Balanço e Fúria – Détails, épisodes et analyse
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Pega fogo cabaré – o agronegócio e o sertanejo como trilha sonora de um mundo em chamas com Douglas Rodrigues Barros
vendredi 13 septembre 2024 • Durée 01:15:42
Quando a nossa noção de uma elite capitalista brasileira, antes industrial e urbana, se desloca para a ideia de uma elite do interior do país dada a produção de commodities, a difusão ainda mais marcante do sertanejo (ou "agronejo") opera como expressão que corrobora com o desejo de representação dessa elite no imaginário cultural.
Agora, o sujeito que trabalha com a terra é representado como proprietário, que ocupa lugar de poder e é politicamente articulado.
Essa conversa surge a partir do texto "O agro realmente é pop: sobre a hegemonia do sertanejo na era da pós-música", de Douglas Rodrigues Barros, publicado em 2023 na Revista Rosa. Hoje, novas camadas podem ser acrescentadas sobre a reflexão do monopólio que tornou o sertanejo uma expressão inescapável nos últimos 15 anos, e cada vez mais aliada das representações neoliberais, reacionárias e conservadoras.
Para ler o texto mencionado, acesse https://revistarosa.com/7/agro-realmente-pop
Descendente de Yasuke – especulando conexões entre a cultura pop do Japão e o rap com Nill
jeudi 25 juillet 2024 • Durée 56:49
Jazz is dead – o encontro entre a música brasileira e a estadunidense [DISCOTECAGEM COMENTADA]
jeudi 31 août 2023 • Durée 01:56:02
Antes que junho acabe – as reverberações político-estéticas das revoltas de 2013 com Mayara Vivian e Ordinária Hit
mardi 27 juin 2023 • Durée 01:29:11
Em junho de 2023, as revoltas de junho de 2013 completam 10 anos, e se debruçar sobre este momento sem considerar pelo menos 10 anos antes e as composições artísticas e contraculturais que se somaram aos movimentos sociais e autônomos em diversas lutas anticapitalistas, que iam de manifestações contra o G8 até mobilizações pela tarifa zero, é um erro.
Nessa conversa não relembramos apenas dos grupos, coletivos, bandas, festivais e canções que se associaram no começo dessas lutas e da formação do Movimento Passe Livre, mas também especulamos sobre os desdobramentos dessas lutas protagonizadas pela juventude que tinha no exercício das novas linguagens, da música, da tecnologia e da prática autônoma, formas de se fazer política e de se infiltrar nas brechas do poder.
Beat pro Rick Bonadio chorar – a música eletrônica entre o funk e o forrózin com Gg Albuquerque
lundi 8 mai 2023 • Durée 01:06:21
A música eletrônica legitimamente brasileira é aquela que radicaliza sua forma em espaços próprios, dispensando os centros, as grandes gravadoras e produtores tradicionais, para se dar em experimentos diversos que são desdobramentos do funk, do forró e de uma linguagem absolutamente sintonizada com o que interessa aos seus criadores e público.
São as batidas de funk com texturas estranhas, agudos extremos ou formados só por graves, é o forrózin se materializando de forma 100% eletrônica, é a interação mais ampla com outras plataformas como o TikTok, o instagram e com o "viral".
Nessa conversa, Gg Albuquerque nos apresenta a conjunção que compõe a forma livre da música eletrônica brasileira contemporânea que faz o Rick Bonadio chorar.
Espaços dissonantes – a política sonora da música experimental contemporânea no Brasil com Aline Vieira e Yuri Bruscky
mardi 4 avril 2023 • Durée 01:30:58
Uma conversa que visita coisas entre Brigada do Ódio e Jocy de Oliveira.
Aline Vieira e Yuri Bruscky pesquisam, pensam e fazem ruído. Tem no experimento desse espaço que aqui chamamos amplamente de "música experimental" um lugar composto não só de crítica estética, mas também de crítica política, não só da expressão sonora, mas também de performance e de desafio em relação aos procedimentos da criação disso que atravessa tanto as perspectivas da academia, quanto das artes, tanto as vertentes do punk, quanto da música eletrônica.
Masterização por @igorsouzadbk / Edição por @transfonico
A palavra como jogo – entre a crônica, o pixo e o rap com Rodrigo Ogi
jeudi 16 février 2023 • Durée 52:06
A palavra é trânsito, e nessa conversa com Rodrigo Ogi somos apresentados ao percurso que compõe sua expressão como alguém da escrita em constante interlocução com a rua.
Das histórias da avó às audições dos discos da Clara Nunes com a mãe, do começo da pixação em 1995 às madrugadas dedicadas ao hip-hop nos primórdios da internet no começo dos anos 2000, de Ndee Naldinho à Quinto Andar... essa conversa foi acima de tudo sobre palavra, forma e linguagem.
O caos como princípio – os cruzamentos entre a ética punk e a cosmovisão Baniwa com Denilson Baniwa
vendredi 20 janvier 2023 • Durée 59:55
No fim dos anos 90, uma fita K7 com algumas músicas de bandas punks sem identificação chega às mãos de jovens do interior do Amazonas, mais especificamente no território do povo Baniwa. Denilson é um desses jovens arrebatado pelo conteúdo da fita que imediatamente criava uma identificação entre a visão de seu povo e a lírica apresentada por aquelas bandas.
O caos, geralmente rechaçado pelos valores ocidentais/judaico-cristãos, é um elemento considerado tanto pelos Baniwa quanto pelos punks em sua composição de sua visão de mundo, e talvez essa seja uma das principais razões para especularmos uma vida permeada pela busca de reconhecimento, justiça e dignidade tendo o enfrentamento na arte como plataforma.
Denilson Baniwa é artista plástico e nessa conversa nos conta um pouco sobre sua juventude que teve o punk como um dos atravessamentos que foram fundamentais em sua formação.
Desafiar a tristeza/reativar o desejo – música e potencial político no Brasil pós-Bolsonaro com Rodrigo Lima
dimanche 8 janvier 2023 • Durée 01:24:14
Se a virada do milênio prometia a possibilidade de outro mundo à uma juventude que, para além da prática política, experimentava outras formas que questionavam a estrutura do poder, da cultura e da comunicação tendo a música como vetor, nos anos 2010 esse horizonte começa a nublar e as mobilizações políticas e estéticas à esquerda sofrem um revés que culmina na ascensão da extrema-direita no Brasil.
2023 começa com desafios imensos, que mistura a necessidade de superar a nostalgia, de reorganizar os desejos de encontro/mobilização/criação e de combater da direita que não tão cedo voltará para o esgoto.
Nessa conversa com Rodrigo Lima visitamos algumas obras de sua banda, o Dead Fish, e como os atravessamentos políticos refletiram na sua escrita e na organização das cenas, coletivos, selos, artistas e da indústria fonográfica.
Masterização por Igor Souza/@mitrarecs
Arte de Flávio Grão
Free Jazz contra o ruído colonial com Rômulo Alexis e Du Kiddy
mercredi 21 décembre 2022 • Durée 01:17:33
O Free Jazz enquanto expressão não só significou a extrapolação dos parâmetros musicais do jazz, mas também trouxe consigo um repertório político e simbólico que se relacionariam profundamente com dimensões materiais de outros campos – interagindo, contribuindo, compondo e incorporando em sua forma os processos das lutas da população negra estadunidense e africana.
Nesse episódio encontramos Rômulo Alexis e Du Kiddy para conversar sobre os resquícios coloniais que habitam a escuta e a prática musical ocidentalizada – estética e politicamente – e sobre aqueles e aquelas que dedicaram e dedicam sua vida à criação de uma arte cheia de potência contra o esvaziamento imposto pela dinâmica colonial.
Albert Ayler, Art Ensemble of Chicago, John Coltrane, Ornette Coleman, Pharoah Sanders e vários outros passaram por aqui.
