campanha. Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira debatem também a decisão presidencial de promulgar em pacote medidas aprovadas pela oposição e pelo governo. Estará Marcelo a tentar amarrar uns e outros ao OE de 2025?

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Pedro Siza Vieira: “O PS ganhava em dizer quais as condições para viabilizar o orçamento”18 juil. 202401:00:21

O debate sobre o estado da Nação acabou por se transformar num debate sobre o estado da negociação para viabilizar o Orçamento do Estado de 2025. Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisaram igualmente o estado da democracia norte-americana, a propósito do atentado falhado contra o ex-presidente Donald Trump.

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Pedro Marques Lopes: “a Procuradoria-Geral da República criou o estatuto do eterno suspeito”11 juil. 202401:03:07

Por cá, foi notícia a primeira entrevista, em seis anos, da actual Procuradora-Geral, Lucília Gago, e a morte da sua antecessora, Joana Marques Vidal. Tema em destaque no novo episódio do Bloco Central, com Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.

Lá por fora, a semana anterior terminou com o Reino Unido a virar ao centro e a França a travar a fundo, impedindo a consolidação de uma viragem à direita. Em terras de sua magestade, os trabalhistas de Keir Starmer conseguira uma maioria muito absoluta, reduzindo os conservadores a uma representação parlamentar que não chega a ser um terço da bancada do Labour. Os reformistas de Nigel Farage elegeram apenas cinco deputados, mas são a terceira força partidária, à frente dos Liberais que, ainda assim, conseguiram eleger 72. 

Em França, o Reagrupamento Nacional de Marine Le Pen foi claramente o mais votado, mas na distribuição de deputados, em círculos uninominais, ficou em terceiro com 143 lugares, atrás da frente presidencial com 166 e da frente de esquerda com 180. Formar uma maioria parlamentar parece impossível.

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Pedro Siza Vieira: “De certa maneira, a América já não é uma democracia liberal”04 juil. 202400:59:44

Fechámos a semana passada com a notícia de um desastre político na América: o ar perdido de Joe Biden e as respostas terminadas a meio do caminho. Ainda o debate não tinha terminado e já muitos Democratas pediam a substituição do presidente-candidato. Os alarmes tocaram, porque as hipóteses de vitória de Trump em novembro aumentaram com este debate. O regresso de Trump é um problema para o mundo? Este é apenas um dos temas para a conversa de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira em mais um episódio do podcast Bloco Central

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Siza Vieira sobre alargamento da UE: “A Ucrânia é um gigante com pés de barro”27 juin 202400:49:15

António Costa só tem de esperar pela votação dos chefes de Estado e de governo e ainda este ano estará a presidir ao Conselho Europeu. E, enquanto se discute quem fica em cada um dos lugares de topo, a União vai fazendo o seu caminho a mostrar que o ex-primeiro-ministro terá muito trabalho para gerar os necessários consensos. Ucrânia e Moldova iniciaram formalmente as negociações de adesão à UE e o caminho, como se sabe, é longo e sinuoso. É o maior desafio de António Costa, mas não é o único.

Neste episódio, Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes conversam também sobre o impasse político na Madeira e a CPI ao caso das duas crianças tratadas no Hospital Santa Maria. 

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“A resposta do ministério da Justiça é indigente”, diz Marques Lopes, subscritor do manifesto dos 50+5020 juin 202400:56:49

Um conjunto de 50 personalidades, a que se juntaram depois outros tantos, da esquerda à direita, pediu um sobressalto cívico e uma reforma da justiça. O ministério da Justiça mostrou-se “muito preocupado com a situação em que o anterior governo deixou a Justiça. Com as greves que duram há 15 meses. Com falta de magistrados. Com a falta de oficiais de justiça, os tribunais onde chove. Com as prisões que estão degradadas”.

Pedro Siza Vieira defendeu que é preciso pôr em prática o principio da hierarquia no Ministério Público (MP) para garantir que a investigação criminal funciona. Mais do que isso, Siza Vieira defende que se construa um consenso partidário, envolvendo igualmente o Presidente da República, para que o futuro PGR seja escolhido tendo em conta o que pretende fazer para melhorar a actuação do MP.

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Pedro Marques Lopes: “A estratégia de Montenegro e Pedro Nuno foi derrotada”13 juin 202400:53:25

Os democratas europeístas continuam a ser maioritários em Estrasburgo e em Lisboa, mas não se pense que os extremistas não fizeram mossa. Se não tomaram de assalto o Parlamento Europeu, abalaram, e de que forma, o eixo Paris-Berlim. Por cá, perante a hecatombe de André Ventura, perder por poucos foi para Montenegro e para o governo da AD uma espécie de vitória, tanto mais que ao anunciar o apoio à candidatura de António Costa reduziu a quase nada a leitura nacional que se podia fazer daqueles resultados. Fica assim explicada a ausência do ex-líder do PS na campanha de Marta Temido? Aumentaram as condições de governabilidade? E da Europa, o que devemos esperar? Perguntas à espera de respostas de Pedro Siza vieira e Pedro Marques Lopes.

 

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Pedro Siza Vieira: “Este plano de migrações não é o retrocesso civilizacional que alguns proclamam, nem a mudança radical que muitos vieram saudar”06 juin 202400:56:15

A proposta do PS para nova descida no IRS foi aprovada no Parlamento e a da AD acabou chumbada. Os socialistas marcam pontos, depois de várias semanas favoráveis politicamente para o governo com a apresentação de vários planos como o IRS Jovem ou o Plano de Emergência para a Saúde. O mais forte politicamente foi mesmo o Plano para as Migrações. Pedro Siza Vieira e Pedro Marques Lopes analisam também a recta final da campanha eleitoral.

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“O IRS Jovem é uma medida que mostra de forma clara o abandono da social-democracia como ideologia-matriz do PSD”30 mai 202400:58:15

Poucos dias depois do governo apresentar um pacote fiscal destinado aos mais jovens, houve eleições na Madeira e o PSD conseguiu a décima terceira vitória regional consecutiva. Uma coisa não foi consequência da outra, mas as duas entraram na campanha das Europeias. São os três temas para a conversa deste episódio do Bloco Central com a opinião de Pedro Marques Lopes e Pedro Siza Vieira.

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