O Tal Podcast – Détails, épisodes et analyse

Détails du podcast

Informations techniques et générales issues du flux RSS du podcast.

Podcast O Tal Podcast

O Tal Podcast

Paula Cardoso e Georgina Angélica

Société & Culture

Fréquence : 1 épisode/8j. Total Éps: 104

Hosting podcast Omny Studio

Um espaço onde cabem todas as vidas, emocionalmente ligadas por experiências de provação e histórias de humanização. Para percorrer sem guião, com autoria de Georgina Angélica e Paula Cardoso.

Site
RSS
Apple

Classements récents

Dernières positions dans les classements Apple Podcasts et Spotify.

Apple Podcasts

  • 🇬🇧 Grande Bretagne - relationships

    12/01/2026
    #96

Spotify

    Aucun classement récent disponible



Qualité et score du flux RSS

Évaluation technique de la qualité et de la structure du flux RSS.

See all
Qualité du flux RSS
Correct

Score global : 73%


Historique des publications

Répartition mensuelle des publications d'épisodes au fil des années.

Episodes published by month in

Derniers épisodes publiés

Liste des épisodes récents, avec titres, durées et descriptions.

See all

Ana Paula Costa: “Migrar é também renascer de alguma forma, é ir-se reconstruindo. Tive o privilégio de construir boas relações interpessoais”

Saison 4 · Épisode 29

jeudi 6 novembre 2025Durée 58:11

Presidente da Casa do Brasil de Lisboa, Ana Paula Costa conhece como poucos as políticas, práticas e leis da imigração, tema incontornável neste episódio de O Tal Podcast. “Estamos a viver um atentado a direitos conquistados”, lamenta a convidada de Georgina Angélica e Paula Cardoso, obstinadamente alicerçada nos valores de Abril. “Todo o processo democrático foi de construir um mundo que fosse igualitário e livre para todas as pessoas”.

Desde 2016 em Portugal, Ana Paula conta, nesta conversa, que veio sem planos para ficar, mas acabou rendida ao encanto de Coimbra.

Quase uma década depois, a cientista política nota que os desafios da migração mudaram muito, decalcados do momento político que se vive no país.

“Sempre existiu xenofobia, mas a animosidade de hoje, inclusive nas relações sociais interpessoais, não estava presente”, sublinha, lamentando a instrumentalização que tem sido feita das pessoas imigrantes, “usadas para expiar muito dos problemas sociais”.

O retrocesso não desvia, para já, a rota de Ana Paula, que tem o sangue da resistência e resiliência a correr-lhe nas veias. “A minha avó ficou viúva com cinco filhas. Então, teve que espalhar as meninas pelo Brasil. Depois, reuniu de novo as filhas, comprou uma casa. Eu venho dessa família, que conseguiu se reerguer numa força feminina”.

Natural de Cachoeiro de Itapemirim, berço de várias referências culturais brasileiras, como o “Rei” Roberto Carlos, a cientista política descreve a sua cidade como “muito artística, bastante influenciada pelos atores, e autores da literatura”.

Foi lá que, ainda na infância, Ana Paula se tornou Paulinha, nome que molda a sua identidade, mas que já se habituou a ouvir apenas quando está de regresso à morada de nascimento.

“Todo o mundo me chama de Ana Paula aqui em Portugal. Lembro que no início, quando ia para o Brasil, ficava meio confusa”.

Apesar de se reconhecer mais como Paulinha, a cientista política vê nas variações de tratamento mais um reflexo natural dos movimentos transatlânticos.

“Migrar é também renascer de alguma forma, é ir-se reconstruindo”.

Nesse processo haverá partes que morrem? Quais?

“A gente idealiza o processo migratório, o país, a relação que se vai construir. E quando entramos em contato com a realidade, há sempre essa morte do imaginário”.

Ao mesmo tempo, “nascem mais coisas ou se afirmam mais coisas”, reconhece Ana Paula, refletindo sobre as mudanças que foi e vai encontrando.

“Acho que migrar me fez ser muito mais brasileira”, diz, sem abdicar das suas particularidades. “Tenho um orgulho enorme de falar com esse sotaque brasileiro. É uma preservação de mim, nesse ambiente migratório”.

Educada para ser tudo aquilo a que aspira, a presidente da Casa do Brasil de Lisboa não hesita na direção. “O sentido das coisas é coletivo, porque sozinho a gente não consegue fazer nada, não há caminho possível”.

Firme na caminhada, Ana Paula Costa partilha, nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, alguns pesos emocionais que se carrega na bagagem da imigração, sem nunca descurar o compromisso cívico. “Quero ficar em Portugal, mas o país precisa de mudanças, e eu quero fazer parte delas, com os portugueses que trabalham para construir um país melhor”.

Ouça aqui o episódio completo.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

REWIND - Ana Marta Faial

Saison 4

mardi 4 novembre 2025Durée 01:16

 Sem tabus, a antiga modelo partilha a violência que sofreu na última relação, tão abusiva que chegou a temer pela vida.
Ana Marta Faial foi distinguida como “Manequim do Ano”, em 1986. Até hoje reconhecida pelos dotes de passerelle, a ex-modelo tem colocado a sua experiência ao serviço da formação de novas gerações. Hoje com 66 anos, além de formar manequins, e juntar a sua assinatura profissional às marcas Elite Model Look Angola, Cabo Verde e Moçambique, Ana Marta conjuga talentos de artista plástica com os de designer de moda.

https://www.otalpodcast.com/p/ana-marta-faial

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Israel Campos: “Termos a possibilidade de chegar a certos lugares também é consequência direta dos nossos privilégios”

Saison 5 · Épisode 24

jeudi 2 octobre 2025Durée 01:02:03

Batizado à letra do nome de um dos estados que, nos últimos tempos, mais tem mobilizado protestos a nível global, o convidado deste episódio d’ O Tal Podcast, começa por partilhar o peso que cabe na sua identificação.

“Não tem sido fácil carregar o nome Israel. Em Inglaterra, já me cancelaram viagens de Uber. Entrei no carro, e disseram: não te vamos levar por causa do nome. O clima é de tensão alta”, conta, amenizando, contudo, o “mal menor” que lhe coube em sorte.

“Somos privilegiados, estamos numa parte do mundo em que podemos acordar, fazer a nossa vida, ir ao parque, trabalhar, brincar com os nossos. Mas o que devia ser tão comum e universal, não é”.

Desde a infância atento ao que acontece ao seu redor, Israel Campos recorda, nesta conversa, como o ambiente familiar o preparou para ler, questionar e escrever sobre a atualidade.

“Cresci em Luanda, ao lado de muitos ‘mais velhos’, no seio de jornalistas, a ouvir conversas sobre o estado do país e a política”.

Filho de Graça Campos, referência incontornável do jornalismo em Angola, o convidado desta semana de Georgina Angélica e Paula Cardoso reflete sobre o acesso precoce a um manancial de conhecimentos.

“Em casa já havia uma biblioteca, que era do meu pai e, portanto, sempre fui muito incentivado a ler. No contexto angolano é um grande privilégio”.

Hoje com 25 anos, e várias distinções e prémios jornalísticos, académicos e literários, Israel faz questão de transformar as oportunidades e aprendizagens em vias de construção coletiva, talento que levou o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a convidá-lo a integrar um grupo de jovens que reflete sobre o futuro de Portugal.

“A noção de serviço público passou a ser um grande elemento na minha vida profissional e pessoal”, sublinha, recuando à experiência precoce como locutor de rádio, entretanto amadurecida na universidade e numa carreira em jornalismo.

Tudo começou aos 12 anos, revela o também escritor, de volta ao momento que lhe abriu as portas da Rádio Nacional de Angola (RNA).

“Fui convidado para ir ao programa infantil Kaluanda Pió, falar do meu interesse pela escrita e pintura. O produtor gostou muito da minha desenvoltura e convidou-me para ir voltando”.

O primeiro contrato não tardou – “Tive que ir com a minha mãe assinar, porque era menor de idade” –, e marca um antes e depois nesta história.

“A experiência na rádio foi muito importante para a minha formação pessoal e profissional”, nota Israel, que, a partir do rigor dos horários – “eram programas em direto, e em direto não há atrasos” –, aguçou o sentido de responsabilidade e compromisso cívico.

“Hoje trabalho mais como freelancer, e estou mais dedicado a questões académicas, mas o serviço público continua a pautar a minha atuação: penso em que medida posso utilizar o privilégio que tenho, para servir de alguma maneira”.

Entretanto desvinculado da RNA, na sequência de um episódio de censura, Israel Campos comenta, neste episódio, o estado do jornalismo e da política em Angola, inspirações para a tese de doutoramento que ganha forma a partir de Inglaterra. Muito mais do que um destino de estudos superiores, uma espécie de refundação de identidade.

Saiba de que forma, na conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso. Para ouvir aqui.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

REWIND: Kwenda Lima

Saison 1

mardi 30 septembre 2025Durée 01:31

Que memórias conseguimos guardar para além daquelas que exibimos no telemóvel? Temos medo de amar? Onde está a força de nos vulnerabilizarmos? E Deus? Onde o podemos encontrar? Podem as mulheres não querer ser mulheres? Neste episódio, Kwenda Lima questiona a sabedoria. Do que somos e podemos ser.

https://www.otalpodcast.com/p/kwenda-lima

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Vânia Andrade: “Ser vegana trouxe-me muitas coisas. É um descanso. Sinto que o meu corpo está menos propício a ficar doente”

Saison 5 · Épisode 23

jeudi 25 septembre 2025Durée 55:35

De microfone na mão, aos pés da escadaria da Assembleia da República, Vânia Andrade projetou a voz em defesa dos direitos das trabalhadoras da limpeza. O repto, lançado a 25 de fevereiro de 2023, marcou a primeira manifestação do movimento Vida Justa, e colocou no centro das atenções reivindicações habitualmente classificadas de periféricas.

“Já me disseram: tu foste das primeiras mulheres a assumir, com a idade que tens, que trabalhavas nas limpezas”, conta Vânia, neste episódio de O Tal Podcast.

Mais de dois anos depois dessa intervenção diante do Parlamento, a poetisa e performer sublinha a importância dos modelos de referência para a definição das nossas escolhas.

“Acredito muito que tudo o que vamos fazer tem muito a ver com quem está à nossa volta. Há propósitos que seguimos quando somos impulsionados”.

Da mesma forma que hoje outras mulheres olham para ela como uma inspiração, Vânia encontra sustentação nas suas raízes femininas.

“As mulheres que me criaram dizem-me que sou inteligente, em silêncio, e isso é maravilhoso. São as que mais acreditam em mim”.

Nascida em Portugal, com ascendência cabo-verdiana, ‘Puma’, como também é conhecida, expande a força construída no seio familiar a teias de transformação coletiva, onde se inclui o grupo “Mulheres Negras Escurecidas”.

“Surge muito da minha vontade de estar e partilhar coisas com outras mulheres”, explica a ativista antirracista, destacando a necessidade de se proteger de espaços de opressão.

“Tenho feito questão de estar em lugares onde sou acolhida, onde não sou vista como agressiva, como aquela que fala muito alto, que não quer ter amigos, que é muito antipática”.

O autocuidado estende-se à intervenção no espaço público, que, cada vez mais, Vânia procura harmonizar com o descanso. “Aprendi a não me sentir mal quando não posso estar”.

A busca de equilíbrio ganha novas urgências com a proximidade dos 40 anos. “Há um medo que aparece. Há várias coisas que ainda não estão feitas, que tens que fazer, e outras que não querias ter feito. Então, é um trajeto que começa a trazer algumas dúvidas e medos que, por vezes, começam a ser mais salientes. Tenho sentido isso”.

Mais do que refletir sobre direções de vida, nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, que pode escutar aqui, Vânia Andrade pondera o efeito das escolhas que fazemos, nomeadamente alimentares.

“Ser vegana trouxe-me muitas coisas. É um descanso. Sinto que o meu corpo está menos propício a ficar doente, que estou mais calma desde que deixei de comer carne”.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

REWIND: Elisabete Moreira de Sá

Saison 5

mardi 23 septembre 2025Durée 01:28

Que histórias contamos a nós próprios? Como nos vemos, a partir dos lugares de onde vimos? Na Quinta da Princesa, um dos bairros mal-afamados do concelho do Seixal, ⁠Elisabete Moreira de Sá ⁠começou por encolher perspetivas, encerrada numa vida de impossibilidades, até começar a alargar o olhar. Foi então que ‘saiu da ilha’ para ganhar o mundo, viagem que lhe tem permitido SER, independentemente do que possa parecer.

https://www.otalpodcast.com/p/elisabete-moreira-de-sa

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Saliu Djau: “Tendo nascido e crescido na Guiné, vivi muito a cultura comunitária, de entreajuda e ligação com outras pessoas”

Saison 5 · Épisode 22

jeudi 18 septembre 2025Durée 55:32

Facilita encontros entre cidadãos e deputados à Assembleia da República, nos bastidores do Festival Política. Com o mesmo à-vontade, protagoniza campanhas publicitárias, vestindo a pele de modelo ocasional. Ao mesmo tempo, soma ligações a várias iniciativas de impacto social, compromisso cívico iniciado na Guiné-Bissau, onde nasceu e cresceu até à mudança para Portugal, já vivida na maioridade.

Hoje com 30 anos, Saliu Djau percorre, neste episódio d’ O Tal Podcast, o tanto que já fez e faz, caminho academicamente demarcado por uma licenciatura em Relações Internacionais. “Nasci já muito velho, com os joelhos a doer”, brinca, situando na adolescência as primeiras experiências de cidadania ativa.

“Em Bissau, na escola, criámos uma associação para jovens, fazíamos atividades culturais, organizávamos conferências e palestras, e tentávamos criar dinâmicas sociais e de partilha de conhecimento.  Queríamos só fazer coisas e conviver com amigos, mas desenvolvemos interesses, e acabámos por evoluir como pessoas”.

Muitos projetos de associativismo depois, onde sobressai a ligação ao Festival Política, Djau encontra no chão de partida as raízes que sustentam a sua busca por justiça social.

“Somos fortemente influenciados pelo nosso espaço e circunstância. Somos o resultado do nosso tempo e do nosso espaço. Tendo nascido e crescido na Guiné, vivi muito a cultura comunitária, de entreajuda e de ligação com outras pessoas”.

Atualmente ao serviço da Fundação Calouste Gulbenkian, Djau trabalha como gestor de projetos, especializando-se, entre outros domínios, na promoção de literacia mediática, via necessária de combate à desinformação.

Antes disso, ajudou a lançar, dentro de uma instituição financeira, um grupo promotor da diversidade e inclusão, iniciativa que traz para a conversa o desaproveitamento do alcance da responsabilidade social. “Ainda é uma coisa muito frágil em Portugal”.

Consciente das inúmeras desigualdades que comprometem a coesão social, e atento aos desafios que ameaçam a dignidade humana, Djau estende a sua intervenção às escolas.

“Volto sempre muito feliz. Os miúdos, que nunca viram um ‘rasta man’ a dar aulas, ficam super contentes e curiosos”, assinala, reconhecendo o poder transformador da representatividade. “Quando dizia ‘eu trabalho num banco’, ficavam: ‘uau, a sério’? Porque provavelmente nunca viram uma pessoa parecida comigo a trabalhar num banco. Acho que isso acabou por ser uma referência”, nota o gestor de projetos, despido de heroicidades.

“Há sempre retorno nas coisas que fazemos. O altruísmo nunca é 100% puro”, diz nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, que pode seguir aqui.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

REWIND: Lura

Saison 5

mardi 16 septembre 2025Durée 02:52

Na vida de Lura, há um antes e depois da maternidade, que transporta força revolucionária. Mãe da pequena Nina, a cantora partilha, neste episódio, as maravilhas e os desafios dessa viagem, iniciada de forma profundamente consciente. “A minha filha é a prioridade, e depois organizo a vida em função dela”, conta, acrescentando que, por mais contraditório que possa parecer, essa é uma vivência que lhe trouxe mais liberdade.

De que forma? Lura explica, numa conversa recheada de memórias, desfiadas com múltiplos significados.

https://www.otalpodcast.com/p/lura

See omnystudio.com/listener for privacy information.

Carla Adão: “A maternidade traz-nos grandes inseguranças. Se calhar, até as sinto mais agora do que quando os meus filhos eram pequenos, porque eles estão crescidos, quase emancipados, e eu questiono: ‘Será que fiz tudo certo?’”

Saison 5 · Épisode 21

jeudi 11 septembre 2025Durée 47:13

Subdiretora da RTP África, Carla Adão está no canal desde o arranque. Quase trinta anos depois, a jornalista destaca, nesta conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso, as pontes que o projeto permitiu construir entre os países africanos de língua portuguesa, contributo que, defende, importa preservar, mas também reavaliar. “Quando a RTP África surgiu, os nossos países tinham meios de comunicação ainda muito incipientes, sobretudo a televisão. De repente, começámos a ligar, a fazer chegar as notícias de uns sítios aos outros. Agora já não tem esse peso, porque o mundo está de outra maneira”.

Neste novo contexto, qual poderá e deverá ser o papel do projeto televisivo?

“Devíamos, na comunidade afrodescendente, olhar mais para a RTP África como uma montra, difundir as imagens das pessoas que lá vão e que falam nos nossos programas, sobre todos os assuntos, nomeadamente política”, assinala, reconhecendo a importância de se diversificar o naipe de presenças na esfera mediática.

“Como é que acabámos de ter umas eleições em Portugal e não há nenhum comentador negro, quando uma das questões que esteve em cima da mesa foi a imigração? As televisões continuam sem ter esse espaço, que eu acho que a RTP África tem e deve abrir ainda mais”.

Neste episódio d’ O Tal Podcast, Carla Adão revela como a sua trajetória profissional a ajudou a perceber o impacto dessa pluralidade.

“Quando chego a subdiretora da RTP África, começo a ver as reações [da comunidade afrodescendente], a alegria de muitas pessoas por eu estar nesse cargo, porque sentiam: é uma de nós, alguém que nos representa. Veio por aí o reconhecimento, e o meu autorreconhecimento”.

Até esse momento, a jornalista conta que estava apenas a seguir o seu percurso, dentro de uma linha normal de progressão, sem consciência do significado coletivo das suas conquistas. Agora com uma nova consciência, a subdiretora da RTP África assume o compromisso de continuar a desbravar caminhos.

“Tenho sonhado em dar e criar espaço para outras pessoas, em dar voz a histórias e pessoas que ainda não têm voz, em dar a conhecer histórias que estão esquecidas”, aponta, cumprindo os planos que a acompanham desde a infância.

“Aos 9 anos disse à minha mãe que ia ser jornalista. E por volta dos 11, 12 anos, comecei a fazer um jornal no meu prédio, com uma máquina de escrever. Fazia inclusive os tracejados das palavras cruzadas que via noutros jornais”.

A vocação, precocemente identificada, permitiu recuperar ligações africanas quebradas na infância com a saída de Angola para Portugal.

“Quando fui à Guiné pela primeira vez, senti o chão, senti: ‘estou em casa’. Criei uma relação muito próxima com o país”.

Esta é uma das experiências revisitadas neste episódio, onde Carla Adão partilha o reencontro emocionante com uma irmã perdida durante a guerra em Angola, bem como os desafios de ser mãe.

“A maternidade traz-nos grandes inseguranças. Se calhar, até as sinto mais agora do que quando os meus filhos eram pequenos, porque eles estão crescidos, quase emancipados, e eu questiono: ‘Será que fiz tudo certo?’”

Ouça aqui a conversa com Georgina Angélica e Paula Cardoso.

See omnystudio.com/listener for privacy information.

REWIND: Victor Hugo Mendes

Saison 5

mardi 9 septembre 2025Durée 01:24

Pai de três, Victor Hugo Mendes (VHM) poderia muito bem fechar as contas da sua paternidade numa dezena de descendentes. Escrito de outro modo: gostaria de ter 10 filhos. O número impressiona, em especial numa Europa com algumas das mais baixas taxas de fertilidade do mundo, porém VHM não se deixa intimidar, assumindo valores ancestrais africanos na relação com a ascendência e descendência.

https://www.otalpodcast.com/p/victor-hugo-mendes

See omnystudio.com/listener for privacy information.


Podcasts Similaires Basées sur le Contenu

Découvrez des podcasts liées à O Tal Podcast. Explorez des podcasts avec des thèmes, sujets, et formats similaires. Ces similarités sont calculées grâce à des données tangibles, pas d'extrapolations !
Podcast Myths and Legends
Podcast Monocle on Design
Podcast Podcasts from Le Monde d‘Hermès
Podcast WARDROBE CRISIS with Clare Press
Podcast Point of Origin
Podcast Immaterial: 5,000 Years of Art, One Material at a Time
Podcast مغامرات في المتحف
Podcast Masters in Business
Podcast A Bit of Optimism
Podcast Best of Both Worlds Podcast
© My Podcast Data