Explore every episode of the podcast Arquicast
| Title | Pub. Date | Duration | |
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| Arquicast 234 – Técnicas Passivas de Conforto Ambiental | 09 Sep 2024 | 00:48:11 | |
Esse é o Arquicast 234, e nos últimos anos, o conforto ambiental tem se tornado um dos principais fatores de valorização no mercado imobiliário, refletindo a crescente conscientização sobre sustentabilidade e eficiência energética. Mas alcançar esse conforto especialmente em projetos residenciais e comerciais, exige uma abordagem cuidadosa e bem planejada, que envolve a integração de técnicas passivas desde a concepção do projeto. No episódio de hoje, vamos explorar como essas técnicas podem ser aplicadas para criar ambientes que são não apenas confortáveis, mas também eficientes e em harmonia com o meio ambiente. E como o design passivo está moldando o futuro da arquitetura e o impacto que isso tem, tanto para os moradores quanto para o mercado imobiliário como um todo. Hoje falamos sobre as técnicas passivas de conforto ambiental na arquitetura em mais um episódio em parceria com a ASBEA de São Paulo! Participam: Marcelo Nudel é arquiteto e pós-graduado em sustentabilidade e conforto ambiental pela Universidade de Sydney, na Austrália; Atuou por 8 anos como consultor da empresa de projetos e engenharia Arup, nos escritórios de Sydney e São Paulo, com contribuição nos escritórios de Madrid e Nova York; foi consultor de projetos de arquitetos renomados como Richard Rogers, Renzo Piano, Jean Nouvel, Norman Foster; e é fundador da Ca2, empresa de consultoria e projetos nas áreas de sustentabilidade, conforto ambiental, acústica e luminotécnica. Txai Oliveira, é técnico em edificações e graduado em química; atua no ramo de projetos arquitetônicos há 15 anos, sendo desses 11 anos na Sulmetais; hoje é coordenador do setor de P&D da empresa, com foco em desenvolvimento de brises, revestimentos e forros metálicos. | |||
| Arquicast 233 – Roberto Burle Marx | 27 Aug 2024 | 00:51:43 | |
Esse é o Arquicast 233, neste episódio vamos explorar a vida e a obra de um dos paisagistas mais importantes do século XX. Reconhecido por sua abordagem inovadora e pelo uso audacioso de plantas nativas, ele deixou um legado que vai além dos jardins e parques que projetou. Foi um verdadeiro artista que influenciou a estética urbana e natural, integrando arte, ecologia e paisagismo de forma única. Além de sua genialidade como paisagista, teve um papel como defensor do meio ambiente, preocupado com questões de sustentabilidade, temas pioneiros em sua época e que continuam a ser fundamentais nos dias de hoje. Participam: Lucia Costa Arquiteta e urbanista pela Universidade Santa Úrsula, doutora em paisagismo pela University College London. É professora titular na UFRJ e ja foi coordenadora do mestrado profissional em Arquitetura Paisagística do PROURB FAU/UFRJ, além de vasta experiência no campo do paisagismo e na coordenação de cooperações internacionais desse tema. Frederico Braida é arquiteto e urbanista pela UFJF, 2005, mestre em urbanismo pela UFRJ, 2008; mestre, doutor e pós-doutor em design pela PUC-Rio, pós-doutor em matemática (UTFPR, 2021). Professor de três programas de pós-graduação da UFJF e Líder do Grupo de Pesquisa LEAUD – Laboratório de Estudos da Linguagem e Expressões da Arquitetura, Urbanismo e Design. | |||
| Arquicast 224 – Profissionalizando os Escritórios de Arquitetura | 23 Apr 2024 | 01:01:21 | |
O sonho de montar um escritório de arquitetura e criar projetos autorais é uma aspiração comum entre muitos recém-formados em arquitetura e urbanismo. No entanto, mais do que apenas a parte criativa e técnica, é crucial considerar a gestão do negócio. Este foi o tema central do episódio 224 do Arquicast, onde foram discutidos os desafios e estratégias para profissionalizar os escritórios de arquitetura. O episódio começa destacando um dado alarmante: 25% das empresas no Brasil fecham suas portas devido a problemas de gestão, conforme uma pesquisa do Sebrae em 2020. Nesse contexto, como conciliar os desejos profissionais com a administração eficiente do negócio? Em parceria com a Associação Brasileira de Escritórios de Arquitetura de São Paulo (ASBEA), o Arquicast convidou Gustavo Garrido, presidente da ASBEA-SP, e Daniel Toledo, diretor executivo da Königsberger Vannucchi. Garrido e Toledo compartilham suas experiências e abordam os primeiros passos para quem deseja empreender na prestação de serviços em arquitetura. A questão do espaço físico em uma era digital é levantada, ressaltando a importância da presença online, mas sem desconsiderar a relevância de um local físico para encontros e apresentações. Além disso, a discussão sobre a precificação dos projetos como pilar da gestão é essencial. Os participantes destacam que a precificação vai além de uma simples metodologia de composição de preços, envolvendo diversas dimensões que impactam na sustentabilidade do escritório. A escala do negócio também é discutida e os desafios específicos de cada uma. Nesse caminho, a gestão de pessoas surge como um ponto central, destacando a necessidade de pensar na gestão de equipes tanto quanto na gestão dos projetos. A medição de resultados em um trabalho aparentemente artístico é debatida, evidenciando a importância de não se limitar apenas à medida financeira. A busca por apoio e capacitação, seja por meio de cursos específicos ou entidades como a ASBEA, é incentivada, bem como a valorização dos profissionais da área e a construção de um mercado local sólido são abordadas como estratégias importantes para a caminhada de oportunidades. O episódio proporciona uma reflexão valiosa sobre os desafios da profissionalização dos escritórios de arquitetura ao trazer especialistas com experiências práticas para a discussão, ainda, o episódio oferece insights fundamentais para aqueles que buscam empreender nesse campo tão dinâmico e desafiador. Embora o caminho para profissionalizar um escritório de arquitetura possa ser desafiador, ele é repleto de ramificações para aqueles dispostos a investir na capacitação e aprendizagem contínua, desenvolvendo suas habilidades empresariais. Com as ferramentas certas e o apoio adequado, é possível transformar o sonho de empreender na área da arquitetura em uma jornada gratificante e bem-sucedida. Não deixe de ouvir o episódio! | |||
| Arquicast 141 – Entrevista: Bloco Arquitetos | 26 Jul 2021 | 01:17:28 | |
O Arquicast Entrevista traz para a mesa de conversa mais um escritório de peso. Comandado por três arquitetos, todos oriundos da UnB – Daniel Mangabeira, Henrique Coutinho e Matheus Seco – o Bloco Arquitetos está situado em Brasília, uma das cidades mais emblemáticas e desafiadoras do país. Trabalhando em diferentes escalas e programas, o grupo se caracteriza por uma atuação multidisciplinar, coordenando, além dos projetos do escritório, várias iniciativas que objetivam a valorização da cultura arquitetônica brasileira e da profissão. Quem explica para gente essa dinâmica de trabalho são os sócios Henrique Coutinho e Matheus Seco. O Bloco Arquitetos surge do convívio profissional dos futuros sócios como estagiários em escritórios de terceiros, apesar de serem contemporâneos na Faculdade em Brasília. Como estudantes de arquitetura da UnB durante a década de 90, os arquitetos contam as dificuldades de estarem no centro de um núcleo de produção de conhecimento que estava, naquele momento, sendo questionado por todos, embasados na crítica generalizada que se fazia ao legado modernista e suas premissas dogmatizantes. Uma época marcada pela profusão de abordagens estilísticas experimentais – inovadoras e/ou revisionistas – e pela ausência de um mercado consolidado para absorver a nova geração de arquitetos brasilienses. Apesar do contexto pouco favorável ao estabelecimento de novas iniciativas profissionais, o trio conseguiu se estabelecer, passando por diferentes fases, mas permanecendo ativos e com um espírito prospectivo que os permite experimentar novos formatos e contribuições para a prática projetual. Além do escritório “tradicional”, o Bloco Arquitetos é co-fundador do coletivo Atelier Piloto junto com outros arquitetos brasilienses, onde fazem uma reflexão sobre arquitetura e cidade, promovendo a interação entre estudantes, escolas e profissionais da área, através da promoção de palestras e oficinas de projeto. Os sócios ainda direcionam parte de sua energia à administração da conta Brasília Moderna, um perfil de rede social voltado à valorização do patrimônio modernista da cidade, através da organização de fotos e informações sobre edifícios construídos entre as décadas de 60 e 80. O conjunto de todas essas iniciativas demonstram um compromisso ético com a profissão que vai além da correta prestação de serviços tradicionais, por si só fundamental na qualidade de vida urbana, mas que é apenas uma parte da contribuição que o arquiteto pode dar para o desenvolvimento social e humano. Para saber como podemos fazer mais, vale ouvir o episódio na íntegra. Até a próxima!
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| Arquicast 140 – Arquitetura e Cinema: Nomadland (2020) | 19 Jul 2021 | 01:00:37 | |
Mais um episódio da série Arquitetura e Cinema voltando em grande estilo com o vencedor do Oscar de 2021! Nomadland, filme da chinesa nascida em Pequim e radicada nos EUA Chloé Zhao, retrata a vida de uma mulher que perde o marido e as finanças e passa a viver em sua van, cruzando o oeste americano. A vida da personagem também é fruto da crise de 2008, que impactou sua cidade ao eliminar a principal fonte de empregos, uma fábrica de gesso. A jornada da personagem mostra uma paisagem estonteante. Ao longo do caminho, conhece e convive com pessoas com o mesmo tipo de vida, se tornando também um propósito: a liberdade! A independência e o senso de comunidade se fortalece e dá a quem assiste uma outra perspectiva da vida, onde questionamos a ideia de lar, lugar e propósito. Bom cast e até a próxima! Comentados no episódio:
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| Arquicast 139 – O Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza 2021 | 12 Jul 2021 | 01:04:15 | |
O episódio de hoje traz como tema um dos eventos mais tradicionais do mundo das artes: a Bienal de Arquitetura de Veneza. Desde 1895, essa exposição internacional acontece em diferentes espaços da cidade italiana, reunindo o que há de mais representativo em termos de produção arquitetônica de diversos países. O que nós compreendemos como Bienal de Arquitetura de Veneza, na verdade, é a mostra internacional de Arquitetura que faz parte de um conjunto de exposições multidisciplinares. A Bienal de Veneza, enquanto instituição e enquanto evento, envolve a organização e promoção simultânea de mostras e festivais internacionais que incluem, por exemplo, os de Arte, de Cinema, de Dança Contemporânea, de Teatro. Para conversar sobre a importância desse evento e sobre a participação do Brasil nesta que é 17ª Exposição Internacional de Arquitetura da Bienal, convidamos os curadores do pavilhão brasileiro, os arquitetos Carlos Alberto Maciel e Paula Zasnicoff Cardoso, que são sócios do Arquitetos Associados, um estúdio colaborativo que conta ainda com Alexandre Brasil, André Luiz Prado e Bruno Santa Cecília. Junto com este coletivo de arquitetos, também participa da curadoria do pavilhão do Brasil o designer visual Henrique Penha. A Arquitetura ganhou departamento próprio dentro da Bienal, pela primeira vez, em 1980, sob a responsabilidade de Paolo Portoguesi. E desde então a instituição vem dando cada vez mais atenção à disciplina, com exposições e eventos representativos de diversas nacionalidades e com uma curadoria sempre precisa e antenada. Este ano, o curador da Mostra de Arquitetura foi o arquiteto Hashim Sarkis, através da provocação trazida pelo tema “Como viveremos juntos?”. O arquiteto propõe que os trabalhos expostos pelos 110 representantes, dos mais de 60 países participantes, tragam a reflexão sobre um novo “contrato espacial”, que busque superar o contexto de desigualdade econômica e lutas políticas. Este foi o desafio assumido pelos nossos convidados: traduzir a provocação original do curador para o pavilhão brasileiro, estruturando conteúdos e formatos que colaborem para lançar luz sobre a produção arquitetônica do país e, mais ainda, sobre a sua realidade urbana concreta. Escolhidos curadores pela Fundação Bienal de São Paulo, entidade responsável por todo o processo de elaboração da participação do Brasil na mostra veneziana, os arquitetos propõe a ocupação do pavilhão em dois momentos, ambos orientados pela temática “Utopias da vida comum”, objetivando, nas palavras de Carlos Alberto Maciel, “Transportar e ressignificar este conceito como um dispositivo para abordar o contemporâneo”. Em duas salas distintas, os curadores exploram a noção de Utopia através de relatos fotográficos, organizados no espaço nomeado como Futuros do Passado (sala menor), e a partir da exibição de vídeos, expostos no núcleo nomeado Futuros do Presente (sala maior). Nada é convencional na abordagem proposta, fazendo com que a Arquitetura seja vista sob diferentes lentes, buscando a sensibilidade de quem dela se apropria. Seja esta apropriação a do artista que a retrata, seja a do indivíduo que dela usufrui. Papo imperdível e, claro, sempre muito divertido! Até a próxima! Comentados no episódio:
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| Arquicast 138 – Arquitetas e Arquitetos da Ficção | 05 Jul 2021 | 01:05:25 | |
Nós, do Arquicast, adoramos conversar sobre as relações entre arquitetura e o cinema. São dois tipos de arte, com propósitos diferentes, mas que se complementam e influenciam mutuamente, através de atributos comuns como a ativação da memória coletiva, a valorização da imagem como uma forma de linguagem e o poder de provocar sentimentos e sensações nos usuários/expectadores. Gostamos tanto de falar sobre cinema que temos uma série específica sobre isso e já realizamos uma dezena de episódios sobre o assunto. Mas hoje partimos de uma premissa diferente: o foco aqui é o profissional de arquitetura enquanto personagem, visto através das lentes dos diretores e da criatividade dos atores e atrizes empenhados em representar arquitetos e arquitetas na ficção. Segundo artigo em uma revista americana, que abordava os resultados de uma pesquisa interessada em ranquear as profissões mais retratadas pelo cinema, a arquitetura foi considerada a quinta atividade mais frequentemente atribuída aos personagens dos filmes de Hollywood. Surpreendente? Nós também achamos! E, por isso mesmo, convidamos Bernardo Vieira e Gustavo Novais, presenças costumeiras no programa, para explorar o assunto com a gente. Conversamos, dentre outros pontos, sobre quais perfis e personalidades costumam estar associados, no cinema, à imagem do(a) arquiteto(a). E o quanto a ficção pode nos ajudar a entender sobre como o profissional é visto aos olhos da sociedade. Um exercício de curiosidade, mas que revela alguns valores interessantes e que merecem nossa atenção. A profissão de arquitetura envolve a realização de um escopo de atividades e serviços bastante amplo. Há profissionais que atuam em frentes tão distintas quanto Planejamento Territorial, Modelagem Digital ou Mercado Imobiliário. Dentre as habilidades associadas a estas atividades podemos citar tanto capacidade de gestão e liderança, raciocínio abstrato e matemático, quanto criatividade e facilidade comunicacional. Difícil imaginar quais desses perfis de arquitetos e arquitetas têm maior apelo para a arte cinematográfica. Mas este episódio traz algumas dicas e comenta, com muita liberdade e bom-humor, sobre quais possíveis padrões culturais ajudam a construir e, por que não, desconstruir a nossa imagem social, ainda que hipoteticamente! E há de tudo um pouco, pelo que podemos explorar: do arquiteto romântico e idealizador, até o gênio criativo e manipulador. Antes que a gente dê spoiler, escute o cast e traga sua contribuição através nos comentários! Até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast Especial – Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akzonobel | 02 Jul 2021 | 00:49:55 | |
O Prêmio de Arquitetura Instituto Tomie Ohtake Akznobel chega a sua 8ª edição! Evento já tradicional no calendário dos profissionais da área, a premiação é voltada a arquitetos e arquitetas que tenham obras construídas nos últimos 10 anos e busca reconhecer as produções arquitetônicas que sejam referência na cena contemporânea brasileira. Além disso, o prêmio promove ações educativas que são um diferencial importante no nosso campo. A premiação é apresentada pelo Ministério do Turismo, pela Secretaria Especial da Cultura, pela AkzoNobel e pelo Instituto Tomie Ohtake. Para aprofundarmos um pouco sobre todo o processo de construção deste belo projeto, convidamos Agata Takiya, arquiteta e coordenadora das Premiações do ITO; o arquiteto Diego Mauro, membro da equipe de curadoria do instituto e jurado na 7ª e 8ª edições; e a arquiteta Cíntia Lins, do escritório Lins Arquitetos, premiada na 7ª edição e, hoje, parte integrante do júri. Como descrito no site do Instituto, um dos objetivos da premiação, e em acordo com os valores e propósitos do ITO, é mapear a produção arquitetônica contemporânea, contribuindo para a divulgação de projetos que se destacam pelo comprometimento com a cultura local, a sustentabilidade e com a criatividade na proposição de ideias, desenvolvimento projetual e soluções construtivas. Este mapeamento, de fato, auxilia na estruturação de uma visão mais plural dos profissionais, e de suas obras, que caracterizam os diferentes contextos de um Brasil heterogêneo e cada vez mais urbano. Participar da premiação envolve muito mais que submeter o projeto a um júri qualificado. Significa ter a chance de fazer parte de um universo abrangente de ações, no intuito de democratizar o acesso a arte e as práticas culturais voltadas à transformação de nossa sociedade. E isso é a mais pura verdade! Os contemplados pela premiação são convidados a participar de uma exposição no Instituto, que contempla de forma equilibrada as diferentes intervenções, além de terem seus trabalhos divulgados em um catálogo que, por si só, vale a inscrição. É uma obra de referência para quem deseja ter uma amostra da produção arquitetônica nacional, para além dos tradicionais veículos de divulgação da área. Aliás, este é um dos diferenciais do prêmio: valorizar projetos que não se pautam especificamente pela escala, localidade ou programa. A diversidade é o foco, assim como o próprio conceito de arquitetura e sua relação com o tempo e o espaço. A linha tênue entre edificação, objeto artístico e intervenção é assumida como possibilidade para novas percepções sobre o ato de construir, como fica claro nos exemplos dos anos anteriores. Para conhecer mais sobre o prêmio e todas as suas nuances, acesse aqui: https://www.institutotomieohtake.org.br/premios/premio_arquitetura_instituto_tomie_ohtake_akzonobel Ótimo cast e até a próxima!
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| Arquicast 137 – Paulo Mendes da Rocha | 28 Jun 2021 | 01:24:18 | |
No dia 23 de maio de 2021 a arquitetura brasileira ficou menos brilhante. Demos adeus a Paulo Mendes da Rocha, um dos maiores arquitetos brasileiros de todos os tempos. Nascido capixaba, mas paulistano de coração, Paulo era conhecido por um lirismo cativante no trato das palavras e por seu comprometimento com a vocação edificante da arquitetura, em seu sentido mais amplo, atuando em diferentes frentes para comunicar a profissão e sua paixão por ela. Foi o segundo arquiteto brasileiro a ganhar o Prêmio Pritzker e obteve, ainda que tardiamente, o reconhecimento internacional de seus pares, através de outras tantas homenagens. Sua trajetória mostra que, desde jovem, seria um notório arquiteto. Aos 29 anos ganhou seu primeiro prêmio pelo projeto excepcional do Ginásio do Clube Atlético Paulistano. E, junto com Vilanova Artigas, inaugura uma escola de pensamento projetual que contribui para a diversificação e evolução da arquitetura modernista brasileira, influenciando a produção de gerações inteiras de arquitetos. Algumas das premissas que marcam suas obras podem ser traduzidas, nas palavras do crítico Francesco Dal Co, pela busca da “segura racionalidade”, da “essencialidade das soluções construtivas” e no “desprezo pelo supérfluo”. Seus projetos enaltecem o caráter público, a urbanidade, a preocupação com o patrimônio, com a geografia e com a técnica. Para dividir com a gente a responsabilidade de falar sobre tamanho legado, convidamos Renato Anelli, arquiteto, doutor em história da arquitetura e professor da USP de São Carlos, e conselheiro do Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Turístico do Estado de São Paulo; e André Corrêa do Lago, embaixador do Brasil na Índia, autor de livros referenciais sobre arquitetura e desenvolvimento sustentável, além de ser o primeiro brasileiro no corpo de júri do Prêmio Pritzker. Este episódio, para nós, além de contribuir para a valorização da obra de Paulo Mendes da Rocha e contar um pouco sobre a pessoa e os contextos por trás de cada realização, é também uma forma de agradecimento por todo ensinamento e experiência de vida que o arquiteto compartilhou com todos nós, para além de sua arquitetura, através de suas falas em aulas, palestras e outros registros, sempre valorosas em conhecimento, mas marcadas pela leveza e informalidade, como uma boa conversa. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep07): Projeto Sustentável e Oportunidades | 21 Jun 2021 | 00:47:44 | |
E neste episódio voltamos a falar de um assunto que não é novo, mas que está cada vez mais em nossa cultura, que é o projeto sustentável. Pensar e agir de forma sustentável é uma atitude profissional que não tem campo nem escala definida. Da macro escala metropolitana à microescala da propriedade privada, tudo pode ser objeto de uma postura sustentável. E o que não falta para o arquiteto é oportunidade de projeto! Mas será que você sabe as diferentes formas de participar dessa revolução cultural? Para conversar com a gente e trazer mais informações sobre o assunto, convidamos duas arquitetas premiadas e super atuantes na área: Juliana Rangel, sócia-fundadora do portal Sustentarqui, especialista em Arquitetura Sustentável na Espanha e em BioArquitetura pelo Instituto Tibá, no Brasil; e, além dela, a arquiteta Patricia O’Reilly, pós-graduada em Ecologia da Paisagem e Energias Renováveis por diferentes institutos espanhóis, e sócia-fundadora do premiado Atelier O’Reilly Architecture & Partners, com sede em São Paulo. Bom cast e até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 136 – Entrevista: Laurent Troost | 14 Jun 2021 | 01:03:31 | |
Algumas denominações costumam aparecer na descrição do trabalho deste arquiteto belga, que há 12 anos vive e atua no Brasil. É comum ver seu nome associado a termos como arquitetura amazônica, regionalismo e sustentabilidade. Entretanto, Laurent Troost busca fugir dos rótulos e, com extrema honestidade, conversa com a gente sobre o que realmente o motiva no desenvolvimento de cada projeto. À frente do premiado estúdio que leva seu nome, com projetos como a Casa Campinarana, ganhador do Dezeen Award 2019, e o edifício Manga, finalista do Prêmio Akzonobel Tomie Othake 2020, o arquiteto ressalta a importância de valorizar o contexto real de cada obra, entendendo-o como um conjunto de informações de diferentes naturezas – físico-territoriais, climáticas, políticas, orçamentárias. De acordo com o belga, mais do que ser sustentável, é preciso que o projeto valorize a mão-de-obra e o saber fazer local, evite desperdícios e seja responsivo às qualidades ambientais do lugar. E essa sensibilidade se reflete em suas obras, reconhecidas internacionalmente, e em seus trabalhos junto à Prefeitura de Manaus, como Diretor de Planejamento Urbano entre 2013 e 2020. A história de Laurent com o Brasil, apesar de não ser recente, é posterior a uma atuação significativa junto à importantes nomes da arquitetura mundial. Quando na Europa, após a sua formação pelo Institut Supérieur d’Architecture Intercommunal Victor Horta, em Bruxelas, trabalhou para o Office for Metropolitan Architecture, de Rem Koolhaas, através do qual pode assumir a frente de grandes projetos em diferentes países. Apesar de todo conhecimento adquirido, Laurent comenta sobre dificuldades em se adaptar ao sistema de trabalho de um escritório desta magnitude, enriquecendo nossa conversa com suas experiências pessoais e visão de mundo. Mas foi em Manaus, para onde veio por motivos pessoais, não relacionados à profissão, que Laurent pôde desenvolver as habilidades que hoje marcam a sua produção e lhe conferem tamanha originalidade. Como ele mesmo coloca, não foi simples compreender a dinâmica de projetar na “periferia do Brasil”. Apesar de capital do estado do Amazonas, centro financeiro e cultural da região Norte e cidade mais populosa da Amazônia Brasileira, Manaus se caracteriza pelos desafios impostos pela localização pouco acessível à indústria da construção civil tradicional e pelos contrastes sociais típicos das metrópoles latino-americanas. Parte do que qualifica o trabalho de Laurent é consequência da necessidade de superar tais dificuldades com criatividade e muita racionalidade para equacionar intenção projetual e possibilidade executiva. Outro fator extremamente importante para Laurent é a pesquisa de referências projetuais adequadas ao contexto amazonense. O arquiteto cita diretamente o belo trabalho de Armando de Holanda, no desenvolvimento do guia “Roteiro para Construir no Nordeste”, como um exemplo de conhecimento aplicado à situação local, muito mais pertinente de ser apropriado por quem projeta na região amazônica do que referências de projetos desenvolvidos para o sul e sudeste do país, com características bioclimáticas e culturais bastante diversas das do norte. Com tanta informação em formato de conversa boa, este episódio está imperdível. Até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast Especial – Resultado do Concurso: Habitação de Interesse Sustentável | 07 Jun 2021 | 01:09:00 | |
O novo episódio da série ARQUICAST ESPECIAL traz, em mais uma parceria com o Instituto de Arquitetos do Brasil, uma reflexão sobre o recém finalizado concurso de “Habitação de Interesse Sustentável”, fruto da parceria entre a Secretaria Nacional de Habitação/MDR com a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), através do projeto “Eficiência Energética para o Desenvolvimento Urbano Sustentável: Foco Habitação Social” (EEDUS). Com apoio e coordenação do Instituto dos Arquitetos do Brasil-DF, vencedor da licitação para a organização, o concurso vem sendo gestado desde 2019 e faz parte de uma mudança de paradigma que envolve a democratização da boa arquitetura através de políticas públicas. Neste sentido, um de seus objetivos é prover ao poder público projetos arquitetônicos de qualidade, atualizando a política habitacional, voltada à população de menor renda, a partir de parâmetros de sustentabilidade. Essa iniciativa contribui, ainda, para a criação de um ambiente inovador para empreendimentos de impacto social, impulsionando-os para uma agenda contemporânea que integra desenvolvimento humano e consciência ambiental. Como parte de nossa visão abrangente e dialógica da Arquitetura, convidamos os diferentes atores que se mobilizaram na conceituação, organização e execução, incluindo os três escritórios premiados em 1º lugar, e que terão seus projetos desenvolvidos. Representando a Secretaria Nacional de Habitação, órgão governamental responsável pelas políticas públicas habitacionais, temos o secretário Alfredo Eduardo dos Santos, que traz a visão de longo prazo da ideia do concurso e sua contribuição para a renovação de paradigmas que orientam o olhar sobre habitação social no Brasil. Pela GIZ, agência alemã que tem um histórico de colaboração técnica com a Secretaria, convidamos o arquiteto Daniel Wagner. Pelo IAB-DF, conversam com a gente as arquitetas Heloísa Moura (Presidente) e Laís Petra. Além dos vencedores, o arquiteto Ricardson Ferreira Ricardo, do Síntese Arquitetura; a arquiteta Paula Vilela ; e os sócios Luís Eduardo Loiola De Menezes e Maria Cristina Motta, da Mira Arquitetos. Tanto na forma como foi organizado, mas especialmente na sua idealização, o concurso explora novas possibilidades de entendimento dos mecanismos que possam garantir, para políticas públicas voltadas à população de baixa renda, acesso a projetos de qualidade, que sejam adaptáveis, replicáveis, de baixo custo e que reorientem as formas de pensar habitação, deixando um legado de ferramentas e soluções que possam ser aplicadas em outros contextos. Para saber mais, escute aqui o episódio! Ótimo cast e até a próxima!
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| Arquicast 135 – O Papel da Arquitetura na Imagem do Brasil | 31 May 2021 | 01:25:53 | |
A arquitetura é uma disciplina que articula diferentes campos e práticas e se manifesta na conceituação física e teórica de estratégias de ação sobre o ambiente humano. Essa ação sobre o território envolve a aplicação de conhecimentos artísticos, sociais e tecnológicos que, quando conjugados, são sempre reflexos de uma determinada cultura ou de uma ideologia dominante. Neste sentido, arquitetura é, também, uma imagem que transmite significado. Um ícone arquitetônico ou urbano traz consigo, portanto, a responsabilidade de comunicar valores que vão além daqueles relacionados à sua utilidade ou apelo estético. Conseguem reunir atributos que qualificam o tempo através do espaço, tornando-se parte ativa da construção cultural de uma sociedade. Os livros de história estão aí para comprovar quão duradoura é a associação que fazemos entre acontecimentos e figuras importantes com os lugares que os abrigaram, ao ponto de relacionarmos sentimentos positivos ou negativos às imagens que, ao longo do tempo, cristalizaram esses eventos. Mas quando falamos sobre transmitir valores que são compartilhados por um número enorme de pessoas, como aqueles que identificam uma nação, pensar arquiteturas e cidades como símbolos nacionais faz ainda mais sentido. O Brasil tem na sua história uma arquitetura reconhecida e aclamada no mundo todo. Mas como se constrói a associação entre ícones arquitetônicos e imagem nacional? Esta construção conjunta de uma ideia de nação através da arquitetura que move os interesses deste episódio. E para tornar possível esta nada simples tarefa, convidamos profissionais de referência que trazem, a partir de seus saberes específicos, sua valiosa contribuição. Tudo isso, claro, num bate-papo informal e acessível! Pelo seu conhecimento na área de arquitetura, mas, mais ainda, pela prática profissional que extrapola e complementa os limites da disciplina, convidamos o embaixador do Brasil na Índia, André Correa do Lago. Além da carreira como diplomata, André foi curador do Pavilhão do Brasil na Bienal de Arquitetura de Veneza em 2014, é autor de livros sobre arquitetura e desenvolvimento sustentável. E hoje é o primeiro brasileiro no corpo do júri do Prêmio Pritzker. Junto com André, convidamos Gabriel Kogan, jovem arquiteto, mas com currículo de peso e muito conhecimento sobre a arte da arquitetura, sua história e significado cultural. Gabriel é doutorando na FAU-USP, já escreveu na Folha de São Paulo, Revista Bamboo, nas revistas japonesas GA House e A+U, além de ser professor na Escola da Cidade e palestrante convidado na Politécnica de Milão. Reforça o trio de especialistas o arquiteto mineiro Bruno Sarmento, pós-graduado em gestão empresarial, professor de história da arquitetura e um apaixonado sobre o tema. Num contexto onde a velocidade de propagação de imagens acaba por distorcer e suavizar significados, pensar criticamente sobre a arquitetura e as cidades como uma forma de comunicar valores intrínsecos nos parece não só oportuno, mas necessário! Ótimo cast e até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast 223 – Pritzker 2024: Riken Yamamoto | 09 Apr 2024 | 01:15:44 | |
Arquicast 224 – Pritzker 2024: Riken Yamamoto A arquitetura contemporânea está em constante busca por inovação e relevância social, nesse contexto, o arquiteto japonês Riken Yamamoto, vencedor Prêmio Pritzker de 2024, é celebrado não apenas por sua habilidade técnica, mas também pelo seu profundo engajamento comunitário e seus esforços em projetos de reconstrução após desastres naturais, transformando essa jornada em legado para jovens profissionais. Sua trajetória na arquitetura é marcada por influências profundas e uma visão humanista que permeia suas obras. Yamamoto nasceu em uma casa de estilo machiya japonês, onde a integração entre espaços públicos e privados era intrínseca ao ambiente. Essa experiência formativa moldou sua compreensão precoce da importância da comunidade na arquitetura. Aos 17 anos, durante uma visita ao Templo Kôfuku-ji, ele foi profundamente impactado pelo Pagode de Cinco Andares, uma experiência que despertou sua paixão pela arquitetura e influenciou sua abordagem futura ao design. Esses momentos fundamentais na vida de Yamamoto revelam a influência da cultura e da história japonesa em sua visão arquitetônica. Durante suas viagens pela costa mediterrânea e pelas Américas, Yamamoto absorveu uma variedade de influências culturais e arquitetônicas que enriqueceram sua prática. Desafiando a prevalência das casas unifamiliares no Japão, ele propôs alternativas que privilegiam a comunidade e a coletividade. Após o devastador Terremoto e Tsunami de Tōhoku em 2011, Yamamoto demonstrou seu compromisso com o serviço à comunidade, fundando institutos e iniciativas para ajudar na reconstrução e recuperação das áreas afetadas. O projeto “HOME-FOR-ALL”, uma iniciativa voluntária co-fundada por Yamamoto, desempenhou um papel crucial na reconstrução de residências para aqueles que perderam tudo no desastre. Esse aspecto humanitário de sua prática reflete sua crença no poder da arquitetura para transformar vidas e promover o bem-estar social. O legado arquitetônico de Yamamoto transita entre a interação dos espaços e a acessibilidade, entre o engajamento dos usuários e dos transeuntes, contribuindo para o enriquecimento das comunidades locais onde estão inseridas. Seu compromisso com a inovação com o design centrado no ser humano o coloca como uma figura inspiradora, fator considerado pelo júri na premiação. Se quiser saber mais sobre a premiação desse ano, não deixe de ouvir o episódio completo do Arquicast. Além das informações comentadas acima, o programa ainda conta com uma versão em vídeo disponível no YouTube. As polêmicas não ficaram de fora da edição, sobretudo quando o assunto foi sobre a opção do júri em dar visibilidade também à produção japonesa contemporânea. Participe dessa conversa ouvindo o episódio. Bom cast! | |||
| Arquicast Especial – Resultado Final – Concurso Senac BH | 25 May 2021 | 00:53:51 | |
Este é mais um episódio especial em que abordamos, com muito orgulho, o concurso SENAC BH. Com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o concurso foi concluído recentemente e nós tivemos o privilégio de conversar com a organização sobre a avaliação de todo o processo, e com os arquitetos premiados em 1º lugar, que trouxeram sua visão sobre o edital, informações de bastidores e sua expectativa com o desenvolvimento do projeto. O concurso teve como objetivo a requalificação do complexo de edifícios SENAC BELO HORIZONTE, composto por dois edifícios finalizados na década de 1970. A ideia norteadora para o edital e o termo de referência eram a busca por propostas capazes de promover o diálogo com o contexto imediato, respeitando a condição urbana e arquitetônica do Hipercentro de Belo Horizonte, além, de resolver questões funcionais e de operação do conjunto. Participam do programa a arquiteta e urbanista Cláudia Pires, conselheira do IAB e coordenadora do concurso, além da presidente do júri, a arquiteta Du Leal. Como representantes do Senac BH convidamos Maurici Pizzi e Ivanil José da Costa Junior, que também participaram dos episódios anteriores. A equipe vencedora foi a do escritório Hiperstudio, de São Paulo, que nesta conversa está representada pelos arquitetos Ricardo Gonçalves, Matheus Marques e Rolando Figueiredo. Dentre outras falas extremamente importantes, o episódio aborda a responsabilidade dos organizadores e do júri em definir critérios que sejam incentivadores de novos olhares sobre os problemas da metrópole em geral, e dos centros urbanos consolidados, em específico. A importância de edifícios de uso coletivo, que apoiem a sociabilidade nas ruas centrais, fortalecendo vínculos com a urbanidade existente e contribuindo para uma maior segurança e conectividade no tecido, foi, por exemplo, um dos diferenciais da proposta vencedora e requisito fundamental para os jurados. Da mesma forma, é bastante esclarecedora a colocação dos arquitetos sobre os desafios em participar de um processo de tamanha complexidade, em que há uma quantidade enorme de informação a ser interpretada e uma demanda bastante clara, embasada por uma instituição que conhece profundamente a dinâmica de funcionamento de suas atividades, como é o caso do SENAC. Além disso, a oportunidade de aprofundar a proposta, dividida em duas fases distintas de desenvolvimento pelo edital, se mostrou uma aprendizagem quanto ao processo de projeto em si, uma vez que o detalhamento de determinadas ideias impôs escolhas importantes sobre quais aspectos enfatizar e de quais premissas abrir mão, sem perder a coerência conceitual da proposta. Uma verdadeira aula de projeto de arquitetura! Mesmo diante de árdua tarefa, os arquitetos são unânimes em ressaltar que o concurso oferece uma oportunidade única de trabalhar com a escala urbana, num projeto que tem uma clara abrangência pública e, consequentemente, social. Não deixe de ouvir o episódio, e se informar mais sobre o projeto vencedor em nossas redes sociais e no site do concurso. Até a próxima! Oferecimento:
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| Arquicast Especial – O Futuro do Trabalho | 21 May 2021 | 00:41:46 | |
Ainda que a história – e o momento atual – nos mostre que os espaços de trabalho mudam constantemente, a atuação profissional é parte formadora da sociedade e deve, por isso, ser objeto de nossa reflexão sobre o ambiente construído. Neste sentido, a transformação das cidades e da arquitetura pode ser vista, também, pelo prisma da evolução das relações de trabalho. Isso porque tais relações são, ao mesmo tempo, causa e consequência dos espaços construídos que as acomodam, o que inclui os diferentes contextos onde se desenvolvem as atividades urbanas e os equipamentos que lhes dão suporte. Esta é a reflexão que convidamos você a fazer com a gente neste episódio! Pensar no trabalho e sua relação com a arquitetura é pensar nos ambientes, nas tecnologias e nos equipamentos que apoiam a atividade profissional. Mas relações profissionais são, também, relações entre pessoas. Pessoas que vivem num tempo determinado e são reflexo de uma determinada cultura. E o que a cultura atual nos diz sobre os espaços de trabalho hoje? A pandemia certamente acelerou alguns processos, mas a busca por maior autonomia e flexibilidade são ideais que já estavam no radar de empresas e de funcionários. De constante mesmo, só parece haver a mudança! Pesquisas já apontavam (https://www.hermanmiller.com/pt_br/research/categories/white-papers/whats-the-future-of-the-office/), anteriormente à pandemia, um movimento das empresas na densificação dos ambientes de trabalho, como reação à instabilidade financeira do cenário mundial e do mercado imobiliário, muitas vezes com práticas de preços que inviabilizam investimentos em estruturas físicas muito grandes. Ao mesmo, a própria tecnologia de informação permite uma sincronicidade na produção das atividades que cada vez mais independe do compartilhamento físico do espaço. Tais movimentos parecem apontar ora para a centralização e densificação de processos e pessoas; ora para o ambiente distribuído, mais pertinente ao desempenho específico de cada atividade e indivíduo. Para nós, arquitetos, que precisamos ajudar a pensar os espaços que melhor acomodem tanta diversidade, é um desafio! Mas só é capaz de inovar quem conhece a fundo um problema. Por este motivo, neste episódio estamos acompanhados de duas referências no exercício de pensar os espaços de trabalho nos seus diferentes tempos: Maria Paula Zajar, administradora de empresa e Gerente de Produto da América Latina na empresa Herman Miller; e o arquiteto Antônio Mantovani, da Pitá Arquitetura, com vasta experiência em projetos corporativos. Há muito mais informação sobre este tema, ao mesmo tempo clássico e atual, neste cast especial! Faça uma visita ao site https://www.hermanmiller.com/pt_br/ para ter acesso a um universo de pesquisas e soluções sobre o assunto, ou entre em contato direto com a empresa no email: info_brazil@hermanmiller.com. Até a próxima! Participam do episódio:
Antonio Mantovani Neto, arquiteto na Pitá Arquitetura | https://www.pita.arq.br/ Maria Paula Zajar, Portfolio Lead America Latina | https://www.hermanmiller.com/pt_br/ Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast 134 – Entrevista Marcelo Ferraz (Brasil Arquitetura) | 17 May 2021 | 00:53:35 | |
O novo episódio da nossa série de entrevistas está no ar. Conversamos com o arquiteto Marcelo Ferraz, sócio fundador, juntamente com Francisco Fanucci, do Brasil Arquitetura, escritório que vem acumulando prêmios nacionais e internacionais, frutos do reconhecimento por seus projetos extremamente sensíveis ao lugar, e ainda sim, contemporâneos em sua essência. Marcelo é personagem ativo na produção e valorização da arquitetura e do urbanismo no Brasil. Mineiro, formou-se pela FAU/USP e traz em seu currículo e prática projetual a notável contribuição de mestres como Lina Bo Bardi e Oscar Niemeyer, com quem teve o privilégio de trabalhar. Esta influência se faz perceber no imponente repertório de projetos realizados, muitos de caráter institucional e público, focados em programas culturais de diversas escalas e em diferentes partes do país, mas sempre contextualizados com as tradições e características locais. Para citar alguns projetos que ilustram o trabalho da equipe, destacamos o Conjunto KKK, em Registro, SP; o Museu Rodin, em Salvador, BA; o Museu do Pão, em Ilópolis, RS; a Villa Isabella, na Finlândia; e a premiadíssima Praça das Artes, em São Paulo. O Brasil Arquitetura destaca-se por uma abordagem projetual, uma personalidade, como nos conta Marcelo, muito influenciada pela pesquisa cuidadosa de cada um dos programas a que se dedicam, o que se reflete no envolvimento dos arquitetos em questões decisórias que vão além do escopo tradicional do projeto. Muitas vezes, a sugestão do projeto partiu dos próprios arquitetos, sempre atentos ao patrimônio material e imaterial que compõe a paisagem cultural brasileira. O comprometimento com cada projeto e o entendimento da arquitetura como mecanismo de mudança social é fruto, também, da própria formação de Marcelo e Francisco, ambos ex-alunos da FAU/USP, num contexto de luta por direitos e liberdades como reação à ditadura militar. Apesar da ausência de nomes como Vilanova Artigas e Paulo Mendes da Rocha, cassados pelo regime à época da graduação, os ensinamentos sobre o rigor – metodológico, construtivo, formal -, como postura ética do arquiteto frente ao projeto, influenciaram a visão dos sócios sobre seu papel na sociedade. O interesse em explorar as relações entre preservação e contemporaneidade se manifesta nas soluções espaciais que enfatizam o diálogo entre o novo e o antigo, na compreensão do programa arquitetônico como um elemento agregador de valor ao projeto e na materialidade genuína, transmitida no tratamento dos volumes e nos processos construtivos, empregados com conhecimento e respeito à tradição. Todos estes assuntos, e várias outras curiosidades, estão relatados neste bate-papo intimista e fundamental para quem se interessa por arquitetura e por cultura brasileira em geral! Imperdível! Até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast Especial – Instituto Tomie Ohtake | 10 May 2021 | 00:42:06 | |
Hoje faremos uma ponte com o campo das artes sem claro, deixar de lado a importância da arquitetura. Alguns institutos artísticos existem para se tornarem verdadeiros agentes de promoção social. Além dos seus programas de exposições, alguns deles conseguem repercutir em outras atividades como debates, pesquisa, produção de conteúdo, documentação e edição de publicações. Hoje temos o orgulho de conhecer uma pouco mais do Instituto Tomie Ohtake, inaugurado 2001 e responsável por uma série de projetos que estimulam o desenvolvimento da produção contemporânea, além de ser também arquitetonicamente marcante para a cidade de São Paulo. Tomie Ohtake, que dá nome ao instituo e dispensa apresentações, é uma espécie de embaixatriz das artes e da cultura no Brasil, e durante toda sua vida recebeu grandes personalidades internacionais, como a Rainha Elizabeth, o Imperador, a Imperatriz e o Príncipe do Japão, a artista Yoko Ono e o escritor José Saramago, entre muitos outros. Nos acompanha nesse bate-papo Felipe Arruda, pós-graduado em Gestão e Políticas Culturais, com mais de 15 anos de experiências em programas de arte e cultura, e atual diretor do Núcleo de Cultura e Participação do Instituto. Bom cast e até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast 133 – João Filgueiras Lima (Lelé) | 03 May 2021 | 01:06:55 | |
Este arquiteto carioca formou-se depois de ter passado pelo time juvenil do Vasco da Gama. Teve contato com os grandes nomes da arquitetura e das artes no Brasil, como Oscar Niemeyer, Carlos Leão e o artista Cândido Portinari. Sua atuação, desde o início de sua carreira, está ligada a pré-fabricação arquitetônica, fazendo com que sua prática tivesse rigor técnico e apreço à modulação. Outra marca registrada de seu trabalho é a construção de hospitais. Neles, o arquiteto demonstra uma preocupação ambiental, além de exercitar a experimentação e o aperfeiçoamento projetual de suas obras. Mas sua importância vai além desses pontos, e estamos aqui pra tentar fazer um apanhado de sua carreira, assim como fazemos na série de episódios onde discutimos sobre nomes importantes da arquitetura. E o arquiteto em questão é o João Filgueiras Lima, mais conhecido como Lelé! E, para falar sobre ele, chamamos três pessoas especiais para a conversa: Ceila Cardoso, que é doutora e professora da UFBA e pesquisadora da obra de Lelé na Bahia; Jose Fernando Marinho Minho, que é professor na UFBA e trabalhou com Lelé durante vários anos; e André Marques, doutor pela Mackenzie e acaba de lançar um livro sobre Lelé pela editora Romano Guerra. Bom proveito e até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep06): O Mercado de Luxo em Arquitetura | 26 Apr 2021 | 00:40:12 | |
A arquitetura é uma área de atuação profissional conhecida pela pluralidade de conhecimentos que agrega e pela abrangência de seu campo de ação. Há oportunidades de trabalho em diferentes frentes – como a docência, o urbanismo e a construção civil – e há clientes potenciais de todos os extratos sociais e econômicos que compõe a nossa multifacetada sociedade. Pensando nisso, o Arquicast traz para a pauta um nicho profissional bastante peculiar: o mercado de projetos de alto padrão, também conhecido como mercado de luxo na arquitetura. Muitas são as variáveis que ajudam a caracterizar um projeto como de alto padrão e a própria palavra “luxo” traz consigo uma gama de interpretações possíveis. Luxo para alguns pode não ser luxo para outros. E o que antes foi considerado luxuoso, hoje pode não ter o mesmo valor. A cultura muda e ajuda a definir novos padrões. Mas o que nossa cultura atual entende como mercado de luxo na arquitetura? Quais oportunidades esse mercado pode abrir para o arquiteto? Convidamos dois profissionais que transitam neste universo exclusivo para compartilhar suas experiências, em suas respectivas áreas. A arquiteta Renata Zappellini, é uma catarinense com pós-graduações em institutos europeus renomados, com foco em design de interiores, arte e cenografia. Renata hoje trabalha com Arquitetura de Interiores, desenvolve um pioneiro negócio online e é uma referência quando o assunto envolve tendências para o mercado de Arquitetura! Junto com Renata, convidamos o comunicador e especialista em marketing pessoal, Adriano Tadeu Barbosa. Formado em Administração de Empresas, Adriano se especializou nos movimentos do mercado de luxo, com especial interesse por arquitetura e pelo setor imobiliário, conhecimento que compartilha em diferentes plataformas e em cursos e palestras por todo o Brasil. Em termos gerais, em diferentes dicionários a palavra “luxo” remete a algo cuja qualidade de execução excede o mínimo necessário para sua utilidade. E, muitas vezes, tornar algo luxuoso pode ser visto como um ato de ostentação e futilidade. Mas nem sempre. Valores como conforto, bem-estar, exclusividade e excelência também estão associados ao conceito e podem, para a arquitetura, significar um incremento de qualidade ao desenvolvimento de projeto. Buscar a excelência na execução de projetos é também uma forma de valorização de um conjunto de profissionais altamente especializados no que fazem. Neste sentido, o mercado de luxo é também um mercado focado na qualidade da experiência do usuário, na valorização do artesanal e no comprometimento com processos de produção conscientes e transparentes. Uma forma de fazer que pode significar um diferencial para o profissional e para seu cliente. Há muito mais informação esperando por você. Escute o episódio para conhecer mais sobre as oportunidades de atuação no mercado de alto padrão de arquitetura, e o que este perfil de trabalho pode nos ensinar sobre relacionamentos interpessoais e excelência técnica! Até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 132 – Entrevista: Francisco Spadoni | 19 Apr 2021 | 01:18:03 | |
A série Arquicast Entrevista tem por intenção tanto apresentar o trabalho de escritórios de arquitetura de diferentes partes do Brasil, quanto trazer à tona um olhar novo sobre arquitetos já consagrados, através de conversas leves sobre o cotidiano profissional, bastidores e curiosidades dos seus projetos e experiências pessoais que, de alguma maneira, ajudaram a formar suas visões de mundo. Temos tido a sorte e o privilégio de conversar com pessoas tão interessantes e apaixonadas pelo que fazem, ao ponto destes episódios estarem se caracterizando por uma maior duração, pela informalidade e pela promessa de novos encontros. Foi nesse clima intimista e estimulante que conversamos com Francisco Spadoni, da Spadoni & Associados Arquitetura. Fundado em 1996, quando nosso convidado voltou de Paris após trabalhar com Kenzo Tange, o escritório é liderado por Spadoni e Tiago de Oliveira Andrade, e participa regularmente de concursos de arquitetura no Brasil e no exterior, obtendo êxito em diversos deles. Seus projetos caracterizam-se pelo enfrentamento dos problemas e complexidades em diversas escalas, sempre com um ponto de vista reflexivo e crítico. Além da atuação na prática projetual, Spadoni traz a experiência como docente e pesquisador, atuando no Departamento de Projeto da FAU/USP e coordenando a Pós-Graduação em Projeto de Arquitetura. Também professor da Mackenzie em São Paulo, participou em diversas instituições nacionais e internacionais como conferencista ou professor convidado, como a IUAV Veneza, QAM Montreal, Politécnico de Milão, ESAP Portugal, FADU Buenos Aires e UDLAR Montevidéu. Seu trabalho já foi reconhecido em diversos prêmios de arquitetura, como o Parque da Vitória, Brasil, em 2007; Porto Olímpico, Rio de Janeiro, em 2011; e Centro Cultural SESC em 2014, mesmo ano de seu projeto para o Centro Paula Souza recebe o Prêmio APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) como Obra Referência do Ano. A Revista Monolito lançou uma edição especial, número #22, dedicada ao seu trabalho em 2014. Spadoni compartilha com a gente sua experiência como estudante, o trabalho conjunto com seus colegas de graduação – todos nomes de referência na crítica e na produção arquitetônica nacional -, seus métodos de trabalho, sua dedicação aos concursos e muitas outras experiências pessoais, que, em conjunto, sensibilizam seu fazer arquitetônico e deixam claro sua paixão pela profissão, exercida nas diferentes frentes de trabalho ao alcance do arquiteto. Conversa imperdível! Bom proveito e até a próxima! Dicas e comentados no episódio:
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| Arquicast Especial – Resultado da 1º Etapa do Concurso Senac BH | 12 Apr 2021 | 00:41:43 | |
Estamos aqui para mais um episódio da série ARQUICAST ESPECIAL. Desta vez, para apresentarmos os resultados da primeira etapa do concurso de Arquitetura SENAC BH. Com apoio e coordenação do Instituto dos Arquitetos do Brasil, o objetivo das propostas avaliadas era propor a requalificação do complexo de edifícios SENAC BH, estabelecendo um diálogo entre as unidades existentes e o entorno do Hipercentro de Belo Horizonte. Este episódio, diferente dos demais que fizemos, apresentará uma visão do processo em andamento, e será bem interessante para que vocês conheçam de forma mais abrangente como se dá a condução de um concurso de arquitetura e urbanismo no Brasil. Participam hoje desse especial o júri e a coordenação do concurso, para que possamos conhecer a aplicação dos critérios de seleção, a opinião dos membros do júri, e também para que se possa apontar quais são as expectativas para a Etapa 2, fase final do concurso que se encerrará em maio desse ano. Participam:
Escutem, divulguem para os colegas e claro, acompanhem o desenvolvimento do concurso! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast 131 – Pritzker 2021: Lacaton & Vassal | 05 Apr 2021 | 01:30:49 | |
Chegou o momento de falar sobre a principal premiação da área de arquitetura, o Prêmio Pritzker 2021. Como é de costume, dedicamos um episódio inteiro para conversar, conhecer e refletir sobre os ganhadores, sobre o conjunto de sua obra e sobre a justificativa do júri. E abordamos a conversa através de uma visão sempre ampliada, ponderando também sobre a história da premiação e as possíveis agendas por trás de um conjunto, nem sempre coeso, dos antigos laureados. Quem nos ajuda nessa enriquecedora empreitada são os arquitetos Bruno Sarmento e Caio Dias. Os premiados de 2021 são os franceses Anne Lacaton e Jean-Philippe Vassal, da Lacaton e Vassal. Josep Maria Montaner, crítico de arquitetura, descreve o trabalho da dupla como uma continuidade do racionalismo e princípios modernistas, já que permanecem fiéis aos aspectos sociais da modernidade pela sua posição ética e radical. Nas palavras do júri do Prêmio Pritzker, os arquitetos refletem o espírito democrático da arquitetura. A premissa sociológica talvez seja a característica mais marcante do escritório, pois é dela que partem decisões iniciais definidoras de seus projetos. A observação profunda das dinâmicas existentes no contexto de cada projeto, contemplando as diversas dimensões de interação possíveis, como as culturais, econômicas, espaciais e materiais, é que permite aos arquitetos tomar partido pela não demolição, pela não construção, pelo reaproveitamento e pela abordagem cirúrgica no escopo de suas intervenções. E justamente esse diferencial de sua obra, que faz da finalidade social e ambiental parâmetro fundamental e primeiro, em detrimento, inclusive, de intenções plásticas e estéticas, que se destoa dos demais laureados pela premiação, em anos anteriores. Apesar do prêmio não ter por intenção a indicação de tendências, é razoável imaginarmos que há alguma mensagem por trás de seus resultados. Ainda mais ao pensarmos que, historicamente, o Pritzker é associado a valorização da arquitetura enquanto uma arte e que, por esse motivo, precisava de uma premiação que trouxesse a mesma visibilidade encontrada nos eventos de celebração dos demais segmentos artísticos, como as artes plásticas. Uma arquitetura que, como nos relata Bruno Sarmento, é mais difícil de ser consumida enquanto imagem, precisa ser explorada sem superficialismos e sem preconceitos. E é um pouco esse exercício que fazemos nesse papo informal, mas bastante elucidativo. Para saber mais a composição do júri, os bastidores da escolha e dos procedimentos de decisão, além de conhecer mais sobre essa abordagem tão peculiar, nos acompanhe neste episódio! Bom proveito e até a próxima! Apoio: clique aqui para acessar a página do concurso! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com Assine o feed: iTunes | Android | Feed
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep05): BIM e o Mercado de Trabalho | 29 Mar 2021 | 00:55:51 | |
Neste episódio especial, voltamos a falar sobre a tecnologia que vem mudando a rotina dos escritórios e a maneira de se pensar o projeto e a obra. Estamos falando do BIM, sigla usada para Building Information Model. Mais do que um software, o BIM representa todo um conceito sobre como representar, modelar e gerenciar uma construção, levando em consideração diferentes dimensões e parâmetros de qualidade na concepção de um edifício e de seu posterior uso, como, por exemplo, o projeto arquitetônico, orçamento da obra, gerenciamento de processos, desempenho térmico e impacto ambiental dos materiais e de sua aplicação. O pensamento projetual através do BIM precisa ser implantado desde as ideias iniciais e é melhor empregado quando influencia toda a cadeia de tomadas de decisão que configura o projeto, incluindo análises pós-ocupação. Mas, apesar da comprovada eficiência do sistema, sua implantação e adoção pelos escritórios de arquitetura, assim como por empresas que prestam serviços complementares ao desenvolvimento de projetos na construção civil, tem se mostrado gradual e, muitas vezes, sofre com certa resistência à mudanças nos hábitos de trabalho das equipes. Neste sentido, convidamos o arquiteto Luiz Augusto Contier, da Contier Arquitetura, para dividir sua experiência pioneira na implantação do BIM e no uso do Revit no Brasil. Além dele, nosso outro convidado, Ricardo Bianca, arquiteto e especialista Técnico da Autodesk para Arquitetura, Engenharia e Construção, nos ajuda a vislumbrar oportunidades e desafios de um mercado que tem no dinamismo tecnológico e na inovação duas de suas principais características. Dentre os assuntos conversados, Contier traz em sua fala o ponto de vista de quem optou por uma mudança radical na sistemática de trabalho, definindo o BIM como processo central do desenvolvimento dos projetos de seu escritório há mais de uma década. Naquela época, não havia no mercado profissionais especialistas em BIM, como parece ser tendência atualmente. Pelo contrário, sua equipe precisou aprender na prática mesmo, o que fez do escritório uma referência no uso do BIM e dos diferenciais que ele permite imprimir em projetos complexos, quando é bem aproveitado. Outra questão fundamental, a adoção da tecnologia implica um investimento por parte dos escritórios, nas licenças de uso de softwares compatíveis necessários à execução plena do sistema. O que não é novidade para os escritórios em geral, no uso de tecnologias mais tradicionais de desenho arquitetônico. Ainda assim, programas piratas não são incomuns e acabam afetando a forma como as empresas oferecem seus serviços aos escritórios e sua capacidade de inovação e melhoria dos produtos. Muita informação, dicas de uso e tendências voltadas ao universo projetual do BIM estão a um clique de distância! Bom proveito e até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 222 – Arquitetura e Cinema: O Fabuloso Destino de Amélie Poulain | 25 Mar 2024 | 01:11:16 | |
Imagine-se vagando pelas ruas encantadoras de Paris, imerso em uma paleta de cores vibrantes e narrativas poéticas. Este é o universo visualmente deslumbrante de “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”, um filme que captura não apenas os corações dos cinéfilos, mas também o olhar atento dos apreciadores de arquitetura. No episódio de Arquitetura e Cinema do Arquicast sobre esse clássico contemporâneo, tenta-se desvendar as complexidades arquitetônicas que moldam o cenário onde a história de Amélie se desenrola. Paris é muito mais do que apenas o cenário onde a história se passa; é um personagem por si só. Das ruas sinuosas de Montmartre às paisagens urbanas de Montparnasse, a habilidade do diretor Jean-Pierre Jeunet em capturar a essência arquitetônica da cidade é notória. A estética peculiar e pitoresca das ruas, com seus cafés charmosos e fachadas coloridas, oferece um pano de fundo perfeito para as aventuras de Amélie. A arquitetura em “Amélie Poulain” é uma ferramenta narrativa, visto que os espaços arquitetônicos refletem os estados de espírito das personagens. Das escadas estreitas do apartamento de Amélie à atmosfera nostálgica da loja de fotografia de Nino, cada espaço é meticulosamente projetado para contar uma história por si só, criando uma sensação de intimidade e familiaridade para o público. A paleta de cores vibrantes é um dos aspectos mais marcantes do filme, entre o vermelho ardente dos cabelos de Amélie e o verde suave das janelas de Montmartre, cada cor evoca uma emoção distinta e contribui para o visual cativante do filme. Mais do que simplesmente decorativo, o uso das cores desempenha um papel crucial na imersão do espectador na jornada de Amélie. “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” transcende o status de mero filme para se tornar uma obra de arte cinematográfica passados vinte anos, especialmente pela sua profunda ressonância emocional, motivo do seu impacto duradouro na cultura cinematográfica. Participe dessa conversa escutando o episódio, e descubra novas formas de apreciação desse clássico. Dicas do Episódio:
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| Arquicast 130 – Entrevista: Archademy | 22 Mar 2021 | 00:51:08 | |
Para arquitetos e arquitetas que optam por ter seu próprio escritório de projeto, há a necessidade de desenvolver habilidades pouco exercitadas na graduação e pouco associadas à figura do profissional criativo e disciplinarmente focado no objeto a ser construído. O sucesso de uma decisão profissional como esta muitas vezes está mais relacionado à capacidade de encarar o escritório de arquitetura como uma empresa, traçando planos para seu crescimento, do que na genialidade com que soluciona problemas de projeto. Estamos falando exatamente daquele diferencial que ninguém te ensina na faculdade, mas que fará a diferença entre você viver bem de arquitetura, ou simplesmente pagar as contas do escritório. A boa notícia é que alguns negócios da nossa área focaram exatamente em oferecer suporte logístico e complementação de conteúdo para ajudar os escritórios a prosperarem e para fazer do arquiteto autônomo um profissional mais completo e com independência financeira. É o caso da Archademy, aceleradora de negócios na área de arquitetura e design e que tem como sócios, curiosamente, o engenheiro Raphael Tristão e a advogada Anna Rafela. E são eles que conversam hoje com a gente! Talvez por não serem da área de arquitetura tenham conseguido olhar para o mercado com um pragmatismo que costuma faltar aos recém ingressados no campo. Perceberam a possibilidade de investir em uma potencial demanda de escritórios de pequeno porte, voltados à projetos de interiores e reformas, com enorme capacidade de movimentação econômica na indústria da construção civil, mas prejudicados por uma desarticulação da própria cadeia produtiva, e também pela ausência de conhecimento voltado ao gerenciamento empresarial. E é neste sentido que a dupla estruturou a Archademy, gerando troca de experiências e criando oportunidades entre os diferentes atores deste complexo universo profissional. Os sócios descrevem a estruturação do negócio a partir de três dimensões: estática, dinâmica e digital. A estática diz respeito à oferta do suporte físico de ambientes de trabalho e troca de experiências, e onde se consolida a logística de uma comunidade de arquitetos com acesso a serviços e oportunidades exclusivos. A dimensão dinâmica ganha forma através da promoção de eventos em diferentes cidades, em todo o país, e que já conta com um calendário anual de robusta programação e conteúdo. Naturalmente, a pandemia atual forçou modificações neste formato. E o terceiro pilar, o digital, se organiza através da plataforma online de educação, a qual traz cursos e palestras com nomes de referência na área. Ficou curioso? Escute esse bate-papo inspirador e tenha uma nova visão sobre escritórios de arquitetura. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com Assine o feed: iTunes | Android | Feed
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| Arquicast Especial – Atualizações sobre a UIA2021RIO | 15 Mar 2021 | 00:33:08 | |
O Arquicast de hoje vai atualizar você sobre as novidades do maior evento internacional de arquitetura: o 27º Congresso Mundial de Arquitetos que acontecerá no Rio de Janeiro em julho deste ano. Programado inicialmente para ocorrer em 2020, o congresso teve de ser adiado em função da pandemia e muita coisa mudou de lá pra cá. Os desafios trazidos pelo distanciamento social e as limitações impostas pelos diferentes países forçaram a organização do evento a se reinventar. Vamos entender melhor como eles estão se preparando pra isso, e o que você precisa saber para participar, ainda que remotamente. Participa do episódio Elisabete França, coordenadora do Comitê Científico da UIA 2021 Rio. INSCREVA-SE PARA A SEMANA ABERTA | MARÇO 22 A 25 | FRAGILIDADES E DESIGUALDADES | clique aqui! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 129 – Entrevista: Nelson Kon | 08 Mar 2021 | 01:16:20 | |
Nas palavras de Eduardo Costa e Sonia Milani, este arquiteto “se consolidou como fotógrafo de arquitetura e é, hoje, sem dúvida, um dos poucos que conseguem traduzir em imagens as palavras, desenhos e conceitos de arquitetos, em especial daqueles com quem comunga ideias”. O Arquicast desta semana, mais um da série de entrevistas, traz toda a experiência do arquiteto e fotógrafo Nelson Kon, num bate-papo de rara honestidade e acesso às vivências pessoais deste grande artista brasileiro. Arquiteto e também dedicado à fotografia, além de admirador do trabalho de Nelson, Manuel Sá nos acompanha na conversa e nos ajuda a compreender o que faz de Nelson Kon uma referência para diferentes gerações de arquitetos e fotógrafos em todo o mundo. Formado na FAU USP em 1983, trouxe a discussão sobre a fotografia como linguagem já nos tempos de estudante. Profissional consagrado, suas fotos ajudam na construção da imagem de diversas revistas, sites especializados e perfis de grandes arquitetos, que confiam no seu apuro técnico e sensibilidade. Inclusive, livros emblemáticos da bibliografia de qualquer arquiteto brasileiro trazem nas capas das primeiras edições o olhar atencioso de Nelson, como, por exemplo, “Lições de Arquitetura”, de Herman Hertzberger e “Complexidade e Contradição em Arquitetura”, de Robert Venturi. O ingresso na faculdade de arquitetura foi evento que aconteceu quase naturalmente para Nelson, pela influência da prática profissional de seu pai. O fotógrafo nos conta que não nutria um afeto especial pela arquitetura, sendo esse afeto construído ao longo do curso e dentro do laboratório de fotografia. O processo de revelar as fotos, ainda no modo analógico, com uma temporalidade própria, foi, em grande parte, responsável pelo seu encantamento com a fotografia e pelo grande tempo despendido na sala escura de revelação, superando em muito o tempo que como aluno dedicava às pranchetas das disciplinas de ateliê. Antes de se formar, Nelson já havia definido que iria trabalhar como fotógrafo de arquitetura. Com uma visão crítica e consciente do papel da imagem na construção de narrativas dominantes em nosso campo, Nelson comenta sobre a evolução do ato de fotografar como um ato ideológico, opinativo, na medida em que se coloca a favor de alguma linguagem, destaca voluntariamente alguns atributos específicos de uma determinada visão do espaço e da arquitetura. Foi assim na bem-sucedida relação entre a fotografia e o Movimento Moderno, e é assim até hoje. Com uma franqueza marcante, Nelson questiona a responsabilidade dos registros arquitetônicos na consagração de obras e autores, assim como seu papel no resgate de arquitetos muitas vezes esquecidos pela historiografia oficial. Dentre os muitos assuntos conversados, o artista compartilha com a gente sua visão sobre a profissão, seu conhecimento técnico, além de experiências pessoais, como a influência de seu trabalho como fotógrafo na apreciação e reconhecimento do legado de seu pai, o arquiteto João Kon. Fala ainda sobre as dificuldades e oportunidades em ter sido pioneiro num campo de atuação profissional que hoje se encontra consolidado, e sobre a sua reconhecida resistência às redes sociais como forma de divulgação de seu trabalho. Para saber mais, acesse nosso site e se prepare para vários minutos de muita informação e entretenimento! Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Dicas do Episódio:
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep04): Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social (ATHIS) | 01 Mar 2021 | 00:42:34 | |
“Só ficou elefante branco, não ficou nada de bom.” (Luis Fernando Pereira) Hoje é dia de mais um episódio especial, preparatório para a UIA2021RIO EXPO. Vamos falar sobre Assistência Técnica para Habitação de Interesse Social, a ATHIS. Mais do que entrarmos nas suas questões legais, abordaremos o tema a partir das experiências de dois grupos que atuam nesse segmento, estamos falando do Coletivo Arquitetos da Favela e da empresa ATOS Colaborativos. A lei de assistência técnica é um instrumento de planejamento e transformação legal que poderia aproximar a prática de arquitetura e urbanismo das pessoas e dos lugares onde sua ausência é mais sentida: nos bairros em territórios fragilizados. Dessa forma, auxiliaria no acesso à moradia digna e orientaria melhores práticas para que os recursos fossem utilizados de forma eficaz e precisa. Sancionada em 2008, a lei federal 11.888 é resultado direto do trabalho de Clóvis Ilgenfritz da Silva, pioneiro na defesa da Assistência Técnica pública e gratuita para as habitações de interesse social. Seu trabalho foi fundamental para orientar o foco da discussão sobre moradia para uma população desassistida por décadas. Mas, para que a aplicação da lei seja de fato efetiva, são necessárias as regulamentações municipais, prevendo-a na dinâmica de planejamento orçamentário e urbano das cidades. Basicamente a ATHIS se apoia em três grandes iniciativas, que é o diagnóstico participativo, a importância da capacitação no canteiro de obras e as estratégias para a viabilização financeira das ações. É fundamental que esse debate se torne prioritário na esfera acadêmica, através de projetos de pesquisa e extensão, para que novos métodos sejam desenvolvidos e convertidos em uma visão atualizada dos problemas urbanos que tangem as estruturas do habitar. A arquiteta Ana Paula Luz, fundadora e coordenadora da Atos Colaborativos, conta que iniciou seus trabalhos pela vontade de oferecer à sociedade um trabalho qualificado, mas que também pudesse ser devidamente remunerada pelo seu ofício. Para isso, elaborou oficinas com estudantes, criando mais uma fonte de recurso para as obras, além dos investimentos de apoiadores locais. Os valores arrecadados eram destinados diretamente para as reformas, que tinham um processo minucioso de escolha das famílias a serem atendidas. Representando o Coletivo Arquitetos da Favela, participaram do episódio o arquiteto Eric Alves Gallo, também co-fundador do Urbanistas nas Ruas, e o aluno Luis Fernando Gomes Pereira, estudante de arquitetura e urbanismo na Santa Úrsula, Rio de Janeiro. Ambos nos apresentaram um olhar diferente do “olhar estrangeiro” quando o assunto é atuar nas favelas, Luis Fernando descreve seu aprendizado do ponto de vista do morador, filtrando e transformando sua breve experiência acadêmica pela sua vivência cotidiana, e nos revela a imensa satisfação em compartilhar isso com os demais alunos no ambiente de ensino. Do outro lado, ficou evidente que para atuar em uma realidade que não é a sua, a escuta ativa se torna fundamental para a compreensão dos problemas, dos desejos e dos anseios de uma população sem acesso aos seus direitos básicos constitucionais. A construção de um olhar técnico renovado só é possível a partir da consolidação de novos processos de ensino e aprendizado em arquitetura no Brasil. As estruturas curriculares atuais, que foram sedimentadas pela cultura de um saber técnico secular, não devem ser descartadas em busca de uma nova ordem, claro, mas poderiam ser transmutadas por práticas advindas da colaboração, empatia e inovação. Eric Gallo enfatiza a necessidade de uma comunicação que alcance outros grupos, para além da “bolha” dos estudantes e profissionais já interessados em ATHIS. Esse movimento exigirá a inserção de novos propósitos para a prática da assistência técnica, que talvez possam ser revelados pela potência econômica que é o mercado da construção que diariamente opera nessas localidades, ou mesmo que a ATHIS estimule novos modelos de negócios, da profissionalização da mão de obra até programas de financiamento específico para esse segmento, com aliados da indústria da construção civil. Sem dúvida há grandes oportunidades para que a assistência técnica extrapole seus objetivos primários, claro, sem perder de vista a ideia de vivermos em cidades mais justas. Esperamos que a experiência do Congresso UIA2021RIO possa trazer muitas reflexões, através dos olhares externos dos convidados e palestrantes com experiências de grande valor, assim como proporcionar o despertar para a importância de um olhar imerso na vivência cotidiana dessas localidades, culminando em uma grande revisão do papel da Arquitetura e Urbanismo no Brasil para esse novo milênio. Não deixe de ouvir aqui no link, e até a próxima! Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo). Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 128 – Paisagismo e Arquitetura Paisagista | 22 Feb 2021 | 00:43:31 | |
Atualmente, um dos campos mais promissores para quem trabalha com projetos é aquele que envolve o planejamento das áreas livres, naturais e urbanizadas, que fazem parte da paisagem das cidades. O frágil equilíbrio dos sistemas hídricos urbanos e as consequências sociais da crise climática mundial são exemplos em larga escala dos impactos que a ausência de uma consciência sobre a importância dos ecossistemas naturais tem para a qualidade de vida nas cidades. E é neste sentido que devemos olhar com atenção para o papel do Projeto Paisagístico e da Arquitetura Paisagista. No episódio de hoje, convidamos dois profissionais com formações diferentes, mas complementares, para nos ajudarem a entender que o projeto da paisagem vai muito além da composição de jardins e pode, de fato, contribuir para um futuro urbano ambientalmente mais equilibrado e socialmente mais justo. Nossos convidados são a arquiteta e urbanista carioca Lucia Costa, doutora em Paisagismo pela University College, em Londres, e uma das fundadoras do Mestrado Profissional em Arquitetura Paisagista, no PROURB-UFRJ; e o arquiteto paisagista português Ricardo da Cruz e Sousa, mestre em Arquitetura Paisagista pela Universidade da Califórnia, em Berkeley, e doutorando em Urbanismo pelo PROURB-UFRJ. De uma forma geral, as disciplinas de Paisagismo e de Arquitetura Paisagista envolvem a concepção, elaboração e execução de intervenções na paisagem, através do projeto e do planejamento, em diferentes escalas e abordagens. A origem da profissão remete ao final do século XIX, quando, inspirado na tradição inglesa, Frederick Law Olmsted realiza nos Estados Unidos projetos de grandes parques públicos como solução para os problemas ambientais das cidades industriais. Mas, como Lúcia faz questão de frisar, o campo do projeto paisagístico sempre se mostrou bastante dinâmico, constituindo hoje um universo disciplinar diferente daquele de quando se formou. Neste sentido, novas temáticas e tecnologias vem ampliando a forma de se compreender e atuar sobre a paisagem, modificando inclusive o próprio conceito, o qual transita em distintos domínios disciplinares como arquitetura, geografia, engenharia, entre outros. Embora sejam ambas disciplinas projetuais que tem a paisagem como objeto de estudo e intervenção, há diferenças na formação e no escopo profissional que cabe ao paisagista e ao arquiteto paisagista respectivamente. A formação em Paisagismo no Brasil está contemplada, desde os anos 30 aproximadamente, nas graduações de Arquitetura e Urbanismo, de Agronomia e em algumas Engenharias. Há um único curso específico de Paisagismo oferecido pela Escola de Belas Artes, na Universidade Federal do Rio de Janeiro desde os anos 70; além de um mestrado profissional pela mesma universidade. As ênfases disciplinares variam de acordo com a graduação, mas, no que se refere à arquitetura, o Paisagismo teve grande influência das figuras de Roberto Burle Marx e Rosa Grena Kliass, os quais, em diferentes contextos e coerentes com seu tempo, trouxeram para a práxis do paisagismo a contribuição de interdisciplinaridades como a Botânica e a própria Arquitetura, no caso de Burle Marx; e a Geografia, Hidrologia e Climatologia, no que se refere à prática projetual de Rosa Kliass. Já a Arquitetura Paisagista é um campo profissional não regulamentado no Brasil, não havendo uma graduação específica para este fim. Portugal é um país com tradição na disciplina e já conta com quase 80 anos de prática profissional. O curso, que é uma graduação separada da Arquitetura, tem em suas origens a influência da escola alemã Landshaft, orientada ao ordenamento territorial e às ciências agrárias; e foi incialmente implantado como uma especialização dentro da graduação em Engenharia Agrônoma. Ao tornar-se um curso autônomo, a Arquitetura Paisagista manteve a ênfase disciplinar baseada nas ciências naturais, associando-as às técnicas e instrumentos das artes clássicas aplicadas ao projeto. Assim como o Paisagismo, é um campo com grande abrangência de escala, ocupando-se tanto de intervenções em pequenos jardins residenciais, quanto projetos para grandes ecossistemas urbanos de domínio público. Esta amplitude de atuação e o domínio científico dos sistemas ambientais aplicados ao projeto fazem do arquiteto paisagista um profissional de extrema relevância para o desenvolvimento consciente e sustentável do complexo meio ambiente urbano em que vivemos. Para saber mais sobre estas duas profissões e aprender sobre os projetos de referência em cada campo escuto o episódio! Bora ouvir! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep03): Bora na Obra | 15 Feb 2021 | 00:42:22 | |
Um dos grandes desafios para aqueles que ingressam no mercado de projetos de arquitetura é o pouco conhecimento de como esse mercado funciona. Além das dificuldades naturais de todo negócio em estágio inicial, há um sentimento de despreparo por parte dos arquitetos e arquitetas no que tange à realidade do canteiro de obra e todo o passo-a-passo que envolve tirar um projeto do papel e torná-lo concreto. Pode parecer estranho para profissionais de outros campos, mas o fato é que arquitetura é uma atividade bastante complexa e a graduação apenas introduz o aluno neste universo, sendo necessária uma aprendizagem continuada para exercer a profissão nas suas diferentes frentes, de forma eficiente e ética. Mas calma, ninguém está sozinho! Pensando nessa demanda e partindo da própria experiência em montar e sustentar um escritório é que o casal Rafaella e Alex Brasileiro idealizou o Bora na Obra, uma empresa de atividade plural, presente em diferentes plataformas, mas todas com o objetivo de facilitar o cotidiano de quem quer não só projetar, mas executar arquitetura! Esse é mais um episódio especial que antecede o evento da UIA2021RIO. Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo) Até a próxima! Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast Tecnologia 004 – Casa Inteligente | 12 Feb 2021 | 00:48:01 | |
Oferecimento: Positivo Casa Inteligente O novo episódio da série Arquicast Tecnologia trata de um assunto que há pouco tempo estava apenas no reduto dos aficionados por tecnologia, ou mesmo nos corredores das instituições de pesquisa e desenvolvimento. As conhecidas “smart homes” ou “casas inteligentes” são, agora, uma realidade bastante acessível. É notório que com a popularização dos smartphones e a melhoria do acesso à internet – ainda que para as camadas mais privilegiadas – diversos gadgets surgiram na esteira da conectividade. A casa inteligente é aquela que melhor atenderá uma geração que já nasceu conectada e que passa mais tempo em casa. Funcionalidades até então complexas ganharam novas formas de aplicação versáteis e bastante práticas. Segurança, sistemas de iluminação, conforto e comodidade agora estão literalmente na palma da mão, em um clique no seu celular! Para falar um pouco sobre essas novas possibilidades participam da conversa os arquitetos Lucas Shinyashiki e Franco Faust do SOLO Arquitetos, além de José Ricardo Tobias, responsável pela Positivo Casa Inteligente. O conceito de Casa Inteligente vem de outro paradigma tecnológico da contemporaneidade, o da Internet das Coisas (IoT), que objetiva equipar utensílios da vida cotidiana para se conectarem à uma rede de comunicação. Pensar em uma casa inteligente, portanto, é pensar em soluções controladas digitalmente, através da internet, facilitando o dia a dia dos usuários. Para o campo da arquitetura, o avanço tecnológico voltado à automação dos ambientes influenciou não apenas as possibilidades de especificação, mas também o próprio processo de projeto, muitas vezes simplificando procedimentos de execução. Para saber mais sobre desenvolvimento de casas inteligentes e sobre os produtos mais recentes já disponíveis no mercado, escute aqui o episódio e acesse a página da campanha de iluminação da Positivo Casa Inteligente. Até a próxima! Oferecimento:
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| Arquicast 127 – Entrevista: Gabriela de Matos | 08 Feb 2021 | 00:51:08 | |
Nosso mais novo episódio retoma a série de entrevistas em grande estilo. Nossa convidada foi eleita em 2020 “Arquiteta do Ano” pelo Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento do Rio de Janeiro, e é uma das palestrantes convidadas para o 27 Congresso Mundial de Arquitetos, promovido pela UIA2021 RIO. Formada em Arquitetura e Urbanismo pela PUC-MG, especialista em Sustentabilidade e Gestão do Ambiente Construído pela UFMG e cursando o mestrado na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas na USP, a jovem arquiteta se destacou pelo importante trabalho à frente do projeto Arquitetas Negras, que desde 2018 mapeia a produção arquitetônica de mulheres negras no Brasil. Reforçando sua dedicação ao tema da igualdade racial e de gênero, ela ainda assina o editorial do livro Arquitetas Negras vol.1, vencedor do prêmio IAB-SP na categoria Publicações de Arquitetura, em 2019. Como se não bastasse, a arquiteta acumula o cargo de vice-presidente do IAB-SP na atual gestão e é sócia-fundadora do escritório Brandão de Matos, desenvolvendo projetos e consultorias desde 2014. Conversamos com a polivalente Gabriela de Matos! A busca por uma formação mais humanista e inclusiva tornou-se um objetivo mais claro para a arquiteta após a conclusão de sua graduação, na prestigiada faculdade particular da capital mineira. Foi o exemplo de pessoas que passou a conviver nos anos iniciais como recém-formada, em grupos voltados a valorização da cultura negra, que, talvez indiretamente, tenha assimilado a necessidade de assumir a luta por igualdade racial como um propósito também profissional. Não que já não fosse consciente do racismo. Como ela mesma aponta, todo negro nasce sabendo o que é ser discriminado. Mas nesses grupos e em sua produção cultural encontrou uma oportunidade de exercitar a voz que não teve na graduação. Foi quando percebeu o ambiente “embranquecido”, em suas palavras, em que estudava, ainda que não tivesse sofrido diretamente nenhum tipo de preconceito por parte dos colegas estudantes e dos professores. Esta parece ser uma questão fundamental nessa discussão: ao nos acostumarmos à ausência de diversidade social, passamos a não enxergar os mecanismos de exclusão que sustentam, algumas vezes não intencionalmente, os ambientes que frequentamos e a toda nossa formação. A arquitetura, neste sentido, é considerada um campo profissional elitista e reprodutor de uma cultura de distinção, como se determinados perfis fossem mais habilitados a exercer a atividade do que outros. Tanto que Arquitetura e Urbanismo é um dos cursos com menor presença de negros, perdendo apenas para Medicina (fonte). O que ocorre é que essa habilidade “natural” provém da valorização de um conhecimento intelectual pouco acessível a camadas sociais mais pobres ou culturalmente distantes das referências teóricas e projetuais que autorizam esse saber. Ou seja, a manutenção da cultura dominante sobre o fazer arquitetônico exclui, de partida, a contribuição e a produção plural de grupos sociais vulneráveis dentro da atual realidade urbana brasileira, o que significa menos espaços para negros, mulheres e classes sociais mais baixas. Para saber mais sobre a história de vida e sobre o ponto de vista de Gabriela sobre estas questões, escute todo o episódio. Temáticas sérias e urgentes, mas trazidas com leveza e empatia neste bate-papo necessário. Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast Especial – Arquitetura e Cinema: NEW LIFE S.A. | 29 Jan 2021 | 00:50:04 | |
O primeiro filme brasileiro a fazer parte da nossa série Arquitetura e Cinema, New Life S/A é também a estreia do diretor recifense André Carvalheira na direção de longas-metragens. O roteiro foi originalmente pensado por André para abordar a especulação imobiliária na cidade do Rio de Janeiro. Mas entre o argumento inicial e a oportunidade de realização do filme, André mudou-se para Brasília e a cidade passou a ser objeto de interesse e de escrutínio do olhar poético do diretor. A construção e a venda do condomínio residencial New Life S/A são o pano de fundo desconcertante que nos permite olhar para a produção da cidade com olhos bem abertos. Participam da conversa o próprio diretor, e a jornalista especializada em cinema, Janaina Pereira. A questão imobiliária já havia sido abordada por André em outros projetos, mas a cidade de Brasília trouxe certa inquietação para o diretor, pela expansão urbana desenfreada e desigual, tão visível para quem habita a cidade para além do cartão-postal. A capital, que conta a história do projeto modernista brasileiro idealizado e tornado real pelos traços de Lúcio Costa e Oscar Niemeyer, também revela a realidade de uma geografia social frágil e distante da imagem de um país comprometido com o progresso. O arquiteto retratado no filme é visto inicialmente como um profissional idealista, que carrega certa utopia e desejo de mudança, sendo uma personagem fundamental para a trama, assim como políticos e empreiteiros. Sua inocência inicial, entretanto, não o impede de participar de esquemas escusos e jogos de poder tão habituais nas grandes cidades, especialmente naquelas que concentram influência política e econômica como Brasília. Naturalmente, o ambiente político da capital permeia todas as ações que se dão no campo ampliado da arquitetura e da construção civil, e toda uma hierarquia social se faz presente na tensa relação entre os diferentes personagens: arquiteto, pedreiros, mestre de obras, engenheiros e até publicitários. Na busca de viabilizar a construção de um condomínio residencial de alto padrão, problemas com remoções e invasão de áreas de preservação trazem para a cena profissionais envolvidos nas diferentes instâncias administrativas responsáveis pela liberação de projetos e pelo próprio planejamento do território. E, neste momento, o arquiteto passa a ser apenas mais uma peça do quebra-cabeça, envolvendo políticos influentes e poderosas figuras do judiciário. O cliente é o personagem que menos interessa nesta história. É um enredo bastante familiar para brasileiras e brasileiros, mas causa incômodo a naturalidade com que aceitamos o desenrolar da história. Usando de uma narrativa sarcástica a fim de enfatizar este desconforto, o diretor acerta em cheio ao desmitificar a imagem do arquiteto como o gênio criativo, colocando-o num lugar de crise necessário para a reflexão sobre nosso papel na construção deste contexto desigual e excludente. A desigualdade social e econômica marca presença nas relações de trabalho no canteiro de obra, nas relações familiares simuladas na produção publicitária do empreendimento, no contexto urbano onde está inserido o condomínio. E em todos estes momentos está presente também uma arquitetura e um modelo de cidade que colaboram para esta realidade. Muitas outras nuances são debatidas no filme, por isso não deixe de assistir e depois vir conversar com a gente. Bom cast e até a próxima! Parceria de divulgação:
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| Arquicast 126 – 100 anos do Instituto de Arquitetos do Brasil | 25 Jan 2021 | 00:57:47 | |
Este ano o IAB (Instituto de Arquitetos do Brasil) completa 100 anos, mais precisamente em 26 de janeiro. A comemoração dessa importante data iniciou ano passado com a exposição “Instituto de Arquitetos do Brasil, Rumo ao Centenário”, no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro, apresentando uma linha do tempo com os fatos marcantes da história da instituição, dentre eles o 1º Congresso Pan Americano de Arquitetos em Montevidéu no Uruguai em 1920, que foi um marco para a criação do instituto no ano seguinte. Desde os primeiro anos o IAB trabalhou na divulgação da arquitetura, com a realização de concursos de projeto, participação em diversos movimentos artísticos, políticos e sociais nas décadas seguintes, sempre com a preocupação em aprimorar, divulgar e defender o exercício profissional. De lá para cá muita coisa mudou no planeta e na sociedade, cada vez mais indicando a urgência da consolidação da classe perante aos desafios do novo milênio. Para contar um pouco dessa história e também apontar caminhos para o futuro do IAB no Brasil, participam do programa a arquiteta e urbanista Maria Elisa Baptista, primeira mulher e atual presidente do IAB nacional, e o arquiteto Luiz Eduardo Sarmento, atual diretor de cultural do instituto. UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast 221 – Entrevista: Arquitetos Associados | 11 Mar 2024 | 01:24:38 | |
Hoje estamos aqui pra conhecer o trabalho de um escritório com sede nos morros das Minas Gerais. Baseados em Belo Horizonte, o escritório busca respostas adequadas e inovadoras para os problemas contemporâneos da arquitetura e das cidades brasileiras. São vencedores de diversos concursos nos últimos 25 anos, ganhadores de inúmeros prêmios nacionais e internacionais das mais renomadas instituições no mundo, além de estarem presentes em muitas (mesmo!) publicações dentro e fora do país, o que atesta a importância do trabalho dessa equipe, que nos dá o privilégio de conversar e entender um pouco mais dos seus processos internos. | |||
| Arquicast 125 – Livros Clássicos: Aprendendo com Las Vegas | 18 Jan 2021 | 01:10:57 | |
Para começar o ano de 2021, trazemos um livro dos mais importantes da história e da crítica em arquitetura e do urbanismo. Com três autores, Robert Venturi, Denise Scott Brown e Steven Izenour, o livro traz uma curiosa abordagem a respeito de uma cidade que viu seu crescimento acontecer em prol do jogo de azar e, dizem, por um grande incentivo da máfia. Las Vegas, cidade repleta de letreiros, estacionamentos e, é claro, cassinos, serviu como a referência para os autores apresentarem um novo ponto de vista sobre a forma da cidade e os caminhos da arquitetura. UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast Especial – Concurso de Arquitetura Senac BH (IAB/2021) | 04 Jan 2021 | 00:49:01 | |
É com muito orgulho que apresentamos mais um episódio Arquicast Especial. Como vocês já sabem, o objetivo dessa série é divulgarmos ações, eventos, concursos, exposições e tudo mais que for de importante para a nossa audiência. Novamente esse especial chega com o apoio do Instituto dos Arquitetos do Brasil. Após o sucesso do concurso anterior (FÁBRICA MASCARENHAS), divulgamos hoje mais um concurso em Minas Gerais, agora em parceria com o SENAC MINAS: O Concurso de Arquitetura SENAC BH (link para as inscrições) Trata-se de um projeto para requalificar o complexo de edifícios SENAC BELO HORIZONTE, que é composto por dois edifícios localizados na Rua dos Tupinambás, os chamados “Bloco I” e “Bloco II”, ambos finalizados na década de 70.Tendo em vista o potencial do complexo, será selecionada a melhor proposta que seja capaz promover o diálogo com os contextos histórico e cultural nos quais a unidade está inserida, respeitando a configuração espacial urbana e arquitetônica do Hipercentro de Belo Horizonte. Além da atualização geral das instalações da unidade, o retrofit também visa propiciar, por meio da arquitetura, dos mobiliários e dos espaços, o conceito de anytime, anywhere learning (“a qualquer hora, em qualquer lugar, aprendendo”, em livre tradução). A biblioteca, o restaurante e o bar, funcionando como espaços de acesso livre ao público, deverão ser o elo entre o cidadão e os espaços do entorno e os espaços interiores do Senac, de forma fluida e natural. O primeiro colocado receberá R$ 70 mil; o segundo, R$ 30 mil e o terceiro, R$ 20 mil. Os responsáveis pelo anteprojeto vencedor vão desenvolver os respectivos projetos executivo de arquitetura, complementares, além da aprovação do projeto legal. O concurso tem previsão de finalização em maio de 2021. Para falar com mais detalhes sobre essa jornada, participam do programa a arquiteta e urbanista Cláudia Pires, conselheira do IAB e novamente coordenadora do concurso. Também representando o IAB, a arquiteta Taís Mascarenhas. Participam como representantes do Senac BH os arquitetos Maurici Pizzi Máximo e Ivanil Costa Junior. Escutem, divulguem para os colegas e claro, inscrevam-se no concurso! Até a próxima! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep02): O mercado da Arquitetura e da Construção em 2020 | 31 Dec 2020 | 00:38:33 | |
Como todo final de ano pede, está na hora de fazermos um balanço de como foi 2020 para o mercado de arquitetura. O ano da pandemia trouxe vários desafios e uma nova realidade com a qual o campo da arquitetura e da indústria da construção civil tiveram que lidar. Neste episódio, vamos saber um pouco mais sobre as adaptações que foram necessárias para sobreviver ao ano de 2020, e quais as expectativas do mercado para 2021. Para isso, estamos com dois convidados que entendem do assunto: Celso Rayol, arquiteto, sócio diretor da Cité Arquitetura e presidente da ASBEA do Rio de Janeiro; e Eduardo Machado, superintendente do Casa Shopping, parceiro da UIA2021RIO EXPO. Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo) Até a próxima! Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 124 – Outros Problemas da Nossa Profissão | 28 Dec 2020 | 00:54:39 | |
Como diz aquele bom ditado: “o choro é livre!”. Estamos aqui novamente, em formato de power trio, para reclamar um pouco mais e enterrar de vez as mágoas que 2020 fez questão de acentuar. Brincadeira à parte, nada melhor que uma sessão de descarrego! Para que possamos limpar de vez toda negatividade acumulada! 2021 promete e estamos aqui, acima de tudo, para nos divertirmos com as sugestões que vocês nos enviaram. Algumas são do episódio passado, mas resolvemos incluir o pessoal que também mandou e acabaram não sendo mencionados durante o programa. Deita aí no sofá, apaga luz e vem com a gente nessa meditação!
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| Arquicast Especial – Resultado do Concurso Fábrica Mascarenhas (IAB/PJF-2020) | 21 Dec 2020 | 00:40:42 | |
Saiu mais um ARQUICAST ESPECIAL, agora para fazer um balanço final do Concurso Fábrica Mascarenhas. Esse concurso – realizado através parceria entre Prefeitura Municipal de Juiz de Fora, IAB-MG e IAB nacional – foi um sopro de otimismo para reforçar a importância dos vínculos institucionais no planejamento das cidades, além de dar visibilidade à importância dos trabalhos em arquitetura e urbanismo para a sociedade. Estamos hoje aqui novamente com a coordenação do concurso, a arquiteta Cláudia Pires; com o representantes do IAB e presidente da comissão julgadora, Lucas Franco; e claro, com o vencedor, o arquiteto e urbanista Henrique W. Zulian. Aperta o play! Oferecimento: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast 123 – Sessão Terapia: os problemas da profissão | 14 Dec 2020 | 00:58:19 | |
Arquiteta e arquiteto que se preze adora falar sobre a profissão e sua importância para a qualidade de vida das pessoas. Não é pra menos! Sabemos que podemos contribuir na construção de um ambiente urbano mais justo e que nossas atitudes podem impactar diretamente o cotidiano de quem vive na cidade. Mas – e tem sempre um “mas” – não estamos livres de problemas. Ser crítico com nós mesmos e saber reconhecer nossas dificuldades é fundamental para evoluir na carreira e na vida pessoal. Essa auto avaliação pode passar por pontos dos mais pessoais – como o ego ou a maneira de se colocar para os outros – até aqueles que são base do que fazemos, como as fronteiras do nosso campo profissional. Por isso, hoje é o dia de explodir o hatch, de lavar a roupa suja, deitar no divã e refletir sobre quais aspectos de nossa postura profissional como arquitetos e arquitetas merecem mais atenção! Bora ouvir!
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| Arquicast 122 – Trabalho Final de Graduação | 30 Nov 2020 | 01:04:22 | |
O Arquicast da quinzena traz o Trabalho Final de Graduação (TFG), ou Trabalho Final de Curso (TCC), para o centro do debate. Essa famosa sigla remete a um momento muito importante na educação de todo arquiteto. Para os já formados, é uma das lembranças mais marcantes de toda a faculdade. Para o estudante, pode ser uma etapa com sentimentos conflitantes: a ansiedade pelo desafio que terá pela frente, associada ao entusiasmo de desenvolver um projeto com total autonomia. Esta etapa da formação costuma seguir um ritual que envolve incertezas, expectativas e acima de tudo muito trabalho. Além disso, um TFG bem desenvolvido pode significar uma primeira oportunidade de se apresentar para o mercado profissional, coroando o portifólio de produção acadêmica tão importante na comunicação das habilidades e personalidade do futuro arquiteto. Não por acaso, esta disciplina de projeto é objeto de concursos de alcance nacional e internacional, ajudando a refletir a qualidade do ensino de arquitetura nos diferentes contextos. Muitas faculdades dividem o percurso final do aluno no curso em duas etapas: uma teórica, focada na pesquisa bibliográfica sobre o tema, e outra projetual, onde a pesquisa é aplicada no desenvolvimento do projeto em uma situação hipotética, e na sua expressão gráfica nas diferentes etapas de detalhamento. O formato final da entrega e apresentação do trabalho pode variar bastante entre as instituições, mas normalmente conta com uma banca examinadora, composta por professores internos e convidados externos, o que torna a experiência emocionalmente desgastante para o aluno em avaliação. Apesar do desgaste, é fato que a capacidade de defender ideias frente a um público, equipe e parceiros, é uma das competências mais exigidas do arquiteto no campo profissional. E essa defesa se dá através da organização do conjunto dos documentos gráficos que traduzem o projeto bi e tridimensionalmente, mas também através da clareza e empatia com que os argumentos de projeto são oralmente comunicados pelo arquiteto. O sucesso de um projeto muitas vezes repousa, ainda, na habilidade do profissional em ouvir críticas, assimilar mudanças e reapresentar propostas mais afinadas com a expectativa e necessidade do usuário. Mas qual é o papel do TFG na formação do arquiteto? Quais os objetivos, pedagógicos e metodológicos, que devem pautar a escolha do tema e a condução do processo? Estas perguntas causam acalorados debates entre professores, alunos e acadêmicos. Não há consenso – o que não é necessariamente ruim – sobre quais objetivos priorizar: uma temática mais pragmática, voltada para a compreensão do contexto profissional em que o aluno irá atuar e uma escala que permita maior definição da materialidade e tectônica da intervenção; ou uma abordagem mais experimental, apoiada em parâmetros inovadores e visão mais holística do problema de projeto, contribuindo para o questionamento do campo profissional estabelecido. Qual o equilíbrio entre dinâmicas de conservação e inovação no processo de ensino e aprendizagem do futuro arquiteto? Para saber mais sobre expectativas e preocupações pertinentes ao tema e ouvir um pouco sobre a experiência de quem já passou por este inesquecível momento. Bom cast e até a próxima!
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| Arquicast Especial – UIA2021RIO EXPO (Ep01) | 23 Nov 2020 | 00:27:40 | |
Hoje iniciaremos mais uma série do Arquicast Especial! No centro do debate está a UIA2021RIO EXPO, a feira de serviços e negócios que faz parte do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, maior evento internacional voltado para o campo da arquitetura, que acontece no Brasil pela primeira vez. Em julho de 2021 a cidade do Rio de Janeiro será o palco deste grande momento de encontro, de troca de conteúdo e de oportunidades de negócios, numa escala e abrangência inéditas para quem é da área da arquitetura, decoração e design. Julho de 2021 pode parecer longe, mas as atividades associadas a feira já estão a pleno vapor! Vários eventos estão programados para todo semestre e as diferentes plataformas de interação com a Feira vão garantir fácil acesso as informações mais atualizadas. Pensando nisso, o Arquicast inaugura a parceria com a UIA2021RIO EXPO, nos tornando o podcast exclusivo do evento e operando como um canal de comunicação das atividades, através de episódios mensais com conteúdo e notícias pertinentes à feira e toda a programação associada. Serão 9 episódios até julho, disponíveis em todos as plataformas Arquicast, no site oficial do evento e também pelo Youtube, no canal EXPO, acessando a playlist Podcast Arquicast/Expo (link). Para dividir com a gente a experiência de organizar um megaevento como este e contar porque esta é uma oportunidade imperdível para quem é da área, convidamos Diego Vidal, Gerente de Projetos; e o arquiteto Anderson Fioreti, Consultor Técnico e Diretor de Conteúdo da UIA2021RIO EXPO. Dentre vários assuntos, falamos sobre o conceito de feira como um lugar de encontro, indo além do entendimento tradicional de um grande ambiente de vendas. As generosas dimensões dos armazéns a serem ocupados pela Expo, no Pier Mauá, receberão atividades que aliam inovação, conhecimento e ocasião de negócios, porém ambientadas em uma atmosfera de entretenimento, contando com programação cultural variada e com o clima de informalidade e celebração característicos da cidade do Rio. O foco é na experiência do arquiteto no universo da Expo. O evento é voltado para arquitetos, designers e estudantes e para isso promove espaços para diferentes perfis, seja expositor ou visitante. Também pela parceria com o congresso, debates e palestras serão promovidos, através de nomes importantes da área, mas com enfoque prático, voltado ao conhecimento aplicado na construção e na produção de projetos. Comece desde já a participar desta grande comemoração da arquitetura e do design internacionais acessando e interagindo no site www.uia2020rioexpo.com e também no perfil do instagram do evento (@uia2021rioexpo) Até a próxima! Acesse nosso estande na EXPO VIRTUAL UIA2021RIO EXPO + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui
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| Arquicast 121 – Arquitetura em Container | 16 Nov 2020 | 01:02:03 | |
O uso de containers como solução projetual tem se mostrado uma forte tendência na prática arquitetônica contemporânea. A adaptação deste objeto utilitário idealizado para transporte de carga em espaços habitados pelo homem tira partido de algumas características como sua capacidade modular, seu adequado dimensionamento e também da estética industrial que carrega, agradando a muitos segmentos do mercado. As vantagens do uso do contêiner como arquitetura vão além de seus atributos materiais e espaciais. Um dos problemas da construção civil tradicional é o excesso de resíduo gerado no canteiro de obras. O reaproveitamento de estruturas já existentes diminui significativamente a produção de entulhos, deixando a obra mais limpa, mais rápida e possivelmente com menor custo, a depender de outras definições de projeto. A ideia de uma construção inovadora, sustentável e economicamente viável é bastante sedutora, mas há limites aos usos possíveis de serem abrigados no container e há especificidades que demandam cuidados nos processos que tratam de sua conversão em objeto arquitetônico. Para esclarecer tais questões e lançar luz sobre outras tantas, convidamos o arquiteto Daniel Assuane (https://www.casacontainermarilia.com.br/) que tem se especializado no uso do container em diferentes projetos, um deles selecionado para o “Building of the Year 2020”, premiação promovida pelo site Archdaily Brasil. O arquiteto Victor Caixeiro também contribui com sua experiência no uso de containers para fins comerciais. Há relatos do reuso de vagões de trem para outros fins desde o século XIX, na Europa. Também no período de guerra, containers chegaram a ser adaptados para abrigos temporários. Mas a contemporaneidade certamente inaugurou uma forma própria de reaproveitamento do equipamento, explorando sua capacidade como unidade compositiva e refinando a rusticidade estética do objeto original. Os projetos que têm no container seu partido inicial não necessariamente precisam se restringir a ele, o que gera uma diversidade de soluções plásticas quase contraditória a lógica de modulação baseada no agrupamento de partes iguais. Outras especificidades podem ser apontadas quanto aos cuidados na hora de escolher qual container comprar, com quais materiais revestir e como os sistemas complementares de funcionamento do edifício dialogam com a estrutura em caixa, usualmente feita em aço cortén. Mas nada que dificulte sua grande aplicabilidade para o projeto arquitetônico e sua execução. Para começar a tirar suas dúvidas e curiosidade a respeito, ouça nosso episódio. Até a próxima!
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| Arquicast Tecnologia 003 – Painéis Decorativos | 09 Nov 2020 | 00:39:53 | |
Oferecimento: Mentha Painés Decorativos | Acesse esse link peça seu catálogo físico (para os 10 primeiros!) O Arquicast Tecnologia traz como protagonista de nossa conversa um produto muito versátil e amplamente utilizado em projetos de arquitetura de interiores: os painéis decorativos. Afinados com o que há de mais inovador na indústria 4.0, os painéis são peças fabricadas com alta tecnologia, mas com a vantagem de poder serem feitos sob medida para cada ambiente, dando ao arquiteto grande liberdade nas possibilidades de aplicação. Tamanha versatilidade já é reconhecida como um valor tanto por quem cria, quanto por quem investe no produto. O mercado residencial, por exemplo, que tem sido objeto de intensas transformações recentemente, é um dos tipos de projeto que muito tem a ganhar com soluções práticas, adaptáveis à diferentes demandas, sem cair no risco das generalizações formais típicas da produção em massa. Mas como associar a tecnologia da produção industrial à capacidade de customização típica de processos mais artesanais? Para falar sobre característica do produto, seu processo de fabricação e das possibilidades de aplicação para o mercado de arquitetura, trouxemos convidados que entendem do assunto. Para falar do processo de produção e das características técnicas que qualificam os painéis, convidamos Piero Cerdeira, administrador de empresas, especialista em governança corporativa e planejamento estratégico e hoje é sócio proprietário da Mentha Paineis. Para nos ajudar a visualizar o universo de possibilidades de uso desse material, convidamos a arquiteta Ana Maria Miranda (Art 2A Arquitetura), que há 13 anos trabalha com projetos comerciais e residenciais de alto padrão e que acumula experiência na aplicação de painéis em seus projetos. A aparente simplicidade dos painéis decorativos pode enganar. Para se conseguir um produto de grande durabilidade, fácil manuseio e instalação, toda uma gama de processos precisa ser levada a cabo. O aparato tecnológico por trás da fabricação dos painéis é bastante sofisticado e prima por otimizar o desempenho do material natural, normalmente feito em MDF. Aplicando-se outros processos ao MDF se consegue uma maior resistência e maior capacidade de customização. A possibilidade de personalizar o painel com desenhos de autoria do arquiteto – seja recortando a madeira ou talhando desenhos e formas – faz com que se tornem um recurso de projeto importante, podendo revestir superfícies e mobiliário, além de dividir espaços com maior ou menor permeabilidade visual, de acordo com a especificação. Se interessou? Participe com a gente deste bate-papo! Até a próxima! Oferecimento:
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| Arquicast 220 – Desenho, Arquitetura e Cidade | 26 Feb 2024 | 01:03:47 | |
Hoje vamos conversar sobre uma das práticas que ajudaram a definir nossa profissão. Observar e representar o nosso mundo, mais que ser coisa de arquiteto, é algo que a humanidade sempre fez, desde os tempos das cavernas. E nossa profissão deu a isso valor e sentido, nos ajudando a entender e criar como queremos viver. Mas hoje a disputa com computadores e programas de representação é árdua, já que a tecnologia chegou com força total, substituindo o hábito e a prática do desenho em muitas ocasiões. E a gente se pergunta: Ainda desenhamos? O papel vai ser substituído pela tela? Sobre esses e outros assuntos envolvendo o desenho, a prática e a cidade, vamos conversar com o pessoal do Urban Sketchers, que promove a prática do desenho das cidades em vários lugares do mundo! | |||
| Arquicast 120 – Arquitetura e Cinema: Parasita (2019) | 02 Nov 2020 | 01:05:38 | |
O episódio mais recente da nossa série Arquitetura e Cinema trata do premiado e surpreendente filme sul-coreano Parasita (2019). O diretor Bong Joon-Ho nos convida a refletir sobre fatos e estigmas de uma realidade social que, apesar de focada numa determinada cultura, é representativa de contextos urbanos diversos, como o sul-americano. A luta de classes, afinal, é característica das sociedades modernas e se vê refletida nos espaços que abrigam essas sociedades. Neste sentido, Parasita é uma aula sobre como as desigualdades estruturais desenham a qualidade do ambiente onde vivemos. O filme parte de uma premissa relativamente simples: uma família pobre percebe uma oportunidade financeira em trabalhar para uma família rica prestando serviços de todos os tipos. Mas, para que possam otimizar seus rendimentos, precisam manipular a situação a seu favor, criando aparências: falsificam documentos, escondem os vínculos familiares que os unem e mentem sobre suas qualificações. Tampouco parecem se importar com o prejuízo que possam causar aos demais envolvidos, tão absortos que estão em sua própria necessidade. O que começa como uma história quase cômica vai ganhando complexidade e tensão, e rapidamente nada mais é o que parecia ser. Cercada de metáforas visuais e reviravoltas, a trama encontra nas casas de cada uma das famílias o espaço representativo das diferenças culturais e sociais entre elas. Escassez e excesso; confinamento e amplitude são termos que apontam dualidades materializadas nos ambientes de cada cena, fazendo com que a arquitetura e a cidade sejam tão protagonistas desta história quanto as personagens. Para conversar sobre as diferentes dimensões que o filme nos provoca a debater, convidamos uma jornalista especializada em cinema, Janaína Pereira, e o arquiteto Danilo Hideki, entusiasta do filme e das relações entre estas duas artes. Dentre os aspectos trazidos para a conversa estão a condução genial que o diretor dá ao enredo, passeando por diferentes gêneros cinematográficos, além de sutilezas encontradas nas entrelinhas das filmagens, reveladoras de uma visão crítica sobre as condições de possibilidade que cada contexto econômico permite aos diferentes extratos sociais. Cada família é levada ao seu extremo e a arquitetura se coloca como o palco desigual e cruel onde se desenrolam as situações limites de cada uma. Há muitas nuances a serem exploradas sobre a temática universal que o filme aborda. Para participar desta conversa necessária ouça o episódio com a gente! Até a próxima! Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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| Arquicast Tecnologia 002 – Metais: Design para um bom projeto | 26 Oct 2020 | 00:32:34 | |
Oferecimento: Tigre Metais Se pararmos para pensar nos ambientes que frequentamos cotidianamente e nos elementos que deles fazem parte, iremos perceber que estamos cercados por equipamentos que, em conjunto, possibilitam não só a adequação do espaço a um determinado uso, como lhe confere certa personalidade. Tecnologia, estética, economia, funcionalidade. Muitos são os atributos que, em conjunto, fazem um bom design de produto, o que faz com que sua criação envolva muita pesquisa e sensibilidade na busca por soluções eficientes e afinadas com os desejos dos seus usuários. O segundo episódio da nossa série Arquicast Tecnologia aborda a importância do design na criação de produtos para o mercado de arquitetura, em especial os metais. Presente em diferentes ambientes, são equipamentos de uso cotidiano que demandam resistência, ergonomia e versatilidade. Qualidades almejadas por quem cria e por quem especifica o produto. Para dividir com a gente experiências e refletir sobre tendências, convidamos Vagner Rodrigues, engenheiro de produção especializado em metais sanitários; e a arquiteta Fernanda Rubatino, com mais de 10 anos de prática em projetos corporativos, comerciais e residenciais. A dupla trouxe para a conversa suas diferentes e complementares perspectivas sobre em que medida o bom design pode contribuir para a qualidade de vida das pessoas: desde o processo de criação e desenvolvimento dos metais, até a etapa de projeto arquitetônico. Questões como quais atributos procurar em um produto, em que momento começar a pensar na escolha de metais e qual o papel da estética na definição do estilo dos metais para a composição de determinado ambiente, estão entre os assuntos levantados. Como os demais episódios desta nova série, nossa intenção é trazer informação prática, que contribua efetivamente como conteúdo útil ao dia-a-dia das pessoas, reunindo os melhores profissionais e empresas do campo da arquitetura e construção civil. Veja como podemos agregar conhecimento prático em uma conversa leve e instrutiva! Até a próxima! UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Comentários, críticas, sugestões ou só um alô mamãe para contato@arquicast.com | |||
| Arquicast 119 – Arquitetura no Instagram | 19 Oct 2020 | 01:10:26 | |
Falar de arquitetura e redes sociais é lembrar, imediatamente, do Instagram. O aplicativo, lançado em 2010, desde o princípio se caracterizou por associar o compartilhamento de fotos a funcionalidades típicas das redes sociais. O sucesso foi extraordinário e em questão de horas após o lançamento já figurava como o aplicativo gratuito de fotografia com maior número de downloads. Em 2 meses, o número de usuários cadastrados superava a marca de 1 milhão. Grande parte deste sucesso envolve a facilidade de edição e compartilhamento de fotos, impulsionadas pela evolução dos recursos tecnológicos de celulares focados na qualidade das imagens captadas pela câmera. Mesmo que inicialmente voltada à interação social, a rede foi percebida por diferentes nichos profissionais como uma excelente ferramenta para negócios. Foi o caso para o mercado de arquitetura, o qual sempre contou com o poder da imagem como forma de divulgação do trabalho do arquiteto. Seja para captar clientes, conseguir parceiros de negócio ou simplesmente fidelizar o público com postagens sobre bastidores de obras e projetos, o mundo da arquitetura está cada vez mais presente na rede social. Também o ambiente acadêmico se utiliza da enorme rede de conexões para promover eventos e divulgar diferentes produções; e não faltam perfis dedicados a informar sobre a obra de grandes arquitetos, democratizando conhecimentos muitas vezes restritos ao meio científico. Mas o bom desempenho na plataforma não depende somente da qualidade do trabalho publicado. Há muito a se aprender sobre recursos, frequência e experiência de uso do seu público alvo para poder explorar a ferramenta de forma eficiente e profissional. Um pouco deste conhecimento foi o que os nossos convidados trouxeram para esta conversa. A arquiteta Amanda Ferber, criadora do perfil Architecture Hunter, contribui com a experiência de quem tem mais de 2 milhões de seguidores em diversos países; também o arquiteto Luiz Paulo Andrade nos conta sua mudança de percepção, quando viu seu negócio ganhar novo alcance ao passar a se dedicar mais a construção do seu perfil, ultrapassando atualmente os 30 mil seguidores. Com total transparência, os arquitetos comentam sobre quais estratégias abordam em suas postagens, dicas sobre como organizar o feed e sobre periodicidade de engajamento com o público, entre outras informações privilegiadas que efetivamente resultam em maior visibilidade para a empresa ou profissional. Em tempos de intensa atividade digital, também as tendências trazidas por novos recursos dentro da plataforma foram abordadas no episódio. Não deixe de ouvir e prepare-se para olhar para as redes sociais com outros olhos. Apoio: UIA2021 + Arquicast | parceiro oficial de mídia: Acesse o site do evento aqui Clique aqui e entre em nosso grupo no Whatsapp! Referências e Comentados no Episódio:
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