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Explorez tous les épisodes du podcast Balanço e Fúria

Plongez dans la liste complète des épisodes de Balanço e Fúria. Chaque épisode est catalogué accompagné de descriptions détaillées, ce qui facilite la recherche et l'exploration de sujets spécifiques. Suivez tous les épisodes de votre podcast préféré et ne manquez aucun contenu pertinent.

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Keep the faith – o northern soul e o swing das margens com Lovesteady28 Jan 202600:58:55
Depois de uma semana inteira trancafiados por quase 10 horas diárias em uma fábrica qualquer de alguma cidade ao norte da Inglaterra, jovens entediados ansiavam pelos finais de semana e pelo encontro nos clubes que celebravam os singles mais raros de soul estadunidense dos anos 60. A camisa de botão mais bem passada, o sapato mais bem lustrado, anfetamina no bolso e acrobacias na pista de dança. Os clássicos da Motown e da Stax não eram o suficiente para eles. KEEP THE FAITH
De Baden Powell a Sonic Youth com Kiko Dinucci [Discotecagem Comentada]28 Jan 202601:55:43

Em fevereiro, encontramos @kikodinucci na Intercommunal Music, em uma escuta coletiva/processo de troca que toma seu último disco, “Rastilho”, como referência para desbravar aquilo que compôs suas referências estéticas, poéticas, sonoras e visuais na materialização desse disco.
A Discotecagem Comentada é uma atividade que visa promover um espaço de encontro, audição e troca sobre obras e expressões que incorporam em sua forma diferentes tipos de luta, experimentos, invenções e alternativas para os meios de produção, de criação e de vida.


Captação e edição por @igorsouzadbk

Uma extrema-direita pra cada um – capitalistas, militares e cidadãos comuns com Odilon Caldeira Neto22 Jan 202601:29:08

De 2016 para cá, já passou tempo suficiente para que deixemos de tratar a variada gama que compõe o espectro da extrema-direita mundial como uma novidade. Nesse intervalo, surgiram novas nuances, impulsionadas sobretudo pelo desenvolvimento tecnológico e pelas expressões culturais oriundas dos ambientes digitais, mas hoje nada disso nos surpreende. Após dez anos da primeira eleição de Trump e do golpe no Brasil, reconhecemos que a atuação das extremas-direitas deixou de ser apenas uma ameaça para se tornar um dado concreto, instaurado, normalizado e radicalizado em diferentes contextos do mundo.

Nessa conversa com Odilon Caldeira Neto, partimos dos dilemas que se intensificaram nos últimos dez anos e cruzamos as conexões da extrema-direita que se estendem do fascismo histórico às formas contemporâneas da contracultura, passando pela política institucional e por suas expressões aceleracionistas e masculinistas. Trata-se de um campo capaz de arrebanhar não apenas homens brancos e velhos afetados pela crise de 2008, que escancarou as portas para um certo tipo de reacionarismo no norte global, mas também jovens precarizados dos países do sul.

Acesse o link na bio para ouvir.

Deus para ateus – espiritualidade, relação, negrume e alumbramento com Nathalia Grilo12 Jan 202601:11:25

Nas últimas conversas que tive com a Nathalia, em 2025, a ideia de gravar um episódio dedicado ao disco A Love Supreme, de John Coltrane, aparecia como algo recorrente, principalmente por conta da celebração dos 60 anos de seu lançamento.A gravação desse episódio não chegou a acontecer, mas a conversa que trazemos hoje, embora não seja sobre Coltrane nem sobre esse disco, pode ser lida como um tributo indireto àquela ideia: a de uma obra capaz de produzir uma imagem possível de “Deus para ateus”, para quem escuta com atenção e se permite penetrar por ela.

Neste episódio, o exercício é deslocar as compreensões que costumam situar as experiências do “espiritual”, do “espiritualizado” ou do “espiritualizante” no campo da religião, da doutrina ou dos códigos que organizam práticas voltadas à transcendência e ao metafísico. O movimento aqui é outro: pensar o espiritual como aquilo que afeta o espírito, que opera como uma mediação sensível nas nossas relações com a realidade.

Acompanhados de Djalma Corrêa, Sun Ra, Elza Soares, 24 Carat Black, Juçara Marçal, Hugh Mundell, Édouard Glissant, Nei Lopes e Suzanne Césaire, percorremos caminhos que encontram nas artes uma arma espiritual necessária para enfrentar este mundo.


Saravah soundz – discos como memória da música de terreiro com Éden Barbosa21 Oct 202501:24:50

Os discos de vinil de macumba revelam uma camada complexa da vida cultural brasileira, em que o som dos terreiros, dos pontos cantados e das giras se transformava em mercadoria, objeto de curiosidade e também de devoção. Essas gravações, ao mesmo tempo em que documentavam práticas religiosas afro-brasileiras, circulavam num mercado que oscilava entre o fascínio e o preconceito, a exotização e o respeito. Ouvir e colecionar esses discos hoje é revisitar essa ambiguidade histórica – em que o país consumia e admirava aquilo que, socialmente, insistia em marginalizar – e reconhecer neles um arquivo sonoro fundamental da espiritualidade e da criatividade popular brasileira.

Baile na favela do maranhão – políticas do prazer e territórios em desaparecimento por Thaís Regina22 Aug 202501:06:24

A luta pelo espaço é também a luta pelo tempo.

O tempo como lugar na história e o tempo em que é possível gozar, viver, ser.

Neste episódio especial, produzido por meio do edital “Memórias do presente: comunicação em direitos humanos”, do Memorial da Resistência, a jornalista Thaís Regina investiga a história da Favela do Maranhão, território que nunca esteve nos mapas oficiais da cidade de São Paulo e que foi varrido definitivamente pelo processo de desfavelamento empreendido nos anos 1970, durante os anos de chumbo da ditadura militar. Em um ensaio que vai da Favela do Maranhão à Favela do Moinho, da Carolina Maria de Jesus à prisão do Poze do Rodo, esse episódio reúne diferentes arquivos, depoimentos e vestígios que desenham a paisagem da cidade a partir de práticas de solidariedade, resistência e prazer. 

Pesquisa e produção: @apropriathaisregina

Colaboração: @rodrigoxcorrea e @dvanessinha

Edição: @vanrozendo

A vanguarda da desesperança – o punk brasileiro entre a crise e a mobilização [FREQUÊNCIA PARALELA]08 Jun 202500:36:50

A falta de horizonte, a dificuldade de articular alternativas e de experimentar outra vida têm marcado nosso tempo de forma determinante, inaugurando sentimentos ainda sem nome e afetando nossa capacidade de mobilizar vontades e ações. Mas, se a desesperança é a condição que conseguimos reconhecer, por que não tomá-la como insumo para exercitar a criação de um novo vocabulário – capaz de deslocar a atomização e o sofrimento?

Talvez o punk tenha sido a maior expressão cultural a transformar a desesperança em combustível para elaborações estéticas que reverberaram em ações coletivas e formas de vida. Neste episódio, visitaremos algumas produções do punk nacional dos anos 1980 que ajudam a articular noções que atravessam os dilemas do presente – da precarização do trabalho ao sofrimento psíquico, do genocídio na Palestina ao avanço tecnológico em direção a uma inteligência artificial geral.

Por uma estética do conflito – arte como política de rua com Raphael Escobar25 Mar 202500:55:55

A prática artística de Raphael Escobar é também educacional e política. Marcada pelo trânsito entre museus, galerias e a rua – especialmente a Cracolândia – vemos nela a proposição do conflito como chave para subversão dos espaços e o escancaramento das contradições dos lugares tidos como públicos.

Contra a tecnologia de morte aplicada pelo Estado sobre populações vulneráveis, blocos de carnaval, rodas de samba e rima e práticas das artes visuais são usadas como tecnologias de vida na ativação de pessoas e lugares onde a opressão é regra.

E a conversa de hoje é sobre isso. Confundir para organizar, organizar para tomar. A alegria, os museus, a criação, a dignidade.

A crise é cognitiva – a guerra cultural e os fins da internet com Leonardo Foletto06 Feb 202501:17:32

Quem teve acesso à internet do fim dos anos 90 e começo dos anos 2000 jamais imaginaria que ela se tornaria um dos principais instrumentos para a elaboração do fascismo de nosso tempo, um impulsionador da crise política e estética, seguido da crise cognitiva que determinaria uma nova subjetividade em seus usuários, assim como uma nova definição de capitalismo ultraprecarizado e ultraliberal, que confundiu ainda mais os limites do trabalho, das liberdades e da democracia liberal.

Da guerra cultural à plataformização, passando pela monopolização das Big Techs e a disputa geopolítica baseada nas tecnologias criadas a partir do que resta da internet, Leonardo Foletto caminha sobre uma breve história das redes de compartilhamento, da pirataria, do hackativismo até o apodrecimento algorítmico fascista em que nos encontramos agora.

Contrapolíticas da noite – entre a festa, a crítica e a produção de memória com Laboratório Noturno28 Jan 202501:20:07

A noite nessa conversa não é só uma metáfora. Falamos, sim, de uma política rastejante, que se dá nas sombras, no descuido dos que descansam, capaz de revelar uma outra cidade sobre a cidade, mas que, no seu sentido literal, não tem como momento de reverberação a luz do dia.

O Laboratório Noturno é um coletivo/grupo/laboratório que reúne pessoas que fazem, vivem e pensam a noite em espaços para articulações multidisciplinares que usam da crítica, da performance, da arquitetura e das artes visuais para amplificar a potência e preservar a memória dessas produções.

Saiba mais sobre o Laboratório Noturno: instagram.com/labnoturno

Os quase planos para 202522 Jan 202500:06:23

2025 começou com uma torrente que mostrou que nosso ânimo do fim do ano passado demandaria mais energia e rigor do que esperávamos.

Passaram-se pouco mais de 20 dias desde que o ano começou, e a fragmentação do tempo, da atenção e das redes sociais está aceleradíssima, mais do que nunca, e com uma pitada ainda mais pesada de fascismo nessa combinação toda.

Pelo menos nossos planos não foram desbaratados – até agora – e mesmo que tenham se deparado com a confusão de um ano que começa a milhão por todos os lados, a cabeça ainda funciona e trazemos a primeira novidade: estamos no substack!

Acreditamos que essa outra frente inaugura novas possibilidades de articular ideias e vontades: textos mais longos para compor o Memória Gráfica da Contracultura Brasileira, uma melhor acomodação de imagens, ensaios, entrevistas, maior interação com a comunidade que formamos aqui, e de quebra, mais uma possibilidade de apoiar financeiramente o projeto.

Saiba mais acessando balancoefuria.substack.com e inscreva–se!

Bom ano e boa sorte pra todo mundo. Nos vemos por aí!

Som, tempo e lugar – o rap nacional entre territórios e gerações com GOG18 Dec 202400:55:41

É impossível pensar a história do rap nacional desatrelada da história de seus territórios. Dizer isso pode soar básico demais, já que todo fenômeno cultural pode ser analisado a partir de seu lugar de origem, mas no caso do rap, a quebrada assume um lugar fundamental em sua forma.


“Periferia é periferia em qualquer lugar”, diz a clássica “Brasília Periferia”, de nosso convidado, @gogpoeta, e é daí que parte nossa conversa.


Diante das semelhanças que irmanam as periferias de todo Brasil, buscamos suas especificidades.


Qual a formação do rap brasiliense? Quais os embates travados na produção da cultura tão próxima ao centro do poder do país? Como interagem as diferentes gerações do rap que já não compartilham mais a mesma abordagem em suas criações?


Escutem e repassem a palavra.


Até 2025.

Ressonâncias invisíveis – o experimental e o popular entre Garanhuns e Nova York com Arto Lindsay12 Nov 202401:01:34

Arto Lindsay viveu entre o Brasil e os Estados Unidos, atravessando momentos definitivos para as artes visuais, a contracultura e a música experimental. Músico, compositor, produtor e artista multimídia, iniciou sua relação com o Brasil aos três anos, quando a família missionária se mudou para Pernambuco.


Sua condição de proximidade e ao mesmo tempo distanciamento das produções que se davam entre os dois países, fez com que sua criação refletisse tanto as formas presentes na bossa nova, na tropicália, no carnaval, quanto no free jazz, no pós-punk e na arte sonora.
Nessa conversa sem tema, perseguimos o repertório de Lindsay que vem de encontros com William Burroughs, passando por sua busca pela elaboração de uma forma diferente com DNA, Ambitious Lovers e seu projeto solo, chegando ao seu encontro com o que há de novo sendo produzido, seja o último disco de Tyler the Creator ou as produções de Gabriel do Borel.

EXTRA! – Punk reggae party, Restos de nada, Sistah Chilli e Cisma com Felix Barreira e Ariel Invasor06 Nov 202400:41:55

Um episódio – ou uma convocação – para a próxima @punkreggaeparty, que acontece domingo, 10 de novembro, de graça!

Em conversa com @felixbarreira e @arielinvasor, comentamos a edição da festa que terá a reunião da primeira banda punk do Brasil, Restos de Nada, lançamento do novo álbum em vinil da @sistahchilli e o segundo show do @cismacisma_.

Na discotecagem em vinil, a seleção conhecida do residente @felixbarreira , acompanhado de @thiagor.osa na frente reggae e @ja1.jao & @allangcieri na frente punk.


Basta retirar o ingresso e colar: https://www.sympla.com.br/evento/punk-reggae-party-com-restos-de-nada-sistah-chilli-cisma-na-tarantino-cervejaria/2682596


Nos vemos lá!


Radical Records – música independente e lutas por libertação com Marcelo Viegas e André Maleronka23 Sep 202401:24:43

A popularização do disco de vinil como forma dominante de distribuição musical em meados do século XX foi importante não apenas para que artistas conseguissem difundir sua música de forma independente, mas também para que movimentos de libertação, campanhas de solidariedade, organizações comunitárias e iniciativas de conscientização ampliasssem o alcance de suas mensagens.


Radical Records – Uma enciclopédia da música independente e lutas por libertação, de Josh MacPhee, é um livro que reúne informações sobre música política e produção cultural radical. Ele articula selos que atuaram em conjunto nas lutas sociais, utilizando a cultura como uma plataforma ativa em processos revolucionários e experimentando na prática novas relações de trabalho, distribuição, linguagem e estética.

Das lutas anticoloniais na África e Palestina, passando pelas campanhas de solidariedade com os países sob ditadura da América Latina, chegando aos selos de jazz, punk, cumbia, merengue, dub e seu compromisso com as lutas locais, essa conversa visita experiências pessoais e históricas que apresentam outras formas de se consumir, distribuir e fazer cultura e política.


Radical Records está em uma campanha de financiamento coletivo e você pode contribuir com a publicação em: benfeitoria.com/radicalrecords

Pega fogo cabaré – o agronegócio e o sertanejo como trilha sonora de um mundo em chamas com Douglas Rodrigues Barros13 Sep 202401:15:42

Quando a nossa noção de uma elite capitalista brasileira, antes industrial e urbana, se desloca para a ideia de uma elite do interior do país dada a produção de commodities, a difusão ainda mais marcante do sertanejo (ou "agronejo") opera como expressão que corrobora com o desejo de representação dessa elite no imaginário cultural.

Agora, o sujeito que trabalha com a terra é representado como proprietário, que ocupa lugar de poder e é politicamente articulado. 

Essa conversa surge a partir do texto "O agro realmente é pop: sobre a hegemonia do sertanejo na era da pós-música", de Douglas Rodrigues Barros, publicado em 2023 na Revista Rosa. Hoje, novas camadas podem ser acrescentadas sobre a reflexão do monopólio que tornou o sertanejo uma expressão inescapável nos últimos 15 anos, e cada vez mais aliada das representações neoliberais, reacionárias e conservadoras.

Para ler o texto mencionado, acesse https://revistarosa.com/7/agro-realmente-pop

Descendente de Yasuke – especulando conexões entre a cultura pop do Japão e o rap com Nill25 Jul 202400:56:49
Ao nos voltarmos para a história das comunidades negras dos Estados Unidos, podemos facilmente identificar inspirações no campo da cultura, da produção política e artística, vindas de referências do leste asiático. Da relação entre os Black Panthers e o maoísmo, passando pela Blaxploitation e os filmes de kung-fu, continuando através de grupos e artistas como Wu-Tang Clan, Afu-Ra, Planet Asia, Jeru the Damaja, entre outros nomes do rap dos anos 90/2000, vemos essa influência na temática das letras, nas capas dos discos e em filosofias pessoais. “Descendente de Yasuke” é a quarta música do segundo álbum do rapper Nill, um exemplo que ilustra o momento em que uma nova gama de referências estéticas reflete em uma geração de MCs e produtores influenciados especialmente por animes. Essa é uma conversa sobre trilhas sonoras, enredos, produção e possíveis conexões entre o universo da cultura pop japonesa e o rap.
Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo02 Jul 202401:08:08
Pode a música ser um elemento catalisador de mobilizações coletivas, ocupações, revoltas e criação de outras formas de vida? Em "Abalar a cidade – música e capitalismo, espaço e tempo", livro lançado pela @sobinfluencia mês passado, Alexander Billet examina as interações entre música e movimentos de libertação, retomadas de espaços públicos e criação de coletividades que podem escapar aos monopólios da indústria cultural e das iniciativas políticas hegemônicas. Esse episódio é uma conversa com Malu de Barros e Caio Silva, tradutores da obra, sobre os encontros e articulações possíveis entre "Abalar a cidade" e nossa realidade ao sul global. Link na bio. @marialuizabr @_fantsmao
Hip-hop hackers - a internet e a estética do rap underground nos anos 2000 com De Leve21 May 202401:04:57
A popularização da internet no começo dos anos 2000 foi responsável não só por revolucionar a forma e a velocidade com que as pessoas se comunicavam e compartilhavam informação, como também influenciou linguagens, modos de produção e distribuição do que era produzido. No Brasil, o coletivo de rap carioca Quinto Andar foi a representação máxima desse espírito do tempo, que refletia a ruptura estética com o que havia de estabelecido no rap nacional; que incorporava a internet como um elemento fundamental na sua forma de produzir e distribuir música e que era absolutamente associada às iniciativas que buscavam usar essa nova tecnologia contra os monopólios da indústria cultural e política. Uma conversa que vai do mirC ao Napster, do hiphopunderground.com à lista de visitas do site do Quinto Andar, passando pelo Centro de Mídia Independente e pelo revés plataformizado a partir dos streamings. @mcdeleve ------------------------------------------------------------------- Em junho, De Leve se apresenta em São Paulo no @solysobrabar. Siga para saber mais informações.
Ameaça menor – breves notas sobre o punk e a infância com Jonas Dornelles e Zé Ulisses11 Apr 202401:34:02
É comum percebermos a potência do punk a partir de suas diversas manifestações políticas e estéticas, de sua interlocução com movimentos sociais variados e com vanguardas artísticas, mas apesar de ser tão explícito em sua história e produção, a infância é algo que fica invisível em discussões que tem o punk como tema.A história do punk foi construída por pessoas que tiveram acesso à essa cultura antes mesmo dos 15 anos. Por pessoas que aos 11, 12 ou 13 anos de idade já tinham bandas, faziam fanzines, participavam de protestos e tinham abandonado suas crenças em deuses e na palavra dos adultos.Essa não é uma conversa que trata o punk como instrumento pedagógico, nem mesmo uma conversa entre especialistas da infância, mas sim uma troca entre pessoas que muito jovens começaram a produzir suas vidas nessa cultura, que tem como elemento central a crítica à vida burocratizada e especializada – que é o que qualifica o mundo das pessoas crescidas.
Under me sleng teng – a vibração do dancehall entre a Jamaica e o Brasil com Ricardo Magrão e Lei Di Dai13 Mar 202401:35:34
A história da música jamaicana nos diz muito sobre a história da própria Jamaica. Se no início dos anos 60 o processo de libertação do colonialismo britânico implicou na necessidade do desenvolvimento de um gênero musical que representasse a identidade jamaicana, dando origem ao Ska, e nos anos 70, o Roots vem aliado à temáticas que remetiam aos movimentos de libertação da África e de consciência espiritual e política, nos anos 80 o Dancehall retrata uma Jamaica que ginga entre o sexo e a violência, as drogas e os bailes, em um contexto em que há a intensificação do neoliberalismo e a transformação nos processos de produção musical advindos de novas tecnologias. Considerar essa mistura de elementos nos leva a romper com qualquer purismo, e voltar à história do Dancehall é se deparar com a criatividade e desejo de vida de músicos, Djs e MCs que a partir de samples, riddims e soundsystems criam na música jamaicana aquilo que no baile faz o grave bater forte.
Stranger fruit – a imaginação das mulheres negras no jazz com Nathalia Grilo04 Mar 202401:04:33

Essa conversa que retoma à contrapelo a história do jazz, se desenvolve não só na intenção de demonstrar a presença das mulheres na construção do som e do pensamento, mas também no exercício de trazer à vista o que há de belo e estranho nessas elaborações sonoras e intelectuais, combatendo a ideia de "diva" e "musa" e celebrando o potencial no que há de experimental, no controle das formas de produção, na genialidade e na maneira diversa que essas mulheres criaram sobre o jazz.


Do continente Africano às Américas. De Mary Lou Williams, de Atlanta à Tânia Maria, de São Luís do Maranhão. De Jeane Lee, de Nova York à Emahoy Tsegué-Maryam Guèbrou, de Adis Abeba. Elas estiveram lá e permanecem aqui.


A Vanguarda Paulista Instrumental e o jazz nos primórdios da música independente no Brasil com Renan Ruiz16 Feb 202401:05:51
O exercício de pensar o lugar da música instrumental em associação ao seu contexto histórico demanda mais que uma especulação voltada aos artistas e às suas obras, demanda considerar as minúcias das entrelinhas, os procedimentos das produções, o vocabulário que permeia a universo dessas expressões. Nessa conversa com Renan Ruiz, percebemos que a Vanguarda Paulista Instrumental não só foi fundamental para pensarmos a história da música instrumental/jazz no Brasil, como também representou os primórdios das produções musicais independentes durante os anos de chumbo.
O jazz afropindorâmico do Maranhão com Tonny Araújo Jr. e Isaías Alves24 Oct 202301:59:29

Mais do que a capital do reggae no Brasil, a história do Maranhão é marcada também pela produção jazzística que desde os anos 1920 não só se demonstra a partir da aparição de exímios músicos, como também é instrumento para leitura das contradições e lutas presentes entre as classes subalternizadas no Brasil de ontem e hoje.


De Adhemar Corrêa à Tânia Maria, de New Orleans a São Luís, nessa conversa tratamos da potência que transcende e combate qualquer noção de regionalismo, tendo todo sotaque da produção legitimamente maranhense.


Acompanhe Tonny Araújo Jr. (@tonnyaraujojr) e Isaías Alves (@isaiasalvesmusic):


Os negros na história do jazz do Maranhão:

https://agenciatambor.net.br/opiniao/os-negros-na-historia-do-jazz-do-maranhao/


Cultura, música, literatura e jazz no Maranhão:

https://www.youtube.com/live/zKfGRYBwNdA?si=1642xMXvYEJFpP3u


De St. Louis a São Luís: os primeiros vestígios do jazz no Maranhão:

https://www.sobreotatame.com/de-saint-louis-a-sao-luis-os-primeiros-vestigios-do-jazz-no-maranhao/


Escute Isaías Alves:

https://open.spotify.com/intl-pt/artist/1KqNJYcYfLtszc3g1aoCVN

Jazz is dead – o encontro entre a música brasileira e a estadunidense [DISCOTECAGEM COMENTADA]31 Aug 202301:56:02
Enquanto o Balanço e Fúria segue matutando formas de existir para além do podcast e novos episódios não surgem, trazemos aqui um material precioso. No dia 5 de abril, na @intercommunalmusic, a Discotecagem Comentada teve o músico e produtor Adrian Younge (EUA) como convidado, em uma celebração mediada por @marialuizabr que atravessou sua formação enquanto pesquisador musical e suas produções, de Ghostface Killah à Marcos Valle. Adrian é um dos fundadores da gravadora Jazz Is Dead, na qual, junto com Ali Shaheed Muhammad (A Tribe Called Quest), produz álbuns com músicos consagrados do jazz. Entre nomes como Roy Ayers, Lonnie Liston Smith, Jean Carne, Doug Carn, Gary Bartz, os brasileiros Marcos Valle e a banda Azymuth estão no catálogo. Em breve o @jazzisdead chegará ao Brasil com um evento histórico, reunindo alguns dos principais nomes de nossa música em uma experiência de festa e formação. Fiquem atentos! Sigam @jazzisdead/@adrianyounge, acompanhem as pesquisas de @marialuizabr e visite a @intercommunalmusic, responsável pelas pontes e abrigando essas atividades valiosas.
Antes que junho acabe – as reverberações político-estéticas das revoltas de 2013 com Mayara Vivian e Ordinária Hit27 Jun 202301:29:11

Em junho de 2023, as revoltas de junho de 2013 completam 10 anos, e se debruçar sobre este momento sem considerar pelo menos 10 anos antes e as composições artísticas e contraculturais que se somaram aos movimentos sociais e autônomos em diversas lutas anticapitalistas, que iam de manifestações contra o G8 até mobilizações pela tarifa zero, é um erro.


Nessa conversa não relembramos apenas dos grupos, coletivos, bandas, festivais e canções que se associaram no começo dessas lutas e da formação do Movimento Passe Livre, mas também especulamos sobre os desdobramentos dessas lutas protagonizadas pela juventude que tinha no exercício das novas linguagens, da música, da tecnologia e da prática autônoma, formas de se fazer política e de se infiltrar nas brechas do poder.

Beat pro Rick Bonadio chorar – a música eletrônica entre o funk e o forrózin com Gg Albuquerque08 May 202301:06:21

A música eletrônica legitimamente brasileira é aquela que radicaliza sua forma em espaços próprios, dispensando os centros, as grandes gravadoras e produtores tradicionais, para se dar em experimentos diversos que são desdobramentos do funk, do forró e de uma linguagem absolutamente sintonizada com o que interessa aos seus criadores e público.
São as batidas de funk com texturas estranhas, agudos extremos ou formados só por graves, é o forrózin se materializando de forma 100% eletrônica, é a interação mais ampla com outras plataformas como o TikTok, o instagram e com o "viral".
Nessa conversa, Gg Albuquerque nos apresenta a conjunção que compõe a forma livre da música eletrônica brasileira contemporânea que faz o Rick Bonadio chorar.

Espaços dissonantes – a política sonora da música experimental contemporânea no Brasil com Aline Vieira e Yuri Bruscky 04 Apr 202301:30:58

Uma conversa que visita coisas entre Brigada do Ódio e Jocy de Oliveira. Aline Vieira e Yuri Bruscky pesquisam, pensam e fazem ruído. Tem no experimento desse espaço que aqui chamamos amplamente de "música experimental" um lugar composto não só de crítica estética, mas também de crítica política, não só da expressão sonora, mas também de performance e de desafio em relação aos procedimentos da criação disso que atravessa tanto as perspectivas da academia, quanto das artes, tanto as vertentes do punk, quanto da música eletrônica.
Masterização por @igorsouzadbk / Edição por @transfonico

A palavra como jogo – entre a crônica, o pixo e o rap com Rodrigo Ogi16 Feb 202300:52:06

A palavra é trânsito, e nessa conversa com Rodrigo Ogi somos apresentados ao percurso que compõe sua expressão como alguém da escrita em constante interlocução com a rua.

Das histórias da avó às audições dos discos da Clara Nunes com a mãe, do começo da pixação em 1995 às madrugadas dedicadas ao hip-hop nos primórdios da internet no começo dos anos 2000, de Ndee Naldinho à Quinto Andar... essa conversa foi acima de tudo sobre palavra, forma e linguagem.

O caos como princípio – os cruzamentos entre a ética punk e a cosmovisão Baniwa com Denilson Baniwa20 Jan 202300:59:55

No fim dos anos 90, uma fita K7 com algumas músicas de bandas punks sem identificação chega às mãos de jovens do interior do Amazonas, mais especificamente no território do povo Baniwa. Denilson é um desses jovens arrebatado pelo conteúdo da fita que imediatamente criava uma identificação entre a visão de seu povo e a lírica apresentada por aquelas bandas.

O caos, geralmente rechaçado pelos valores ocidentais/judaico-cristãos, é um elemento considerado tanto pelos Baniwa quanto pelos punks em sua composição de sua visão de mundo, e talvez essa seja uma das principais razões para especularmos uma vida permeada pela busca de reconhecimento, justiça e dignidade tendo o enfrentamento na arte como plataforma.

Denilson Baniwa é artista plástico e nessa conversa nos conta um pouco sobre sua juventude que teve o punk como um dos atravessamentos que foram fundamentais em sua formação.

Desafiar a tristeza/reativar o desejo – música e potencial político no Brasil pós-Bolsonaro com Rodrigo Lima08 Jan 202301:24:14

Se a virada do milênio prometia a possibilidade de outro mundo à uma juventude que, para além da prática política, experimentava outras formas que questionavam a estrutura do poder, da cultura e da comunicação tendo a música como vetor, nos anos 2010 esse horizonte começa a nublar e as mobilizações políticas e estéticas à esquerda sofrem um revés que culmina na ascensão da extrema-direita no Brasil.

2023 começa com desafios imensos, que mistura a necessidade de superar a nostalgia, de reorganizar os desejos de encontro/mobilização/criação e de combater da direita que não tão cedo voltará para o esgoto.

Nessa conversa com Rodrigo Lima visitamos algumas obras de sua banda, o Dead Fish, e como os atravessamentos políticos refletiram na sua escrita e na organização das cenas, coletivos, selos, artistas e da indústria fonográfica.

Masterização por Igor Souza/@mitrarecs

Arte de Flávio Grão

Free Jazz contra o ruído colonial com Rômulo Alexis e Du Kiddy21 Dec 202201:17:33

O Free Jazz enquanto expressão não só significou a extrapolação dos parâmetros musicais do jazz, mas também trouxe consigo um repertório político e simbólico que se relacionariam profundamente com dimensões materiais de outros campos – interagindo, contribuindo, compondo e incorporando em sua forma os processos das lutas da população negra estadunidense e africana.

Nesse episódio encontramos Rômulo Alexis e Du Kiddy para conversar sobre os resquícios coloniais que habitam a escuta e a prática musical ocidentalizada – estética e politicamente – e sobre aqueles e aquelas que dedicaram e dedicam sua vida à criação de uma arte cheia de potência contra o esvaziamento imposto pela dinâmica colonial.

Albert Ayler, Art Ensemble of Chicago, John Coltrane, Ornette Coleman, Pharoah Sanders e vários outros passaram por aqui.

Vivos na cidade – o punk e as mobilizações pelo passe livre no começo dos anos 2000 com Rodrigo Lopes de Barros13 Dec 202201:07:23

Como aproximar o punk das mobilizações que historicamente lutaram e lutam pelo direito à cidade? Podemos especular a influência das produções dos anos 60 próximas aos situacionistas e a crítica ao urbanismo moderno, podemos especular a influência dos happenings do Provos, grupo holandês que tinha a cidade como palco para ações de desvio e ocupação tensionando a relação entre o público, o privado e as autoridades, e de forma mais crua, até pensar em como o ganguismo redesenhou a geografia da cidade partindo de uma outra configuração de fronteira.

Olhar pra tudo isso significa olhar para o deslocamento da periferia ao centro. É sobre o fato de pagar para ir ao trabalho, à escola, aos shows e às manifestações, e no Brasil, no começo dos anos 2000, uma geração que já pertencia a uma tradição do punk bastante inclinada às mobilizações de rua, se encontra nas organizações de luta pelo passe livre, juntos de outros movimentos sociais, partidos e coletivos.

Esse episódio é dedicado ao punk e ao Movimento Passe Livre e celebra o livro de Rodrigo Lopes de Barros, "Distortion and Subversion Punk Rock Music and the Protests for Free Public Transportation in Brazil (1996–2011)", publicado esse ano pela Liverpool University Press.

Sistas grrrl’s riot – narrativa de mulheres negras no punk rock com Daisy Serena14 Oct 202200:55:32

O que há no percurso que conecta percepções de mulheres negras envolvidas com o punk, com suas diferenças de espaço e tempo, geografia e geração, entre o centro e a periferia da economia, da produção cultural e intelectual?

Nessa conversa, Daisy Serena nos traz um tanto de sua vida em um exercício que aproxima a pedagogia contida nas práticas e elaborações de Lélia Gonzalez, Bulimia, bell hooks, Bikini Kill, zine Gunk, Sistas grrrl’s riot e tudo mais que couber na ideia de uma vida desenhada em uma conversa de 50 minutos sobre raça, gênero, classe e punk rock.

As ambiguidades políticas e estéticas do metal na periferia do capitalismo com Felipe Nizuma e Pedro Poney31 Aug 202202:40:14
Essa conversa foi um ensaio aberto, um espaço de especulações em tempo real. Ouça e descubra como ela começa com Black Sabbath, passa por Mutantes, Rock da Mortalha, ditadura militar no Brasil, Dorsal Atlântica, Chakal, Sepultura, América Latina, Violator, Blasthrash, jornadas de junho de 2013, o assédio do Bolsonarismo sobre a juventude, a decadência do rock, o fenômeno do metaleiro reacionário, neoliberalismo e a atomização da juventude/dos sujeitos, Marx, Walter Benjamin, Milton Santos e até Kant e Fukuyama! Masterizado por @igordbk/@mitrarecs
A ética da pirataria – desvio, expropriação e o tráfico de cultura com Leonardo Foletto18 Aug 202201:20:32

Desvio, expropriação, cópia, roubo… são muitas as formas de qualificar a prática da pirataria. Uma prática que hoje talvez tenha perdido o sentido, mas que há muito tempo exerce a função de descentralizar e redistribuir cultura.

Dos piratas do séc. XV às práticas da collage surrealista ou détournement situacionista, das rádios livres na Itália dos anos 70 às rádios piratas do Brasil dos anos 90, do boom da internet e da popularização das práticas de difusão de conteúdo que burla o direito à propriedade intelectual ao revés centralizador dos monopólios de streaming.

Uma conversa com @leofoletto sobre tudo isso e algo mais.

Clubber de quebrada – raça, classe e território na música eletrônica de São Paulo com Felinto e Mafalda10 Aug 202201:35:18

Depois de mais de um mês sem episódios, voltamos!

Na companhia de Felinto e Mafalda, cruzamos as experiências e as produções das quebradas através da música eletrônica. Experiências e produções que consideram o trânsito, que abarcam as complexidades das sociabilidades, das disputas de território, da criação de espaços, do mundo que existe entre a zona sul, norte, leste e oeste até o centro.

Do Madame Satã ao Sound Factory, do miami bass ao house, das tretas às assimilações. Dedicado a todo clubber de quebrada, cybermano, poperô, lagartixa ou jangueiro.


Punky reggae party - quando a comunidade jamaicana encontra a juventude britânica com Bruno Lancelotti e Felix Barreira27 Jun 202201:45:46

Ao fim da segunda guerra mundial, a Inglaterra, apesar de vitoriosa, se vê na necessidade de reerguer suas estruturas estremecidas pelos quase 20 anos de conflito entre os países Aliados e os do Eixo. Para sua reconstrução, mão de obra indiana, paquistanesa e caribenha foi incorporada a partir de facilitações nos processos de integração dos imigrantes à sociedade britânica. Com esses imigrantes, veio a cultura, e dessa integração entre os imigrantes e os ingleses, revelam-se novos dilemas nas relações entre a juventude.

Podemos dizer que as experiências musicais e sociais, experimentadas em solo britânico, mais intensas, vivas, criativas e conflitantes se deram no período de 1950 à 1980? Acho que sim.

Um episódio sobre Desmond Dekker, Laurel Aitken, The Clash, Trojan Records, Blue Beat, Don Letts, 2 Tone Records, Lee Perry, Rock Against Racism e algo mais.

Episódio masterizado por Igor Souza, do estúdio Mitra.

Remetente/destinatário – discos, zines e amizades nas correspondências dos anos 90 com Douglas Utescher (Ugra Press)15 Jun 202201:04:30

As correspondências via carta nos anos 80 e 90 foram talvez a única forma dessa geração se corresponder, a mais barata e acessível, mas ao mesmo tempo, foi a principal plataforma para o exercício da escrita e da leitura, do esforço de entender e se fazer entendido, de responder a uma outra temporalidade que está longe de pertencer a lógica do imediato e do simultâneo.

Douglas Utescher se apropriou dessa prática por boa parte da sua vida e refinou suas percepções estéticas, políticas, músicas e literárias através dela.

Sub e Grito Suburbano – coletâneas como documento, memória e comunidade com Clemente Nascimento19 May 202200:46:24

Dentre os discos mais importantes do punk nacional, dois são coletâneas. Coletâneas frutos da mobilização de duas bandas que abrem mão de lançar um disco individual, como o Cólera (no caso do Sub) e Olho Seco (no caso do Grito Suburbano), para incluir outras bandas no registro. Aqui temos o primeiro registro daqueles que tiveram a forma independente como método e como princípio, daqueles que tinham na sua negação a sua atividade.

Sub, Grito Suburbano, O Começo do Fim Mundo, Ataque Sonoro, coletâneas gravadas na casa dos amigos que tinham os discos, cartas e fitas trocadas entre punks da Vila Carolina, do meio-oeste dos Estados Unidos ou de algum lugar da Finlândia no começo dos anos 80.

A conversa com Clemente Nascimento é sobre isso.

Black dada nihilismus – a imaginação radical de Amiri Baraka com Nathália Grilo06 May 202201:25:35

Amiri Baraka enquanto vivo buscou ser livre até que finalmente fosse. Caminhou junto de Allen Ginsberg, Jack Kerouac e Ted Joans nos inferninhos de Greenwich Village, em Nova York. Conheceu a Cuba em seu processo inicial pós-revolução e volta para casa transformado. Radicaliza sua forma política e estética a partir do nacionalismo negro durante mobilizações pelos direitos civis nos anos 60. Assume o marxismo-leninismo sob o contexto dos movimentos de libertação do terceiro mundo nos anos 70. Fundou editoras, construiu periódicos, lançou discos e levou um tapa na cara do Charles Mingus que não gostou de algum escrito seu sobre Jazz de vanguarda.

Tudo isso sob o som e companhia de alguns nomes como Archie Shepp, Albert Ayler, Cecil Taylor, Sun Ra e inúmeros outros...

Desculpem a descrição bagunçada. A vida de Amiri Baraka foi grandiosa.

Interiorano e ambicioso – entre a vontade de dominar o mundo e a vida sem herança com Diego Max28 Apr 202200:58:32

Diego Max é produtor musical e artista gráfico de Assis, velho oeste paulistano, e desde o começo dos anos 2000 orienta seus afetos criativos a partir da necessidade da descoberta das brechas para se criar um lugar, seja em um apartamento apertado no centro de São Paulo ou na COHAB em sua cidade natal.

Um episódio dedicado aos interioranos e ambiciosos, sem herança, muitas vezes precarizados e cansados por esse mundo que ainda não nos venceu.

Mark Fisher – entre a melancolia da música britânica e da crise do capitalismo15 Apr 202201:32:20
O quanto da melancolia expressa na cultura é capaz de denunciar a barbarie que o capitalismo tardio representa na vida das pessoas? Amauri Gonzo nos fala sobre como Mark Fisher costura em seu pensamento referências que vão de Joy Division, Tricky à Jacques Derrida e Fredric Jameson. Use o cupom #BalancoEFuria20 e compre os livros do Mark Fisher com 20% de desconto no site da @autonomialiteraria.
Cumbia madre del pueblo – latinoamerica em festa e luta com Pablo Fidel (La Delio Valdez), Pensanuvem (Macumbia) e Gui Miranda (Boxe Vila Anglo)03 Mar 202200:52:31

Do norte do México ao sul da Argentina, a cumbia mobiliza os corpos para se movimentar em sua direção.

Cumbia é sobre amores perdidos, ganhados, festas, ódio à polícia, mas também sobre identidade latinoamericana, auto organização e mobilização coletiva.

Aqui conversamos com Pablo Fidel, membro da importantíssima banda de cumbia argentina La Delio Valdez, que não é só grande pela qualidade musical, mas também pela forma cooperativa de funcionamento baseada nas experiências das fábricas argentinas recuperadas pelos operários no começo dos anos 2000, Pensanuvem, que há 10 anos nos aproxima da linguagem cumbiera e de nossos vizinhos latinoamericanos e Guilherme Miranda, que tem sua vida cruzada pela paisagem argentina, do boxe ao futebol, do punk a cumbia.

Ver o jazz – as capas de disco e a fotografia do jazz americano (50-70) com Ricardo Magrão03 Feb 202200:59:42

A fotografia e as capas dos discos de jazz foram potentes o suficiente para forjar no imaginário de seu público uma forma que torna impossível seu não reconhecimento. Uma forma capaz de atingir a síntese mais refinada do que significa beleza e radicalidade, simplicidade e complexidade.

Uma conversa com Ricardo Magrão que cruza a trajetória de nomes como Francis Wolff, Reid Miles, Blue Note, Prestige, Atlantic, Black Jazz e outras mais.

O pós-punk paulistano nos anos 80 – entre a vanguarda estética e a vanguarda política com Miguel Barella e Alex Antunes14 Jan 202201:05:04

Os últimos anos da ditadura no Brasil foram permeados por um espírito do tempo que soprava um vento que trazia como novidade política e artística movimentações que iam do trotskismo da LIBELU ao som do Gang of Four, das intervenções do grupo Viajou Sem Passaporte aos encontros no Madame Satã, da necessidade de romper com a complexificação proposta pelo rock progressivo a vontade expandir com o minimalismo que compõe o pós-punk.

Esse é um passeio de 77 a 85 com Miguel Barella e Alex Antunes.

Nossa pátria é o mundo inteiro, nossa lei é a liberdade – entre o internacionalismo do punk e do futebol com Mandioca29 Nov 202101:19:14

Das partidas que aconteciam entre uma banda e outra no galpão do Jabaquara, durante as Verduradas, para a formação de um time punk, à esquerda e antifascista que criou conexões com times da mesma dimensão em outros países da Europa e da América do Sul.

Uma conversa sobre punk, torcidas organizadas, futebol de várzea, outras formas de se formar um time e se organizar uma partida, movimentos autônomos, antifascismo e sobre o que estamos fazendo e o que podemos fazer de nossas vidas.

Dos Racionais MC's aos Paiter Suruí – canções e lutas por terra e liberdade com Txai Suruí25 Nov 202100:42:04

No começo desse mês de novembro, em Glasgow, na Escócia, aconteceu a COP 26, Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, e a representante do Brasil nessa conferência foi a ativista indígena Txai Suruí, que além apresentar as demandas de seu povo, denunciar as iniciativas de um governo devastador e alertar o mundo sobre o massacre de indígenas que acontece em solo brasileiro, trouxe em seu discurso referências que iam dos zapatistas aos Racionais MC's.

Uma conversa sobre luta, terra, território e também sobre rap.

Punks, skins e socialistas – as virtudes e contradições dos movimentos de juventude nos anos 80 com Mao05 Nov 202101:17:39

O processo de redemocratização do Brasil, Desmond Dekker, as greves operárias do ABC no fim dos anos 70, a convergência estético-política da origem operária dos punks e skinheads, as contradições e as virtudes que compõem a prática de cada um, a fundação do PT, a coletânea Strenght Thru Oi!, a retomada das mobilizações dos movimentos sociais, Redskins… os que moram do outro lado do muro nunca vão saber o que se passa no subúrbio.

Uma conversa sobre punks, skins e socialismo com o professor Mao.

1 por amor, 2 por dinheiro – pelo direito de viver do que se faz com Sistah Chilli26 Oct 202101:07:52
Formação de comunidade, redes de compartilhamento e meios de distribuição alternativos, microfone aberto e shows gratuitos, apoio mútuo e solidariedade, essas são algumas das maneiras possíveis para se acessar e criar música sem dinheiro, mas longe de romantizar qualquer modo de existência próximo da precariedade, é necessário reconhecer o direito de artistas que estão longe do centro econômico de viverem daquilo que fazem. 1 por amor, 2 por dinheiro é sobre descobrir, pesquisar e fazer som com e sem grana. Uma conversa com Sistah Chilli.
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