Histórias para ouvir lavando louça – Détails, épisodes et analyse
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Histórias para ouvir lavando louça
ter.a.pia
Fréquence : 1 épisode/7j. Total Éps: 202

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Ela tinha planejado a própria morte, mas uma gatinha a salvou
jeudi 15 mai 2025 • Durée 08:08
A depressão foi tirando tudo da Bruna. Primeiro, a energia. Depois, o desejo de se levantar da cama e, por fim, a vontade de continuar viva. Foi nesse ponto, já pesquisando métodos para não estar mais aqui, que ela resolveu pedir ajuda. O que ela não imaginava é que o socorro viria na forma de uma gatinha chamada Virgínia.
Em plena pandemia, em 2020, ela se viu sozinha e começou a se afundar. Não comia, não tomava banho, não tinha forças. Mas mascarava bem. A família não percebia a gravidade da situação à distância.
Mas o copo ficou cheio demais e transbordou. Numa visita à casa dos pais, sentada à mesa da cozinha, ela pediu ajuda.
A irmã sugeriu que Bruna passasse uns dias com ela. E, tentando tirar a irmã daquele estado, insistiu pra que fossem visitar uma ONG de adoção de animais. Bruna não queria, mas topou, mais pra encerrar o assunto do que por vontade.
E foi logo na primeira gaiola que ela apareceu. Uma gatinha adulta, quase idosa, com sequelas de uma doença respiratória, resgatada de um lugar muito ruim. E mesmo assim, estava disposta a dar e receber carinho: rolou no chão, mostrou a barriga e esfregou a bundinha na grade como se dissesse “olha pra mim.”
E a Bruna olhou. Passado o recesso de fim de ano, ela foi adotar a Virgínia.
Nos primeiros dias, bateu o medo. Como ela iria cuidar de uma gata se mal estava dando conta de si? Mas, com o tempo, foi percebendo que a rotina com Virgínia virou estrutura. E a estrutura virou cuidado. Com a gata e com ela mesma.
Bruna sabe que a depressão é uma doença multifatorial. E que nenhuma cura vem de um único lugar. Ela fez terapia, toma medicação, conta com a rede de apoio. Mas reconhece: foi com a chegada da Virgínia que ela começou a reencontrar um sentido.
Porque vida chama vida. E, às vezes, tudo que a gente precisa é de algo ou alguém pra lembrar disso.
Hoje, Bruna fala da depressão sem vergonha. Fala com coragem. Pra dizer que não foi fácil, mas que é possível. E que nenhuma dor deve ser vivida em silêncio.
Ela é uma pessoa com múltiplas camadas. E a depressão foi só uma delas. Entre todas as coisas que a definem, também está essa: ela é uma sobrevivente. E foi salva por uma gatinha.
Ele adotou o filho do padrasto, um garoto com síndrome de Down
jeudi 8 mai 2025 • Durée 08:02
A história de Julio e Andrey começa no meio do caos. Uma vida que parecia prestes a se desfazer encontrou um novo sentido com a chegada de um menino com síndrome de Down, que, sem saber, salvou quem o salvaria.
Julio saiu de casa aos 18 anos após conflitos familiares, mergulhou em uma depressão profunda e pensou em desistir.
Até que um telefonema da mãe interrompeu esse ciclo. Ela estava namorando e o novo companheiro tinha um filho com síndrome de Down.
A convivência com Andrey começou aos poucos. O garoto tinha comportamentos autolesivos e não conseguia se comunicar. Julio, então, se colocou no papel de cuidador, babá, irmão, tutor. Tudo ao mesmo tempo.
Começou a ensinar pequenas coisas: comer sozinho, se vestir, se limpar. Passo a passo, foi mostrando ao Andrey o que era ser amado.
A conexão entre os dois foi crescendo e se tornou ainda mais forte quando Andrey precisou passar por uma cirurgia. Foram 5 dias no hospital, e Julio ficou lá o tempo inteiro com ele.
Foi só depois da alta que o pai biológico do Andrey apareceu, embriagado. Aquilo foi o ponto de virada: Julio decidiu entrar com o pedido de guarda.
O pai cedeu, assinou os papéis, e a história deles, que já era forte, virou laço de fato.
Julio ainda enfrentaria outra perda: a morte da mãe. Quem o acolheu foi Andrey.
Com suas palavras simples e seu toque de carinho, Andrey segurou Julio no momento mais difícil. E foi ali que Julio entendeu: quem foi salvo, na verdade, foi ele.
Hoje, 9 anos depois, Julio olha para Andrey, agora com 20 anos, e diz com orgulho que ele é seu filho e vem evoluindo todo dia.
No fim das contas, o que incomoda muita gente não é a história de amor entre um pai e seu filho. É que essa história seja protagonizada por uma família que foge do padrão. Julio é um homem trans.
Essa informação só aparece aqui, no fim, porque ela não muda em nada a beleza, a coragem e a potência do que foi vivido. Mas, para muita gente, ela mudaria tudo. E é justamente aí que mora o preconceito.
Meu marido desapareceu na fronteira dos EUA e nunca mais retornou
jeudi 20 mars 2025 • Durée 10:41
A vida de Razan nunca mais foi a mesma desde que o marido partiu para os EUA e desapareceu na travessia.
Desde então, tudo pesa sobre os ombros dela: três filhos para criar sozinha, um pequeno restaurante que abre aos fins de semana e a luta diária para pagar as contas, fora o fato de não ter tido oportunidade de se despedir. Mas Razan já sobreviveu à guerra na Síria. Ela sabe que não pode parar.
A Síria se tornou inviável para viver, então fugir não era escolha, era necessidade. Mesmo Razan não querendo, o plano era ir para a França com o marido. Os dois não tinham filhos ainda.
Mas no aeroporto, no Líbano, os sírios foram impedidos de embarcar. Tudo que tinham foi perdido naquelas passagens. Sem saída, o marido encontrou um destino inesperado: o Brasil. Razan não queria vir. Não falava português, não conhecia ninguém. Mas não havia opção.
A adaptação foi dura. Um dia, sem geladeira suficiente para guardar a comida que preparou, uma vizinha sugeriu que vendessem. No final do dia, Razan tinha dinheiro na mão e uma esperança nova.
Ali ela começou a cozinhar, postar nas redes sociais e, pouco a pouco, conseguiu clientes. Quando abriu a garagem para vender seus pratos, uma fila se formou na porta de casa. Pela primeira vez, ela sentiu que poderia recomeçar.
Mas então veio o golpe. Seu marido decidiu ir para os EUA visitar a família. Tentou o visto, mas foi negado. Escolheu a travessia ilegal.
A última ligação veio quando ele estava perto da fronteira. Mostrou o rio que atravessaria. Disse que ligaria em dez minutos. E nunca mais ligou.
Foram 54 dias de desespero. O celular nunca saía da mão. Qualquer barulho de notificação era um salto no peito.
Até que veio a confirmação: ele morreu e foi enterrado com outros 18 em uma cova coletiva, sem nome, sem despedida.
Desde então, tudo recai sobre ela. O restaurante ainda abre, mas as contas não fecham. Porque agora, tudo depende dela.
Razan não quer ser engolida pela tragédia. O sonho dela continua. Porque cozinhar sempre foi o que a manteve de pé.
Para ajudar a Razan, você pode frequentar seu restaurante de comida árabe, que fica na Rua Dr Mário Vicente, 379, Ipiranga. O restaurante funciona aos fins de semana. Para reservas e pedidos, mande uma mensagem no Whatsapp 11 99880.8496.
ELA PERDOOU O PAI QUE A ABANDONOU NA INFÂNCIA
Saison 3 · Épisode 99
mardi 18 avril 2023 • Durée 22:01
Quando a Valéria nasceu, o pai dela não quis ficar com sua mãe, nem assumir sua paternidade. Mas aos 15 anos as coisas mudam e em uma viagem de volta À sua cidade, ela se depara com ele ajoelhado pedindo perdão por ter negligenciado a filha.
A Valéria naquele momento não titubeou e aceitou o perdão do pai. Sua ausência sempre foi muito dolorida pra ela, mesmo tendo um padrasto super atencioso ao lado desde pequena - padrasto esse que sempre apoiou sua aproximação do pai e de quem ele virou amigo com o passar dos anos.
Depois de ter sido perdoado, o pai da Valeria conseguiu redimir seus anos longe da filha e eles tinham uma relação muito boa. A Valeria não poderia ser mais feliz! Tanto que ela sempre reforçou que tinha dois pais: um que a fez e o outro que a criou, e amava os dois.
Anos mais tarde, já adulta e com filho, ela separou do ex-marido e decidiu voltar para sua cidade natal, no interior de São Paulo. De volta, ela vai morar no sítio do pai com seu filho e tem os melhores 10 meses da vida dela.
E são 10 meses porque o pai da Valéria, um homem idosos, pega Covid e acaba falecendo em decorrência da doença. Aquele sonho que ela estava vivendo acabava ali, mas não foi em vão.
A Valeria continuou morando na casa do pai e até hoje quando olha para os pés de manga no quintal e vê o chapeuzinho que ele usava na roça pendurado na parede (os da foto no carrossel), sabe que fez a escolha certa, para ela, para a sua história, de ter o perdoado e ter vivido tudo que eles viveram juntos após esse reencontro.
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O Histórias para ouvir lavando louça é um podcast do ter.a.pia apresentado por Alexandre Simone e Lucas Galdino. Para conhecer mais do ter.a.pia, acesse historiasdeterapia.com.
Para entrar no grupo do Whatsapp e receber as histórias do canal e do podcast com antecedência, é só contribuir no site apoia.se/historiasdeterapia.
Edição: Felipe Dantas
Roteiro: Luigi Madormo
ELA ENTENDEU QUE NÃO É MENOS FEMININA POR SER LÉSBICA E TER CABELO CURTO
Saison 3 · Épisode 98
mardi 11 avril 2023 • Durée 17:20
O que é ser mulher? A Lorany passou anos questionando e sendo questionada por isso por conta do jeito que ela cortava o cabelo ou pela forma como ela se vestia. Mas por que uma mulher lésbica precisa seguir um padrão masculino? Ou por que uma mulher que corta o cabelo curto precisa ser vista como masculinizada?
Todas essas questões fizeram a Lorany chegar ao consenso de que não precisava seguir padrão nenhum para ser ela mesma. Ser feliz. Afinal, não existe padrão pra ser quem se é.
A história da Jupat você assiste aqui: https://youtu.be/ocYtwZfiq_Q
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Edição: Felipe Dantas
Roteiro: Luigi Madormo e Lucas Galdino
ELA SE TORNOU MADRASTA ANTES DO ENTEADO NASCER
Saison 3 · Épisode 97
mardi 4 avril 2023 • Durée 21:41
Imagina a seguinte situação: você começa a namorar a pouco tempo e seu namorado diz que vai ser pai do filho de um relacionamento casual que rolou antes de vocês começarem a sair. O que você faria? A Priscila, depois de pensar bastante, topou encarar essa história. Ali nascia uma madrasta antes mesmo da criança vir ao mundo!
No começo, a decisão da Priscila foi mais coragem que maturidade, mas hoje, 10 anos depois, ela agradece por todo aprendizado que teve por aceitar continuar com o Bruno depois da notícia.
Mesmo com algumas amigas aconselhando ela sair desse relacionamento enquanto podia, ela encarou de frente. E se o Bruno fosse 'o amor da vida dela'? Ela iria jogar fora uma relação legal por algo que fugia do controle dela? Não! E ainda bem que ela fez isso porque não é só a relação bastante saudável dos dois que foi boa pra ela, mas também os aprendizados que o relacionamento dela com o Lucas e a mãe dele, trouxeram para toda a família.
As histórias que falamos no episódio:
"Meu papel como madrasta": https://www.youtube.com/watch?v=evEfPAcvrJw
"Mãe e Madrasta: é possível ter uma relação saudável": https://spoti.fi/3hii35L
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Edição: Felipe Dantas
Roteiro: Luigi Madormo
A DEPENDÊNCIA QUÍMICA EXCLUIU ELE DA SOCIEDADE
Saison 3 · Épisode 96
mardi 28 mars 2023 • Durée 22:05
O Jorge viu sua vida ruir por conta da dependência química. Tudo começou por volta dos 14 anos, quando ele começou a beber. Dali em diante o uso recreativo se tornou dependência, ele chegou a perder um negócio porque tudo que ganhava era pra sustentar o vício e até ser preso por consequência das drogas também.
Quando saiu do presídio, o Jorge foi parar em uma clínica de reabilitação. Mas a mudança não vem do dia pra noite e, algumas recaídas depois, ele consegue se manter sóbrio há alguns anos e trabalha para ajudar outros jovens que passam pelo que ele passou - e não quer passar nunca mais.
Hoje o Jorge também tem consciência que a dependência química não é um problema individual, é uma questão de saúde público que, infelizmente, a sociedade e o Estado fecha os olhos e encara como um problema moral.
Como e onde estaríamos se a dependência química fosse tratada do jeito que deveria ser?
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Edição: Felipe Dantas
Roteiro: Luigi Madormo
ELA PERDEU O FILHO RECÉM-NASCIDO E TEVE QUE OUVIR QUE LOGO TERIA OUTRO
Saison 3 · Épisode 95
mardi 21 mars 2023 • Durée 26:50
A gravidez da Luma foi bem complicada, mas não pelo fato de gerar uma criança e sim pela forma com que as pessoas a sua volta a tratavam quando ela descobriu que seu bebê estava com um problema durante a gestação. Suas decisões eram questionadas por familiares e pelos médicos - que inclusive praticaram violência obstétrica durante todo o tratamento que a induziram.
Infelizmente, a intuição da Luma não foi ouvida e isso levou a um agravamento da condição do seu filho, o Ben, que nasceu prematuro e acabou falecendo duas horas após nascer.
E mesmo após ela perder o seu primeiro filho, as pessoas ainda não eram respeitosas com sua dor, com seu luto. Muitos comentários indelicados foram feitos, desde a dúvida se ela e o Matheus, seu esposo e pai do Ben, ficariam juntos (afinal, eles eram jovens demais e só estavam juntos porque engravidaram), até o fato de que ela iria superar logo isso quando engravidasse e que, pelo menos, o Ben não tinha 2 ou 3 anos de idade.
A Luma tem bastante consciência de toda violência que vivenciou, da afetiva até a obstétrica, e pôde contar com seu companheiro e com outras pessoas próximas que a acolheram. Formada em psicologia, hoje ela pretende ajudar outras mães que passam ou passaram por situações parecidas, e dar o apoio que muitas pessoas não conseguem dar em momentos assim.
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Edição: Felipe Dantas
Roteiro: Luigi Madormo
EU DEI A VIDA AO MEU FILHO E ELE ME DEVOLVEU A VIDA
Saison 3 · Épisode 94
mardi 14 mars 2023 • Durée 19:13
Aos 20 anos a Vanessa engravidou e até chegou a pensar que aquele filho poderia atrapalhar a vida dela por ser muito jovem... o que ela não esperava era o que o destino estava planejando.
Quase 20 anos depois, ela descobre que estava com leucemia e, após um longo tempo de tratamento, só um transplante a salvaria. As coisas precisavam acontecer rápido e achar um doador 100% compatível é bem difícil. Por sorte, os médicos sugeriram do Gabriel, seu filho, fazer os testes e ali descobriu quem salvaria a vida da Vanessa.
O Gabriel veio ao mundo não para atrapalhar a vida da Vanessa, mas para salvá-la. É assim que ela enxerga hoje essa relação linda que tem com o filho.
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Edição: Felipe Dantas
Roteiro: Luigi Madormo
ELA PASSOU ANOS SE CULPANDO PELO SUICÍDIO DO PAI
Saison 3 · Épisode 93
mardi 7 mars 2023 • Durée 23:34
"E se eu não tivesse ido pra escola e ficado em casa?". Essa pergunta reverberou por mais de 20 anos na cabeça da Cibelle depois que seu pai tirou a própria vida, quando ela tinha 13 anos. Algo que hoje, passados mais de 30 anos da partida dele, ela entende que não tinha o que fazer, muito menos vão haver respostas para o "e se?".
O pai da Cibelle começou a ficar ruim no início da adolescência dela. Na época, eles tinham uma vida bastante estável financeiramente, a família era muito tranquila, conhecida na cidade onde moravam. Com o tempo, o pai dela começou a falar coisas negativas sobre a vida, tudo se tornou muito triste. Ele enxergava o mundo triste.
Na última noite de vida dele, ele estava sentado em uma cadeira de balanço e, chorando, falou para a Cibelle, que estava sentada vendo TV: "O que vai ser da vida de vocês?", depois disso ele foi deitar. A Cibelle foi atrás dele e teve a oportunidade de abraçá-lo e dizer: "Pai você é o amor da minha vida". No dia seguinte, enquanto ela estava na escola, ele tirou a própria vida.
Com a partida dele, começa a peregrinação da família inteira. As pessoas queriam achar um motivo e um culpado. Elas não pensavam que quem fez estava doente. As pessoas faziam fofoca, diziam que a mãe da Cibelle havia traído ele por isso ele fez aquilo.
Toda aquela experiência fez com que a Cibelle gerasse uma revolta muito grande. Era muito complexo querer respostas que nunca vai ter. O luto dela foi muito difícil, mas depois de muitos anos e de muita terapia, ela compreendeu que é possível sobreviver, é possível se curar.
Hoje a Cibelle está bem e sempre lembra as pessoas que estão de fora de situações parecida para que elas não joguem o fardo em quem foi, muito menos em quem fica. Acolhimento em um momento tão delicado é a única opção.
No episódio comentamos sobre a história da Ofélia, esse é o link para assisti-la: https://youtu.be/6mk4jdVFeAw
Aqui também está a playlist com histórias sobre saúde mental: https://www.youtube.com/watch?v=6mk4jdVFeAw&list=PL4_fPVcdd4QsI56Y-A0c2jf2_24cVkyKY
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Roteiro: Luigi Madormo









