Cirandeiras – Détails, épisodes et analyse
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EP#45 Episódio especial - Carnaval
Épisode 45
vendredi 28 février 2025 • Durée 20:25
Para começar 2025 em alto astral, nosso primeiro episódio do ano será especial sobre o Carnaval, a partir da contribuição e inspiração da filósofa e antropóloga Lélia Gonzalez (1935-1994).
Nossa ciranda vem reafirmar a presença negra e indígena na formação histórica dos festejos carnavalescos.
Neste episódio especial, vamos cirandar numa espécie de um bloco de carnaval, sem uma cirandeira narrando sua trajetória, mas com vocês, nossos ouvintes, percorrendo a mistura de ritmos de várias partes do país que contribuíram para “estilhaçar”, como escreveu Lélia, uma dinâmica cultural colonizadora europeia.
Então, bora pegar a caixinha de som porque esse episódio merece ser ouvido em alto volume, já preparando corpo, alma, consciência e purpurina para sair pelas ruas carnavalizando.
Produção e roteiro: Raquel Baster
Narração: Joana Suarez e Raquel Baster
Edição de som: Iago Vernek
Crédito da foto de Lélia no card: Januário Garcia
Episódios citados:
Temporada Ritmos Latinos:
https://open.spotify.com/episode/5SCcYOlj8N373H2YPG2Ib5
Temporada Ritmos brasileiros:
https://open.spotify.com/episode/4epJsn2wU09dkUoya79WJj
Referências
Livro Festas Populares no Brasil de Lélia Gonzalez (Editora Boitempo-2024)
Perfil do Pensamento Brasileiro: Lélia Gonzalez
Raquel Barreto: Lélia Gonzalez captou resistência de negros em festas populares
Origem do Bate Bolas do canal Outro lado da história: Origem do Bate-bola (ou Clóvis) no Carnaval
Marchinhas de carnaval: https://www.youtube.com/watch?v=sOrlA7R71XA
Clube vassourinhas:
https://www.instagram.com/luizgonzagaorei/reel/DGAg3rcgVIg
Boi mamão de Santa Catarina:
https://www.youtube.com/watch?v=JjxNDD3CuOg
EP#44 Episódio especial - O sairé com Augusta Pontes
Épisode 44
mercredi 27 novembre 2024 • Durée 23:44
Estamos de volta com o podcast Cirandeiras diretamente do Pará. Na foto que ilustra nosso novo episódio está a dona Augusta Pontes, de 93 anos, segurando um dos símbolos mais emblemáticos do Sairé. Ela é nossa cirandeira da vez que veio nos contar sobre uma das festas mais antigas da Amazônia.
O Sairé tem mais de 300 anos e começa como ritual indígena do povo Borari, população que vive às margens dos rios Tapajós e Maró-Arapiuns, no oeste do Pará, mas especificamente na vila de Alter do Chão, em Santarém. Com o passar dos anos, foi se transformando principalmente com a chegada dos jesuítas através do processo imposto de evangelização no período da colonização.
No episódio #44 do Cirandeiras vamos fazer escuta de uma das matriarcas do Sairé, dona Augusta conta sobre as mudanças ocorridas no festejo e reclama também da perda de algumas tradições. Em outubro de 2024, a festa do Sairé (também grafada como Çairé) é reconhecida como manifestação cultural brasileira pela Lei 14.997/24.
Esse episódio especial foi produzido em conjunto com os bolsistas da rádio comunitária AlterNativa, de Santarém, no Pará, com o apoio do Fundo Casa Socioambiental.
Entrevistas: equipe Rádio AlterNativa
Produção: Raquel Baster e equipe da Rádio AlterNativa
Roteiro: Raquel Baster
Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Edição de som: Iago Vernek
Divulgação: Cirandeiras e Latinocêntricas
Referências
https://santarem.pa.gov.br/categorias/caire-2024
https://www.instagram.com/cairealter/
Ep#35 - Suape com Gicleia Maria - Temporada Oceanos
mercredi 1 juin 2022 • Durée 38:11
Neste episódio da temporada Oceanos do Cirandeiras convidamos Gicléia Maria da Silva Santos, pescadora artesanal, do município de Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco, para nos contar sobre os impactos do Complexo Portuário e Industrial de Suape.
As praias e os manguezais protegidos pelas comunidades tradicionais de pescadores vem perdendo espaço para a destruição ambiental, provocadas pela instalação desse megaprojeto. A retirada forçada de povos de seus territórios e aumento das desigualdades sociais também são consequências.
A rotina de antigamente em Cabo de Santo Agostinho era dançar ciranda e coco - manifestações do povo negro, que Gicléia tem orgulho de ter aprendido com a avó Antonieta Maria da Paz. Mas nos últimos anos as danças pararam por conta da pandemia da Covid-19 e também pelas muitas alterações nos modos de vida impostas pelo desenvolvimento econômico do Governo de Pernambuco e das mais de 100 empresas que operam o Complexo de Suape.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos das trilhas sonoras: Thayana Barbosa e Casas Populares da BR 232
Divulgação: Pedro Miranda
Apoio: Calouste Gulbenkian Foundation (UK Branch), Internews Environmental Journalism Network (EJN) e UN Ocean Conference
Links relacionados:
https://ejatlas.org/conflict/complexo-industrial-portuario-de-suape-cips-pernambuco-brazil
http://suapepeloavesso.marcozero.org/
https://reporterbrasil.org.br/2017/11/suape/
https://prefeitura.cabo.pe.gov.br/pagina/turismo/
https://forumsuape.blogspot.com/
documentário Território Suape: https://www.youtube.com/watch?v=4lXNqfoKNwo
Ep#34 - Lama no mar com Eliane Balke - Temporada Oceanos
mardi 17 mai 2022 • Durée 46:08
O Cirandeiras está de volta em sua terceira temporada intitulada “Oceanos” que irá navegar por mares atingidos pela exploração humana dos megaprojetos de desenvolvimento no Brasil.
Neste primeiro episódio conversamos com Eliane Balke, moradora da comunidade de Barra Nova Sul, ilha de Campo Grande, no município de São Mateus, Espírito Santo. Eliane tem 54 anos, é filha e neta de catadores de caranguejos. Aprendeu em família a pescar e a catar crustáceos.
Vivia em um território de fartura e abundância no litoral capixaba, até que em 2015 foi atingida pela lama do rompimento da barragem de Fundão, da mineradora Samarco, em Mariana, Minas Gerais.
E tudo mudou.
Sua identidade era a água doce e salgada, suas relações comunitárias eram entrelaçadas com o mangue e o mar. Agora a pimenta rosa se torna alternativa de geração de renda, pelas próprias mãos dela, já que o processo de reparação ainda não saiu do papel - quase 7 anos depois do rompimento. E o mar não pode ser mais seu local de trabalho porque foi contaminado pelos rejeitos da mineradora.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos das trilhas sonoras: Thayana Barbosa
Divulgação: Pedro Miranda
Apoio: por Calouste Gulbenkian Foundation (UK Branch), Internews Environmental Journalism Network (EJN) e UN Ocean Conference
Para ler posicionamento Fundação Renova enviado no dia 18 de maio de 2022 via e-mail: https://docs.google.com/document/d/1hC3yRNvMoe0JlHcyS-1_IkU_GAM43W2Y1m7BlN5aito/edit
Links relacionados:
http://www.mpf.mp.br/grandes-casos/caso-samarco
https://portal.fiocruz.br/noticia/estudo-aponta-contaminacao-por-metais-em-peixes-do-rio-doce
https://www.conjur.com.br/2021-dez-27/cnj-mediara-negociacoes-repactuacao-rio-doce-fevereiro
http://www.ibama.gov.br/phocadownload/cif/tac-gov/2018-06-25-cif-tac_governanca.pdf
Ep#33 - A Folia de Reis com Grupo Diadorina - Temporada Ritmos
jeudi 23 décembre 2021 • Durée 38:19
Pedimos licença para abrir o período das folias de reis - 25 de dezembro a 06 de janeiro - com o último episódio da Temporada Ritmos com o grupo Diadorina.
Três irmãs Sajni Damiana, Diana e Daiana Campos formam o grupo a partir do Ponto de Cultura Seu Duchim, no município de Chapada Gaúcha, região norte de Minas Gerais. A partir de pesquisas com as folias de reis e vivências nos terreiros, elas cantam e encantam sobre os modos de vida sertaneja.
As sonoridades dos três reis magos se encontra com os causos de amor e conflito, violência e força, alegria e tristeza do Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa que juntos dão o tom neste episódio do Cirandeiras. Diadorim, personagem emblemática da obra, símbolo de uma forte renúncia, é inspiração para o grupo Diadorina.
Nos despedimos então dessa bonita temporada com muita viola, tambor e pandeiro porque como as irmãs mesmo dizem: "Diadorina não anda sozinha (...) Permitimos conhecer o Sertão a partir da saia da mulher, por não haver forma de maior conhecimento. Quer saber como se vive aqui, permita-se entrar debaixo da saia da rainha do mundo”.
Bora brincar de folia no terreiro?
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos das trilhas sonoras: grupo Diadorina, grupo de folia de reis Ouro, Incenso e Mirra e cantigas de domínio público
Links relacionados:
Grupo Rosa e Sertão - Diadorina
http://rosaesertao.blogspot.com/2018/03/diadorina-meu-amor-licenca-senhor-e.html
Soundcloud - Diadorina
https://soundcloud.com/search?q=DIADORINA
Matéria Joana sobre o povo Xacriabá
https://projetocolabora.com.br/especial/fome-seca-resistencia-na-terra-indigena-xakriaba/
Ep#32 - O Caboclinho com Taisa Coutinho - Temporada Ritmos
mardi 23 novembre 2021 • Durée 25:41
Perre, guerra, baião e macumba do caboclo são alguns dos sons de um folguedo bailado chamado Caboclinho. Os brincantes vestidos de indígenas e estalando os arcos flechas, conhecidos como preacas, executam suas danças e manobras nas ruas durante o carnaval.
Quem nos conta tudo isso em nosso penúltimo episódio da Temporada Ritmos é Taisa Coutinho, de 29 anos, mestra do grupo Caboclinho Potiguares, da cidade de Goiana, em Pernambuco. Ela nasceu dentro da brincadeira e vem ocupando funções que antigamente eram restritas aos homens, como “chacoalhar um mineiro”.
Pegue o fone de ouvido e venha aprender sobre as danças brasileiras seculares e como elas traduzem as representações coletivas a partir de rituais e crenças de nossos povos originários e de matriz africana.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos das trilhas sonoras: Grupo Caboclinho Potiguares e Grupo Caboclinho Sete Flechas
Links relacionados:
https://corpoemfluxo.com/caboclinhos/
http://portal.iphan.gov.br/pagina/detalhes/1600
Artigo O Caboclinho como afeto: https://www.revistas.ufg.br/hawo/article/view/65661/36255
Danças Brasileiras Instituto Brincante: https://www.youtube.com/watch?v=p4w-hsnnmSo
Ep#31 - O Samba de roda com Dona Cadu - Temporada Ritmos
mercredi 20 octobre 2021 • Durée 30:39
“Tem dia, quando estou me arrumando pra sambar, fico transformada”
É assim que Ricardina Pereira da Silva, conhecida como Dona Cadu, de 101 anos, de Coqueiros, município de Maragogipe-BA, resume o samba de roda, o ritmo da vez do EP#31 do Cirandeiras. Estamos próximos de finalizar essa temporada e não poderíamos deixar de apresentar o som que reina em praticamente todos os cantos do Brasil.
Mas talvez nem todos saibam que o samba vem do semba de origem africana e que se tornou popular no Recôncavo baiano. De lá, inspirou o samba carioca e o país inteiro. E aquela aglomeração gostosa, com samba no pé, é tudo que estamos precisando, né?
Enquanto a pandemia da Covid-19 ainda não nos permite essa alegria, vem escutar Dona Cadu, que foi pedra fundamental para que essa manifestação do samba se tornasse patrimônio da humanidade e desconstruísse muitos preconceitos.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos das trilhas sonoras: domínio público, cantorias de Dona Cadu e álbum samba das raparigas Saubara
Links relacionados
Sambadeiras do Recôncavo Baiano entrevista concedida a pesquisadora Clécia Queiroz: https://www.youtube.com/watch?v=vG9YB4taCqQ
Doc Mulheres do Samba de Roda: https://www.youtube.com/watch?v=Suq9E24YQwI
Programa Saberes - Histórias do Recôncavo - Dona Cadu: https://www.youtube.com/watch?v=4V-ns9sMfPU
Ep#30 - O Carimbó com Valdinéia Sauré - Temporada Ritmos
mardi 14 septembre 2021 • Durée 32:25
O carimbó é uma manifestação cultural envolvente. Um encontro entre as manifestações indígenas e africanas. E vem sendo ressignificada através da força das mulheres das águas.
Em nosso episódio 30 do Cirandeiras e 7º da temporada Ritmos, te convidamos a adentrar uma paisagem sonora da floresta amazônica, na região norte do Brasil, para mergulharmos no som que vem do rio Tapajós como fonte de inspiração.
Quem vem nos apresentar o ritmo é Valdinéia Sarué, da etnia Munduruku, integrante do primeiro grupo de carimbó formado por mulheres indígenas do Brasil - as Suraras.
Então coloque os fones no ouvido porque queremos ver vocês tudim dançando e mexendo todos os sentidos por aí.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Finalização e edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos trilhas sonoras: Grupo Suraras, Blue Dot Sessions, Samuel Corwin e Sonnik
Links citados e ou relacionados neste episódio:
https://www.facebook.com/SurarasDoTapajos
https://www.youtube.com/channel/UCGejMpVA_Juj3-Y-CI96fRw/featured
https://www.instagram.com/surarasdotapajos/
Ep#29 - O Repente com Soledade Leite - Temporada Ritmos
mercredi 4 août 2021 • Durée 26:16
Quem aí em momentos de paixão eufórica não sentiu necessidade de exprimir seu encantamento através de versos?
A gente por aqui está explodindo de amor declarado pelo novo episódio da Temporada Ritmos. Voltamos a Paraíba para apresentar uma manifestação cultural que embalou muitos corações, mas que há alguns anos vem sendo ocupada por vozes femininas para ecoar outras pautas.
De um universo tradicionalmente masculino, a milenar arte do Repente vem sendo desafiada a improvisar cantorias de luta por espaços mais igualitários de poesia cantada.
No EP#29, quem vem cirandar é a repentista Soledade Leite, de 78 anos, que desde os 8 brinca de cantar versos. A poetisa da viola vem recontar as histórias dos antigos cordéis e ensinar que “mulher consciente não aceita os domínios machistas de ninguém”.
Produção e apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster
Edição de som: Fernanda Carvalho
Links citados neste episódio:
https://www.paraibacriativa.com.br/artista/maria-da-soledade-leite/
https://www.acervoayala.com/acervo/nossa-historia-em-poesia-publicacao-digital-gratuita/
Ep#28 - O Cacuriá com Rosa Reis - Temporada Ritmos
mercredi 16 juin 2021 • Durée 30:45
Neste mês junino, pedimos licença convidando vocês a se aprontarem em bandeirolas e comidas típicas, dentro de casa mesmo, para escutar com estilo nosso novo episódio.
No EP#28 do Cirandeiras e o quinto da temporada Ritmos vamos arrastar o pé com o Cacuriá direto do Maranhão, Nordeste do Brasil. E quem vem cirandar conosco para contar tudo sobre essa brincadeira cheia de malemolência sensual é Rosa Reis, cantora e responsável hoje por continuar o grupo cacuriá de Dona Teté. Uma grande mestra encantada da cultura popular maranhense.
A ideia dos festejos juninos no Maranhão é uma homenagem a quatro santos: Santo Antônio, São João, São Pedro e São Marçal. E, em meio a essas homenagens, tem comidas regionais deliciosas e muitos sons de tambores como do bumba-boi, tambor de criola e o cacuriá. No entanto, este último ritmo surgiu mesmo em outra festa religiosa.
Quer saber sua origem? Então bora fazer uma grande celebração aí de onde estiver, mesmo sem poder aglomerar, colocando seus fones, arriscando na cozinha pratos que te lembrem a festa junina e mexendo um pouco esse corpitcho com toda orientação bonita de Rosa e a iluminação de Dona Teté.
Produção e Apresentação: Joana Suarez e Raquel Baster.
Edição de som: Fernanda Carvalho
Créditos trilha sonora: Músicas Rosa Reis e grupo cacuriá de Dona Teté, Axletree, Blue Dot Sessions, Crowander, Xylo-Ziko
Link citados no episódio:
https://imirante.com/oestadoma/noticias/2020/06/26/cacuria-uma-tradicao-do-sao-joao-do-maranhao/
https://www.youtube.com/channel/UCVEjpmun8KMbEN-zZKtcR4A (Canal youtube cacuriá de Dona Tete)




