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Explore every episode of the podcast Ambiente é o Meio - USP

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Ambiente é o Meio #227: Microplásticos e poluentes tóxicos ameaçam ecossistemas marinhos na Bacia de Santos24 Jun 202600:28:52
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o biólogo Gabriel Stefanelli, mestre em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutor em oceanografia pela USP, fala sobre a presença de microplásticos e Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em águas profundas da Bacia de Santos – bacia sedimentar marítima que se estende do estado do Rio de Janeiro a Santa Catarina, sendo a principal região  petrolífera do país, abrigando alguns dos maiores campos do pré-sal. Stefanelli conta que suas pesquisas identificaram a presença de POPs em sedimentos e peixes da região. Essas substâncias tóxicas, segundo ele, não são produzidas localmente, mas chegam ao fundo do mar transportadas por correntes atmosféricas e oceânicas. Conhecidos por atuarem como disruptores endócrinos, os POPs comprometem o sistema hormonal e afetam a reprodução de diversas espécies, inclusive a humana. O pesquisador também explica como os plásticos se fragmentam no ambiente marinho, dando origem aos microplásticos e nanoplásticos, partículas que permanecem nos oceanos e ampliam os impactos da poluição.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #226: Para sênior da USP, exportação de commodities se tornou fator de endividamento no agronegócio17 Jun 202600:26:42
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o pesquisador Ricardo Abramovay, professor sênior do Instituto de Estudos Avançados (IEA) da USP, fala sobre como o modelo de crescimento econômico brasileiro. Para o professor, este modelo, historicamente ancorado na exportação de commodities agrícolas e minerais, está chegando ao seu limite.  Abramovay afirma que, embora o Brasil seja líder global na exportação de soja, carne bovina, aves e suco de laranja, existe um alerta de vulnerabilidade do setor devido à dependência de insumos importados. O País importa entre 85% e 90% dos fertilizantes que utiliza, além de uma parcela significativa de agrotóxicos e aditivos para rações animais — estes últimos “usados porque a monotonia das extensões de monocultura reduziu o teor nutricional dos grãos”. Como saída para o esgotamento desse modelo, o professor defende uma transformação profunda. A alternativa apontada é a agricultura regenerativa, cujo foco principal é recuperar a vida no solo por meio da biologia, e não da química. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #225: Cosmologia indígena inspira thriller sobre violência e resistência amazônicas10 Jun 202600:25:24
O programa Ambiente é o Meio entrevistou o antropólogo, escritor e professor da USP Pedro Cesarino sobre seu novo romance, Os Urubus Não Esquecem, um thriller amazônico que explora as conexões entre povos indígenas, crime organizado e devastação ambiental na Amazônia. Cesarino contou que sua trajetória literária se desenvolveu paralelamente à carreira acadêmica como pesquisador de cosmologias indígenas, especialmente junto ao povo marubo, no Vale do Javari, Estado do Amazonas. Segundo o autor, a inspiração para o livro surgiu após o assassinato do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips, episódio que intensificou suas reflexões sobre a violência na região amazônica. A obra foi construída a partir de pesquisas sobre cidades de fronteira marcadas por atividades ilegais como tráfico de drogas, garimpo, desmatamento e corrupção, além do aliciamento de jovens indígenas. O romance contrapõe esse universo criminoso à visão indígena da floresta, na qual animais, árvores e seres humanos compartilham laços de parentesco e espiritualidade. A trama acompanha Maia, mãe de um jovem desaparecido após uma chacina, que recorre à ajuda da xamã Noma para investigar o caso. A busca combina elementos policiais e espirituais, revelando as relações entre violência, destruição ambiental e cosmologia indígena. Ao comentar o título da obra, o autor destacou simbolicamente o papel dos urubus como guardiões da memória e agentes de purificação. Apesar do tom sombrio da narrativa, Cesarino ressaltou que o livro também apresenta uma mensagem de resistência, inspirada na permanência dos povos indígenas e em obras como A Queda do Céu. Para ele, esses modos de vida oferecem alternativas ao modelo predatório de exploração da natureza e mantém viva a possibilidade de outras formas de relação com a existência. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #224: Especialista destaca importância dos catadores para saúde ambiental e economia circular03 Jun 202600:28:41
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a bióloga Patrícia Medeiros, vice-presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento Ambiental de Ji-Paraná (COMDEAM), fala sobre a importância da retomada da coleta seletiva no município de Ji-Paraná, em Rondônia. A cidade se tornou referência na organização dos catadores de materiais recicláveis e na luta por reconhecimento e inclusão social da categoria. Durante a entrevista, Patrícia conta como uma pesquisa desenvolvida em 2023 revelou que o plano municipal de coleta seletiva, publicado em 2020, não estava sendo efetivamente aplicado. A partir desse diagnóstico, a bióloga passou a investigar os impactos da interrupção do serviço e os desafios enfrentados pelos trabalhadores da reciclagem. A especialista também destaca o papel dos catadores para a sustentabilidade, a economia circular e a geração de renda, além de discutir os efeitos da redução das atividades da cooperativa local, que já reuniu mais de 60 cooperados e hoje conta com cerca de dez integrantes. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #223: Desinformação se torna desafio central no jornalismo ambiental27 May 202600:27:22
No novo episódio do podcast Ambiente é o Meio, a jornalista Luciana Constantino, profissional com mais de 30 anos de atuação nas áreas de sustentabilidade, meio ambiente, ciência e política, analisa os principais desafios enfrentados atualmente pelo jornalismo ambiental. Durante a conversa, Luciana destaca o avanço da desinformação como uma das maiores ameaças à cobertura de temas ambientais e climáticos. Ela critica a falsa equivalência dada ao negacionismo climático, discurso sem base científica, e reforça a importância de um jornalismo pautado em fontes confiáveis e especialistas qualificados. Segundo a jornalista, a pandemia de covid-19 também contribuiu para aproximar pesquisadores da sociedade e ampliar o combate à desinformação. A conversa aborda ainda o papel do jornalismo investigativo na denúncia do greenwashing — prática em que empresas promovem uma imagem sustentável que não corresponde às ações reais. Luciana ressalta a importância de veículos independentes e de iniciativas apoiadas por organizações internacionais na realização de investigações aprofundadas sobre impactos ambientais e sociais. Ouça o episódio completo no player acima. a Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #222: Avanço de espécies invasoras empobrece fauna no entorno de Furnas20 May 202600:28:19
Acompanhe neste episódio do programa Ambiente é o Meio a entrevista com o biólogo Vinicius Xavier da Silva, professor associado da Universidade Federal de Alfenas, Minas Gerais, falando sobre o empobrecimento da fauna e o avanço de espécies invasoras no entorno do reservatório de Furnas. Na conversa, o professor revela um cenário preocupante, marcado por impactos históricos e desafios contemporâneos para a conservação da biodiversidade.  Criado em 1960, o reservatório de Furnas banha mais de 100 municípios no sul de Minas Gerais. Segundo Silva, a ausência de estudos e medidas de mitigação de impactos trouxe resultados “bem danosos” ao meio ambiente, com a perda de biomas que mesclavam Mata Atlântica e Cerrado. A região, já afetada pela agropecuária, viu a represa “completar o serviço de degradação”, complementa. Ainda de acordo com o professor, a principal consequência desses impactos é o empobrecimento da diversidade de espécies. Muitas daquelas que deveriam ocorrer na região não são mais encontradas e a fauna remanescente sofre um processo de homogeneização, predominando sobre as demais num claro indício de desequilíbrio ecológico.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #221: Pesquisadoras investigam contaminantes emergentes no Lago de Furnas13 May 202600:33:34
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, as entrevistadas são as professoras Giovana de Fátima Lima Martins e Mariane Gonçalves Santos, ambas com formação em Química Analítica pela Universidade Federal de Alfenas (Unifal) e atuantes na instituição, falando sobre os resultados de estudo que realizaram acerca da presença de contaminantes emergentes no Lago de Furnas, reservatório criado na década de 1960 quando da instalação da Usina Hidrelétrica de Furnas, no sul de Minas Gerais. As professoras informam que o Lago de Furnas é alimentado pelos rios Grande e Sapucaí, possui uma área de 1.440 km² e representa um ponto estratégico ambiental e socioeconômico. Assim, decidiram investigar a presença de contaminantes, mapear as áreas de contaminação, identificar as substâncias mais proeminentes e fomentar a adoção de políticas para acabar com a contaminação. Segundo as pesquisadoras, essas substâncias tóxicas incluem medicamentos (descartados no esgoto), pesticidas e agrotóxicos (usados na agricultura) e metais tóxicos (provenientes da indústria e agricultura). A pesquisa, embora ainda em fase inicial, busca preencher uma lacuna de conhecimento, já que estudos sobre contaminantes em Furnas são escassos. Ainda destacam que o trabalho da universidade não se limita a identificar problemas, mas a buscar soluções em conjunto com a comunidade. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #220: Piscicultura impacta negativamente as espécies exóticas no Lago de Furnas, diz especialista06 May 202600:29:39
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, o entrevistado é o biólogo Paulo dos Santos Pompeu, professor titular da Universidade Federal de Lavras, no sul de Minas Gerais, falando sobre seu estudo acerca do impacto da piscicultura no Lago de Furnas, conhecido como o Mar de Minas, e os desafios para a saúde e conservação de seu ecossistema.  O objetivo da pesquisa do professor é entender os principais impactos humanos e seus efeitos sobre os rios do Brasil, com foco na ecologia de peixes. Ele busca identificar as ameaças e desenvolver estratégias para a conservação de longo prazo das espécies, como a manutenção de trechos de rios sem barramentos e a integridade dos ecossistemas fluviais.  O biólogo ressalta a urgência de repensar a relação com nossos rios e reservatórios. A preservação do Lago de Furnas e de outros ecossistemas aquáticos depende de um esforço conjunto que envolva políticas públicas eficazes, fiscalização rigorosa, pesquisa científica e, acima de tudo, uma mudança de mentalidade em relação à conservação e ao uso sustentável dos recursos hídricos.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #219: Bitucas de cigarro são o lixo mais comum do planeta29 Apr 202600:29:27
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, os entrevistados são os pesquisadores Victor Vasques Ribeiro, engenheiro Ambiental pelo Centro Universitário São Judas Tadeu, e André Salem Szklo, graduado em Engenharia Química pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Os engenheiros alertam sobre as consequências alarmantes do descarte inadequado de bitucas de cigarro; comentam as estratégias da indústria do tabaco e as possíveis soluções para mitigar o problema. Segundo os pesquisadores, essas bitucas de cigarro, também conhecidas como guimbas, representam o lixo mais comum no planeta. Afirmam que a estimativa é de que 4,5 trilhões de bitucas sejam descartadas em ambientes naturais anualmente em todo o mundo. No Brasil, informam que, embora não haja uma estimativa exata, o número é astronômico, pois existem cerca de 20 milhões de fumantes adultos consumindo em média dez cigarros por dia.   Lembram que uma única bituca na natureza pode levar de um ano e meio a dez anos para se decompor, dependendo das condições ambientais, situação que é dificultada pela indústria do tabaco, que se recusa a divulgar a composição química de seus produtos, tornando a identificação e o tratamento dos poluentes ainda mais desafiadores.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #218: Estudo revela que Cerrado possui mais de mil toneladas de carbono por hectare22 Apr 202600:27:01
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, a entrevistada é a bióloga Larissa Verona, mestre pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), falando sobre resultados recentes de sua pesquisa que evidenciam a pouca importância dada ao Cerrado brasileiro.  O foco do estudo de Larissa foi quantificar o carbono presente nas áreas úmidas do Cerrado, determinar o tempo que esse carbono está estocado e avaliar sua suscetibilidade a mudanças. Segundo a pesquisadora, foram encontradas 1,2 mil toneladas de carbono por hectare, um valor seis vezes maior do que a biomassa da Floresta Amazônica acumula na mesma área. Larissa conta que a estimativa é de que esse carbono pode ter até 20 mil anos de idade, destacando a importância dessas áreas como grandes estocadoras de carbono e a necessidade de sua proteção. Ouça o episódio completo no player acima.
Ambiente é o Meio #217: Projeção para aumento de energia renovável no Brasil é de apenas 1% até 203515 Apr 202600:29:01
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, o especialista Bruno Milanez, docente do Programa de Pós-graduação em Geografia e do Departamento de Engenharia de Produção e Mecânica da Universidade Federal de Juiz de Fora, falou sobre a transição energética no Brasil e seus desafios. Para Milanez, a transição deveria envolver a diminuição da intensidade do uso de energia e a redução gradual dos combustíveis fósseis, substituindo-os por tecnologias renováveis, como solar e eólica. No entanto, ele aponta que o Brasil não segue nenhuma dessas diretrizes. Como evidenciado pelo Plano Decenal de Expansão Energética (PDE), que prevê um aumento contínuo na geração de energia, tanto fóssil quanto não fóssil, o País não busca uma economia de consumo de energia. A matriz energética brasileira, que hoje é 50% renovável e 50% não renovável, tem uma projeção de aumento de apenas 1% na participação de renováveis até 2035, o que é considerado insuficiente para os desafios das mudanças climáticas.  Desse modo, para Milanez, o termo transição energética no Brasil é considerado contraditório e o rótulo de energia limpa para renováveis é questionável devido aos impactos socioambientais e emissões de carbono nos processos de fabricação e transporte. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #216: UrbVerde quer expandir ferramentas de gestão ambiental para todo o Brasil08 Apr 202600:27:43
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, o profissional e coordenador geral da UrbVerde Marcel Fantin, docente do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP, falou sobre o funcionamento da iniciativa ambiental da USP, a UrbVerde. Voltada para o desenvolvimento urbano sustentável, a plataforma disponibiliza mapas e indicadores sobre temas contemporâneos e urgentes, como mudanças climáticas, vegetação urbana, ilhas de calor e acessibilidade a espaços públicos de lazer. A UrbVerde oferece ferramentas, aos governos municipais e à sociedade, que buscam implementar políticas públicas ambientais eficazes. Além dos mapas, a plataforma oferece materiais educativos e guias para gestores públicos e sociedade civil. A equipe de pesquisadores responsáveis pelo desenvolvimento planeja expandir a iniciativa para todos os municípios do Brasil e estruturar cursos para capacitar estudantes e gestores no uso da plataforma. Ouça o episódio completo no player acima. amb Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #215: Agroecologia é resposta à exploração intensiva dos recursos naturais, diz especialista01 Apr 202600:25:53
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, a geógrafa e pesquisadora Tatiane Cristina Fernandes Basconi, professora do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo (IFSP), compartilhou um pouco sobre seu estudo relacionado à agroecologia. Segundo Tatiane, após as pesquisas voltadas às experiências de Karl Marx, estamos vivendo uma ruptura metabólica – conceito desenvolvido por John Bellamy Foster para descrever a quebra na relação entre sociedade e natureza. Agravada pelo capitalismo, essa relação deixa evidente a exploração intensiva dos recursos orientada pela lógica do lucro. Esse processo, argumenta a pesquisadora, desestabiliza os ciclos naturais e aprofunda as crises ambientais. Em seus estudos, Tatiane destaca a transição agroecológica, processo que se manifesta nos assentamentos da reforma agrária, como uma resposta à crise ecológica e econômica vividas atualmente. Ela destaca que, apesar das contradições, as famílias assentadas apresentam concepções de natureza, riqueza e desenvolvimento que entram em tensão com a lógica capitalista, abrindo caminho para uma possível reconexão metabólica. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #214: Segundo especialista, o Brasil é o líder mundial no uso de bioinsumos25 Mar 202600:28:38
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, o professor Italo Delalibera Júnior, docente do Departamento de Entomologia e Acarologia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) da USP, compartilhou uma análise sobre crescimento do uso de bioinsumos e como são melhores para o meio ambiente. Segundo o professor Delalibera, o Brasil é o líder mundial no uso de bioinsumos, especialmente em campo aberto e grandes culturas como soja, milho e algodão, algo incomum em outros países onde o uso se concentra em cultivos protegidos ou de alto valor agregado. Mais da metade dos produtores brasileiros utilizam insumos biológicos, uma quantidade significativamente maior do que nos Estados Unidos e na Europa. O mercado brasileiro de biossistemas cresce a uma taxa de 22% a 25% ao ano, quatro vezes mais rápido que a média global. Esse crescimento se tornou possível devido à modernização da legislação brasileira, que pode acelerar o registro de produtos biológicos para um a dois anos, em comparação com outros países, onde esse prazo chega a sete anos.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #213: COP30 apresenta retrocesso em relação à conferência anterior, afirma especialista18 Mar 202600:28:38
Neste episódio do programa Ambiente é o Meio, o pesquisador André Felipe Simões, docente do curso de Gestão Ambiental da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da USP, completou a tríade sobre a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), realizada em Belém (PA) em novembro do ano passado, compartilhando sua experiência na delegação da conferência. Para o pesquisador, é necessária extrema cautela ao criticar a COP30 pois, diplomaticamente, foi exitosa, em grande parte devido ao trabalho da delegação brasileira. Os esforços se concentraram em avançar nos processos de financiamento climático, mitigação, enfrentamento do desmatamento em florestas tropicais e na luta pelo phase out dos combustíveis fósseis, ou seja, a luta para que nos afastemos da produção e consumo de combustíveis fósseis. No entanto, ele apontou que a COP30 não foi bem-sucedida em conter o agravamento da mudança climática, não havendo menção ao afastamento da produção de combustíveis fósseis nos documentos finais, o que representou um retrocesso em relação à COP29. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio # 212: Brasil reassume protagonismo climático, diz especialista sobre a COP 3011 Mar 202600:24:27
https://jornal.usp.br/wp-content/uploads/2026/03/AMBIENTE-E-O-MEIO-11-03-2026-DESAFIOS-AMBIENTAIS-ENERGETICOS.mp3 Nesta edição do programa Ambiente é o Meio, o professor do Instituto de Física da USP, Paulo Artaxo, compartilhou com os ouvintes sua análise da COP 30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), realizada em Belém (PA) em novembro do ano passado, destacando que a conferência foi marcada por altos e baixos. Para o professor, conflitos geopolíticos e tensões internacionais enfraqueceram o multilateralismo, dificultando acordos globais mais ambiciosos. Ainda assim, o Brasil retoma um protagonismo nas questões ambientais e climáticas, com forte participação de organizações da sociedade civil e uma presidência considerada eficiente. Artaxo ainda afirma que as negociações climáticas continuam sofrendo forte influência de interesses econômicos, especialmente da indústria do petróleo, e critica o modelo de governança da Organização das Nações Unidas (ONU). Ele alerta que, sem reduzir as emissões, o planeta pode aquecer até 3 °C e critica a defesa da exploração de petróleo na Amazônia, apesar do potencial brasileiro em energias renováveis.  Ouça o episódio completo no player acima.
Ambiente é o Meio # 211: COP30 valorizou povos indígenas, avalia especialista04 Mar 202600:29:19
Nesta edição do programa Ambiente é o Meio, o  analista sênior de políticas climáticas do Instituto Socioambiental (ISA), Ciro Brito, avaliou a COP30 (Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática), realizada em Belém (PA) em novembro do ano passado, como positiva, destacando a transição do ciclo de regulamentação do Acordo de Paris para a implementação das metas climáticas. Para o paraense Ciro Brito, mesmo em um cenário de tensões e fragilidade do multilateralismo, a presidência brasileira conseguiu propor consensos combinados com coalizões de países interessados em avançar em temas específicos. Brito cita ainda a volta das discussões em torno do financiamento climático, com países do Sul Global cobrando maior contribuição dos países ricos. Ainda segundo Brito, a COP30 ampliou o debate político e social sobre justiça climática e valorizou o papel dos povos indígenas como protetores da floresta. Nesse contexto, ressaltou o protagonismo do atual presidente e da ministra do meio ambiente do Brasil. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #210: Modelo de energia eólica desafia justiça ambiental25 Feb 202600:27:53
O programa “Ambiente é o Meio” entrevistou a pesquisadora Maria Albertina Thomaz, advogada especialista em sustentabilidade, sobre os impactos da expansão da energia eólica no litoral do Piauí. Com experiência junto a comunidades de pescadores artesanais, ela destacou que a justiça ambiental — conceito surgido nos Estados Unidos nos anos 1980 — defende a distribuição equilibrada dos benefícios e prejuízos do desenvolvimento, além da participação efetiva das populações afetadas nas decisões. Apesar de o Nordeste concentrar a maior parte da produção eólica do país, e o Piauí ocupar posição de destaque, a pesquisadora apontou contradições na instalação de grandes empreendimentos em áreas socialmente vulneráveis. Em comunidades como Labirinto e Pedra do Sal, a chegada das torres alterou práticas tradicionais, afetou a pesca, o extrativismo e a produção agrícola, além de gerar impactos como poluição sonora, desmatamento e conflitos fundiários. Maria Albertina também criticou falhas no licenciamento ambiental e a ausência de consulta prévia às comunidades, conforme prevê a Convenção 169 da OIT. Segundo ela, embora a energia eólica seja de baixo carbono, o modelo atual não pode ser considerado plenamente “limpo” se não houver respeito aos direitos das populações locais e garantia de uma transição energética democrática.
Ambiente é o Meio #209: Regras ESG no Brasil são fracas, afirma pesquisador18 Feb 202600:26:12
O programa Ambiente é o Meio desta semana conversa com o pesquisador e advogado Thiago Lopes de Andrade Lima sobre o uso do ESG no mercado financeiro, principalmente quanto à aplicação em atividades potencialmente poluidoras. Formado em direito ambiental e sustentabilidade pela USP, Lima conta que a sigla ESG — ambiental, social e governança — ganhou projeção internacional em 2004, a partir do relatório Who Cares Wins, do Pacto Global da ONU em parceria com o Banco Mundial. Segundo ele, a proposta era de que empresas mais responsáveis tenderiam a ser mais rentáveis no longo prazo. O que o pesquisador encontrou em seus estudos foi a falta de métricas científicas claras para definir o que, de fato, é ESG. Lima faz distinção entre sustentabilidade fraca – admite a substituição do capital natural por outros tipos de capital – e sustentabilidade forte – reconhece os limites planetários e atribui valor intrínseco à natureza. Ao analisar as normas brasileiras, concluiu que elas se alinham mais à primeira visão e carecem de base científica, o que compromete sua capacidade de promover transformações reais. No contexto nacional, o pesquisador vê regras de ESG formuladas pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), cujo foco principal é a estabilidade econômica e a mitigação de riscos financeiros, o que abre espaço para o que chama de “greenwashing culposo” ou financiamentos formalmente regulares, mas distantes dos critérios científicos de sustentabilidade. Na prática, afirma, a lógica da materialidade financeira ainda prevalece sobre os riscos socioambientais. Ao comparar o Brasil com o exterior, Lima encontra maior maturidade regulatória nos organismos europeus que apresentam mandatos “mais propositivos e a exigência de dupla materialidade”, o que quer dizer que avaliam não somente o impacto financeiro sobre a empresa, mas também “o impacto da empresa sobre a sociedade e o meio ambiente”. Para avançar, o Brasil deveria apresentar relatórios financeiros mais transparentes, revelando “não apenas os investimentos sustentáveis, mas também as emissões financiadas em atividades poluentes, além da incorporação explícita de critérios científicos nas normas”. Para ele, ciência e academia seguem sendo forças centrais para alinhar desenvolvimento econômico, justiça social e proteção ambiental.
Ambiente é o Meio #208: Mercado de economia verde para o Cerrado pode trazer riscos ambientais11 Feb 202600:28:49
O programa Ambiente é o Meio desta semana entrevistou Bruno Bassi, do Observatório do Agronegócio no Brasil De Olho nos Ruralistas, para discutir a COP 30, o lobby empresarial e os créditos de carbono ligados a plantios de eucalipto no Cerrado. Bassi conta que o Observatório articula pesquisa acadêmica e jornalismo investigativo para analisar a atuação de empresas e setores econômicos; e que um relatório recente, lançado antes da COP 30, mapeou o lobby de grandes empresas, incluindo o Banco BTG Pactual, no contexto da chamada “economia verde”. A investigação, segundo ele, incide sobre os projetos ambientais do BTG, especialmente acordos com Meta, Microsoft, IKEA e Apple para a compra de créditos de remoção de carbono associados a áreas no Cerrado do Mato Grosso do Sul. Embora o banco anuncie grandes áreas de restauração, parte significativa dos projetos permite o uso de monoculturas de eucalipto ou pinus, o que gera controvérsia científica. Pesquisadores alertam para riscos ambientais, como alto consumo de água, uso de agrotóxicos e impactos sobre a biodiversidade. Durante a entrevista, Bassi questionou a lógica da compensação de carbono, que permite às empresas continuarem a emitir gases de efeito estufa enquanto compram créditos, sem enfrentar a redução real de emissões ou a perda de biodiversidade. Ainda segundo Bassi, esse modelo favorece interesses do agronegócio e do setor financeiro, marginalizando comunidades tradicionais e abrindo espaço para fraudes e conflitos territoriais. Ele defendeu maior regulação estatal, transparência nos contratos e debate público envolvendo cientistas e comunidades afetadas, além de anunciar novos conteúdos do Observatório sobre a atuação de lobbies no Brasil.
Ambiente é o Meio #207: Indústria da moda oferece pouca informação sobre seus impactos ambientais e sociais04 Feb 202600:26:27
O primeiro podcast 2026 do Ambiente é o Meio conversou com Isabella Luglio, gerente de Pesquisa do Fashion Revolution Brasil, para discutir os impactos socioambientais da indústria da moda. A conversa abordou a falta de comprometimento do setor com a sustentabilidade e destacou a importância da transparência como instrumento de mudança. Formada em design de moda, Isabella conta que direcionou sua carreira para a pesquisa e o ativismo ao perceber as contradições do modelo tradicional da indústria. Ela integra o Fashion Revolution Brasil, organização que faz parte de um movimento global criado em 2013 após o desabamento de um prédio de confecções em Bangladesh, tragédia que revelou graves violações trabalhistas na cadeia produtiva da moda. A entrevistada ressaltou que a moda está entre as indústrias mais poluentes do mundo devido ao uso intensivo de água, produtos químicos, fibras sintéticas derivadas do petróleo e à lógica acelerada de produção, atualmente marcada pelo ultra fast fashion. Esse modelo amplia a exploração de recursos naturais finitos e a geração de impactos ambientais. Nesse contexto, Isabella comenta o Índice de Transparência da Moda Brasil, pesquisa que avalia grandes marcas a partir de informações públicas sobre clima e sustentabilidade. Segundo a pesquisadora, esses dados mostram baixos níveis de transparência, com média de 24% entre as empresas analisadas, indicando que a maioria ainda divulga poucas informações sobre seus impactos ambientais e sociais. A entrevista também destacou desafios específicos do Brasil, como o desmatamento associado à produção de couro e algodão, além da precarização do trabalho na indústria da moda. Por fim, Isabella enfatizou o papel das políticas públicas e dos consumidores na pressão por mudanças e defendeu a valorização de práticas sustentáveis já existentes em comunidades tradicionais e periféricas como caminhos para a construção de uma moda mais justa e responsável. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #206: Visão afetiva pode ajudar na preservação amazônica17 Dec 202500:24:27
O Ambiente é o Meio desta semana recebe a arqueóloga Ana Caroline Souza Arapium, pesquisadora do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP, para falar sobre seus estudos em um sambaqui (montes de conchas, ossos e restos de animais feitos em épocas pré-históricas) do Baixo Amazonas.  Além de suas pesquisas em zooarqueologia (estuda restos de animais), Ana Caroline fala de origens indígenas e sua trajetória profissional, lembrando que começou cedo, aos 10 anos de idade, em um programa de rádio chamado “A Hora do Chibé” em que contava histórias ancestrais do Baixo Amazonas.  A arqueóloga destaca a importância de pesquisadores indígenas, como ela, na reconstrução e valorização das memórias de seus antepassados, trazendo uma perspectiva interna e afetiva para a ciência. Ana Caroline acredita que seu trabalho abre portas para outros jovens indígenas na ciência. Atualmente, seu estudo é centrado na zooarqueologia, pesquisando um local específico da Ponta do Jauari, no estado do Pará. Trata-se de um sítio arqueológico que fica submerso seis meses por ano, no qual ela trabalha materiais faunísticos, como os peixes, para entender a relação dos povos originários com a pesca, sua alimentação e métodos de pesca. Ana Caroline conta que compara seus achados com crônicas de viajantes e naturalistas e outros conhecimentos de cientistas indígenas sobre o tema. A pesquisadora afirma que o sambaqui Ponta do Jauari data do Holoceno Tardio (era geológica mais atual), com datações que se aproximam do período de contato com os europeus. Mas, diz que o sítio está ameaçado pelo avanço da agropecuária. Assim sua luta hoje compreende usar a arqueologia e as leis de preservação do patrimônio para proteger territórios ancestrais amazônicos. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #205: Catadores são os principais responsáveis pela reciclagem no Brasil10 Dec 202500:28:14
O Ambiente é o Meio desta semana recebe a engenheira ambiental Ana Maria Rodrigues Costa de Castro para conversar sobre o papel dos catadores de recicláveis na economia e no meio ambiente. Ana Maria, que é especialista em Engenharia Hidráulica e Saneamento e atua junto ao Núcleo de Estudo e Pesquisa em Resíduos Sólidos (Neper) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, afirma que, embora o Brasil seja campeão mundial na reciclagem de latinhas de alumínio, apresenta baixa reciclagem total de resíduos sólidos, estimada em cerca de 4% apenas. Nesse contexto, enfatiza a pesquisadora, temos que os catadores de recicláveis são os principais responsáveis pela reciclagem no País, mesmo atuando de maneira informal e com poucos dados governamentais sobre sua atuação, situação que se repete em muitos outros países, que até negam a existência desses profissionais. Em seu doutorado, Ana Maria investigou a possibilidade de integração desses profissionais à economia brasileira. A revisão sistemática da literatura que realizou mostra que o Brasil é o país mais avançado em termos de pesquisas e práticas de integração de catadores. Já os resultados de seu estudo propõem uma nova definição de integração e de reconhecimento profissional, através de pagamentos pelos serviços realizados à sociedade com garantia de infraestrutura adequada para o exercício das atividades. No Brasil, continua Ana Maria, a catação é uma profissão reconhecida por lei e os catadores já participam da construção de políticas públicas como a Política Nacional de Economia Circular; no entanto, muitas práticas de integração estão em ênfase inicial e a implementação das leis ainda representam um desafio. As demandas dos catadores, informa a pesquisadora, também variam entre os organizados em cooperativas e associações e os autônomos. Enquanto os grupos organizados buscam contratos com Prefeituras por pagamentos justos e de renovação anual, os autônomos desejam ser incluídos em programas sem serem forçados a entrar em cooperativas. Como exemplos de iniciativas bem-sucedidas, Ana Maria cita o Bolsa Reciclagem de Minas Gerais (remunera catadores pelo serviço) e a Universidade de e para Catadores e Catadoras (Unicata). Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #204: Acesso ao saneamento é considerado marcador de desigualdade03 Dec 202500:28:06
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Leo Heller, da Universidade Federal de Minas Gerais, ex-Relator Especial para os Direitos Humanos à Água e ao Saneamento (DHAS) das Nações Unidas e pesquisador do Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para falar sobre os direitos humanos à água e ao saneamento. Heller explica que a água e o saneamento básico passaram a ser considerados direitos humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU) apenas em 2010, mesmo que especialistas na área já os considerassem há muito tempo. O pesquisador afirma também que o saneamento é um importante marcador de desigualdade, pois quem não tem acesso, no Brasil, são: populações rurais; povos tradicionais, indígenas e quilombolas; pessoas que vivem em assentamentos nos grandes centros urbanos e pessoas de cidades pequenas. Outro ponto mencionado pelo pesquisador é que ninguém pode ter o acesso ao sistema de água ou esgoto limitado pela incapacidade de pagamento; além de ser proibido o corte da água das casas daqueles que não tenham meios para pagar pela conta. Sobre a questão da privatização do sistema de água e saneamento, Heller diz que os governos e empresas não abrem espaço para escutar a população afetada por essa ação. Para o pesquisador, a privatização representa um risco aos direitos humanos que ocorre por vários fatores e cita dois: o aumento das tarifas para a população e o aumento da exclusão, já que as empresas relutam quanto aos investimentos em áreas de baixa atratividade econômica. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #203: Amontoados de conchas permitem estudo da biodiversidade brasileira26 Nov 202500:27:00
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe Gabriela Prestes Carneiro, historiadora e pesquisadora do Museu Nacional de História Natural de Paris, para falar sobre a presença de sambaquis na Amazônia. Gabriela explica que sambaquis são monumentos feitos de conchas construídos por populações humanas há cerca de 3 mil anos e, no Brasil, encontrados principalmente no litoral, no norte da Amazônia e no interior do País. A pesquisadora diz ainda que sambaqui significa conchas amontoadas, em tupi. Esses monumentos, segundo Gabriela, desempenharam diferentes funções ao longo do tempo, servindo, por exemplo, de cemitérios e moradias. A pesquisadora destaca que os sambaquis permitem o estudo da biodiversidade e mudanças do ambiente ao longo do tempo: “Por serem feitos de conchas, formam um contexto ideal de conservação”. Dentro dessas construções, continua, é possível identificar fibras, sementes, espinhos e escamas de peixes, e até mesmo remanescentes humanos conservados. Apesar de não serem mais construídos no Brasil, Gabriela afirma que em países como Guiné-Bissau e Senegal, os sambaquis ainda fazem parte da cultura. A pesquisadora conta que, no Senegal, algumas populações enterram seus mortos nesses monumentos formados por conchas. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #200: Arquitetura hostil limita permanência de pessoas em locais públicos ou privados05 Nov 202500:29:27
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Jeferson Cristiano Tavares, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo de São Carlos (IAUSC) da USP, para falar sobre arquitetura hostil. De acordo com o professor, a arquitetura hostil designa ações ou iniciativas, públicas ou privadas, voltadas à transformação de espaços urbanos ocupados por pessoas em situação de vulnerabilidade, com o objetivo de inibir sua permanência nesses locais. Um exemplo disso, segundo Tavares, é cimentar pedras embaixo de viadutos, colocar grades em canteiros, e até mesmo bancos de praça que delimitam o local para as pessoas sentarem. Tavares explica que as maiores vítimas da arquitetura hostil são pessoas em situação de vulnerabilidade social e econômica, e afirma que isso não é uma escolha, mas é o que restou para essas pessoas, pois terra e moradia são caras. O professor ainda menciona a Lei nº 14.489/2022, conhecida como Lei Padre Júlio Lancellotti. Com aplicabilidade direta, a lei proíbe a arquitetura hostil e dá argumentos para evitar que ela continue acontecendo e se torne uma política pública. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #199: Plantar árvores é algo positivo, mas não é suficiente para restaurar a Mata Atlântica, dizem especialistas29 Oct 202500:29:01
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe as biólogas Débora Cristina Rother, coordenadora do Laboratório de Conservação e Restauração Ecológica (Lacre) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), e Carine Emer, pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro (JBRJ) e do Instituto Juruá, no Amazonas. As biólogas afirmam que hoje resta entre 12% e 18% da vegetação original da Mata Atlântica, uma situação crítica, pois mostra a perda contínua de florestas maduras, mesmo com o ganho de vegetação jovem. Débora e Carine destacam que, apesar de plantar árvores ser algo positivo, não é suficiente para restaurar a Mata Atlântica.  Essas informações fazem parte de um estudo realizado pelas pesquisadoras, que utilizaram um banco de dados a partir de amostras da região de Batatais (SP), em que o cultivo de cana-de-açúcar é predominante. O estudo teve como objetivo entender como áreas restauradas integram-se na paisagem e como as espécies se distribuem, análise feita a partir da teoria de redes ecológicas, segundo Carine. Os resultados obtidos pelas pesquisadoras revelam que as áreas em restauração ainda não estão totalmente integradas à rede ecológica da paisagem. Também apontam diferenças entre as espécies que estão se regenerando naturalmente e aquelas que foram plantadas, o que indica que as mudas surgidas espontaneamente vêm de outras áreas. Isso sugere que as sementes estão sendo dispersas por animais, como aves e morcegos, um sinal considerado positivo por Débora. Ainda assim, a diversidade observada permanece inferior à da vegetação original. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #198: Mesmo despercebidos, fungos fazem parte do dia a dia da população, garante especialista22 Oct 202500:27:12
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Carlos Taborda, do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP, para falar sobre a importância dos fungos para o ambiente. Taborda explica que, embora muitas vezes sejam despercebidos, os fungos estão presentes no cotidiano de todos, especialmente em setores como o alimentício e o farmacêutico. Ele lembra que esses organismos são fundamentais na fermentação de pães e na produção de medicamentos, como os antibacterianos, a exemplo da penicilina, e os antifúngicos. Apesar disso, o professor ressalta que ainda há pouca divulgação sobre a relevância dos fungos para o meio ambiente e para a sociedade. Sobre a importância desses microrganismos, o professor afirma que eles se acoplam a raízes de plantas e vegetais, permitindo assim a troca de nutrientes. No entanto, Taborda diz também que os fungos podem causar pragas capazes de destruir plantações, citando o exemplo da vassoura de bruxa, que pode destruir plantações de cacau. Outro ponto abordado pelo professor é que os fungos estão sendo destruídos por conta das queimadas e das mudanças climáticas, pelo uso de agrotóxicos e pela destruição das florestas para a construção de estradas. Segundo Taborda, ainda não se sabe as consequências da destruição desses organismos a longo prazo. O professor finaliza o episódio afirmando que o Brasil é um grande produtor de grãos, e os fungos que crescem nos silos de armazenamento desses grãos produzem micotoxinas, que podem causar câncer no sistema digestório quando consumidos em grandes quantidades. Além disso, essas toxinas podem afetar animais que se alimentam dos grãos, como peixes e cavalos, e isso pode gerar um grande impacto econômico ao País, com impacto nas exportações, por exemplo, uma vez que existe uma legislação que fiscaliza a quantidade de toxina fúngica aceitável nos grãos usados para alimentação. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #197: Desmatamento afetou quantidade de chuva e temperatura da Amazônia nos últimos 35 anos15 Oct 202500:27:57
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe Luiz Augusto Toledo Machado, pesquisador visitante do Instituto de Física da USP, colaborador do Departamento de Química do Instituto Max Planck na Alemanha e pesquisador aposentado do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e Marco Aurélio Franco, professor do Departamento de Ciências Atmosféricas do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da USP. Os pesquisadores conversam sobre a relação entre o desmatamento e as mudanças climáticas na redução das chuvas e no aumento da temperatura na Amazônia. Machado e Franco falam sobre um estudo que realizaram em parceria com pesquisadores da Alemanha e da China que analisou uma área de 2,6 milhões de km² amazônica durante 35 anos. Segundo eles, nesse período as chuvas apresentaram uma redução de 21 milímetros durante a estação seca e a temperatura máxima aumentou 2ºC. Tanto a redução das chuvas quanto o aumento da temperatura, alertam, estão ligados ao desmatamento da Amazônia. Informam também que, em regiões com mais perda de floresta, as temperaturas são mais altas e, as chuvas, mais escassas. Além disso, afirmam que os efeitos mais intensos são vistos principalmente entre os primeiros 10% e 40% do desmatamento — após isso, dizem eles, os efeitos se estabilizam, apesar de ainda continuarem existindo. Os pesquisadores, então, reforçam a necessidade de preservar a floresta, especialmente quando ela ainda não foi desmatada. Machado e Franco concluem dizendo que, com o estudo, os políticos têm números concretos para discutir a importância relativa de cada um dos pontos mais importantes levantados a respeito de quem contribui mais para o aquecimento global: o desmatamento ou as emissões de gases. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #196: Brasil vive bom momento para reduzir a emissão de gases estufa, diz pesquisadora08 Oct 202500:26:51
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe Bárbara Zimbres, bióloga e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), para falar sobre como o desmatamento e a agropecuária contribuem para o aumento da pegada de carbono no Brasil. A bióloga explica que o Brasil é o sexto país que mais emite gases de efeito estufa no mundo. Mas, diferentemente dos cinco primeiros países do ranking, que emitem gases por conta da produção energética, o Brasil emite gases de efeito estufa por conta do setor agrícola, no qual o País é o principal emissor. Bárbara diz ainda que a produção energética brasileira é relativamente limpa, não produzindo tantos gases estufa.  A pesquisadora destaca que o Brasil está em uma boa posição para mitigar as emissões de gases estufa, pois com a retomada da fiscalização e controle das áreas mais afetadas, como a Amazônia, o desmatamento diminuiu. Além disso, ela garante que a implementação de uma legislação ambiental pode auxiliar nessa redução. Outro ponto que menciona é a questão dos incêndios, que são de difícil fiscalização, podendo ser criminosos ou não, já que o uso do fogo é uma prática comum de limpeza e renovação da pastagem utilizada por populações tradicionais. Dessa forma, os incêndios não são considerados criminosos. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #195: Plano nacional propõe recuperação de 12 milhões de hectares de florestas e biomas desmatados01 Oct 202500:24:32
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe a bióloga Luisa Fernanda Liévano Latorre, pesquisadora do Instituto Internacional para a Sustentabilidade (IIS), para falar sobre o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa (Planaveg). A pesquisadora explica que o Planaveg está alinhado aos compromissos internacionais do Brasil de restaurar ecossistemas degradados, como uma solução para mitigar os efeitos das mudanças climáticas e restaurar a biodiversidade desses ecossistemas. Ela diz também que o plano propõe a recuperação de 12 milhões de hectares de florestas e outros ecossistemas brasileiros até o ano de 2030. A bióloga também afirma que a restauração de 30% de cada bioma brasileiro já seria suficiente para combater os efeitos das mudanças climáticas. Luisa informa que um estudo realizado pelo IIS, que conta com mais de 80 pesquisadores, analisou quais áreas eram mais críticas e deveriam ser prioritárias para a restauração da vegetação. Além disso, a pesquisadora garante que, além de mitigar os impactos das mudanças climáticas, a restauração dos ecossistemas também pode gerar novos hábitats para plantas e animais.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #194: Capitalismo é o responsável pela destruição da natureza, afirma pesquisador24 Sep 202500:24:05
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Theófilo Codeço Machado Rodrigues, do Programa de Pós-Graduação do Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj) da Universidade Cândido Mendes, para falar sobre seu novo livro Capitalismo e Sustentabilidade: Empresa Regenerativa e a Sustentabilidade Corporativa no Século XXI, publicado pela Editora Vozes. Rodrigues explica que o objetivo do livro é mostrar ao leitor a incompatibilidade entre o capitalismo e o meio ambiente, afirmando que é o capital que tem destruído a natureza. O professor também cita Marx, que afirmou em seu livro O Capital que o capitalismo criou uma separação entre o homem e a natureza que nunca tinha existido. Ele também afirma que os desastres ambientais que vivemos hoje, como as enchentes no Rio Grande do Sul em 2024, significam que o mundo está em um colapso climático. Para isso, não basta mitigar, é necessário regenerar, garante Rodrigues. Sobre as empresas regenerativas, o professor conta que, na década de 1960, surgiu a ideia neoliberalista de que a única responsabilidade social das empresas é gerar lucro para os acionistas. No entanto, Rodrigues afirma que essa ideia é equivocada e que as empresas devem ter responsabilidade social com o meio ambiente e seus funcionários. O autor afirma que as empresas regenerativas devem se apoiar em quatro eixos principais: governança inclusiva, com salários justos, igualdade de gênero, diversidade racial e combate ao etarismo; valor compartilhado, em que a riqueza gerada beneficie toda a sociedade; impacto ambiental positivo, indo além da mitigação para atuar de forma verdadeiramente regenerativa; e cidadania corporativa, com participação ativa em movimentos sociais voltados à regeneração. Segundo Rodrigues, algumas empresas já praticam esses princípios de maneira isolada. No entanto, apenas quando os quatro eixos forem aplicados de forma integrada será possível superar o capitalismo e inaugurar um novo modo de produção. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #193: Mostra fotográfica conta a história do povo Paiter Suruí17 Sep 202500:26:13
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe a arquiteta Lahayda Mamani Poma para falar sobre a mostra de fotografias Paiter Suruí, Gente de Verdade, sobre a história do povo indígena Paiter Suruí, em exposição no Instituto Moreira Salles, do qual é cocuradora. Lahayda explica que o povo Paiter Suruí, que significa gente de verdade, é uma etnia indígena das regiões que vão do Mato Grosso até Rondônia, e que o contato desse povo com pessoas não indígenas aconteceu há apenas 50 anos, quando a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) chegou ao território nos anos 1970.  Sobre a exposição, a curadora conta que são fotografias que datam da década de 1970, quando essa população teve o primeiro contato com uma câmera fotográfica, até o ano de 2007, quando as fotos analógicas passaram a ser substituídas pelas digitais. Lahayda informa que as imagens expostas foram reunidas pelo Coletivo Lakapoy de comunicadores indígenas e não indígenas a partir do interesse de Ubiratan Suruí pelas fotografias que sua mãe guardava em casa. São mais de 800 imagens que, por serem fotografias feitas pelos próprios Paiter Suruí, contam com um olhar humano, uma vez que a câmera fotográfica é bem-vinda dentro da aldeia. A arquiteta explica também que a mostra vai ficar exposta até o dia 2 de novembro no Instituto Moreira Salles, em São Paulo. Mas quem não puder comparecer pessoalmente à exposição pode realizar uma visita virtual no site do instituto. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #192: Lógica capitalista explica colapso climático10 Sep 202500:25:26
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe o professor Eduardo Sá Barreto, do Departamento de Economia da Universidade Federal Fluminense (UFF), para falar sobre a crítica ecossocialista, tema de seu novo livro Pequeno Guia para a Crítica Ecossocialista do Capitalismo, publicado pela Editora Lutas Anticapital. Para o professor Barreto, apesar de Karl Marx não ter elaborado uma teoria ambiental em sua crítica ao capitalismo, há escritos que apresentam sensibilidade ecológica. Afirma ainda que, em sua crítica sobre a economia política, Marx fornece ferramentas teóricas fundamentais para analisar a crise ambiental. Sobre seu livro, o professor afirma que foi escrito com o objetivo de popularizar o debate ambiental, apresentando fundamentos teóricos e implicações práticas para um público amplo interessado tanto por questões ambientais quanto por críticas sociais. O capitalismo, segundo o professor, não consegue superar sua lógica destrutiva, crescendo continuamente, expandindo o consumo e usando a tecnologia para acelerar a produção, o que, segundo ele, é o oposto do que seria necessário para enfrentar a crise ecológica. Enfatiza também que, atualmente, vivemos um cenário de escassez, resultado do colapso climático. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #191: Tomografia revela a produção de carbonato de cálcio por corais paulistas03 Sep 202500:28:32
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Guilherme Henrique Pereira Filho, do Departamento de Ciências do Mar (IMar) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), para falar sobre a captura de carbono por corais alcatrazes, presentes no Arquipélago de Alcatrazes, no litoral de São Paulo. Pereira inicia o episódio explicando que corais são animais do grupo dos cnidários que vivem em associação com as algas e produzem carbonato de cálcio em seu esqueleto. Conta também que os corais sofrem com as mudanças climáticas mas, no entanto, corais localizados no Atlântico Sul lidam melhor com as ondas de calor e, mesmo sofrendo branqueamento, conseguem se recuperar. O professor diz ainda que o IMar estuda os corais do Arquipélago de Alcatrazes há uma década e que, entre os estudos, realizaram uma tomografia computadorizada do esqueleto de um dos corais. A princípio, o objetivo foi observar o crescimento da colônia de corais e analisar os efeitos sofridos pelas mudanças climáticas. No entanto, durante a análise puderam estimar a quantidade de carbonato de cálcio produzido pelos corais da região. Segundo o pesquisador, estima-se que são produzidas, anualmente, cerca de 170 toneladas de carbonato de cálcio ao redor do arquipélago. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #190: Sazonalidade climática interfere na produção energética em Belo Monte27 Aug 202500:28:26
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Rodolfo Aureliano Salm, da Faculdade de Biologia da Universidade Federal do Pará (UFPA), para falar sobre os desafios socioambientais decorrentes da Usina de Belo Monte, enfrentados pelas comunidades indígenas da região. O professor Salm inicia o episódio contando que a região de Volta Grande do Xingu conta com terras indígenas homologadas e que, para a construção de Belo Monte, precisariam ser alagadas. Alagamento que não ocorreu, segundo o professor, já que optou-se pela criação de canais artificiais em Volta Grande, “mas isso não significa que não houve impactos ambientais na região”, adianta. Salm afirma que a produção de energia em Belo Monte é muito baixa por conta da sazonalidade climática da região, algo que deveria ter sido levado em consideração quando a usina foi construída. Outro ponto mencionado pelo professor é que, diferentemente do que a maioria da população acredita, a energia elétrica não é uma energia 100% limpa, uma vez que para a construção de hidrelétricas o local passa por um processo de desmatamento. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #189: Arborização urbana adequada promove saúde ambiental e da população20 Aug 202500:28:22
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a arquiteta e urbanista Léa Gejer, coordenadora de projetos técnicos da rede global de Governos Locais pela Sustentabilidade, o Iclei, para falar sobre o Plano Nacional de Arborização Urbana (PlaNAU). Léa explica que o Iclei atua em todo o mundo prestando suporte para governos locais sobre questões de sustentabilidade. Além disso, ela também explica que existe uma grande diversificação na questão da arborização das cidades, afirmando que algumas cidades são mais arborizadas que outras, e também que dentro das próprias cidades existem diferenças na arborização. A arquiteta explica que essa diferença dentro das próprias cidades acontece da seguinte forma: as áreas mais valorizadas contam com uma presença maior de árvores, enquanto bairros em áreas menos valorizadas quase não têm arborização. Sobre o PlaNAU, Léa conta que é uma iniciativa do Ministério do Meio Ambiente que também faz parte do Programa Cidades Verdes e Resilientes, que tem como objetivo orientar e articular a política de arborização das cidades brasileiras. A arquiteta explica, ainda, que a arborização urbana adequada é capaz de promover a biodiversidade; proteger a água e o solo; reduzir processos erosivos, a poluição do ar e a poluição sonora; melhorar a estética das cidades; regular o clima dos centros urbanos e também promover melhoras na saúde da população. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #188: Livro aborda como o colonialismo continua impactando povos originários13 Aug 202500:27:09
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe o indígena militante dos direitos humanos Givanildo Manoel da Silva, conhecido como Giva, para falar sobre seu novo livro, Terra de Sangue, Sangue na Terra: O Rastro do Colono-Capitalismo em Pindorama, que busca compreender os problemas dos povos indígenas na atualidade. Ao longo do episódio, o autor fala sobre como se descobriu indígena e sobre como o colonialismo e o capitalismo, chamado por ele de colono-capitalismo, realizaram o apagamento da memória indígena nos povos originários. Silva também diz que as práticas capitalistas de hoje são as mesmas do período colonialista, apenas mais modernas. Sobre a questão da preservação das comunidades e territórios indígenas, que estão em crescente devastação por conta do capitalismo, de acordo com Silva, um grande avanço seria a criação de um Estado pluriétnico, que permitiria que os povos originários defendessem seus territórios.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #187: Livro traz relatos das vítimas do desastre ambiental em Mariana06 Aug 202500:28:27
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a pesquisadora Gabriela de Paula Marcurio, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), para falar sobre o livro A Máquina do Terror: A Luta das Pessoas Atingidas pela Samarco em Mariana, de sua autoria, que retrata os impactos do desastre ambiental de 2015. O livro, decorrente de uma pesquisa iniciada durante a graduação de Gabriela após contato com as vítimas do rompimento da barragem de Fundão, retrata os impactos sofridos por nove comunidades rurais da região, com destaque para a comunidade rural de Paracatu de Baixo, a mais atingida pelo rompimento.  A pesquisadora conta que, com o rompimento da barragem, os rejeitos foram despejados e se misturaram com a água do rio Gualaxo do Norte, formando um turbilhão de lama que empurrou casas, carros, animais e árvores, fazendo com que as comunidades fossem inundadas. Gabriela conta ainda que os moradores das comunidades foram evacuados apenas no dia seguinte ao rompimento. Além de perder seus bens, as vítimas do desastre em Mariana também precisam conviver com outros problemas decorrentes do rompimento da barragem. A pesquisadora conta que os moradores relatam problemas de saúde e sintomas relacionados à contaminação por metais pesados, enquanto a mineradora afirma que os rejeitos não são tóxicos. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #186: Brasil tem dinheiro para financiar transição energética30 Jul 202500:28:52
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a diretora executiva do Instituto Internacional Arayara, Nicole Figueiredo de Oliveira, para falar sobre os investimentos brasileiros na exploração de petróleo, realizados principalmente através dos leilões pelo Conselho Nacional de Política Energética e pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). Nicole informa que existem dois tipos de leilão de blocos exploratórios: o leilão de partilha, no qual a empresa que adquiriu o bloco partilha os recursos advindos da exploração com a União, e o leilão de concessão, em que a empresa que adquiriu o bloco tem o direito de explorar o petróleo daquele local sem a necessidade de compartilhar os recursos adquiridos por um período de tempo – geralmente 20 anos. Ao elencar as ações governamentais em favor da exploração de petróleo, Nicole chama a atenção da sociedade quanto aos prejuízos ambientais e aumento do aquecimento global advindos da exploração. Lembra que, há mais de dez anos, autoridades do Painel Intergovernamental de Cientistas das Mudanças Climáticas (IPCC) orientam para a necessidade de não mais perfurar novos poços e encerrar os já existentes para conter o aquecimento global em 1,5ºC. Sem contar com a toxicidade para a biodiversidade de vazamentos que ocorrem durante a extração de petróleo. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #185: Antiecologismo faz oposição ao ambientalismo23 Jul 202500:25:32
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o economista, pesquisador e professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Clóvis de Vasconcelos Cavalcanti para falar sobre o antiecologismo brasileiro. O professor explica que o antiecologismo é a oposição, a resistência a ideias e ações ambientalistas que promovem a defesa do meio ambiente. Segundo Cavalcanti, os antiecologistas são os que acreditam num meio ambiente adaptado às suas necessidades, e não o contrário.  Cavalcanti cita, ao longo do episódio, figuras brasileiras aliadas ao movimento ambientalista que atuam na proteção ao meio ambiente. Afirma, ainda, que os povos originários são os maiores aliados dos ambientalistas no combate ao antiecologismo.  Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Professor defende economia ecológica para desenvolvimento sustentável16 Jul 202500:25:31
Neste episódio do Ambiente é o Meio, o professor José Marcelino conversa com o professor aposentado da Universidade de Pernambuco Clóvis de Vasconcelos Cavalcante, que é membro da Sociedade Brasileira de Economia Ecológica (Eco-Eco). O professor Cavalcante destaca sua formação em Economia com forte base matemática e suas experiências com figuras importantes, como o fundador da bioeconomia, o economista e matemático Nicholas Georgescu-Roegen. Segundo Cavalcante, foi dessa forma que iniciou seu caminho na economia ecológica e nos fundamentos da economia tradicional. O professor Cavalcante conta ainda como foi a criação da Eco-Eco e sua experiência com outros expoentes brasileiros, como Gilberto Freyre e Celso Furtado, cujas obras criticam a obsessão com o PIB (Produto Interno Bruto) e defendem critérios biológicos de economia e produção. Cavalcante lembra também da experiência no Butão, local onde conheceu o conceito de Felicidade Nacional Bruta (FNB). Afirma que felicidade pode ser ilimitada e não causa danos ambientais, ao contrário do crescimento econômico.  Ouça o episódio completo no player acima.
Monoculturas podem impactar recursos hídricos no Ceará09 Jul 202500:26:33
Nesta semana, o Ambiente é o Meio conversa com o promotor de Justiça do Estado do Ceará Thiago Marques Vieira sobre as atividades de monocultura na Chapada do Araripe. Vieira, que atua como coordenador auxiliar do Centro de Apoio e Defesa do Meio Ambiente do Ceará, aborda a importância ambiental, cultural e social daquela região que abrange partes do Ceará, Pernambuco e Piauí. A Chapada do Araripe tem aproximadamente 1 milhão de hectares e é conhecida como caixa d’água do sertão devido à sua formação geológica única que permite grande infiltração de água. A região alimenta importantes reservatórios, incluindo o açude do Castanhão, que abastece Fortaleza. A área possui uma rica biodiversidade, envolvendo diferentes biomas –  Caatinga, Mata Atlântica e Cerrado – e abriga espécies endêmicas como o pássaro soldadinho-do-araripe, além de conter a primeira Floresta Nacional do Brasil, criada em 1946. A região também é significativa pelo seu patrimônio paleontológico, sendo sede do primeiro geoparque brasileiro. Segundo o promotor, toda essa diversidade ambiental e riqueza hídrica, que conta ainda com a presença de comunidades tradicionais (indígenas kariri, quilombolas e mais de 150 comunidades extrativistas), enfrenta atualmente ameaças do avanço de monoculturas, especialmente da soja, com impactos tanto na quantidade como na qualidade da água. Ouça o episódio completo no player acima.
Ambiente é o Meio #182: Orçamento ambiental brasileiro aumentou, mas ainda é insuficiente02 Jul 202500:26:49
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a economista do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) Alessandra Cardoso para falar sobre o orçamento do meio ambiente e as reais necessidades ambientais brasileiras.  Segundo Alessandra, a política ambiental do Brasil é considerada uma das mais avançadas do mundo, no entanto, o orçamento ambiental do País é de aproximadamente R$ 4 bilhões, o que representa, aproximadamente, apenas 0,3% do PIB. A economista garante ainda que para que a política ambiental funcione, além do orçamento – que melhorou neste governo em comparação com o governo anterior, apesar de ainda ser insuficiente -, é necessário que existam órgãos ambientais que atuem em conjunto e cooperem entre si.  Alessandra reforça ainda que não é possível fazer uma política ambiental à altura do potencial e das necessidades brasileiras com o arcabouço fiscal e com os bloqueios de gastos para o meio ambiente. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #181: Mexilhões verdes podem afetar biodiversidade marinha25 Jun 202500:27:29
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe o professor Edison Barbieri, dos programas de pós-graduação em Agricultura e Pesca do Instituto de Pesca e em Biodiversidade de Ecossistemas Costeiros da Unesp, para falar sobre o impacto dos mexilhões verdes na biodiversidade marinha brasileira. O professor conta que esses mexilhões verdes começaram a ser detectados na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, em 2018, mas já podem ser encontrados nos litorais de São Paulo, Rio de Janeiro e Paraná. Sobre a chegada desses mexilhões ao País, o professor diz que a hipótese mais provável tenha sido os lixos plásticos presentes nos oceanos. Segundo Barbieri, os mexilhões verdes são uma espécie invasora que, além de causar competição com espécies nativas, também podem transmitir doenças, ameaçando a biodiversidade marinha nacional. Além da competição, o professor também diz que esses moluscos podem afetar a cadeia trófica e também podem causar contaminação gênica. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #180: PL diminui participação social e responsabilidade sobre danos ambientais18 Jun 202500:27:56
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a engenheira ambiental Renata Utsunomiya para falar sobre o Projeto de Lei Geral do Licenciamento Ambiental, que está sendo chamado de “PL da devastação”. O projeto propõe mudanças para o processo de licenciamento ambiental, garantindo a viabilidade ambiental de obras e atividades que podem causar alguma degradação ambiental.  Entre os principais pontos do projeto de lei, Renata destaca a autodeclaração, que permite que empreendimentos obtenham licença ambiental por meio da autodeclaração sem a necessidade de análises técnicas prévias por órgãos ambientais; a delegação de licenças para projetos para o Estado, permitindo que o Estado delibere sobre a criação de novos projetos; impactos diretos, responsabilizando o empreendedor apenas pelos impactos que afetam diretamente o meio ambiente; e violações de direitos socioambientais de povos indígenas, quilombolas e comunidades tradicionais. Ainda segundo a engenheira ambiental, o projeto de lei busca minar as possibilidades de participação social nas tomadas de decisão e também diminuir a responsabilização dos empreendedores sobre os danos aos territórios tradicionais. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #179: USP desenvolve plataforma para monitoramento ambiental11 Jun 202500:27:26
Nesta semana o Ambiente é o Meio recebe o professor Marcel Fantin, do Instituto de Arquitetura e Urbanismo (IAU) da USP em São Carlos, para falar sobre a plataforma UrbVerde. Desenvolvida pela USP, a plataforma objetiva encontrar soluções para os problemas espaciais urbanos e apoiar o planejamento urbano sustentável de cidades e municípios brasileiros. A UrbVerde foi criada em 2021, a partir de um edital da Pró-Reitoria de Pesquisa da USP, e foi implantada em 2023. Em 2024, conseguiu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Até o fim de 2025 deve abranger todos os municípios brasileiros. Atualmente, apresenta dados apenas dos municípios paulistas. Segundo o professor, essa nova fase da plataforma, com apoio da Fapesp e do CNPq, vai possibilitar que ela se torne uma ferramenta para a elaboração de políticas públicas de ação climática. De acordo com Fantin, a UrbVerde é dividida em três camadas. A primeira aborda a questão da arborização urbana; a segunda camada trata da distribuição de parques e praças nos municípios, mostrando quais bairros possuem mais áreas de convivência; a terceira e última camada da plataforma apresenta um mapeamento das ilhas de calor nos municípios, evidenciando quais bairros apresentam temperaturas acima da média. O professor destaca que a UrbVerde é uma plataforma de acesso geral, permitindo que tanto o público especializado quanto a sociedade civil faça uso dela. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #178: Indígenas são contratados para colheita da maçã04 Jun 202500:25:40
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a jornalista e pesquisadora Maria Helena de Pinho para falar sobre a exploração do trabalho indígena na colheita de maçã no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. Maria Helena apresenta dados de um estudo realizado pela Papel Social (organização especializada na investigação de cadeias produtivas com foco em direitos humanos, condições de trabalho e meio ambiente) apontando que a migração de indígenas para realizar a colheita de maçã acontece desde 2009, e que o Ministério Público do Trabalho recebe denúncias de que esses trabalhadores sofrem exploração desde 2012. Pelas denúncias, desde 2014 há uma tentativa de controle sobre essas contratações para coibir o aliciamento ilegal desses trabalhadores. A forma que o Ministério Público do Trabalho encontrou para controlar a situação, segundo a jornalista, foi articulando um procedimento, em parceria com a Fundação do Trabalho do Mato Grosso do Sul (Funtrab) e empresas do setor produtivo de maçã, para intermediar a contratação desses indígenas sul-matogrossenses com as empresas localizadas no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. A intervenção estatal, segundo a jornalista, fez aumentar o número de indígenas nas lavouras de maçã em cerca de 6 mil desde 2021 e, apesar dos avanços trabalhistas para a contratação desses indígenas, ainda existe aliciamento ilegal. Os motivos que levam esses trabalhadores a saírem de seus territórios e buscarem trabalho na região Sul do País, afirma a pesquisadora, são a violência e a negação do direito à terra. Maria Helena conta ainda que os indígenas, muitas vezes, saem de seus territórios esperando ganhar dinheiro e, na realidade, acabam encontrando dívidas e despesas. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #177: Mata Atlântica perdeu mais de 180 mil hectares em uma década28 May 202500:28:05
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a ecóloga e pesquisadora do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Silvana Amaral para falar sobre o desmatamento da Mata Atlântica. O monitoramento da Mata Atlântica pelo Inpe é realizado em parceria com a Fundação SOS Mata Atlântica desde os anos 1980 e resultou no Atlas dos Remanescentes Florestais da Mata Atlântica. Realizado através de imagens de satélite, o monitoramento mostra que, em dez anos (2010 a 2020), foram desmatados 186.290 hectares de floresta.  O alto é número, afirma Silvana, mas, quando é considerado de forma isolada, se torna pequeno ao ser comparado a outros biomas, como a Amazônia e o Cerrado. Segundo a pesquisadora, o fato se deve à vasta extensão de vegetação nativa desses últimos, uma vez que a Mata Atlântica preserva menos de 20% de sua vegetação original, mesmo com uma forte legislação de proteção. Silvana afirma ainda que o bioma Mata Atlântica é mais preservado no Estado de São Paulo e na região Sul do País, o que se dá por conta do relevo e de parques de preservação. A pesquisadora encerra o episódio abordando a questão do reflorestamento, informando que uma floresta necessita de cerca de 15 anos para ser reflorestada já que precisa ter o solo coberto para desenvolver espécies arbóreas. Informa também que já existem pesquisas mostrando um potencial arbóreo em locais com apenas oito anos de reflorestamento. “A biodiversidade e o potencial carbônico neste tempo, no entanto, não são ideais, mas já garantem que o solo possa ser protegido”, complementa. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
Ambiente é o Meio #176: Agrotóxicos estão mais concentrados em chuvas de regiões de cultivo, diz estudo21 May 202500:25:22
Nesta semana, o Ambiente é o Meio recebe a professora Cassiana Montagner, do Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), para falar sobre a presença de agrotóxicos na água das chuvas do Estado de São Paulo. Segundo a professora, a preocupação com a presença de agrotóxicos nas chuvas paulistas começou durante um estudo sobre as diferentes formas de manejo da cana-de-açúcar. A partir de então, conta Cassiana, seu grupo de pesquisa passou a monitorar três cidades paulistas: Brotas, Campinas e a própria cidade de São Paulo. A observação durou dois anos para que fosse possível determinar com precisão os níveis de agrotóxicos nas águas das chuvas. Após esse tempo de observação e de estudo da água coletada, os pesquisadores detectaram os agroquímicos mais utilizados no Estado da São Paulo e analisaram os 15 compostos, entre eles, produtos legislados e proibidos no Brasil e também ao redor do mundo, como na União Europeia, onde o uso desses produtos é controlado. Conta Cassiana que encontraram maiores concentrações dos agrotóxicos em regiões de grandes cultivos de cana-de açúcar, como Brotas, e menores concentrações em regiões mais urbanizadas, como São Paulo; fato que, segundo a professora, não significa que cidades mais urbanizadas não façam uso desses produtos. Sobre a forma como chegam à atmosfera, a professora explica que se dá pela pulverização durante a aplicação e também por intempéries, como o vento. Já a contaminação dos microrganismos por agrotóxicos, adianta a professora, acontece pela exposição prolongada. Ouça o episódio completo no player acima. Ambiente é o Meio Produção e Apresentação: Professores Marcelo Marini Pereira de Souza e José Marcelino de Resende Pinto, ambos professores da FFCLRP Coprodução e Edição: Rádio USP Ribeirão  E-mail: ouvinte@usp.br Você pode sintonizar a Rádio USP em São Paulo FM 107,9; ou Ribeirão Preto FM 107.9, ou pela internet em www.jornal.usp.br ou pelo aplicativo no celular para Android e iOS . .
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