Explorez tous les épisodes du podcast Pergunta Simples
| Titre | Date | Durée | |
|---|---|---|---|
| Quantas decisões tomamos verdadeiramente na vida? Júlio Isidro | 26 Aug 2026 | 01:16:14 | |
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Júlio Isidro nunca planeou nada. Foi para a televisão porque um padre lhe disse para ir. Ficou em Portugal em abril de 1974 porque o chefe lhe disse que dava para voltar. E leu os primeiros comunicados do MFA ao microfone porque trocou um turno com um colega. Nesta conversa, uma das vozes mais reconhecidas de Portugal fala sobre comunicação, sobre a arte da metáfora sob censura, sobre o que se perde quando uma televisão apaga a sua própria memória — e sobre a pergunta que nunca ninguém lhe tinha feito.
Destaques do episódio
Como se constroem cem mil horas de voz — e o que isso revela sobre caráter.
A noite de 24 para 25 de Abril no Rádio Clube Português.
A arte da metáfora como forma de resistência à censura.
Como descobriu António Variações num cabeleireiro.
Porque é que o coração de um homem de televisão bate pela rádio.
O acordo ortográfico como "o maior desacordo que se conseguiu criar."
A felicidade como ponto de passagem — e o conceito de ser vs. ter.
A pergunta que nunca ninguém lhe fez — e a resposta que ficou.
Citação de Ouro
"A arte da metáfora é dizer mais ou menos aquilo que se pode dizer, mas com vontade de dizer um bocadinho mais. E as pessoas percebem isso também."
🔗 Episódio com Júlio Isidro:
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| A tecnologia veio substituir o que fazemos ou quem somos? Valter Hugo Mãe | 19 Aug 2026 | 00:55:43 | |
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Fizemos a tecnologia para tratar das tarefas chatas e nos devolver tempo para pensar. E se o que construímos para fazer as coisas por nós tiver começado a fazer-se passar por nós? É a desconfiança que atravessa esta conversa, que parte de um novo romance para chegar à forma como comunicamos, acreditamos e nos deixamos enganar. Uma viagem da escrita à desumanização, com paragens no boato, na fé e na estupidez que aprendeu a ter orgulho de si própria.
Destaques desta conversa:
A máquina deixou de querer fazer o que fazemos para se fazer passar por quem somos
Porque é que a ignorância, hoje, deixou de ter vergonha
O Século dos Imbecis e o marquês que a vila escolhe subir ou descer
A desinformação como forma de violência e de poder
O silêncio dos bons e as instituições que se calam
O boato, da aldeia do Minho à impunidade da rede
Porque é que perdemos a maravilha quando ganhámos a prova de tudo
Um livro está vazio até um leitor o preencher
Escrever para crianças, o público mais sincero e mais implacável
Contra a máquina, rir, abrandar e agradecer
"A tecnologia foi convidada para substituir o que fazemos. A tentação, agora, é deixá-la substituir quem somos."
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| O que distingue uma boa pergunta de uma má? Carlos Daniel [ESSENCIAL] | 11 Aug 2026 | 00:50:43 | |
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Há uma diferença mínima entre uma pergunta que termina em ponto de interrogação e outra que termina em reticências. Parece um pormenor tipográfico, mas é aí que se joga boa parte da comunicação pública dos nossos dias. Uma obriga a responder. A outra deixa o caminho aberto para dizer aquilo que já se queria dizer. Nesta conversa, um jornalista que faz perguntas em direto há mais de trinta anos explica como se prepara, quando interrompe, o que corrige e a quem deve verdadeiramente lealdade.
Destaques desta conversa:
O que distingue uma boa pergunta de uma pergunta vaga
Porque é que quem responde chega treinado e quem pergunta nem sempre
A quem deve o jornalista a sua primeira lealdade
A diferença entre moderar um debate e fazer uma entrevista
O que pode ser corrigido em direto e o que tem de ficar por corrigir
Como se conduz um debate com dez ou onze candidatos
Porque é que a agressividade está na pergunta e não no tom
Escrever para dizer em vez de escrever para ler
Como se constrói credibilidade e com que rapidez se destrói
O que se diz quando as câmaras se desligam
"A lealdade mais importante do jornalista não é ao chefe nem ao patrão, é com o público."
Episódio da série Essencial, publicado anteriormente no Pergunta Simples.
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| Porque é que amamos quem amamos? José Gameiro [ESSENCIAL] | 05 Aug 2026 | 00:53:48 | |
📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Neste episódio especial, os papéis invertem-se: Jorge Correia é o entrevistado. À conversa com Filomena Crespo, no programa Duas de Prosa, da Antena 1, recorda a origem do Pergunta Simples e explica a curiosidade que alimenta cada episódio. Como se escolhem os convidados? O que transforma uma entrevista numa boa conversa? E como podemos falar de assuntos complicados de maneira simples? Uma conversa sobre o vício da rádio, a importância de ouvir e a vontade de descobrir pessoas com histórias e ideias interessantes para partilhar. Entrevista originalmente transmitida pela Antena 1. 🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/porque-e-que-amamos-quem-amamos-jose-gameiro-essencial/🎦 YouTube: https://www.youtube.com/@pergunta.simples?sub_confirmation=1🎧 Spotify: https://spoti.fi/3kb07qm🍎 Apple Podcasts: https://podcasts.apple.com/pt/podcast/pergunta-simples/id1512308084📺 RTP Play: https://www.rtp.pt/play/p7644/pergunta-simples🌐 Website: https://www.perguntasimples.com | |||
| O que há por detrás de uma Pergunta Simples? — Jorge Correia [Episódio especial] | 31 Jul 2026 | 00:15:21 | |
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Neste episódio especial, os papéis invertem-se: Jorge Correia é o entrevistado.
À conversa com Filomena Crespo, no programa Duas de Prosa, da Antena 1, recorda a origem do Pergunta Simples e explica a curiosidade que alimenta cada episódio.
Como se escolhem os convidados? O que transforma uma entrevista numa boa conversa? E como podemos falar de assuntos complicados de maneira simples?
Uma conversa sobre o vício da rádio, a importância de ouvir e a vontade de descobrir pessoas com histórias e ideias interessantes para partilhar.
Entrevista originalmente transmitida pela Antena 1.
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| Uma máquina que fala está a pensar? Arlindo Oliveira | 28 Jul 2026 | 00:47:12 | |
Processo de pensamento
Processo de pensamento
Atualizado com o link do episódio.
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Construímos máquinas que falam sem compreender uma palavra do que dizem. Pela primeira vez, a fluência deixou de ser prova de pensamento, e isso obriga-nos a olhar para a nossa própria forma de comunicar. Nesta conversa falamos de linguagem, de consciência, de trabalho e de arte, para chegar à pergunta que fica: o que é que continua a ser só nosso?
Destaques desta conversa:
Porque é que falar bem, para uma máquina, é apenas prever a palavra seguinte
O que um estudo recente permite finalmente ver dentro da cabeça de um modelo
Se uma máquina pode ser consciente, e porque é que desligá-la se torna um problema moral
A diferença, cada vez mais fina, entre uma ferramenta e um agente
Porque é que esta é a primeira tecnologia capaz de criar tecnologia
O que muda no trabalho, das equipas de programadores ao apoio ao cliente
O lugar de Portugal e do modelo Amália numa corrida de gigantes
O problema do alinhamento, e porque é que talvez os desalinhados sejamos nós
Se os smartphones têm mesmo os dias contados
O que continua a ser exclusivamente humano, do amor ao prazer
"Se há alguma coisa completamente vedada a uma máquina, como o amor, não sabemos. Pode ser que sim, pode ser que não."
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| 40 anos a dar notícias. O que fica? Rodrigo Guedes de Carvalho | 21 Jul 2026 | 00:53:09 | |
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Quarenta anos a dar notícias. A construir credibilidade através do tom. A escolher, todas as noites, entre serenar e alarmar. Rodrigo Guedes de Carvalho é um dos jornalistas mais reconhecidos de Portugal — e acaba de publicar o seu décimo primeiro livro, um romance onde a pergunta central é a mesma que guiou esta conversa: escrever para quê, e para quem, num mundo que está a perder palavras?
Destaques desta conversa:
Por que razão nunca quis ser jornalista — e o que aprendeu ao sê-lo durante 40 anos
O tom como a decisão editorial mais importante de um pivô — e o que o distingue de um robô
A pandemia como laboratório da polarização e origem da desconfiança no jornalismo
O que quis dizer com «juntar 500 jornalistas numa sala» — e porque o disse na promoção de um romance
Ava Carina, a ministra da Influência: o camaleão ético que reconheceu ao longo da vida
A inteligência artificial como preguiça organizada — e o estagiário que pediu à IA para escrever a peça
Estamos a perder palavras — o empobrecimento do vocabulário e a alimentação dos extremismos
«Rodriguinho, já chegaste então» — o abraço ao António Lobo Antunes na Feira do Livro
«Quando um dia eu morrer, o que eu quis dizer está nos livros, muito mais do que no jornalismo»
O jornalismo que, com medo da concorrência, instila ansiedade em vez de serenar
«A literatura é uma forma inútil, mas maravilhosa, de as pessoas se conhecerem sem nunca se terem visto.»
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| Sexo: falamos, ou ficamos a perder? Mafalda Cruz | 14 Jul 2026 | 00:51:41 | |
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Há uma vergonha que aprendemos cedo e nunca chegamos a questionar: a de falar sobre aquilo que nos dá prazer. Falamos sem hesitar de cansaço, de tristeza, de dores nas costas. Travamos quando o assunto é desejo. Nesta conversa, uma médica que ouve, todos os dias, o que a maior parte de nós não diz a mais ninguém, explica porque é que o problema raramente está no corpo, e está quase sempre na falta de palavras para pedir aquilo que se quer.
Destaques desta conversa:
Porque é que ainda temos vergonha de falar sobre desejo e sexo
A diferença entre não ter vocabulário e não ter coragem
Porque o termo "preliminares" está errado, e o que isso revela sobre o que valorizamos
O guião sexual que seguimos sem nunca o questionar
Como o contexto de vida, stress, dinheiro, carga mental, pesa mais no desejo do que qualquer hormona
A masturbação como forma de autoconhecimento, dentro ou fora de uma relação
Porque as fantasias sexuais não são traição
O exercício das folhas de papel que recomenda aos casais
Porque mentimos sobre a nossa vida sexual, mesmo em anonimato
O que acontece depois do sexo, e porque isso também conta
"Ninguém sonha com uma pescada cozida."
🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/sexo-falamos-ou-ficamos-a-perder/
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| Como interrogar quem esconde a verdade? Carlos Farinha | 07 Jul 2026 | 00:46:39 | |
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A pergunta é sempre um meio, nunca um fim. É assim que começa esta conversa, e é assim que ela termina: com a ideia de que não há crimes perfeitos, apenas esclarecimentos imperfeitos. No meio, 44 anos de interrogatórios, entrevistas a vítimas, cenas de crime e uma certeza: deixamos sempre a nossa marca, mesmo quando tentamos não deixar nada.
Destaques desta conversa:
— A pergunta como instrumento: o que muda quando deixa de ser um fim em si mesmo
— Como se entrevista uma vítima sem a voltar a ferir
— A dissonância cognitiva do criminoso: a diferença entre mentir e justificar-se
— O que o silêncio comunica e o que o sistema pode fazer com ele
— Por que dificilmente haverá boa decisão judicial sem boa investigação
— O princípio de Locard aplicado ao mundo digital: deixamos sempre a nossa marca
— A história do investigador que sonhou com a solução de um homicídio numa noite de Natal
— Por que não há crimes perfeitos, só esclarecimentos imperfeitos
"Não há crimes perfeitos. O que às vezes há é formas de esclarecimento imperfeitas."
🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/como-interrogar-quem-esconde-a-verdade-carlos-farinha/
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| O que revela a nossa voz? Inês Castel-Branco | 30 Jun 2026 | 00:56:01 | |
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A voz é o instrumento mais imediato que usamos para comunicar. E talvez o menos controlado. Ela muda antes de decidirmos que vai mudar, revela o que não planeámos revelar, trai a intenção quando a emoção é mais forte. Neste episódio, uma hora de conversa sobre o que a voz diz de nós quando não estamos a tentar dizer nada.
Destaques desta conversa:
— A audição que mudou tudo: como os nervos se tornaram personagem numa cadeira amarela
— Construir a voz de Snu Abecassis sem um segundo de arquivo sonoro
— A viagem solitária a Estocolmo e o que os nórdicos revelam ao beber
— Sete anos como voz de Portugal, e o que aconteceu quando foi substituída
— A liberdade que nasce de uma casa paga pela publicidade
— Por que motivo esta foi a entrevista mais difícil de conseguir em seis meses
— O envelhecimento das mulheres como posicionamento profissional aos 60
— A pergunta sobre identidade que ficou sem resposta
"Não vou ser hipócrita. Tenho uma casa à paladice. E desde então tenho liberdade para dizer que não."
🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/o-que-revela-a-nossa-voz-ines-castel-branco/
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| Estaremos a viver o século dos imbecis? Valter Hugo Mãe | 23 Jun 2026 | 00:55:09 | |
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Fizemos a tecnologia para tratar das tarefas chatas e nos devolver tempo para pensar. E se o que construímos para fazer as coisas por nós tiver começado a fazer-se passar por nós? É a desconfiança que atravessa esta conversa, que parte de um novo romance para chegar à forma como comunicamos, acreditamos e nos deixamos enganar. Uma viagem da escrita à desumanização, com paragens no boato, na fé e na estupidez que aprendeu a ter orgulho de si própria.
Destaques desta conversa:
A máquina deixou de querer fazer o que fazemos para se fazer passar por quem somos
Porque é que a ignorância, hoje, deixou de ter vergonha
O Século dos Imbecis e o marquês que a vila escolhe subir ou descer
A desinformação como forma de violência e de poder
O silêncio dos bons e as instituições que se calam
O boato, da aldeia do Minho à impunidade da rede
Porque é que perdemos a maravilha quando ganhámos a prova de tudo
Um livro está vazio até um leitor o preencher
Escrever para crianças, o público mais sincero e mais implacável
Contra a máquina, rir, abrandar e agradecer
"A tecnologia foi convidada para substituir o que fazemos. A tentação, agora, é deixá-la substituir quem somos."
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| Para que serve o humor quando a vida dói? Eduardo Madeira | 17 Jun 2026 | 00:53:33 | |
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Há coisas que só se dizem a rir. Não porque sejam ligeiras, mas porque são pesadas demais para caber noutra língua. O humor pode ser linguagem de afeto, ferramenta de aproximação, ou a única forma de enfrentar o que mais pesa. Nesta conversa, Eduardo Madeira falou da cadência que separa o riso da dor, da persona pública que se despede quando se fazem cinquenta anos, e de uma cisterna emocional que, admitiu em direto, está prestes a transbordar.
Destaques desta conversa:
O comediante como ornitólogo das pessoas e do comportamento humano
O que faz uma piada funcionar: cadência, silêncio e o momento certo
Aos 50 anos, a decisão de despedir a persona pública e contar as histórias verdadeiras
A distinção entre o Eduardo público e o Eduardo real: "tudo o resto és tu a funcionar perante o outro"
O ego do artista: dos píncaros do palco ao camarim vazio
A cisterna emocional cheia, prestes a transbordar
Rir da morte do irmão e do pai que faleceu na noite da estreia
A ironia que se perde e o que a linguagem perde com ela
O pior veneno: hesitar antes de dizer a piada inconveniente
Depois do riso vem a cova
"Quando te ris da morte, estás a desafiá-la. Estás a dizer-lhe que ela não te paralisa."
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| Como se escreve para outros dizerem? Henrique Dias | 10 Jun 2026 | 00:50:17 | |
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| O que as crianças ouvem quando pensas que não ouvem? Rute Agulhas | 03 Jun 2026 | 00:48:48 | |
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Há um adolescente de catorze anos que, numa aula de cidadania, disse que o amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas. Não era um miúdo sem amor. Era um miúdo que cresceu dentro de um conflito parental — e que aprendeu, pelo que viu e ouviu em casa, que o compromisso não vale a pena. Rute Agulhas conta esta história com a naturalidade de quem a ouviu muitas vezes. E é aí que esta conversa se torna diferente de tudo o que se diz habitualmente sobre psicologia, violência e infância.
Destaques desta conversa:
A carapaça que a profissão obriga a construir — e o preço que se paga em casa
O conflito de lealdade nas crianças de pais divorciados — a criança que só consegue ser ela própria depois de virar a esquina
"O meu pai separou-se de nós" — como as crianças processam o que os adultos lhes comunicam sem querer
Como se ouve uma criança que não fala — fantoches, chão, paciência e o sapo que contava o que ela não conseguia dizer
"Não tem escrito na testa" — a desconstrução do estereótipo do agressor
Trabalhar com agressores — porque a prisão não resolve e o que isso significa
A violência emocional e sexual dentro das relações que ainda não é reconhecida como violência
O humor negro como estratégia de sobrevivência — os narizes de palhaço na secretária
As cenouras — a imagem de um abuso que ficou para a vida
"O amor é a maior confusão que existe na vida das pessoas."
— um adolescente de 14 anos, citado por Rute Agulhas
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| Como Salvar o Mundo? Rui Zink | 27 May 2026 | 00:54:47 | |
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Há uma diferença entre humor e sarcasmo que a maior parte das pessoas nunca pensou até alguém a formular em voz alta. O humor é uma forma de ver o mundo. O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada. É uma das muitas ideias desta conversa que ficam a ecoar muito depois de terminada.
Destaques desta conversa:
O que significa ser um optimista informado — e porque é que qualquer outra coisa não funciona
A diferença entre humor e sarcasmo — e o que isso revela sobre o tempo em que vivemos
A casta intelectual que desdém as redes sociais — e o que isso diz sobre quem tem direito a ter opinião
A história do avô preso pela PIDE e do bairro que o denunciou — e depois protegeu a família
Como a inteligência artificial está a apagar a luz interior — e porque o pobre deve desconfiar de tudo o que é grátis
As cadeiras da treta — português, música, desenho — e porque são as únicas que ensinam a viver
O que o Clube dos Poetas Mortos com o Diogo Infante tem a dizer sobre o essencial e o acessório
Os preconceitos que vivem dentro de nós sem que saibamos — e o momento em que aparecem na montra
A metáfora da moeda e o tempo feio em que vivemos
O que é uma vida boa — e porque só se sabe quando termina
"O sarcasmo é quando a maldade já superou o humor — e a pessoa ainda acha que está a ser engraçada."
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| Quantas pessoas cabem dentro de uma pessoa? Ricardo Belo Morais | 20 May 2026 | 00:51:47 | |
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Fernando Pessoa publicou em vida um único livro de poesia em português. Quarenta e quatro poemas, preparados durante quase vinte anos. O resto ficava numa arca. E o resto era quase tudo. Ricardo Belo de Morais passou os últimos anos dentro dessa arca e encontrou um retrato de Pessoa que não é celebração nem inventário — é uma interrogação sobre o que significa comunicar bem, sobre o preço de uma vida entregue à obra, e sobre quantas pessoas consegue uma pessoa ser ao mesmo tempo.
Destaques desta conversa:
A Arca de Fernando Pessoa foi vendida em 2008 para um colecionador privado que ainda hoje ninguém sabe quem é
O perfeccionismo como comunicação: Pessoa só publicava o que considerava 200% perfeito; o resto ficava guardado
O derrotado-resistente: "Até nos meus exércitos sonhados sofreram derrotas, até em sonhos"
Pessoa antecipou a narrativa publicitária e as relações públicas décadas antes de existirem como conceitos
Os apócrifos pessoanos: frases que nunca escreveu circulam como suas, incluindo o famoso "pedras no caminho"
Os heterónimos como tabuleiro de xadrez: multiplicação consciente, não divisão patológica
O fingimento como verdade: "Finge tão completamente que chega a fingir que é dor, a dor que deveras sente"
Ofélia: "Culpa tem o Fernando que um dia tivesse a triste ideia de gostar de si"
A missão monástica: a obra primeiro, tudo o resto depois, incluindo o amor e a saúde
O Nobel: Pessoa desejava-o, tinha autoconsciência da qualidade do trabalho, e não chegou a tempo
"Fernando Pessoa escreveu o que escreveu. Não escreveu aquilo que nós gostávamos que ele tivesse escrito."
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| Como se pergunta bem? Carlos Daniel | 13 May 2026 | 00:50:11 | |
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Há uma diferença pequena entre as perguntas que acabam em ponto de interrogação e as que acabam em reticências. Uma obriga a responder. A outra dá espaço para se dizer o que já se queria dizer. Carlos Daniel faz perguntas em direto há mais de trinta anos, em momentos altos da vida do país, e nesta conversa explica como esta distinção mínima define grande parte do estado actual da comunicação pública.
Destaques desta conversa:
A pergunta como ofício: porque uma boa pergunta acaba em ponto de interrogação, nunca em reticências
A lealdade do jornalista: ao público, não ao chefe nem ao patrão
A profissionalização da resposta: eles apostam na resposta, nós apostamos na pergunta
A agressividade certa: está no conteúdo, não no tom
Credibilidade por acumulação: anos a construir, um instante a destruir
A escrita oral: porque se escreve para dizer, não para ler
O primeiro Jornal da Tarde: o dia a seguir à morte de Ayrton Senna, com vinte e quatro anos
O peso do direto: trabalhar sem rede, com as redes a vir até nós
Sociologia e jornalismo: a regularidade é mais relevante que o episódio
O serviço público hoje: porque importa mais do que importou antes
"Uma boa pergunta acaba com um ponto de interrogação, em vez de acabar com reticências."
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| Falar em público é um privilégio? Maria Castello Branco | 06 May 2026 | 01:01:56 | |
🔔 Receba novos episódios 🎧|📺 https://perguntasimples.com/subscrever/ Há uma pergunta que raramente fazemos sobre quem fala em público. Não sobre o que diz, nem sobre como diz. Sobre quem lhe disse que podia dizer. Maria Castello Branco cresceu numa casa onde a sua voz foi tratada como algo que valia a pena ouvir. E argumenta que isso, mais do que qualquer talento ou formação, explica tudo o que veio a seguir.Destaques desta conversa:
A voz como herança, não como talento: quem a dá, e o que acontece a quem não a recebe
O que se perde em trinta segundos: a rapidez mediática e o custo da ideia pontiaguda
A técnica televisiva: porque começa sempre pela conclusão, e o que isso revela sobre comunicação
Rádio vs. televisão: o peso da imagem e a intimidade do ouvido
O problema do racionalismo: porque a razão não chega quando o medo já chegou primeiro
O pensamento clássico chinês: a coexistência do nada e do algo, e o que Aristóteles não consegue explicar
Portugal e a falta de cultura cívica: Tocqueville, o bowling e o vizinho que não conhecemos
O ego domado pelo absurdo: como se vive com o erro em público
Os tribunais medievais de animais: e o que o Descartes matou quando criou o sujeito moderno
"O maior privilégio de todos é sentir que a minha voz importa."🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/falar-em-publico-e-um-privilegio-maria-castello-branco/
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| Quem Decide o que Mereces Perceber? João Maria Jonet | 29 Apr 2026 | 00:57:05 | |
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João Maria Jonet é analista, comentador televisivo, estudioso das eleições americanas e vereador eleito em Cascais. Viveu a linguagem do poder de todos os lados — como quem estuda, como quem explica, como quem prepara candidatos e como quem se candidata. Nesta conversa fala sobre o degrau entre quem governa e quem é governado, sobre o que as palavras fazem quando servem para proteger quem as diz em vez de chegar a quem as ouve — e sobre o que se perde quando se entra no sistema que se criticava.
Neste episódio:
"As coisas difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem"
O político treinado a não se comprometer — e que deixou de saber o que pensa
A omissão estratégica: não mentir, mas não dizer tudo
Trump como comunicador — o que percebeu antes de toda a gente
As redes sociais e o que fizeram ao pensamento de quem as praticou
O dado que muda tudo: quanto mais informação, melhor a decisão — por 30 pontos
"Não sou isento — vocês é que concordam comigo"
Contribuíste para o problema que dizes querer resolver?
"As coisas que são difíceis de compreender são mais fáceis de controlar pelos poucos que compreendem."
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| Para que serve um jornalista? Tânia Laranjo | 22 Apr 2026 | 00:52:00 | |
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Tânia Laranjo é repórter há trinta anos. Chegou à televisão quando lhe disseram que não tinha figura nem voz para o ecrã. Ficou na mesma. Hoje é um dos rostos mais reconhecidos do jornalismo português, não porque aparece, mas porque vai. Aos incêndios, aos temporais, aos tribunais, às aldeias que ninguém visita. Nesta conversa falámos sobre o que se perde quando o jornalismo deixa de sair à rua e sobre o que ainda sobra quando alguém decide ir à janela.
Neste episódio:
O jornalismo que se aburguesou e o que se perde quando ninguém chega primeiro
Ser a primeira a chegar e porque isso define a qualidade do que se conta
O incêndio em Gramassa e a decisão de sair do papel de jornalista
As fontes como relações sagradas e a única razão para quebrá-las
O segredo de justiça contra o interesse público e o processo que ganhou no Tribunal Europeu
A entrevista de 45 minutos ao Presidente Marcelo durante o temporal
O que é uma boa pergunta e porque é sempre simples
A filha que quis ser jornalista apesar de tudo
"O jornalista tem que ir à janela e dizer se está a chover ou se está a sol. Não serve para fazer perguntas, serve para dar respostas."
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| A tua opinião vale alguma coisa? Desidério Murcho | 15 Apr 2026 | 01:07:16 | |
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Desidério Murcho é filósofo e uma das vozes mais incómodas do pensamento contemporâneo em língua portuguesa. Nesta conversa diz que a linguagem humana evoluiu principalmente para enganar, que raciocinar bem é contra-natura, e que dizer "é a minha opinião" é o pior argumento possível. Não é uma conversa tranquilizadora. É uma conversa necessária.
**Neste episódio:**
- **Por que razão a filosofia nasce com fake news**
- **Como o cérebro humano evoluiu para enganar e não para raciocinar**
- **Por que razão as opiniões não valem todas o mesmo**
- **O que é a diferença epistémica apropriada e porque a perdemos**
- **O experimento do mesmo vídeo visto de forma oposta por dois grupos**
- **Por que razão dizer "não sei" é um ato de coragem**
- **Eudaimonia: a palavra portuguesa que perdemos e devíamos ressuscitar**
- **Por que razão "penso logo existo" é uma falácia**
*"Nós somos pavões. Só que os pavões fazem essa coisa com as penas. Nós fazemos com o discurso."*
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🔗 Episódio: https://perguntasimples.com/a-tua-opiniao-vale-alguma-coisa-desiderio-murcho
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| Quem nos manda comer mal? Conceição Calhau | 08 Apr 2026 | 00:51:41 | |
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Conceição Calhau perdeu a paciência depois de 30 anos de investigação. Não com a ciência, com o ruído. Com os influenciadores a vender dietas milagrosas, com os produtos light a aparecerem no frigorífico da filha de 12 anos, com um sistema de saúde que trata mas não previne. Nesta conversa, a professora catedrática da NOVA Medical School desmonta o paradoxo central do nosso tempo: nunca soubemos tanto sobre alimentação e nunca comemos tão mal. A resposta, diz ela, não está na falta de informação. Está na falta de condições, e no que engolimos emocionalmente antes de chegarmos ao prato.
Destaques do episódio:
O paradoxo — quanto mais informação, mais confusão: porque é que o conhecimento não muda comportamentos
A filha e o TikTok — como descobriu produtos light no frigorífico e percebeu que andava distraída
A microbiota intestinal — 3 milhões de portugueses com saúde digestiva comprometida e o jardim zoológico que não estamos a alimentar
A adição ao açúcar — porque a fome emocional é bioquímica, não fraqueza de vontade
"Falta de condições" — o maior determinante das escolhas alimentares é financeiro, não educacional
A fome holandesa — como a Segunda Guerra Mundial provou que o que a mãe come programa o metabolismo do filho
O relógio biológico — Portugal janta depois das 9 da noite e isso tem consequências que não vemos
O novo livro — Engolir Sapos Engorda: as emoções, o stress e o metabolismo
"Mais importante do que dizer não aos outros com culpa é dizer sim a mim próprio."
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| Porque é que toda a gente reconhece esta voz? Júlio Isidro | 01 Apr 2026 | 01:15:40 | |
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Júlio Isidro nunca planeou nada. Foi para a televisão porque um padre lhe disse para ir. Ficou em Portugal em abril de 1974 porque o chefe lhe disse que dava para voltar. E leu os primeiros comunicados do MFA ao microfone porque trocou um turno com um colega. Nesta conversa, uma das vozes mais reconhecidas de Portugal fala sobre comunicação, sobre a arte da metáfora sob censura, sobre o que se perde quando uma televisão apaga a sua própria memória — e sobre a pergunta que nunca ninguém lhe tinha feito.
Destaques do episódio
Como se constroem cem mil horas de voz — e o que isso revela sobre caráter.
A noite de 24 para 25 de Abril no Rádio Clube Português.
A arte da metáfora como forma de resistência à censura.
Como descobriu António Variações num cabeleireiro.
Porque é que o coração de um homem de televisão bate pela rádio.
O acordo ortográfico como "o maior desacordo que se conseguiu criar."
A felicidade como ponto de passagem — e o conceito de ser vs. ter.
A pergunta que nunca ninguém lhe fez — e a resposta que ficou.
Citação de Ouro
"A arte da metáfora é dizer mais ou menos aquilo que se pode dizer, mas com vontade de dizer um bocadinho mais. E as pessoas percebem isso também."
🔗 Episódio com Júlio Isidro:
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| E se a tua dor não for tua? Sílvia Baptista | 25 Mar 2026 | 00:58:02 | |
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A história que contamos sobre nós nem sempre é nossa. Sílvia Baptista passou mais de vinte anos a ouvir o que as pessoas não conseguem dizer — e a ajudá-las a reescrever essa história com a sua própria voz. Nesta conversa, a psicanalista explica por que o sofrimento se esconde nas palavras certas, como o desejo morre quando não há falta, e por que a vulnerabilidade não se pede.
Destaques do episódio
— A diferença entre ter uma dor e ter uma patologia — e porque importa.
— O que a psicanálise ouve que as outras terapias não ouvem.
— Por que a história que contamos sobre nós pode não ser nossa.
— A paixão como estado narcísico — e o que sobra quando passa.
— O desejo que nasce da falta — e o que perdemos quando tudo está disponível.
— Por que a vulnerabilidade não se pede. Constrói-se.
— A única coisa que, na sua experiência, cura tudo.
Citação de Ouro
“Na psicanálise não interessa o que as pessoas estão a dizer. Interessa é o que não estão a dizer.”
🔗 Episódio com Sílvia Baptista:
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🎙️ Podcast da Sílvia Baptista — Chaise Longue Não É Diã:
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| Manipulação ou ciência: como adivinhar pensamentos? João Blümel | 18 Mar 2026 | 00:59:53 | |
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Já sabes o que vais escolher antes de escolher. João Blumel passou vinte anos a estudar exatamente isso — e a transformar essa descoberta em espetáculo. Nesta conversa, o mentalista português explica como a linguagem molda decisões, como as microexpressões traem o que tentamos esconder, e por que a nossa mente segue caminhos muito mais previsíveis do que gostamos de admitir.
Destaques do episódio
A diferença entre um mentalista e um mágico — e por que importa.
Como traçar o perfil psicológico de alguém em dois minutos.
O que as redes sociais têm em comum com um truque de mentalismo.
Reframing: a técnica que muda a forma como vês o que te acontece.
Por que nunca faz truques fora do palco — e o que isso diz sobre limites.
O espetáculo que ainda não fez e que é o seu maior objetivo.
Citação de Ouro
"Somos todos previsíveis. A questão é saber para quê usar isso."
🔗 Episódio com João Blumel:
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| Porque é que a rádio ainda não morreu? Pedro Ribeiro | 11 Mar 2026 | 00:55:56 | |
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A rádio não é para as massas; é para uma pessoa de cada vez. Nesta conversa com Pedro Ribeiro, exploramos como a rádio sobrevive à era dos algoritmos através da autenticidade e da relação humana. Num tempo de ruído digital, a rádio afirma-se como uma comunidade invisível que oferece companhia e uma ligação orgânica que nenhuma máquina consegue replicar.
Destaques do episódio
A rádio como relação: por que comunicamos para um ouvinte de cada vez.
Bastidores das Manhãs: a gestão de egos e o papel de "cola" na equipa.
Resiliência do meio: como a rádio resiste à curadoria das Big Techs.
O fator humano: a autenticidade de figuras como Nuno Markl e Cândido Costa.
Rádio como serviço: o papel crucial da antena em momentos de crise.
O poder do silêncio: a ferramenta mais eficaz para captar a atenção.
Citação de Ouro
“O megafone maior da rádio é o silêncio.”
🔗 Episódio com Pedro Ribeiro:
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| O que comunica a música quando as palavras não chegam? Rita Redshoes | 04 Mar 2026 | 00:50:35 | |
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O que comunica a música quando as palavras não chegam? Nesta conversa com Rita Redshoes, refletimos sobre criatividade, silêncio, medo e finitude. Num tempo saturado de discurso, talvez a música seja uma linguagem anterior à frase — uma forma de comunicação que vibra antes de explicar.
Destaques do episódio
• Como nasce uma canção: do sonho ao desassossego
• A música como linguagem emocional e biológica
• Criatividade como exercício de escuta
• Medo, finitude e consciência do tempo
• Maternidade e transformação da identidade
• O palco como espaço de comunhão
Citação de Ouro
“Se nós tivéssemos mais presente que vamos morrer, se calhar vivíamos mais.”
🔗 Episódio com Rita Redshoes:
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| Quem matou o herói no futebol? Luís Cristovão | 25 Feb 2026 | 00:58:34 | |
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Quem matou o herói no futebol? Nesta conversa com Luís Cristóvão, mergulhamos no paradoxo do desporto de elite: um mundo onde a exposição total destrói a mística, os craques vivem isolados em "aquários" e a ditadura da tática ameaça sufocar a criatividade juvenil. Uma reflexão sobre a perda da dimensão humana num jogo cada vez mais formatado como espetáculo e negócio.
Destaques do episódio
A morte do herói no tempo do ecrã: Por que é impossível manter o mito quando vemos cada minuto da vida do atleta?
O "atleta de aquário": O isolamento de figuras como Cristiano Ronaldo face à liberdade perdida de Eusébio.
A cultura da zanga: Como as redes sociais e o comentário televisivo transformaram o futebol numa guerra tribal.
Matraquilhos humanos: O perigo da formatação tática que castra a criatividade desde a infância.
Rádio vs. Televisão: A responsabilidade de narrar a emoção e o contexto para quem não está a ver.
O erro como espetáculo: Porque preferimos discutir a falha do árbitro em vez da beleza da jogada.
Citação de Ouro
“Hoje em dia é quase impossível ser herói, porque nós vemos todos os minutos que cada jogador joga na sua carreira e ninguém é herói durante toda a vida.”
🔗 Episódio com Luís Cristóvão:
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| O conforto digital está a fazer-nos implodir? Inês Lopes Gonçalves | 18 Feb 2026 | 00:41:27 | |
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O conforto digital está a aproximar-nos, ou a isolar-nos? Nesta conversa com Inês Lopes Gonçalves, refletimos sobre o paradoxo da conveniência automática, a implosão silenciosa das competências sociais e a força da rádio como último reduto de humanidade num mundo cada vez mais automatizado.
Destaques do episódio
• A rádio como porto seguro em tempos de crise
• A “máquina invisível” por trás da simplicidade da voz
• O medo do “auto-tudo” e da implosão social
• Carga mental, liberdade e condicionamento feminino
• Honestidade em direto como forma de criar comunidade
• O papel da escuta real num tempo de ruído permanente
Citação de Ouro
“Qualquer dia acho que implodimos.”
🔗 Episódio com Inês Lopes Gonçalves:
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| Ainda podemos rir de tudo? Manuel Marques | 11 Feb 2026 | 00:55:37 | |
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Num mundo acelerado, polarizado e saturado de ruído, o humor continua a ser uma forma séria de ler a realidade. Nesta conversa longa e acessível, falamos de rádio, sátira política, voz, escuta e do trabalho invisível por trás do riso.
A partir da experiência diária na rádio pública e do palco, reflete-se sobre o humor como escape e como arma, sobre os limites da ironia num tempo de cancelamento e sobre a rádio como um dos últimos lugares onde a imaginação ainda trabalha sozinha.
A conversa passa também pelo teatro e pela atualidade política, com os ensaios de Senhor Engenheiro — uma espécie de musical, um espetáculo satírico onde a realidade insiste em acompanhar a ficção.
Uma conversa de serviço público sobre humor, rádio, escuta e o tempo em que vivemos.
Temas abordados
• Humor como leitura do presente
• Sátira política e polarização
• O papel da rádio na vida pública
• Voz, silêncio e timing
• Imitação, caricatura e criação
• Limites do humor e cancelamento
• Teatro, atualidade e memória coletiva
• O palco como espelho do país
Citação de Ouro
“O humor hoje em dia é um escape da realidade que estamos a viver.
E às vezes também é uma arma.”
🔗 Episódio completo:
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| O que faz a inteligência artificial à nossa mente? Miguel Oliveira | 04 Feb 2026 | 00:53:00 | |
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O que é que a inteligência artificial está a fazer à nossa mente — à atenção, à memória e à forma como nos relacionamos com os outros? Nesta conversa clara e inquietante, Miguel Oliveira ajuda a pensar o impacto psicológico da IA num tempo de aceleração, comparação permanente e delegação cognitiva.
Fala-se de fadiga mental, ansiedade, identidade, automatismos emocionais e da tentação de usar a tecnologia como muleta para evitar o esforço de pensar. A ideia central é simples e exigente: a inteligência artificial não nos substitui — expõe aquilo que deixámos de treinar.
• Atenção fragmentada e cansaço cognitivo
• Delegação mental e perda de esforço
• Ansiedade, comparação e autoimagem
• Tecnologia como espelho psicológico
• Responsabilidade individual no uso da IA
Citação de Ouro
“A tecnologia não pensa por nós — pensa onde nós deixámos de pensar.”
🔗 Episódio com Miguel Oliveira:
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| Como transformar vulnerabilidade em magnetismo puro? Cândido Costa | 28 Jan 2026 | 00:40:13 | |
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O que faz alguém continuar a rir mesmo quando já sabe o fim da história? Cândido Costa fala sobre vulnerabilidade, coragem e comunicação, explicando porque contar bem não é exagerar, mas ser fiel à emoção.
• A vulnerabilidade como fonte de magnetismo.
• O humor que nasce da experiência vivida.
• A importância do ritmo e da pausa.
• O balneário como espaço emocional e de liderança.
• Instinto, risco e entrega na televisão.
Citação de Ouro
“Eu tento contar a história explicando porque é que me fez rir.”
🔗 Episódio com Cândido Costa:
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| O que faz uma comida ficar na memória? Marlene Vieira | 21 Jan 2026 | 01:02:02 | |
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Porque é que há sabores que nunca esquecemos? Marlene Vieira explica como a memória alimentar se constrói entre cheiros, texturas, tempo e emoção, numa conversa sobre identidade, rigor, liderança e o futuro da cozinha portuguesa.
• A memória gustativa começa na infância e no cheiro da cozinha.
• Produto de qualidade exige menos técnica e mais respeito.
• Textura, tempo e temperatura mudam o sabor.
• Liderar equipas é minimizar o erro sem destruir pessoas.
• A cozinha portuguesa como património emocional e cultural.
Citação de Ouro
“A qualidade do produto exige menos transformação.”
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| O que é um bom livro para ler? Ana Daniela Soares | 14 Jan 2026 | 00:49:26 | |
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O que faz um livro ficar connosco depois da última página? Ana Daniela Soares explica porque a leitura exige tempo, empatia e atenção ao mundo, numa conversa sobre livros que resistem, escritores atentos e o risco de deixarmos de ler em profundidade.
• Um bom livro começa sempre numa boa história.
• O leitor tem o direito de largar e regressar.
• A empatia como traço comum dos grandes escritores.
• Ler para compreender a atualidade para lá do título.
• O impacto real da leitura no cérebro e na imaginação.
Citação de Ouro
“O leitor é sempre o juiz.”
🔗 Episódio com Ana Daniela Soares:
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| Qual é o papel da arte na conversa pública? Rui Melo | 07 Jan 2026 | 00:52:18 | |
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Rui Melo aborda a urgência da escuta ativa e da flexibilidade intelectual num mundo onde as certezas parecem cada vez mais rígidas e as opiniões não solicitadas dominam o espaço digital. O ator e encenador explora a intersecção entre o humor, a música e a representação, revelando os bastidores de projetos marcantes como Pôr do Sol e a sua visão sobre a responsabilidade da arte em provocar emoções profundas, da raiva à dor. Entre a técnica teatral e a musicalidade das palavras, Melo reflete sobre o processo de construção de personagens e a importância do ajuste fino na direção artística, defendendo que o humor só cumpre o seu propósito quando provoca um efeito real em quem o vê.
Citação de Ouro: "O humor só é humor para quem o vê. Para quem o faz não tem de ser. Se o texto for bem escrito e for bem interpretado, quem vê é que tem de se rir."
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| Contas-me uma boa história? Rui Cardoso Martins [ESSENCIAL] | 31 Dec 2025 | 00:49:43 | |
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Como se conta uma boa história sem trair quem a viveu? Nesta conversa, Rui Cardoso Martins fala da escrita como ofício e como ética: a memória como matéria-prima, o silêncio como técnica, e a linguagem como força que pode esclarecer ou envenenar. Do jornalismo nos “tempos heroicos” do Público às reportagens em cenários extremos, o fio condutor é simples e exigente: as palavras importam, porque moldam a forma como vemos o mundo — e como o mundo nos vê.
• O que distingue jornalismo, crónica, humor e romance: a mesma língua, ritmos e responsabilidades diferentes.
• Mestres, redações e “tarimba”: aprender a escrever de tudo e a aguentar a pressão sem perder a ética.
• A memória como condição da literatura: sem registo, sem caderno, sem atenção, não há escrita que resista.
• Manhãs, silêncio e método: por que a escrita longa pede outra energia e outra solidão.
• Guerra e desumanidade: Sarajevo, o medo real, e a aprendizagem brutal de que a civilização pode colapsar depressa.
• Mentira, manipulação e “verdades” concorrentes: quando o boato vale tanto como o facto, a democracia fica por um fio.
• Para que servem as histórias: transformar-nos, mesmo que por instantes, e lembrar o essencial — liberdade, dignidade, humanidade.
Citação de Ouro
“As palavras… às vezes dão cabo do mundo.”
🔗 Episódio com Rui Cardoso Martins: https://perguntasimples.com/contas-me-uma-boa-historia-rui-cardoso-martins/
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| Para que serve a literatura quando a realidade é demasiado dura? Tânia Ganho | 24 Dec 2025 | 00:55:19 | |
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Para que serve a literatura quando a realidade se torna pesada, violenta ou difícil de suportar? Nesta conversa, Tânia Ganho fala da escrita e da leitura como exercícios de atenção, lentidão e responsabilidade. Num tempo acelerado, dominado por imagens e discursos fabricados, a literatura surge como um espaço onde ainda é possível parar, pensar e escolher palavras com cuidado.
• Escrever como trabalho contínuo, não como inspiração permanente.
• Ler como treino de concentração e resistência à pressa.
• A tradução como lugar de criação, escolha e perda inevitável.
• A linguagem como instrumento moral num mundo de desinformação.
• A literatura como forma de olhar a crueldade sem a transformar em espetáculo.
Citação de Ouro
“A leitura obriga-nos a um trabalho de lentidão.”
🔗 Episódio com Tânia Ganho:
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| Que lições do palco ajudam a comunicar melhor no dia a dia? Diogo Infante | 17 Dec 2025 | 00:51:11 | |
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O que é que o palco ensina sobre comunicar melhor na vida real? Nesta conversa, Diogo Infante cruza a experiência de ator, encenador e diretor artístico para pensar a comunicação como presença, escuta e responsabilidade. Fala-se de timidez, verdade, medo de falhar, relação com o público e daquilo que não se aprende em manuais: o tempo certo, o silêncio e a atenção ao outro.
• Comunicar começa por saber exatamente o que se quer dizer.
• A escuta como base de qualquer diálogo verdadeiro.
• Voz, corpo e energia como instrumentos de comunicação.
• O erro, a dúvida e o síndrome do impostor como parte do processo.
• A arte como treino radical de empatia e atenção.
Citação de Ouro
“Comunicar bem começa por ouvir de verdade.”
🔗 Episódio com Diogo Infante:
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| Como comunicar a guerra de hoje e a paz de amanhã? Manuel Poejo Torres | 10 Dec 2025 | 01:03:48 | |
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Como se comunica a guerra num tempo de propaganda permanente? E porque falamos tão pouco de paz quando o conflito domina o espaço público? Nesta conversa, Manuel Poejo Torres ajuda a ler o mundo atual a partir da comunicação estratégica, da geopolítica e da forma como o medo, a dissuasão e a narrativa moldam decisões políticas e perceções coletivas.
• A guerra como fenómeno comunicacional, não apenas militar.
• Propaganda, desinformação e guerra híbrida no espaço público.
• A ameaça nuclear como instrumento político e psicológico.
• O papel da Europa num sistema internacional instável.
• Os riscos democráticos quando se normaliza o discurso de guerra.
Citação de Ouro
“A guerra começa muito antes do primeiro disparo.”
🔗 Episódio com Manuel Poejo Torres:
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| O que nos torna humanos num mundo de máquinas? Albano Jerónimo | 03 Dec 2025 | 00:54:43 | |
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O que nos torna ainda humanos num mundo de máquinas, otimização e perfeição artificial? Nesta conversa longa e física, Albano Jerónimo fala do corpo como lugar de verdade, do erro como gesto urgente e da falha como aquilo que nos aproxima uns dos outros. Entre teatro, cinema, paternidade e inteligência artificial, reflete-se sobre presença, empatia, vulnerabilidade e aquilo que nenhuma máquina consegue simular: o estar vivo.
• O erro como espaço de descoberta e ligação humana.
• O corpo como instrumento primário de comunicação.
• A falha como resistência num mundo de perfeição artificial.
• A relação entre humano e máquina no palco e na vida.
• A empatia, o cuidado e o afeto como escolhas diárias.
Citação de Ouro
“O erro é urgente. A falha dá-nos corpo.”
🔗 Episódio com Albano Jerónimo:
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| Como se filma uma boa história? Manuel Pureza | 26 Nov 2025 | 00:56:11 | |
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Como se filma uma boa história quando o mundo pede velocidade, ruído e respostas fáceis? Nesta conversa, Manuel Pureza reflete sobre o cinema como arte de escolha, implicação moral e relação com o outro. Fala-se de novelas, séries, humor, educação do olhar e da ideia de que contar histórias é, antes de tudo, um ato de responsabilidade humana.
• As histórias como estrutura profunda da experiência humana.
• Filmar não é mostrar tudo, é escolher o que fica de fora.
• A câmara como participante, não como testemunha neutra.
• O ator como criador ativo, não como tarefeiro do texto.
• O humor, a emoção e o ridículo como formas de revelar a verdade.
Citação de Ouro
“O cinema serve para emocionar — para rir ou para chorar.”
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| Como comunicam os bebés antes das palavras? Pedro Caldeira da Silva | 19 Nov 2025 | 00:54:01 | |
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Como comunicam os bebés antes das palavras? Nesta conversa, Pedro Caldeira da Silva explica porque a comunicação começa muito antes da linguagem verbal. O choro, o olhar, o sorriso, o ritmo, o corpo e a repetição formam uma verdadeira gramática emocional que estrutura o vínculo, a confiança e o desenvolvimento humano desde os primeiros dias de vida.
Fala-se de bebés como agentes ativos, da importância da interação individual, do tom de voz, da disponibilidade emocional dos adultos e dos riscos da negligência relacional. Uma conversa essencial para perceber como se constrói a comunicação, a empatia e a autonomia muito antes de sabermos falar.
• Os bebés comunicam antes de falar — e falam connosco desde o início.
• Choro, sorriso e imitação como ferramentas de ligação.
• O vínculo como base do desenvolvimento emocional e cognitivo.
• A importância do tom, do ritmo e da repetição.
• O perigo da indisponibilidade emocional e da negligência silenciosa.
Citação de Ouro
“Os bebés não são agentes passivos: são agentes ativos na comunicação.”
🔗 Episódio com Pedro Caldeira da Silva:
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| O jornalismo ainda importa? Margarida Davim | 12 Nov 2025 | 00:46:25 | |
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O jornalismo ainda importa? Nesta conversa, Margarida Davim defende que o verdadeiro poder do jornalismo continua a ser o mesmo: perguntar, investigar, escolher e explicar. Num mundo saturado de informação em bruto, redes sociais e ruído permanente, o jornalismo mantém um papel central na democracia precisamente porque filtra, contextualiza e dá sentido à realidade.
Falamos do ataque à credibilidade dos jornalistas, da pressão económica sobre os media, do colapso dos modelos de negócio tradicionais e da necessidade de um jornalismo mais pequeno, mais especializado e mais próximo das comunidades. Uma reflexão clara sobre liberdade, responsabilidade, ameaça às mulheres no espaço público e a coragem de dizer que a capa é verde quando todos insistem que é vermelha.
• O jornalismo como poder de perguntar e incomodar
• Informação não é jornalismo: editar também é um dever democrático
• A crise dos modelos de negócio e o futuro de nicho
• Comentário político, clareza e responsabilidade pública
• A violência dirigida às mulheres no espaço mediático
• Comunidade, verdade e liberdade de informar
Citação de Ouro
“O único poder que um jornalista tem é perguntar.”
🔗 Episódio com Margarida Davim:
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| Como comunicar com o corpo inteiro? Cristina Carvalhal | 05 Nov 2025 | ||
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Comunicar não é apenas falar: é ocupar o espaço, escutar o outro, lidar com o silêncio e estar inteiro no aqui e agora. Nesta conversa, Cristina Carvalhal reflete sobre a comunicação como experiência corporal, relacional e profundamente empática. Do teatro à vida quotidiana, fala-se de voz, presença, atenção, medo, exposição e da forma como o corpo comunica mesmo quando não diz nada.
Entre exemplos simples — como uma conversa no elevador — e reflexões mais amplas sobre cultura, poder, género e empatia, emerge uma ideia central: comunicar bem exige disponibilidade, escuta e responsabilidade perante o outro.
• O corpo como principal instrumento de comunicação.
• Silêncio, espaço e escuta como linguagem.
• Falar com o outro em vez de falar para o outro.
• Voz, presença e atenção como treino diário.
• Comunicação, empatia e responsabilidade social.
Citação de Ouro
“O ato de comunicar é um ato de exposição.”
🔗 Episódio com Cristina Carvalhal:
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| O que nos ensina a doçura sobre comunicação? Rita Nascimento | 29 Oct 2025 | 00:49:22 | |
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O que é que a doçura nos ensina sobre comunicação? Nesta conversa luminosa, Rita Nascimento — pasteleira, autora e criadora de conteúdos — mostra como os doces são muito mais do que açúcar: são memória, linguagem, afeto e partilha. Fala-se de infância, rituais, confiança, pedagogia, prazer e da forma como a comida comunica emoções que muitas vezes não sabemos verbalizar.
Entre receitas que funcionam, histórias que passam de geração em geração e uma relação honesta com o prazer, emerge uma ideia simples e poderosa: a doçura não é excesso, é contexto. E comunicar bem passa por saber quando, como e com quem partilhar.
• A pastelaria como linguagem emocional e universal.
• Memória, infância e afeto ligados ao sabor.
• Doce como exceção, ritual e prazer consciente.
• Confiança construída pela clareza e pela verdade.
• Ensinar, partilhar e comunicar sem truques.
Citação de Ouro
“O doce não é para todos os dias. É para os dias que importam.”
🔗 Episódio com Rita Nascimento:
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| Como fotografar a emoção? José Sena Goulão | 22 Oct 2025 | 01:03:54 | |
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Como se fotografa a emoção num mundo saturado de imagens? Nesta conversa profunda e prática, José Sena Goulão, fotojornalista da agência Lusa, explica porque é que a técnica nunca é suficiente e porque é que a fotografia só faz sentido quando capta aquilo que não se ensina: o olhar, a tensão, o instante irrepetível.
Fala-se de futebol, política, guerra, entrevistas sob pressão, imagens icónicas e dilemas éticos. Da luz imperfeita às fotografias de família tecnicamente falhadas mas emocionalmente decisivas, emerge uma ideia central: a emoção não se fabrica, reconhece-se. E o fotojornalismo vive desse reconhecimento.
• A diferença entre fotografar beleza e fotografar realidade
• Emoção como critério maior da boa fotografia
• Técnica ao serviço do instante, não o contrário
• O peso ético de fotografar sofrimento
• Verdade, enquadramento e responsabilidade editorial
• Imagens icónicas e memória coletiva
Citação de Ouro
“A fotografia perfeita pode não dizer nada. A imperfeita, às vezes, diz tudo.”
🔗 Episódio com José Sena Goulão:
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| Triângulos amorosos: por que nos metemos nisso? José Gameiro | 15 Oct 2025 | 00:53:17 | |
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Porque é que nos metemos em triângulos amorosos sabendo, quase sempre, que alguém vai sofrer? Nesta conversa franca e sem moralismos fáceis, José Gameiro ajuda a perceber o desejo, a fantasia, o ego e a fuga que alimentam estas relações. Fala-se de amor, erotismo, culpa, silêncio, instinto e da dificuldade humana em lidar com a falta, o tédio e a finitude.
Entre a psicologia clínica, a experiência de vida e a escrita, emerge uma ideia desconfortável mas necessária: os triângulos amorosos dizem menos sobre o outro e mais sobre aquilo que ainda não conseguimos dizer a nós próprios.
• O triângulo amoroso como fuga e como necessidade emocional.
• Desejo, erotismo e amor não são a mesma coisa.
• Fantasia, culpa e a ilusão de controlo.
• O ego ferido e a necessidade de validação.
• As marcas emocionais que ficam, mesmo quando tudo parece discreto.
Citação de Ouro
“O desejo não é controlável, mas pode ser pensado.”
🔗 Episódio com José Gameiro:
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A invenção do amor https://open.spotify.com/show/4wLiQqAii3cigB85bYdPLA?si=qq1ytUdhTrqF6YlCB_U3Bw
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| O que as cores nos ensinam sobre comunicação? Miguel Neiva | 08 Oct 2025 | 00:52:53 | |
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O que é que as cores nos ensinam sobre comunicação, inclusão e responsabilidade social? Nesta conversa, Miguel Neiva explica porque a cor nunca é neutra: transporta significado, emoção, memória e poder. A partir da criação do ColorADD, fala-se de design como linguagem universal, da diferença entre estética e função e da urgência de comunicar para todos — incluindo quem não vê as cores como a maioria.
Entre semáforos, transportes públicos, hospitais, escolas e jogos, emerge uma ideia central: comunicar bem é tornar o mundo legível, acessível e digno para o maior número de pessoas possível.
• A cor como linguagem emocional e racional
• Design para servir pessoas, não egos
• Daltonismo, invisibilidade e perda de autonomia
• O ColorADD como código universal de inclusão
• Comunicação clara como dever cívico
Citação de Ouro
“O design não é para ser bonito. É para ser entendido.”
🔗 Episódio com Miguel Neiva:
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| Como continuar a comunicar quando a vida apaga a luz? Ricardo Miguel Teixeira | 01 Oct 2025 | 00:54:32 | |
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O que acontece quando a vida apaga a luz de forma definitiva? Nesta conversa profundamente humana, Ricardo Miguel Teixeira fala da perda total da visão aos 18 anos, do luto prolongado, da vergonha, do medo e da reconstrução lenta de uma identidade inteira. Fala-se de dor, mas também de humor, autonomia, corpo, linguagem e da diferença entre tolerar e aceitar.
Entre experiências duras e episódios inesperadamente cómicos, emerge uma ideia central: comunicar não é ter pena, é reconhecer o outro como pessoa inteira. E a cegueira não apaga a vida — obriga a reaprendê-la.
• O luto invisível depois de perder a visão
• Vergonha, autonomia e o simbolismo da bengala
• Humor como ferramenta de sobrevivência
• Comunicação, ajuda forçada e paternalismo
• Aceitação em vez de tolerância
Citação de Ouro
“Não é preciso ver para estar inteiro.”
🔗 Episódio com Ricardo Miguel Teixeira:
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| Dinheiro: gastar, poupar ou investir? Pedro Andersson | 24 Sep 2025 | 01:08:16 | |
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Gastamos mal porque ganhamos pouco ou porque nunca aprendemos a lidar com o dinheiro? Nesta conversa clara e prática, Pedro Andersson desmonta a relação emocional que temos com o consumo, o medo de investir, a ilusão da segurança e a falta de literacia financeira que atravessa gerações.
A partir da sua experiência pessoal — da crise de 2008 ao nascimento do Contas-Poupança — fala-se de escolhas, prioridades, erros comuns, inflação, poupança, investimento e da ideia central de que o verdadeiro salário é aquilo que sobra no fim do mês.
• Porque gastar é fácil e pensar custa trabalho.
• A armadilha do “eu mereço” e do consumo por impulso.
• Poupança não chega: o impacto invisível da inflação.
• Investir sem medo, mas com informação.
• O tempo como o maior aliado do dinheiro.
Citação de Ouro
“O meu salário não é o que ganho. É o que sobra.”
🔗 Episódio com Pedro Andersson:
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