Explorez tous les épisodes du podcast Guilhotina | Le Monde Diplomatique Brasil
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| Clima de injustiça: quilombolas e a COP 30 | 05 Jun 2025 | 00:23:28 | |
Em 2025, o Brasil será palco da COP 30. Enquanto autoridades brasileiras falam em protagonismo ambiental, os povos que mais protegem a natureza seguem invisíveis. Essa exclusão não é um descuido – é o retrato doracismo ambiental, que apaga vozes negras das decisões sobre o futuro do planeta. Neste episódio especial do podcast Guilhotina em parceriacom a Comissão Pró-Índio de São Paulo, ouvimos lideranças quilombolas e especialistas para entender como a luta contra a crise climática precisa ser também uma luta antirracista. Quais caminhos podem garantir que essa justiçaaconteça de verdade? E como a COP pode se comprometer com isso? Quer saber mais sobre o assunto? Ouça o especial completo do Guilhotina com Mariana Belmont, do Geledés; Fran Paula da Coordenação Nacional dos Quilombolas (Conaq), e Viviana Santiago, da Oxfam Brasil; e amplifique a justiçaclimática racial. Ficha técnica Apresentação e roteiro: Bianca Pyl e Luís Brasilino. Edição, desenho de som e sonorização: Beatriz Pasqualino, pela Rádio Tertúlia. | |||
| bem viver nas cidades | #3 águas urbanas | 12 Mar 2025 | 00:44:31 | |
No ar, o 3º e último episódio da série "Bem viver nas cidades: lutas por direitos e movimentos populares urbanos”, nova parceria do Guilhotina, o podcast do Le Monde Diplomatique Brasil, com a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese). Neste episódio, conversamos sobre águas urbanas com Raquel Ludermir (@raquel_ludermir), doutora em desenvolvimento urbano e que está como gerente de incidência política da Habitat para a Humanidade Brasil; Joice Paixão, cofundadora e presidente da Associação Gris, no bairro da Várzea em Recife; e Halan Jackson de Assis (@halan.aksom), do Fórum de Juventudes do Bom Jardim, Fortaleza. Ficha técnica: A produção, apresentação e o roteiro deste episódio foram feitos por Luís Brasilino e pela Bianca Pyl. A Beatriz Pasqualino, da Rádio Tertúlia, fez a edição, desenho de som e sonorização. E o apoio de produção é de Marília Pinto e Vanessa Pugliesi, da Cese. | |||
| genocídios.BR | #2 Manto Tupinambá, a testemunha do genocídio indígena | 19 Aug 2024 | 00:27:35 | |
Recentemente, chegou ao Museu Nacional do Rio de Janeiro, direto da Dinamarca, um Manto Tupinambá confeccionado com penas de guará vermelho há mais de 300 anos. O retorno desta peça ao Brasil é o resgate de uma memória transcendental para o povo Tupinambá e é, também, o símbolo de uma história de violações e apagamentos. O manto é testemunha do genocídio de uma nação, que é praticado desde a chegada dos europeus até os dias de hoje. Neste segundo episódio da temporada genocídios.BR, você saberá mais sobre a história desta relíquia e do genocídio indígena. Esta série especial é fruto de uma parceria do Podcast Direitos Humanos em Ação - da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), com o Guilhotina, o podcast do Le Monde Diplomatique Brasil. A produção e reportagem são da Rádio Tertúlia. Para este episódio, entrevistamos a antropóloga e liderança indígena Glicéria Tupinambá (também conhecida como Célia Tupinambá), da região do sul da Bahia; Clara Almeida Barbosa, da etnia Kaiowá no Mato Grosso do Sul; o jurista e pesquisador Flávio de Leão Bastos Pereira; e a professora Fernanda Frizzo Bragato, pesquisadora de direitos indígenas e decolonialidade. >>> A temporada especial genocídios.BR tem como objetivo ampliar o debate sobre o conceito de genocídio, seus fatores de risco, os impactados por esse crime atroz, as questões jurídicas envolvidas e o debate político em torno do tema. O podcast explora as nuances legais, ideológicas e políticas dessa definição, trazendo o fato de que nem toda violência extrema é classificada como genocídio, assim como um caso de genocídio não exige que mortes tenham ocorrido. O terceiro episódio desta série vai ao ar em 02 de setembro de 2024. Saiba mais: Reportagem “Museu Nacional confirma retorno de Manto Tupinambá ao Brasil” (11/07/24 | Agência Brasil): https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-07/museu-nacional-confirma-retorno-de-manto-tupinamba-ao-brasil Episódio 1 de genocídios.BR sobre o Massacre de Haximu, cometido contra o povo Yanomami em 1993: https://open.spotify.com/episode/1rMRDEhzaYRrQU0kJESQx8?si=2f0ab3f6c9b74807 Vídeo da fala de Ñandesy's Kaiowá na retomada Guarani Kaiowá na região de Douradina (MS) diante de policiais (julho/24 | Comunicação da Aty Guasu): https://www.instagram.com/reel/C9p8aFLPBzM/?utm_source=ig_embed&ig_rid=ec2fe2c2-6d7a-44c4-a2ec-74c7be2f0eed Relatório Violência contra os povos indígenas no Brasil (dados de 2023), do Conselho Indigenista Missionário (Cimi): https://cimi.org.br/2024/07/relatorioviolencia2023/ Livro “Genocídio Indígena no Brasil - O Desenvolvimentismo entre 1964 e 1985”, de autoria de Flávio de Leão Bastos Pereira (Juruá Editora): https://www.jurua.com.br/shop_item.asp?id=26657 Artigo 231 (Capítulo VIII - Dos índios) da Constituição Federal Brasileira: https://tinyurl.com/yfrbcb4a Decreto Nº 30.822, de 1952, que promulga a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, da Assembléia Geral das Nações Unidas: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/atos/decretos/1952/d30822.html Lei Nº 2889, de 1956, que define e pune o crime de genocídio no Brasil: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l2889.htm Ficha Técnica: Apresentação: Luís Brasilino e Bianca Pyl (Guilhotina). Roteiro, Produção, Reportagem e Edição: Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia). Sonorização: André Paroche (Rádio Tertúlia). Concepção e Coordenação: Manoela Nunes, Enéias da Rosa, Gilnei da Silva (AMDH) e Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia). Identidade Visual e Artes: Nanna Tariki (Le Monde Diplomatique Brasil). A coordenação do Projeto Direitos Humanos em Ação é realizada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, pelo Processo de Articulação e Diálogo para a Cooperação Internacional no Brasil e pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil. | |||
| #156: Mulheres, território e meio ambiente em tempos de pandemia, com Cris Faustino, Elisangela Soldateli e Lisbet Julca | 10 Mar 2022 | 01:11:00 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem três convidadas neste novo episódio: a assistente social Cris Faustino, a jornalista Elisangela Soldateli Paim e a cientista política Lisbet Julca. A Elis é a organizadora e a Cris e a Lisbet são autoras de artigos do livro “Resistências e re-existências: mulheres, território e meio ambiente em tempos de pandemia” (https://bit.ly/35A1bBY), lançado em 2020 pela Editora Funilaria em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo. A obra, escrita por mulheres de organizações sociais e pesquisadoras, apresenta um panorama dos impactos da pandemia e das mudanças climáticas no Brasil sob uma perspectiva de raça, classe e gênero. Falamos sobre as interrelações entre as crises sanitária e socioambiental, neoliberalismo e neodesenvolvimentismo, a agenda anti-mulher e antiambiental na ascensão da extrema-direita, os retrocessos colocados em prática pelo governo Bolsonaro e seu impacto sobre as trabalhadoras e os trabalhadores, violência e desigualdade de gênero e o papel tanto das mulheres como dos movimentos sociais no enfrentamento das crises atuais. A Cris preside o Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos no Ceará e é membra da equipe do Instituto Terramar e da Rede Brasileira de Justiça Ambiental e conselheira da Justiça Global. A Elis é doutora em Ciências Sociais pela Universidade de Buenos Aires e coordenadora latino-americana do Programa Clima da Fundação Rosa Luxemburgo. E a Lisbet é militante do MST, faz parte do Coletivo de Coordenação da Escola Popular Rosa Luxemburgo do MST-São Paulo, realiza doutorado em Geografia pela Unesp e atua na Rede DataLuta. Trilha: Clara Nunes, “O canto das três raças” (Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro); e Grupo Semente e Teresa Cristina, “Pra que discutir com madame” (Haroldo Barbosa e Janet de Almeida). Esse episódio apoia a campanha #OPodcastÉDelas2022. | |||
| #155: Lugares de origem: indígenas e patrimônio cultural no Brasil, com Yussef Campos | 03 Mar 2022 | 00:47:51 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o historiador Yussef Campos, autor, com Ailton Krenak, do livro “Lugares de origem” (https://bit.ly/3ttWy4z). A publicação, lançada no fim de 2021 pela editora Jandaíra, traça um diálogo entre os autores sobre a trajetória dos povos indígenas e as noções de patrimônio cultural no Brasil. Durante a Assembleia Constituinte de 1988, a redação do artigo 231 da Constituição dizia que: “são terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias à sua reprodução física e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições e do seu patrimônio cultural”. Por uma manobra do Centrão, esta última expressão, “e do seu patrimônio cultural”, foi suprimida do texto final. Youssef explica na entrevista a importância dessa alteração e fala também sobre a participação de Krenak na Constituinte e o episódio em que pintou o rosto de jenipapo, o que significou o reconhecimento do patrimônio imaterial pela Constituição, os direitos indígenas no Brasil, o rompimento da barragem da Samarco no Rio Doce e seu impacto sobre o povo krenak que vive na região, as atuais ameaças às conquistas de 1988 e muito mais. Yussef é historiador e professor da Universidade Federal de Goiás (UFG) e autor do livro “Palanque e Patíbulo: o patrimônio cultural na Assembleia Nacional Constituinte”, fruto da sua tese de doutorado na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Trilha: Caetano Veloso, “Terra”; e Milton Nascimento, “Clube da esquina” (Lô Borges, Marcio Borges e Milton Nascimento).
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| #154: Antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas, com Mariléa de Almeida | 24 Feb 2022 | 00:54:02 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a historiadora Mariléa de Almeida, autora do livro “Devir quilomba: antirracismo, afeto e política nas práticas de mulheres quilombolas” (https://bit.ly/3hcOnDS), lançado em fevereiro pela editora Elefante. O trabalho, desdobramento da sua tese de doutorado defendida na Unicamp em 2018, parte de visitas e entrevistas com mulheres quilombolas do estado do Rio de Janeiro para analisar como o afeto constitui e confere sentido à luta política antirracista dessas comunidades tradicionais. Falamos sobre a realidade da população quilombola hoje no Brasil, o direito territorial conquistado na Constituinte de 1988, o papel central das mulheres quilombolas, a resistência representada pelas comunidades em todos os sentidos da vida, a educação nos quilombos, a constituição de lugares seguros para a atuação política das mulheres e mais! Mariléa escreve sobre história, literatura, filosofia e psicanálise, é doutora em História pela Unicamp e, em 2020, sua tese recebeu menção honrosa no Prêmio de Teses Ecléa Bosi, promovido pela Associação Brasileira de História Oral. Em 2015, ela realizou doutorado sanduíche na Universidade Columbia (Nova York) sobre feminismos negros estadunidenses. Trilha: Gilberto Gil, “Dandara, a flor do Gravatá” (Gilberto Gil e Waly Salomão); e Banda Pj e Raiz, “Negro Nagô”.
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| #153: As autobiografias de pessoas escravizadas, com Rafael Domingos Oliveira | 17 Feb 2022 | 00:48:57 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o historiador Rafael Domingos Oliveira, autor do livro “Vozes afro-atlânticas: autobiografias e memórias da escravidão e da liberdade", lançado em 2022 pela editora Elefante. A obra lança mão de autobiografias escritas em inglês por pessoas escravizadas entre os séculos XVIII e XIX para analisar não só o cativeiro, mas também a liberdade e a resistência dos que sofreram com trabalhos forçados e tortura nas Américas, especialmente nos Estados Unidos. Conversamos sobre as condições que propiciaram a produção dessas obras, a recepção dos trabalhos na época, a ausência de obras similares no Brasil, o continente africano relatado nas autobiografias, a violência do rapto e da travessia do Atlântico, as diferentes formas de entender as noções de cativeiro e liberdade no período, a importância fundamental dessas obras e de seus autores na luta abolicionista e muito mais! Rafael é historiador e educador, doutorando em História Social pela Universidade de São Paulo e mestre em História pela Universidade Federal de São Paulo, foi professor da rede pública de ensino do estado de São Paulo e coordenador do Núcleo de Educação do Museu Afro Brasil. É membro do Núcleo de Estudos e Pesquisas da Afro-América (Nepafro) e coordenador do Núcleo de Acervo e Pesquisa do Theatro Municipal de São Paulo. Trilha: The Carolina Chocolate Drops, “Snowden's Jig (Genuine Negro Jig)”; e Maria Bethânia, “Yá Yá Massemba” (Roberto Mendes e Capinam).
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| #152: Trabalhadoras domésticas, com Juliana Teixeira | 10 Feb 2022 | 01:04:03 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a professora e pesquisadora Juliana Teixeira, autora do livro “Trabalho doméstico”, lançado no fim de 2021 pela coleção Feminismos Plurais, da editora Jandaíra. A publicação debate a história e a atualidade da atividade de trabalhadora doméstica no Brasil a partir de uma pesquisa bibliográfica aprofundada e de entrevistas com mulheres de diferentes idades e trajetórias que exercem a profissão. Falamos sobre a origem desse trabalho durante a época da escravização, a transição (ou a falta de transição) durante a abolição, as heranças do trabalho escravo que marcam a profissão, a coincidência entre local de trabalho e de moradia, a importância da análise interseccional (raça, classe e gênero) do trabalho doméstico, o papel da branquitude nessa relação de opressão e da branquitude crítica para romper com ela, a recente substituição das mensalistas por diaristas, a PEC das Doméestica, a luta das trabalhadoras pela ampliação dos direitos e muito mais. Doutora em administração pela Universidade Federal de Minas Gerais, Juliana é pesquisadora e membra do colegiado do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros da Universidade Federal do Espírito Santo, professora Adjunta do Departamento de Administração e do Programa de Pós-Graduação em Administração na mesma instituição, associada da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as e protagonista da Coletiva Compa. Trilha: Elza Soares, BaianaSystem e Virgínia Rodrigues, “Libertação” (Russo Passapusso); e Elza Soares, “O que se cala” (Douglas Germano).
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| #150: Alimentação e fome no Brasil contemporâneo, com José Raimundo Sousa Ribeiro Junior | 06 Jan 2022 | 01:02:01 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o geógrafo José Raimundo Sousa Ribeiro Junior, autor – junto com Mateus de Almeida Prado Sampaio, Daniel Henrique Bandoni e Luiza Lima Silva de Carli – do “Atlas das situações alimentares no Brasil: a disponibilidade domiciliar de alimentos e a fome no Brasil contemporâneo”, lançado em novembro de 2021 e disponível para download em: https://bit.ly/3siHCHg. A publicação traça um panorama da fome e da alimentação no Brasil de 2002 a 2018, mostrando os efeitos provocados pelas diversas desigualdades que marcam o país. Falamos sobre as diferenças entre a alimentação de ricos e pobres, as variações encontradas em cada região do país e entre campo e cidade, as características e os fatores que provocam a fome no país, a relação de raça e gênero com as situações alimentares, a saída e o retorno do Brasil ao Mapa da Fome da ONU, o avanço dos produtos ultraprocessados, os impactos do governo Bolsonaro e da pandemia na insegurança alimentar e muito mais! José Raimundo é doutor em Geografia Humana pela USP, foi professor visitante do Instituto de Saúde e Sociedade da Unifesp entre 2019 e 2021, é representante da seção São Paulo da Associação dos Geógrafos Brasileiros no Conselho Municipal de Segurança Alimentar (Comusan) e, desde o início dos anos 2000, desenvolve pesquisas acerca da fome na cidade de São Paulo. Sugestões de leitura e referências: Amrita Rangasami, “Women's Roles and Strategies during Food Crises and Famines” (https://bit.ly/326CWto); Katty Radimer et al., “Understanding hunger and developing indicators to assess it in women and children” (https://bit.ly/320MWEE); Cheryl Wehler et al., “The Community Childhood Hunger Identification Project: a model of domestic hunger – demonstration project in Seattle, Washington” (https://bit.ly/3dT8ntL); e Josué de Castro, “Geografia da fome”. Trilha: Bob Marley and The Wailers, “Them belly full (but we hungry)” (Carlton Barrett e Lecon Cogill); e Racionais MCs, “Tempos difíceis” (Mano Brown).
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| #149: O lobby na regulação da publicidade de alimentos, com Marcello Fragano Baird | 30 Dec 2021 | 01:08:29 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o cientista político Marcello Fragano Baird, autor do livro “Alimentação em jogo: o lobby na regulação da publicidade no Brasil” (https://bit.ly/3m4ngOr), lançado em novembro pela editora da Universidade Federal do ABC. A obra analisa a atuação de grupos de interesse em torno de uma resolução da Anvisa que pretendia estabelecer regras para a propaganda de comidas e bebidas no país. Conversamos sobre as características do lobby no Brasil e as consequências da sua não regulamentação, a diferença entre grupos de interesses empresarias e públicos, a relação destes com as agências reguladoras, as funções da Agência Nacional de Vigilância Sanitária e sua proposta de regular a publicidade de alimentos, a oposição da indústria, a extensão e as ramificações do lobby empresarial para impedir a publicação da resolução da Anvisa, as consequências da alimentação não saudável entre a população brasileira e muito mais! Formado em Relações Internacionais pela PUC São Paulo e em Ciências Sociais pela USP, Marcello é mestre e doutor em Ciência Política pela USP. Entre 2015 e 2016 foi pesquisador visitante na Columbia University e atualmente é professor assistente do curso de Relações Internacionais na ESPM e professor do MBA em Relações Governamentais na FGV. Ele também trabalhou na Prefeitura de São Paulo, no Instituto Sou da Paz e hoje em dia é coordenador de advocacy na ONG ACT Promoção da Saúde. Link: Artigo da ACT no site do Le Monde Diplomatique Brasil: https://diplomatique.org.br/a-era-das-sindemias/. Trilha: Vinicius de Moraes, “Samba da benção” (Baden Powel, Marcelo Peixoto e Vinicius De Moraes); e Dona Onete, “Jamburana”.
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| #147: Uma história da ciência e do poder, com Tatiana Roque | 16 Dec 2021 | 01:07:45 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a matemática, filósofa e historiadora Tatiana Roque, autora do livro “O dia em que voltamos de Marte: uma história da ciência e do poder com pistas para um novo presente” (https://bit.ly/3ycbczr), lançado em novembro pelo selo Crítica, da editora Planeta. A obra apresenta quatro séculos de história da ciência, analisando como as transformações sociais incidiram no desenvolvimento do conhecimento e da tecnologia e, por outro lado, como esse “progresso” influenciou e influencia a sociedade. Conversamos sobre a formação das noções modernas de Ciência e Razão e sua relação com o nascimento do capitalismo, a importância da teoria da gravidade de Newton, o papel do desenvolvimento da álgebra na substituição do recurso a explicações divinas para fenômenos naturais, a participação das mulheres na pesquisa científica, a Ciência a serviço do colonialismo, as noções de inevitabilidade e neutralidade do avanço científico, o otimismo com o progresso e o choque provocado pelas bombas de Hiroshima e Nagasaki, a pesquisa bélica como motor do avanço tecnológico a partir do pós-guerra, apogeu e declínio dos programas espaciais, aquecimento global, Green New Deal, o negacionismo na extrema direita e muito mais! Mestre em Matemática e doutora em História e Filosofia das Ciências, Tatiana é professora titular do Instituto de Matemática da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura, da mesma instituição, e pesquisadora associada dos Archives Henri-Poincaré na França. Seu livro “História da Matemática: uma visão crítica, desfazendo mitos e lendas” foi um dos vencedores do Prêmio Jabuti de 2013. Trilha: The Alan Parsons Project, “Eye in the sky”; e Caetano Veloso, “Terra”.
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| #146: Mulher, roupa e trabalho, com Mayra Cotta e Thais Farage | 09 Dec 2021 | 00:49:43 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a advogada Mayra Cotta e a consultora de moda Thais Farage. Elas são autoras do livro “Mulher, roupa, trabalho: como se veste a desigualdade de gênero” (https://bit.ly/3o5XQRN), lançado pela editora Paralela em outubro. Na obra, elas investigam a relação das mulheres com a roupa de trabalho e como a opressão de gênero – e raça – se expressa cotidianamente no modo de se vestir. Conversamos sobre a formação do sistema capitalista, patriarcal e racista e sua relação com a roupa de trabalho nos dias de hoje, as diferenças entre o vestuário dos homens e das mulheres, o privilégio da neutralidade das roupas masculinas, indústria da moda, assédio sexual no trabalho, formas de subverter a ordem e utilizar a roupa para transitar melhor no mundo do trabalho, home office e pandemia, uniformes e muito mais! Advogada formada pela Universidade de Brasília (UnB), consultora em compliance de gênero, doutoranda em política na New School for Social Research, em Nova York, e mestre em direito criminal pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), Mayra é professora nos departamentos de Politics e Global Studies na Eugene Lang College of Liberal Arts e já trabalhou como assessora jurídica da Comissão de Direitos Humanos no Congresso Nacional e como assessora especial na Secretaria-Executiva da Casa Civil da Presidência da República. Thais é consultora de moda e trabalha especialmente com mulheres. Formada em Cinema pela UFF e especialista em estética e gestão de moda pela USP, criou a empresa F*inc e, durante anos, ministrou um workshop para discutir o binômio mulheres × roupa de trabalho. Trilha: IZA, “Quem sabe sou eu” (Gabriel Moura, Leandro Fab, Pretinho da Serrinha e Rogê); Lucy Schwartz, “I want the sky”. | |||
| #145: Judiciário e política no Brasil, com Marcelo Semer | 03 Dec 2021 | 01:18:23 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o desembargador Marcelo Semer, autor do livro “Os paradoxos da Justiça: Judiciário e política no Brasil” (https://bit.ly/32zYL4v), lançado em agosto pela Contracorrente. A obra traça um diagnóstico das contradições encontradas no Judiciário brasileiro, um poder cada vez mais em evidência no país. Falamos sobre a perda de credibilidade da Justiça, o aumento do número de processos, a sua relação com o Executivo e o Legislativo, a judicialização da política e a politização da justiça, o papel contramajoritário dos juízes, Operação Lava Jato, populismo penal, práticas autoritárias do Judiciário, Lei de Anistia, golpe de 16, governo Bolsonaro e mais! Doutor em Criminologia e mestre em Direito Penal pela USP, Marcelo é desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, membro e ex-presidente da Associação de Juízes para a Democracia (AJD) e autor de “Entre salas e celas: dor e esperança nas crônicas de um juiz criminal” (Autonomia Literária, 2017) e “Sentenciando tráfico: o papel dos juízes no grande encarceramento” (Tirant Lo Blanch Brasil, 2019). Trilha: Chico Buarque, “Roda viva”; e Roberto Carlos, “Como dois e dois” (Caetano Veloso).
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| genocídios.BR | #1 Massacre de Haximu: a 1ª condenação por genocídio no Brasil | 05 Aug 2024 | 00:26:40 | |
Você já ouviu falar sobre o Massacre de Haximu, ocorrido há 31 anos? Está no ar o episódio de estreia da temporada “genocídios.BR”, fruto de uma parceria do Podcast Direitos Humanos em Ação - da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), com o Guilhotina, o podcast do Le Monde Diplomatique Brasil. A produção é da Rádio Tertúlia. Neste primeiro episódio você ouve a história do primeiro caso de condenação pelo crime de genocídio pela justiça brasileira, cometido por garimpeiros contra indígenas Yanomami em 23 de julho de 1993, na Serra da Parima, em Roraima, em meio à Floresta Amazônica. Oficialmente, foram contabilizados 12 mortos, todos a tiros ou a golpes de facão. Entre as vítimas: adolescentes, crianças e um bebê. O resgate desta história é feito a partir de entrevista com o então fotógrafo da “Folha de S. Paulo” na época, Ormuzd Alves, que cobriu o massacre e tirou a emblemática foto do líder indígena Yanomami, Davi Kopenawa, pintado de guerreiro dias após o crime. Também foram entrevistados para este episódio: o atual subprocurador da República, Luciano Mariz Maia - um dos autores da denúncia por genocídio feita pelo Ministério Público Federal no caso de Haximu; e a professora de Direitos Humanos da Unisinos, Fernanda Frizzo Bragato, que pesquisa direitos indígenas e decolonialidade. >>> A temporada especial “genocídios.BR” tem como objetivo ampliar o debate sobre o conceito de genocídio, seus fatores de risco, os impactados por esse crime atroz, as questões jurídicas envolvidas e o debate político em torno do tema. O podcast explora as nuances legais, ideológicas e políticas dessa definição, trazendo o fato de que nem toda violência extrema é classificada como genocídio, assim como um caso de genocídio não exige que mortes tenham ocorrido. O segundo episódio desta série vai ao ar em 19 de agosto de 2024. Saiba mais: Foto de Davi Kopenawa tirada por Ormuzd Alves após o massacre: https://fotografia.folha.uol.com.br/galerias/1680562518657917-massacre-de-haximu#foto-1680562519301491 Capa do jornal “Folha de S. Paulo”, de 20 de agosto de 1993, que noticia o Massacre de Haximu: https://drive.google.com/file/d/14KUOufslOIiqvsa8X8LlNM5Jre631GNE/view?usp=sharing Documentário “Davi contra Golias: Brasil Caim”: https://www.youtube.com/watch?v=ufMbuPcMTdg Denúncia do Ministério Público Federal em Roraima por genocídio em Haximu (formato pdf): https://drive.google.com/file/d/1ELCxzwrdo6RzVCjF1swjXeujUpamvLmg/view?usp=sharing Decreto Nº 30.822, de 1952, que promulga a Convenção para a Prevenção e a Repressão do Crime de Genocídio, da Assembléia Geral das Nações Unidas: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/atos/decretos/1952/d30822.html Lei Nº 2889, de 1956, que define e pune o crime de genocídio no Brasil: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l2889.htm Entrevista com a antropóloga Hanna Limulja no podcast Guilhotina em que ela cita o Massacre de Haximu: https://diplomatique.org.br/guilhotina/guilhotina-214-hanna-limulja/ Apresentação do fotógrafo Ormuzd Alves na ocasião do reencontro com Davi Kopenawa na Universidade Federal de Roraima (UFRR), em 2023: https://tinyurl.com/2r3urnbd Ficha Técnica: Apresentação: Luís Brasilino (Guilhotina). Roteiro, Produção, Reportagem e Edição: Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia). Sonorização: André Paroche (Rádio Tertúlia). Concepção e Coordenação: Manoela Nunes, Enéias da Rosa, Gilnei da Silva (AMDH) e Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia). Identidade Visual e Artes: Nanna Tariki (Guilhotina). A coordenação do Projeto Direitos Humanos em Ação é realizada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, pelo Processo de Articulação e Diálogo para a Cooperação Internacional no Brasil e pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil. | |||
| #144: Laboratórios da luta de classe, com Rafael Grohmann | 26 Nov 2021 | 01:07:15 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o cientista social Rafael Grohmann, autor do livro “Os laboratórios do trabalho digital” (https://bit.ly/3r6VRyn), lançado em julho pela Boitempo. A obra reúne entrevistas com 38 pesquisadoras e pesquisadores do mundo do trabalho e da tecnologia e procura traçar cenários do que será a luta de classes no futuro. Conversamos sobre o que é o trabalho em plataformas, a sua extensão para além dos motoristas do Uber e entregadores de aplicativo, a relação do trabalho digital com o neoliberalismo e a financeirização, o papel das plataformas na desarticulação dos trabalhadores, ideologia do empreendedorismo, o perfil dos trabalhadores digitais e a exploração de minorias, a função dos usuários dos aplicativos e as possibilidades de resistência e criação de plataformas alternativas e/ou pós-capitalistas. Mestre e doutor em Comunicação pela USP, Rafael é professor de mestrado e doutorado em comunicação na Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e coordenador do Laboratório de Pesquisa DigiLabour (https://digilabour.com.br) e do projeto Fairwork (https://fair.work), vinculado à Universidade de Oxford. Referências e sugestões do Rafael: Observatório do Cooperativismo de Plataforma (https://cooperativismodeplataforma.com.br); Plataformas de fazendas de clique (https://bit.ly/3r6c7jn e https://bit.ly/3xn7ouA); O chão de fábrica (brasileiro) da inteligência artificial: a produção de dados e o papel da comunicação entre trabalhadores de Appen e Lionbridge (https://bit.ly/3CNqCdT); Heteromação e microtrabalho no Brasil (https://bit.ly/3108YqA); The CoopCycle association (https://coopcycle.org/en/); Contrate Quem Luta (https://contratequemluta.com/); Inteligência artificial, branquitude e capitalismo: entrevista com Yarden Katz (https://bit.ly/3l6PDL2); AI Decolonial Manyfesto (https://manyfesto.ai/); Cooperativa Tierra Común (tierracomun.net/); Feminist AI (https://feministai.pubpub.org/); The Cleaners – Official Trailer (https://bit.ly/3nQVOoi). Trilha: The Sound Stylistics, “The crisis generator” (D. Glover, G. Crockett e J. Glover); e Arcade Fire, “Black mirror” (Will Butler, Win Butler, Régine Chassagne, Jeremy Gara, Tim Kingsbury, Richard Reed Parry). | |||
| #142: Estado, gênero e violência, com Berenice Bento | 12 Nov 2021 | 00:48:28 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a socióloga Berenice Bento, autora do livro “Brasil, ano zero: Estado, gênero e violência” (https://amzn.to/3C5pmm7), lançado em setembro pela editora da Universidade Federal da Bahia (Edufba). O trabalho reúne artigos escritos nos últimos anos que abordam as conexões entre o impeachment de Dilma Rousseff, os reiterados ataques às questões dos gêneros e das sexualidades, o aumento da miséria e a eleição de Bolsonaro. Falamos sobre a importância da categoria gênero para explicar o Brasil atual, a centralidade da família no discurso conservador, o papel da ministra Damares Alves no governo federal, heteronormatividade como alimento da violência de gênero e da transfobia e muito mais! Professora associada do Departamento de Sociologia da Universidade de Brasília e pesquisadora 1D do CNPq com pós-doutorado pela City University of New York, Berenice realiza pesquisas na interface de Sociologia e Antropologia, nos temas: colonialismo, estudos queer, direitos humanos e marcadores sociais da diferença. Em 2011, ela recebeu o Prêmio Nacional dos Direitos Humanos. Trilha: Nina Simone, “Four women”; e As Baías e Linn da Quebrada, “Onça / Docilmente selvagem” (Ceu, Jane Reis e Linn da Quebrada).
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| #141: Guerras híbridas e intervenções dos EUA na América Latina, com Ana Penido e Miguel Enrique Stédile | 05 Nov 2021 | 01:01:39 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a cientista social Ana Penido e o historiador Miguel Enrique Stédile, autores do livro “Ninguém regula a América: guerras híbridas e intervenções estadunidenses na América Latina” (https://bit.ly/3Eug2K2), lançado em maio pela coleção Emergências da Expressão Popular e da Fundação Rosa Luxemburgo. A obra analisa as mudanças no modo de intervenção dos Estados Unidos nos países latino-americanos, especialmente no Brasil. Conversamos sobre os diferentes conceitos de guerras híbridas, a redução no número de golpes de Estado abertos no continente, as modalidades de soft power e os mecanismos de desestabilização utilizados, a diferença entre revoluções coloridas e manifestações legítimas, a posição geopolítica atual da América Latina e a ascensão chinesa, a expectativa e os primeiros movimentos do governo Biden e muito mais! Ana é pesquisadora do Instituto Tricontinental e do Grupo de Estudos em Defesa e Segurança Internacional (Gedes) e doutora em Relações Internacionais pelo Programa San Tiago Dantas (Unesp – Unicamp – PUC-SP); e Miguel é doutor em História pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, membro da coordenação do Instituto de Educação Josué de Castro e integrante do Front – Instituto de Estudos Contemporâneos. Trilha: O Rappa, “Ninguém regula a América” (Alexandre Menezes, Marcelo Falcão, Marcelo Lobato, Sepultura, Marcelo Yuka e Lauro Farias); e Ana Tijoux, “Somos sur”. | |||
| #140: Transformações no mundo do trabalho, com Marcelo Gomes Ribeiro e Thêmis Amorim Aragão | 29 Oct 2021 | 01:03:30 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o economista e sociólogo Marcelo Gomes Ribeiro e a arquiteta e urbanista Thêmis Amorim Aragão, organizadores do livro “Transformações no mundo do trabalho: análise de grupos ocupacionais no Brasil metropolitano e não metropolitano em quatro décadas” (https://bit.ly/3lZUbDW), publicação do Observatório das Metrópoles com a editora LetraCapital lançada em abril. A obra, disponível para download no link acima, analisa em escala nacional as transformações pelas quais passaram quase todas das ocupações existentes no país nos últimos quarenta anos: trabalhadoras domésticas; operários da construção civil; trabalhadores do comércio; operários industriais; trabalhadores da prestação de serviço; trabalhadores dos transportes; trabalhadores agrícolas; trabalhadores do apoio administrativo; profissionais de nível médio; profissionais de nível superior; professores; trabalhadores da segurança pública e forças armadas; dirigentes e supervisores; e empregadores. Conversamos sobre os impactos do neoliberalismo no mercado de trabalho, diferenças entre o Brasil metropolitano e o não metropolitano, consequências da reprimarização da pauta de exportações, os impactos da crise econômica e do golpe de 16 no mundo do trabalho, os efeitos dessas transformações nas organizações sindicais, as condições das trabalhadoras domésticas durante os governos Lula e Dilma, as mudanças vividas pelos operários da construção civil, o papel do comércio como amortecedor social nos momentos de crise, o protagonismo político dos trabalhadores dos transportes e muito mais! Marcelo é professor do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional (IPPUR-UFRJ), graduado em Ciências Econômicas pela PUC de Goiás, mestre em Sociologia pela Universidade Federal de Goiás e doutor em Planejamento Urbano e Regional pela UFRJ. Atualmente, é coordenador do Núcleo Rio de Janeiro do Observatório das Metrópoles e um dos coordenadores do projeto de pesquisa Estrutura Social das Metrópoles Brasileiras e do projeto de pesquisa Economia Metropolitana e Desenvolvimento Regional: mudanças na base produtiva e no mercado de trabalho. Thêmis é mestre e doutora em Planejamento Urbano e Regional no IPPUR-UFRJ com duplo doutorado em Economia pela Universidade de Hamburgo, especialista em Análise Ambiental e Gestão do Território pela Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, pós-doutoranda no IPPUR, professora do curso de arquitetura e urbanismo do IBMEC do Rio de Janeiro e pesquisadora do Núcleo Rio de Janeiro do Observatório das Metrópoles. Trilha: Chico Science, “Da lama ao caos”; e Maurício Pereira, “Um dia útil”. | |||
| #138: O poder das famílias no Brasil, com Ricardo Costa de Oliveira | 14 Oct 2021 | 01:08:12 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o sociólogo Ricardo Costa de Oliveira, pesquisador do poder das famílias no Brasil e autor de diversos livros e organizador, entre outros, de “Família importa e explica: instituições políticas e parentesco no Brasil” (https://bit.ly/3aD3hjB), lançado em 2018 pela editora LiberArs. A obra detalha como poucas famílias dominam as instituições públicas brasileiras, dos três poderes aos tribunais de contas, cartórios, mídias, associações e entidades educacionais, esportivas, políticas etc. Conversamos sobre como são os estudos sobre as famílias no Brasil, o papel da hereditariedade na transmissão do poder, a distribuição dessas clãs pelo país, a absorção das ondas migratórias europeias pelas elites coloniais, a genealogia dos militares no governo Bolsonaro e na operação Lava Jato, o peso do Estado na manutenção desse status quo e a importância de se mexer na distribuição das heranças para a construção de uma sociedade mais justa. Professor titular e decano do Departamento de Sociologia da Universidade Federal do Paraná, Ricardo possui graduação em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, mestrado em Planejamento e Desenvolvimento Urbano na University College of London e doutorado em Ciências Sociais pela Unicamp. Ele exerceu por quatro vezes a chefia do Departamento de Ciências Sociais e foi coordenador do curso de Ciências Sociais da Federal do Paraná, vice-presidente da Associação dos Professores da UFPR, conselheiro da Fundação Araucária do Paraná e coordenador de Ciência e Tecnologia do Paraná. Atualmente é coordenador do Núcleo de Estudos Paranaenses e do Grupo de Trabalho: Família, Instituições e Poder no 18º Congresso da Sociedade Brasileira de Sociologia. *Trilha: As Meninas, “Xibom bombom” (Rogério Gaspar e Wesley Rangel); e Chico Buarque, “Pedro pedreiro”.
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| Guilhotina Feminismos #02 - Transfeminismo | 13 Oct 2021 | 01:18:37 | |
Dar espaço e visibilidade para as pautas do movimento trans é urgente no Brasil, país que ocupa o primeiro lugar no ranking de assassinatos dessa população. Além disso, é importante valorizar as contribuições do transfeminismo para os movimentos feministas. Essas colaborações rompem com o essencialismo de gênero relacionado ao órgão genital e aprofundam as pautas feministas. Nesse segundo episódio do Guilhotina Feminismos, Bianca Pyl, Laura Toyama e Samantha Prado conversam com Bruna Benevides, secretária de articulação política da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) sobre a importância dos dados no combate à transfobia e como a negligência do Estado para combater esses crimes faz parte de um projeto político. As contribuições do transfeminismo para as pautas feministas e a urgência de se romper com o conceito universalista de que o gênero está atrelado ao órgão sexual foram foco da entrevista com a professora Letícia Nascimento. Para encerrar o episódio, entrevistamos a ativista Neon Cunha sobre as possibilidades de construir novos caminhos para a cidadania plena de pessoas trans. Link: Conheça o trabalho da Antra, acesse https://antrabrasil.org
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| #137: Horizontes amazônicos, com Bruno Malheiro | 07 Oct 2021 | 01:12:02 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o geógrafo e professor Bruno Malheiro, autor, com Carlos Walter Porto-Gonçalves e Fernando Michelotti, do livro “Horizontes amazônicos para repensar o Brasil e o mundo” (https://bit.ly/2YedLmw), lançado em junho pela editora Expressão Popular em parceria com a Fundação Rosa Luxemburgo. A obra contextualiza histórica e geopoliticamente a conjuntura da Amazônia, do período pré-colombiano ao inferno bolsonarista. Fala sobre a combinação da acumulação por espoliação com o estado de exceção na exploração da região e seus povos, a escolha pela exportação de commodities, a importância dos povos para a formação e manutenção da floresta, a colonização da Amazônia, as ações da ditadura civil-militar, a fratura do território, um balanço da atuação dos governos progressistas na região e muito mais! Professor da Faculdade de Educação do Campo no Campus de Marabá da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará, Bruno possui graduação em Geografia pela Universidade Federal do Pará e é mestre em Planejamento do Desenvolvimento pelo Núcleo de Altos Estudos Amazônicos da UFPA e doutor em Geografia pela Universidade Federal Fluminense. Atualmente, ele coordena o Laboratório de Estudos em Território, Interculturalidade e R-Existência na Amazônia (LaTierra). Sugestões do Bruno: Seminário com José Quintero Weir, Sentipensar com a Terra (https://bit.ly/3lhsG8y); artigo José Quintero Weir, “Da ‘virada ontológica’ ao Tempo de Volta do Nós” (https://bit.ly/3Ank2da); documentário “Pisar Suavemente na Terra”, (https://bit.ly/2YulFsu). *Trilha: Neuber Uchoa, “Cruviana”; e Patricia Bastos, “Jeito Tucuju” (Val Milhomem e Joãozinho Gomes).
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| #136: Antonieta de Barros: professora, escritora, jornalista e primeira deputada negra do Brasil, com Jeruse Romão | 01 Oct 2021 | 01:11:18 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a professora Jeruse Romão, autora da biografia “Antonieta de Barros: professora, escritora, jornalista e primeira deputada catarinense e negra do Brasil”, lançado em maio pela editora Cais (https://bit.ly/3onedtS). Personagem fundamental apagada da história oficial, Antonieta viveu a vida em Florianópolis entre 1901 e 1952 e atuou como professora, tendo criado o Curso Particular Antonieta de Barros, jornalista e escritora, com atuação durante décadas nos maiores veículos de imprensa catarinense, e política. Ela continua sendo, até hoje, a única deputada estadual negra da história de Santa Catarina. Conversamos sobre o contexto de Florianópolis na virada do século XIX para o XX, o mito de que não há negros na região Sul do país, os desafios que Antonieta encontrou para estudar nesse período, a importância da família na sua trajetória, os movimentos que influenciaram sua produção jornalística e literária, a atuação legislativa e a sua importância e legado para a educação no Brasil e em Santa Catarina. Jeruse é graduada em Pedagogia, com mestrado em Educação. Foi professora da rede pública e privada e também de Ensino Superior, na Faculdade de Pedagogia da Unisul, e desde 1993 atua no campo da Educação das Relações Etnicorraciais, com ênfase na história da educação nos negros e na formulação de políticas educacionais para a rede estadual e municipais de Santa Catarina. Atuou como consultora da Unesco, coordenando no Ministério da Educação as políticas públicas de fortalecimento de jovens negros e indígenas no Ensino Médio e Superior, e organizou a publicação “História da Educação dos Negros e outras histórias” e “Africanidades catarinenses”. É coordenadora da Escola Afro Popular Leonor de Barros. *Trilha: Silvio Caldas, “No rancho fundo” (Ary Barroso e Lamartine Babo); e Escola de Samba Consulado, “Lute como Antonieta” (Conrado Laurindo e Cia.).
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| #135: Trabalho e capitalismo, a metamorfose da escravidão, com Tiago Muniz Cavalcanti | 23 Sep 2021 | 01:04:00 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o pesquisador e procurador do Ministério Público do Trabalho Tiago Muniz Cavalcanti, autor do livro “Sub-humanos: o capitalismo e a metamorfose da escravidão”, lançado em agosto pela Boitempo (https://www.boitempoeditorial.com.br/diplomatiquebr). A obra acompanha as transformações do mundo do trabalho a partir de formas pré-capitalistas até os dias de hoje, com ênfase nas continuidades entre a escravidão e o chamado trabalho livre no Brasil. Falamos sobre o impacto do colonialismo na exploração da mão de obra, o trabalho semilivre e subhumano na sociedade contemporânea, o papel do racismo nessa engrenagem, reestruturação produtiva e precarização, o papel do direito na legitimação desse sistema, renda básica universal e economia solidária, trabalho escravo contemporâneo e o abandono do seu combate no governo Bolsonaro e muito mais! Procurador do Ministério Público do Trabalho, Tiago foi chefe da Coordenadoria Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo no biênio 2016-2017. Doutor em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco, com período de pesquisa no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, e mestre em Direito pela PUC-SP, é membro da Academia Pernambucana de Direito do Trabalho e especialista em direito e processo do trabalho. É autor, entre outros livros, de “Neoabolicionismo e direitos fundamentais” e organizador de “Combate ao trabalho escravo: conquistas, estratégias e desafios”. *Trilha: Chico Science, “Enquanto o mundo explode”; e Titãs, “Homem primata” (Ciro Pessoa, Marcelo Fromer, Nando Reis e Sérgio Britto).
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| #134: Hayek, modernismo e a invenção do neoliberalismo, com Tiago Soares | 16 Sep 2021 | 01:00:36 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o pesquisador e jornalista Tiago Soares, autor da tese de doutorado “Make it new: Hayek, modernismo e a invenção do neoliberalismo (1920-1950)” (https://bit.ly/3kb2coM), defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP em 2019. O estudo acompanha a trajetória do economista austríaco Friedrich Hayek e a renovação do pensamento liberal no início do século XX, e faz uma arqueologia da noção de neoliberalismo. Falamos sobre o liberalismo enquanto visão de mundo – portanto, mais que uma corrente econômica –; a influência da conjuntura da primeira metade do século XX na obra de Hayek, com a ascensão soviética, a crise de 1929 e as duas grandes guerras; a ideia de livre mercado como antídoto para o totalitarismo; o peso das formulações de Hayek na fase atual do capitalismo; a atual presença do neoliberalismo mesmo em formações progressistas, como os partidos socialistas e trabalhistas europeus e social-democratas no Brasil; a face fascista do liberalismo; as relações deste com o bolsonarismo; e muito mais! Tiago é doutor em História Econômica pela USP, ativista nos movimentos das tecnologias livres e abertas há cerca de duas décadas e colaborador da Cátedra Unesco em Educação a Distância/Iniciativa Educação Aberta, e da Lavits (Rede Latino Americana de Estudos sobre Vigilância, Tecnologia e Sociedade). *Trilha: Gang of Four, “Damaged goods”; e Gilberto Gil, “Cérebro eletrônico”.
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| genocídios.BR | Nova temporada de podcast estreia em 5 de agosto | 02 Aug 2024 | 00:02:52 | |
Em 5 de agosto, chega mais uma temporada especial: genocídios.BR! O assunto que vai guiar os 6 episódios é genocídio no Brasil e seus fatores de risco. Vamos falar aqui sobre as violências sistemáticas no nosso território contra povos indígenas, população negra, LGBTQIAPN+, mulheres, de intolerância e extremismo religioso. Esta série é fruto de uma parceria do Podcast Direitos Humanos em Ação - da Articulação para o Monitoramento dos Direitos Humanos no Brasil (AMDH), com o Guilhotina, o podcast do Le Monde Diplomatique Brasil. A produção é da Rádio Tertúlia. A publicação dos episódios será quinzenal, às segundas-feiras, no canal do Guilhotina nos tocadores de áudio. Esta nova temporada foi pensada para ampliar o debate sobre várias questões: o que é genocídio, quais os fatores de risco para o genocídio, quem sofre esse crime atroz, o que tem sido feito na justiça, qual o debate político em torno deste conceito. Nem toda violência extrema e recorrente é enquadrada como genocídio, seja por questão legal, opinião ideológica ou por outras questões políticas. E para ser considerado genocídio, não é nem necessário haver morte, sabia? É por tudo isso que refletir sobre este tema é urgente! No primeiro episódio, em 5/8, você vai saber mais sobre o primeiro caso de condenação pelo crime de genocídio pela justiça brasileira: o Massacre de Haximu, cometido contra indígenas Yanomami em 1993, em Roraima. Ficha técnica Apresentação: Bianca Pyl e Luís Brasilino. Roteiro, produção, reportagem e edição: Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia). Sonorização: André Paroche (Rádio Tertúlia). Concepção e coordenação: Manoela Nunes, Enéias da Rosa, Gilnei da Silva - da AMDH - e Beatriz Pasqualino. Identidade visual e artes: Nanna Tariki (Le Monde Diplomatique Brasil). A coordenação do Projeto Direitos Humanos em Ação é realizada pelo Movimento Nacional de Direitos Humanos, pelo Processo de Articulação e Diálogo para a Cooperação Internacional no Brasil e pelo Fórum Ecumênico ACT Brasil. | |||
| #133: Racismo estrutural, com Dennis de Oliveira | 09 Sep 2021 | 00:53:10 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o jornalista Dennis de Oliveira, autor do livro “Racismo estrutural: uma perspectiva histórico-crítica” (https://bit.ly/2X0k3pL), lançado em junho pela editora Dandara. A obra analisa o racismo enquanto fenômeno político, portanto, para além de comportamentos preconceitos, desvios morais ou ainda “falta de educação”. Dennis explica como o racismo articula-se histórica e socialmente nas relações capitalistas a partir da formação do Brasil na periferia global. Conversamos sobre os problemas de se procurar soluções conjunturais questões estruturais, o papel do neoliberalismo em impulsionar o racismo enquanto dimensão individual, as consequências da subalternização da questão racial pela esquerda, teoria marxista da dependência e a função do racismo na superexploração do trabalho em economias periféricas, as armadilhas deixadas pelas ações afirmativas e muito mais! Dennis é professor da Escola de Comunicações e Artes da USP, coordenador científico do Centro de Estudos Latino-Americanos sobre Cultura e Comunicação e pesquisador do Instituto de Estudos Avançados da USP; e do GT “Epistemologias decoloniais, territorialidades y cultura” do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso). Ele também é professor visitante da Universidad Minuto de Dios, de Bogotá, e da Faculdad Latino-Americana de Ciencias Sociales, de Buenos Aires, integrante da Cátedra da Universidade Central do Vaticano e autor, entre outros, do livro “Jornalismo e emancipação: uma prática jornalística baseada em Paulo Freire” (Appris, 2017) e organizador da coletânea “A luta contra o racismo no Brasil” (Publisher, 2017). *Trilha: Orquestra de Berimbaus do Morro do Querosene, “Toque de mestre”; e Elena Guarner, Ras Soto e Renato Gama, “Aquilombar” (Renato Gama).
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| #132: Os militares e a crise brasileira, com João Roberto Martins Filho | 02 Sep 2021 | 00:49:11 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o pesquisador das Forças Armadas no Brasil João Roberto Martins Filho, organizador do livro “Os militares e a crise brasileira” (https://bit.ly/3jrhG7v), lançado em março pela editora Alameda. A obra, que não poderia ser mais atual, reúne um conjunto de textos que procuram entender as raízes, o significado e as perspectivas da participação dos militares na crise econômica, social e, principalmente, política que atravessa o Brasil. Falamos sobre a de início surpreendente presença castrense no governo Bolsonaro, a identificação das Forças Armadas com a ditadura, a atuação das escolas militares, a adesão ao recente movimento de supermoralização da política, o anticomunismo e o antipetismo, nacionalismo e neoliberalismo, a participação de oficiais nas redes sociais, as perspectivas de golpe com apoio dos militares e muito mais. Professor titular da Universidade Federal de São Carlos, João criou o Arquivo de Política Militar Ana Lagôa, é autor, entre outros, de “O palácio e a caserna – 1964-1969” (Alameda, 2019), e ocupou cátedras no King’s College, em Londres, e na Universidade de Leiden, Holanda. *Trilha: Roberto Carlos, “Todos estão surdos” (Erasmo Carlos e Roberto Carlos); e Pink Floyd, “The Fletcher Memorial Home” (Roger Waters).
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| #131: Do partido único ao stalinismo, com Angela Mendes de Almeida | 26 Aug 2021 | 00:59:00 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a historiadora Angela Mendes de Almeida, autora do livro “Do partido único ao stalinismo” (https://bit.ly/3mpB9r8), lançado em julho pela editora Alameda. A obra documenta os crimes cometidos pelo stalinismo, da década de 1920 até a morte de Stalin. Além de recuperar alguns dos crimes mais emblemáticos do período, como os “Processos de Moscou”, conversamos sobre como ser crítico do stalinismo sem descambar para o anticomunismo reacionário, a mentalidade stalisnista para além de Stalin, os erros da esquerda que favoreceram a ascensão do fascismo nos anos 1930, a Guerra Civil Espanhola e a Segunda Guerra Mundial, o peso do sistema de partido único na consolidação do stalinismo e as lições da época que podem ser aproveitadas na conjuntura atual, especialmente a brasileira. Doutora em Ciência Política pela Universidade de Paris 8, Angela foi professora no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa de Lisboa e da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro; e publicou várias obras sobre história da família na sociedade brasileira e alguns trabalhos sobre história do comunismo. Depois de aposentada foi coordenadora do Observatório das Violências Policiais do Centro de Estudos de História da América Latina da PUC-SP. *Trilha: Víctor Jara, “Manifesto”; e Nokolai Roslavets, “5 Préludes: No. 4, Lento”.
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| #130: Justiça e letalidade policial, com Poliana da Silva Ferreira | 19 Aug 2021 | 00:57:12 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a pesquisadora Poliana da Silva Ferreira, autora do livro “Justiça e letalidade policial: responsabilização jurídica e imunização da polícia que mata”, que está sendo lançado em agosto pela editora Jandaíra. A obra analisa as abordagens policiais que resultaram em mortes a partir do estudo minucioso de um único episódio, pra lá de emblemático. No caso, ocorrido na virada de 2014 para 2015, dois homens negros foram mortos pela PM de São Paulo. Exceção à regra, desta vez um dos policiais foi dias depois à delegacia contar que havia executado um dos jovens já desarmado e rendido, porque teria ficado com “raiva”. Apesar da confissão, entretanto, o agente foi absolvido. Poliana analisa em detalhes a atuação dos órgãos públicos ao longo do processo – da PM às instâncias superiores do Judiciário, passando pela Polícia Civil, Corregedoria e Ministério Público – para desvendar o funcionamento do que define como a “blindagem institucional da polícia que mata”, uma engrenagem que deixou 6.416 mortos apenas em 2020 (Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança Pública). Mestre e doutoranda em Direito pela Fundação Getúlio Vargas em São Paulo, Poliana é pesquisadora do Grupo de Pesquisa em Criminologia da Universidade do Estado da Bahia, do Núcleo de Estudos sobre o Crime e a Pena e do Núcleo de Justiça Racial e Direito da FGV. Foi pesquisadora visitante na Universidade Católica de Louvain, na Bélgica, e é bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo e diretora da Plataforma Justa.org.br. *Trilha: Paralamas do Sucesso, “Selvagem” (Bi Ribeiro / Herbert Vianna); e The Clash, “Police & thieves” (Lee Perry e Junior Murvin).
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| Guilhotina Feminismos #01 – A questão do aborto e o retrocesso dos direitos reprodutivos no Brasil | 16 Aug 2021 | 01:01:31 | |
Atualmente, realizar aborto induzido é crime no Brasil. Contudo, a legislação prevê exceções em caso de estupro, risco de vida para a gestante e feto acefálico. Apesar disso, em 2020 assistimos ao episódio da menina de 11 anos do Espírito Santo que teve que recorrer à Justiça para interromper sua gravidez, mesmo a gestação sendo resultado de um estupro. O procedimento médico foi cercado de protestos até diante do hospital onde foi realizado. Isso acendeu o alerta em relação aos retrocessos que o pouco que está garantido na lei pode sofrer. Neste episódio de estreia do Guilhotina Feminismos, Bianca Pyl, Laura Toyama e Samantha Padro conversam com Priscilla Brito, assessora técnica da CFemea, sobre o levantamento anual que a organização faz do desemprenho de pautas importantes para as mulheres no Congresso Nacional. Conversamos também com a deputada federal Taliria Petrone (PSOL-RJ) sobre os principais entraves que a pauta do direito ao aborto enfrenta na Câmara; e com a doutora em História Marcela Boni, autora do livro “O aborto na vida – experiências femininas” (https://bit.ly/3sdHqXK), acerca dos mitos e estereótipos criados em relação à mulher que aborta e a importância de humanizar as mulheres que escolheram interromper uma gravidez.
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| #129: Pandemias, crises e capitalismo, com Rosa Maria Marques | 12 Aug 2021 | 00:50:36 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com a economista Rosa Maria Marques, autora, com Marcel Guedes Leite, Solange Emilene Berwig e Marcelo Álvares de Lima Depieri, do livro “Pandemias, crises e capitalismo” (https://bit.ly/3lIgIFG), publicado em maio pela Expressão Popular. A obra traça um histórico, faz um panorama e aponta saídas (boas e ruins) para a crise atual do capitalismo, agudizada pela pandemia de Covid-19. Rosa explica os fundamentos do colapso de 2007-2008 e as razões da sua permanência, a resiliência do neoliberalismo e sua defesa dos interesses do capital a juros, os impactos da pandemia na desigualdade, os efeitos da emergência sanitária no resgate do serviço público, as perspectivas da crise com a indústria 4.0, internet das coisas etc., e os caminhos apontados pela renda básica e pela ecologia. Rosa tem mestrado (PUC-SP), doutorado (FGV) e pós-doutorado (Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade Pierre Mendes, em Grenoble, e na Universidade de Buenos Aires) em Economia e é professora titular de economia da PUC-SP. Foi presidente da Sociedade Brasileira de Economia Política (SEP) e da Associação Brasileira de Economia da Saúde (ABrES). *Trilha: NOFX, “Thatcher fucked the kids” (Frank Turner); Pulp, “Common people” (Candida Doyle, Jarvis Cocker, Nick Banks, Russell Senior e Steve Mackey).
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| #127: Diário da catástrofe brasileira, com Ricardo Lísias | 29 Jul 2021 | 00:58:14 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o escritor Ricardo Lísias, autor da obra “Diário da catástrofe brasileira”, que conta com dois volume, o “Ano I: o inimaginável foi eleito” (https://bit.ly/2VfJnH4) e o “Ano II: um genocídio escancarado” (https://bit.ly/3l5JxLT), que está sendo lançado em julho pela editora Record. Os livros começaram a ser escritos na noite em que Jair Bolsonaro venceu as eleições para presidente em 2018 e acompanha o dia a dia do atual governo. Conversamos sobre as imagens utilizadas pela propaganda da extrema direita, a pulsão de morte como elemento constituinte do bolsonarismo, o poder de sedução da agenda destruidora do presidente, os erros da esquerda, os reflexos na arte da ascensão do fascismo e muito mais. Ricardo é doutor em Literatura Brasileira, com estágio de pós-doutorado na Unifesp, e criador da Família Tobias, sobre a qual escreve em várias plataformas. Idealizou “Eduardo Cunha (pseudônimo)”, autor de “Diário da cadeia: com trechos da obra inédita Impeachment”, e escreveu, entre outros livros, “O céu dos suicidas”, “Divórcio” e “A vista particular”, além dos dois volumes do “Diário da catástrofe brasileira”. *Trilha: Dead Fish, “Messias” (Alvaro Dutra, Marcão Melloni, Ric Mastria e Rodrigo Lima); e Flicts, “E o povo onde está” (Arthur de Aguiar Covre, Jeferson Bem e Rafael de Aguiar Covre). | |||
| Guilhotina Especial Direito à Comunicação 2020, com Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social | 28 Jul 2021 | 00:55:16 | |
As crises ampliadas pela pandemia impactaram também o direito à comunicação. Em 2020, intensificaram-se as violações a direitos humanos na radiodifusão e ataques a jornalistas e comunicadores populares. O governo Bolsonaro seguiu impondo censura e proselitismo à comunicação pública, as propostas de vigilantismo voltaram à mídia e grupos sociais já vulnerabilizados foram afetados por deficiências no acesso à internet, desinformação e concentração de propriedade e de informação. Para falar sobre os resultados do Relatório Direito à Comunicação 2020, produzido pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, e que estão apresentados no especial “Mídia e pandemia” (diplomatique.org.br/especial/midia-e-pandemia-a-democracia-sob-ataque/), Luís Brasilino e Bianca Pyl recebem os jornalistas Mariana Gomes, co-fundadora da Plataforma Conexão Malunga, liderança negra apoiada pelo Fundo Baobá e pesquisadora do Centro de Estudos e Pesquisa em Análise do Discurso da UFBA; Paulo Victor Melo, doutor em Comunicação e Cultura Contemporâneas e integrante do Conselho Diretor do Intervozes; e Ramênia Vieira, integrante da coordenação executiva do Intervozes. Este episódio é uma parceria do Le Monde Diplomatique Brasil com Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. Saiba mais sobre o Intervozes em https://intervozes.org.br/ | |||
| Cerrado dos Povos: Saberes e Biodiversidade #03 – Insegurança alimentar | 27 Jul 2021 | 00:41:31 | |
O Brasil vive um momento de aprofundamento da insegurança alimentar e, para tratar desse tema, precisamos falar sobre modelos de produção. O modelo do agronegócio, além de não produzir a maior parte dos alimentos que vão para a mesa dos brasileiros, traz graves consequências ambientais e sociais. Neste terceiro episódio da série especial do Guilhotina, feita em parceria com a ActionAid Brasil e a Campanha Nacional em Defesa do Cerrado, Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam Emmanuel Ponte, assessor da ActionAid; Maria Kazé, da coordenação nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA); e Francisca Maria, da Rede Bico Agroecológico. Conversamos sobre o quadro de insegurança alimentar na região do Matopiba e o agravamento da situação com a pandemia de Covid-19. Além disso, Maria Kazé e Francisca Maria relatam a rotina de resistência de produtoras da agroecologia, que produzem alimentos em um sistema que conserva não só o bioma Cerrado, como também os modos de vida dos povos e comunidades tradicionais. Para saber mais sobre os temas abordados, acesse https://campanhacerrado.org.br/. Trilha Abertura e encerramento: African Impression | |||
| Cidade livre, 2ª Temp. #10 – A juventude negra vai circular, com Lisandra Mara, Luana Costa e Luana Vieira | 23 Jul 2021 | 00:49:47 | |
No último episódio da série especial Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem as autoras do artigo “A juventude negra vai circular”, as ativistas Lisandra Mara, Luana Costa e Luana Vieira. O texto está publicado no livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), que inspira esta série. Na entrevista, elas analisam como as cidades são produzidas para corresponder aos interesses dominantes, econômicos, brancos, masculinos e adultos, as consequências para a população negra do apartheid urbano que vigora informalmente nas metrópoles brasileiras, a reação da juventude a essa situação de opressão e a mobilidade urbana como uma política de reparação. Membra do Coletivo Habite a Política e ativista pelo direito à cidade, a Lisandra é arquiteta e urbanista da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), mestre pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e pesquisadora do grupo Africanidades BH. Luana Costa é educadora, comunicadora popular e especialista em Direitos Humanos e Cidadania e atua como uma das articuladoras da Roda BH de Poesia e na consultoria de redes e mobilização social do Movimento Nossa BH. E a Luana Vieira é assessora jurídica, pós-graduada em Direitos Humanos e em Direitos Difusos e Coletivos e bacharel em Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). Ela tem experiência de assessoramento técnico na administração pública no âmbito municipal, estadual e federal nos poderes Legislativo e Executivo e é membra do Coletivo Pretas em Movimento e do Núcleo Jurídico da Coalizão Negra por Direitos. A poesia da abertura “Basta”, e a sua interpretação, é da MC Martina (@mcmartina_), rapper, poeta e produtora, que já é umas das principais vozes do cenário do slam no Brasil. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||
| #Episódio 4 | No rastro do fogo: agronegócio e a destruição do Cerrado | 31 Jul 2024 | 00:26:46 | |
Ouça o quarto e último episódio da série "No rastro do fogo: agronegócio e a destruição do Cerrado”, uma parceria do Guilhotina com a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (CESE), e a articulação Agro é Fogo. Apoio: HEKS-EPER e Instituto Ibirapitanga. Neste especial, conversamos com especialistas e lideranças de comunidades sobre os impactos socioambientais relacionados ao uso criminoso do fogo pelo agronegócio. Já neste último episódio a gente fala com mulheres quilombolas, indígenas e camponesas sobre como as comunidades estão atuando para resistir nos territórios e, por vezes, até mesmo reverter os prejuízos causados pelo fogo. Para isto, entrevistamos Janaina Ribeiro Apinajé, chefe da brigada voluntária de mulheres indígenas do povo Apinajé, em Tocantinópolis (TO); Maria Mareira, do Acampamento Dom Tomás Balduíno, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Formosa (GO); e Ivanessa Ramos, agrônoma e moradora do Quilombo São Bento do Juvenal, em Peritoró (MA) e integrante da Rede de Agroecologia do Maranhão (Rama). Ficha técnica Produção, apresentação e roteiro: Luís Brasilino e Bianca Pyl. Edição e desenho de som: Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia). Apoio de produção: Ludmila Pereira e Tarcilo Santana. Sonorização: André Paroche (Rádio Tertúlia). Apoio técnico: Rádio Tertúlia | |||
| #126: Jornalismo, raça e gênero, com Fabiana Moraes e Francielle Mendes | 22 Jul 2021 | 00:50:35 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem as professoras Fabiana Moraes e Francielle Mendes, respectivamente, autora e autora e co-organizadora do livro “Pesquisa em comunicação: jornalismo, raça e gênero”, lançado em fevereiro pela editora do Núcleo de Estudos das Culturas Amazônicas e Pan-Amazônicas. A obra, disponível para download gratuito (https://bit.ly/3xY3PdO) e também organizada por Aquinei Timóteo e Wagner Costa, articula raça e gênero com o cinema, a telenovela, o jornalismo impresso e televisivo, o colunismo social e o funk. Conversamos sobre os debates interseccionais nos meios de comunicação, a participação do jornalismo na normatização da sociedade e seu papel na construção de uma (falsa) universalidade, como a mídia hegemônica contribui para a reprodução do racismo, a cobertura da imprensa sobre os países africanos e muito mais. Fabiana é professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal de Pernambuco, jornalista e doutora em Sociologia, com pesquisas acadêmicas e reportagens voltadas para a questão da hierarquização social com foco na invisibilidade de grupos vulneráveis. É vencedora de três prêmios Esso e autora de cinco livros, dentre eles “O nascimento de Joicy”. Francielle possui graduação em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo e em Letras Inglês, mestrado em Letras: Linguagem e Identidade pela Universidade Federal do Acre, doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo e é professora do curso de graduação em Jornalismo, do Programa de Pós-Graduação em Letras: Linguagem e Identidade e do Programa de Mestrado Profissional em História da Universidade Federal do Acre (UFAC), editora da Revista Tropos: Comunicação, Sociedade e Cultura e líder do grupo de pesquisa Mídias, imaginário e representação: uma cartografia das Amazônias (Mirca). *Trilha: Gil Scott-Heron, “Revolution Will Not Be Televised”; e Chico Science & Nação Zumbi, “Um satélite na cabeça”. | |||
| #125: Astolfo Marques e o Brasil pós-abolição, com Matheus Gato | 19 Jul 2021 | 00:58:44 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o sociólogo Matheus Gato, organizador do livro “O 13 de maio e outras estórias do pós-Abolição” (https://bit.ly/3duN5Tb), com textos do escritor Astolfo Marques (1876- 1918) e publicado em maio pela editora Fósforo. Conversamos sobre a vida, a obra e o contexto histórico em que o contista negro trabalhou, a São Luiz do Maranhão da virada do século XX. Matheus, que também é autor do livro “O Massacre de Libertos: sobre raça e república no Brasil” (Perspectiva, 2020 – https://bit.ly/3jpdAxk), falou sobre a importância de resgatar a produção de Astolfo Marques, a relação do escritor com a elite branca da época, os desafios que ele precisou superar e o impacto da sua singular convivência com negros e brancos na sua obra, a apropriação dessa trajetória para reforçar o mito da democracia racial e a importância de seus contos para o Brasil de hoje. Matheus nasceu em Campinas, São Paulo, em 1983, e viveu até a juventude em São Luís do Maranhão. Em 2002, ingressou na Universidade Federal do Maranhão onde se dedicou à mobilização estudantil por ações afirmativas e políticas de cotas. Com doutorado e pós-doutorado pela Universidade de São Paulo, foi visiting fellow no Hutchins Center for African and African American Studies da Universidade Harvard em 2017 e 2018 e é professor do Departamento de Sociologia da Unicamp, pesquisador do Núcleo Afro do Cebrap e coordenador do Bitita: Núcleo de Estudos Carolina de Jesus (IFCH-Unicamp). *Trilha: Bob Marley, “Slave driver”; e Gilberto Gil, “La Lune de Gorée” (Capinan e Gilberto Gil).
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| Cidade livre, 2ª Temp. #09 – Espaços de resistência, com Galo e Lúcia Xavier | 16 Jul 2021 | 01:06:24 | |
Neste novo episódio da série especial Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam sobre espaços de resistência com o criador do Movimento de Entregadores Antifascistas, o Paulo Lima, mais conhecido como Galo, e com a ativista e assistente social Lúcia Xavier, cofundadora da ONG Criola, organização de mulheres negras, membro do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 e ekedji do Ilê Omiojuaro, casa religiosa com sede em Nova Iguaçu RJ. Galo deu entrevista para a jornalista Katarine Flor para o livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), que inspira esta temporada, e Lúcia escreveu para a publicação o artigo “Segregação das religiões de matriz africana dos territórios, das manifestações e da estética dos espaços públicos”. No primeiro bloco, Galo conta sobre as condições de trabalho dos entregadores de aplicativo e a construção do movimento de resistência, faz um balanço do Breque dos Apps de julho de 2020 e aponta caminhos para organizar os trabalhadores e superar o controle das empresas de tecnologia. Na segunda parte do episódio, Lúcia relata a situação das religiões de matriz africana no Brasil atual, apresenta as principais características dessas expressões e suas relações com o território e o espaço público, denuncia a violência sofrida e a atuação de igrejas neopentecostais e milicianos nessas agressões e aponta possibilidades para oferecer maior proteção às comunidades. A poesia da abertura “Quem planta tâmaras não colhe tâmaras”, e a sua interpretação, é de Tom Grito, poeta que se dedica à poesia falada. Participou da fundação do Tagarela (2013), primeiro slam do Rio de Janeiro, e do Slam das Minas RJ (2017), primeiro slam de mulheres e LBTs no Rio de Janeiro. É um dos organizadores do Slam RJ desde 2017. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||
| Cidade livre, 2ª Temp. #08 – Conversas antirracistas, com BNegão e Higo Melo | 09 Jul 2021 | 01:22:28 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem, no oitavo episódio da segunda temporada da série Cidade livre, os músicos BNegão e Higo Melo. Eles deram entrevistas para o ativista Paíque Duques Santarém que foram publicadas no livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), o qual inspira esta temporada. Nesse episódio, os músicos falaram sobre a relação que tiveram com o transporte ao longo da vida enquanto homens negros; o entrecruzamentos entre mobilidade, segregação e racismo; o impacto dessa estrutura nas suas criações; as dificuldades impostas pelo modelo atual de transporte para quem trabalha na noite e, especialmente, para o público; e como a música e a arte podem contribuir para reverter o cenário atual. Vocalista da banda Planet Hemp (ao lado de Marcelo D2), BNegão foi líder do grupo BNegão & Seletores de Frequência entre 2003 e 2020. Com essas duas bandas (além de outros projetos variados) circulou por alguns dos principais palcos do Brasil e do mundo. Atualmente, o MC se prepara para novos lançamentos, entre eles seu primeiro disco solo, previsto para este segundo semestre de 2021. Cria da Ceilândia, no Distrito federal, Higo teve em 1999 seu primeiro contrato como músico. Hoje atua em todas as áreas da música, da composição à produção de eventos, mas vive da paixão de cantar e da produção musical. Além de criar e participar ativamente da banda Ataque Beliz de 2001 a 2016, produziu e participou de trabalhos de artistas como GOG, Ellen Oléria e Zeca Baleiro. Também criou diversas trilhas sonoras de filmes e temas de festivais, como o Latinidades 2020. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||
| #124: Ficção científica, utopia e feminismo, com Ana Rüsche | 08 Jul 2021 | 00:56:51 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem a escritora Ana Rüsche, pesquisadora de estudos linguísticos e literários e autora do doutorado “Utopia, feminismo e resignação em The left hand of darkness e The handmaid's tale” (https://bit.ly/3qzCZ8U), apresentado na USP em 2015. Além desse estudo, conversamos sobre dois artigos da Ana que foram publicados no Suplemento Pernambuco – Jornal Literário da Companhia Editora de Pernambuco, “Margaret Atwood: de quanto o real supera a ficção” (https://bit.ly/3h3Fb5s), de dezembro de 2017, e “Pasárgada, me leva que vou com você” (https://bit.ly/3y8C025), de fevereiro de 2020. Falamos sobre o crescimento de publicações distópicas e utópicas a partir do século XX, sobre as características e as repercussões desses trabalhos, sobre por que é “mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo” e sobre as obras das escritoras norte-americanas de ficção científica Ursula Le Guin e Margaret Atwood e o interesse que elas despertam nos últimos anos. Seria por causa da crise econômica? Da ascensão da extrema direita? E como a ficção utópica pode apontar caminhos para a superação da tragédia em que estamos? Ana é uma das apresentadores do podcast Incêndio na Escrivaninha (https://bit.ly/3qBjIUE) e autora dos livros de poesia Rasgada (Quinze & Trinta, 2005), Sarabanda (Selo Demônio Negro, 2007), Nós que adoramos um documentário, (Ed. Ourivesaria da Palavra, 2010) e Furiosa (ed. autora, 2016); e dos romances Acordados (Amauta, 2007), Do amor – o dia em que Rimbaud decidiu vender armas (Quelônio, 2018), e A telepatia são os outros (Monomito, 2019), vencedor do Prêmio Odisseia de Literatura Fantástica, finalista do Prêmio Argos e finalista do Jabuti. Indicações de leitura da Ana: Os despossuídos, de Ursula le Guin; Aniquilação, de Jeff VanderMeer; Estação perdido, de China Miéville; e Parábola do semeador, de Octávia E. Butler. *Trilha: Rage Against the Machine, “Wake up” (Tim Commerford, Zach de la Rocha, Tom Morello e Brad Wilk); e Rob Zombie, “Dragula (Hot Rod Herman Remix)”. | |||
| Cidade livre, 2ª Temp. #07 – Financiamento e modelo de organização de transporte, com Daniel Caribé, João Nunes e Vitor Mihessen | 02 Jul 2021 | 01:26:24 | |
No sétimo episódio da segunda temporada da série Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o administrador público Daniel Caribé e os ativistas João Pedro Martins Nunes e Vitor Dias Mihessen. Daniel é autor do artigo “Financiamento do transporte coletivo soteropolitano: o melhor exemplo da falência de um modelo” e João e Vitor de “O pacto e o impacto dos transportes: mediocridade e mortandade na mobilidade urbana do Rio de Janeiro”, publicados no “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), livro inspira esta temporada. Conversamos sobre a segregação espacial nas capitais baiana e fluminense, o papel da mobilidade para aprofundar essa divisão, o financiamento do transporte e o peso desse fardo para a população, a gestão privada da mobilidade, as mortes provocadas por essa privatização e segregação e os caminhos para tornar possível um transporte bom e barato. Soteropolitano e militante do direito à cidade há quase duas décadas, além de administrador público de formação e de profissão, Daniel defendeu em 2019 a tese “Tarifa zero: mobilidade urbana, produção do espaço e direito à cidade” no Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal da Bahia (UFBA). É pesquisador dos grupos Lugar Comum (da Faculdade de Arquitetura) e Espaço Livre (do Instituto de Geociências, ambos da UFBA) e um dos coordenadores do Observatório da Mobilidade Urbana de Salvador. De Nova Iguaçu na Baixada Fluminense, o João é graduado em Relações Internacionais pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, cofundador do Expresso 2222 Podcast e alumni do Programa de Trainee de Gestão Pública do Vetor Brasil, atuando com políticas públicas educacionais em Sergipe. Além disso, é membro do Conselho de Governança da Casa Fluminense. Já o Vitor é de Realengo, subúrbio do Rio de Janeiro. Economista pela UFRJ e mestre em Ciências Econômicas e especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental na Universidade Federal Fluminense, ele é um dos coordenadores e fundadores da Associação Casa Fluminense. O conto da abertura, e a sua interpretação, é da poeta-slammer, ativista e educadora social Nívea Sabino, autora de Interiorana, graduada em Comunicação Social, articuladora da Roda BH de Poesia e mulher pioneira nas competições de Poesia Falada – Slam’s, em Minas Gerais. É membra fundadora da Academia Nova-Limense de Letras e, em 2019, foi cocuradora do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte, com a temática #NarrativasVivas, e jurada do Prêmio Jabuti 2020 na categoria Poesia. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||
| #123: Como remover um presidente, com Rafael Mafei | 01 Jul 2021 | 01:01:00 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o jurista Rafael Mafei, autor do livro “Como remover um presidente: teoria, história e prática do impeachment no Brasil” (https://bit.ly/3hifgGd), lançado em junho pela Zahar. A obra analisa os aspectos jurídicos e políticos do impeachment e a sua história no Brasil. Conversamos sobre as origens do impeachment na Inglaterra do século XIV, a chegada ao Brasil e, claro, a sua adoção no país após a redemocratização: a queda de Collor; os processos contra Itamar, FHC e Lula; o impeachment ilegítimo de Dilma e a singularidade do caso de Bolsonaro. Rafael é bacharel, mestre, doutor e livre-docente em Direito e professor associado da Faculdade de Direito da USP (Departamento de Filosofia e Teoria Geral do Direito). Foi pesquisador bolsista no Instituto Max Planck para Direito Penal Estrangeiro e Internacional (Alemanha), no Center for Latin American Studies da American University em Washington-DC (EUA) e no Centre for Socio-Legal Studies da Universidade de Oxford (Reino Unido). *Trilha: Chico Buarque, “Vai passar”; e Scissor Sisters, “Comfortably numb” (David Jon Gilmour e Roger Waters).
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| Cidade livre, 2ª Temp. #06 - Segregação e repressão, com Denilson Araújo de Oliveira e Eveline Duarte | 25 Jun 2021 | 01:20:53 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam o professor de geografia da Uerj e da UFF Denilson Araújo de Oliveira e a articuladora da Agenda Nacional pelo Desencarceramento Eveline Duarte no sexto episódio da segunda temporada da série Cidade livre. Eles escreveram para o livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), que nos inspira nesta temporada, respectivamente, os artigos “Geopolítica da morte: periferias segregadas” e “Mobilidade urbana, encarceramento e violações de direitos: a quem serve que pessoas encarceradas fiquem cada vez mais inacessíveis?”. Conversamos sobre o papel do sistema de Justiça na construção da imagem da população negra como inimiga da sociedade, a dificuldade de acesso às penitenciárias como uma punição extra às pessoas presas e seus familiares, a dimensão geopolítica do racismo, a importância dos transportes no controle dos corpos negros, a construção da indignidade e sua aplicação para justificar a segregação e o extermínio, os impactos da pandemia e alguns caminhos para reverter o quadro atual. Denilson é professor do Departamento e do Programa de Pós-Graduação em Geografia da Faculdade de Formação de Professores da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, professor do Programa de Pós-Graduação em Cultura e Territorialidades da Universidade Federal Fluminense, coordenador do Núcleo de Estudo e Pesquisa em Geografia Regional da África e da Diáspora (Negra) e integrante do Instituto Búzios. Mulher negra, periférica e estudante de Direito, Eveline é sobrevivente de situação de rua e familiar de pessoa em situação de privação de liberdade. Ela é fundadora do Coletivo Rosas do Deserto de familiares dos apenados, articuladora da Agenda Nacional pelo Desencarceramento, membra da Frente de Desencarceramento do Distrito Federal e da Rede Nacional de Feministas Antiproibicionistas e articuladora e membra da ONG Tulipas do Cerrado – Rede de Redução de Danos e de profissionais do sexo do Distrito Federal e entorno. O conto da abertura, e a sua interpretação, é de Meimei Bastos, escritora, poeta, formada em Artes Cênicas pela Universidade de Brasília (UnB), educadora, atriz e coordenadora do Slam Q’brada. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||
| #122: Racismo recreativo, com Adilson Moreira | 24 Jun 2021 | 00:58:04 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o professor Adilson Moreira, autor do livro “Racismo recreativo” (https://bit.ly/35METJO), título da coleção Feminismos Plurais, da editora Jandaíra. A obra discute o humor enquanto política de hostilidade a minorias raciais, seja nas redes sociais, nos veículos de comunicação ou no sistema de Justiça. Falamos sobre a importância da intenção na caracterização do racismo, a proliferação de microagressões racistas, a psicologia do humor e o papel que este cumpre em nossa sociedade, as manifestações e os personagens racistas dos programas televisivos, a proteção (e o apoio) do Judiciário aos humoristas racistas, o racismo recreativo como estratégia de dominação, a necessidade de reformulação do conceito de liberdade de expressão a partir da perspectiva do oprimido e muito mais! Adilson é mestre e doutor em Direito Constitucional pela Faculdade de Direito da Universidade de Harvard e bacharel em Direito pela UFMG. *Trilha: Nina Simone, “Backlash blues” (Langston Hughes e Nina Simone); e Rashid “Estereótipo” (Rashid e Skeeter).
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| Cidade livre, 2ª Temp. #05 – Transicionar o coletivo é preciso, com João Bertholini e Neon Cunha | 18 Jun 2021 | 01:07:19 | |
Neste quinto episódio da segunda temporada da série Cidade livre, Bianca Pyl e Luís Brasilino conversam com o fotógrafo e jornalista João Bertholini e com a ativista independente, publicitária e diretora de arte Neon Cunha. Eles escreveram para o livro “Mobilidade antirracista” (https://bit.ly/3uItoOh), que nos inspira nesta temporada, o artigo “Transicionar o coletivo é preciso”. No texto, João e Neon apresentam um panorama da transfobia e sua relação com o sistema de transportes no país. Falamos sobre como a transfobia atravessa todas as dimensões da vida nas cidades; a violência contra a população LGBTQIA+ no Brasil e a falta de resposta do poder público; o transporte enquanto local privilegiado para as agressões; a política de ódio promovida pela ascensão da extrema direita; e os caminhos possíveis para reverter esse quadro e “transicionar o coletivo”. O João é fotógrafo e jornalista. Foi artista residente na Casa das Caldeiras, em São Paulo, e, desde 2014, fotografa pessoas LGBTQIA+, principalmente pessoas trans e travesti, para o projeto “Afetividades ordinárias”. Mulher negra, ameríndia e transgênera, a Neon é ativista independente, publicitária e diretora de arte e é uma das maiores vozes do Brasil na luta sobre despatologização das identidades de pessoas trans. Tem como pauta principal a racialidade interseccionalizada com a transgeneridade como negação da humanidade e é membra conselheira da Comissão de Política Criminal e Penitenciária e da Comissão da Diversidade Sexual da OAB São Paulo. Trilha: GOG, “Rumo ao Setor Comercial Sul” (GOG e Piolho). Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||
| #Episódio 3 | No rastro do fogo: agronegócio e a destruição do Cerrado | 22 Jul 2024 | 00:51:27 | |
Está no ar o terceiro e penúltimo episódio da série "No rastro do fogo: agronegócio e a destruição do Cerrado”, uma parceria do Guilhotina com a Coordenadoria Ecumênica de Serviço (Cese), e a articulação Agro é Fogo. Apoio: HEKS-EPER e Instituto Ibirapitanga. Hoje vamos falar sobre a invisibilidade do Cerrado na agenda climática, tendo em vista a realização da COP 30 em Belém, em 2025. O tema das mudanças climáticas está na agenda, mas ainda assim, a conservação do Cerrado e dos seus povos e comunidades tradicionais não aparece entre as principais preocupações de quem está discutindo a questão. Ouvimos muito falar que os incêndios são uma consequência das mudanças do clima, mas este é um argumento que acaba despolitizando a pauta. Neste episódio, vamos tratar justamente deste tema dentro do contexto territorial. Para isto, entrevistamos Diana Aguiar, professora da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenadora do Núcleo de Estudos em Ecologia Política e Territorialidades; Maryellen Crisóstomo, da Coordenação Estadual das Comunidades Quilombolas do Tocantins, afiliada à Coordenação Nacional de Articulação de Quilombos (Conaq) ; e Antônio Veríssimo, liderança do povo Apinajé na aldeia Cocalinho (TO). Nesta série, de quatro episódios, analisamos as diferentes dimensões da devastação ambiental e dos conflitos por terra que se dão no rastro do uso do fogo pelo agronegócio, de formal ilegal. O último episódio vai ao ar ainda em julho de 2024. Ficha técnica Produção, apresentação e roteiro: Luís Brasilino e Bianca Pyl Edição e desenho de som: Beatriz Pasqualino (Rádio Tertúlia) Apoio de produção: Ludmila Pereira e Tarcilo Santana Sonorização: André Paroche (Rádio Tertúlia) Apoio técnico: Rádio Tertúlia | |||
| #121: Branquitude, hierarquia e poder, com Lia Vainer Schucman | 17 Jun 2021 | 01:02:31 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino entrevistam a professora e psicóloga Lia Vainer Schucman, autora do livro “Entre o encardido, o branco e o branquíssimo: branquitude, hierarquia e poder na cidade de São Paulo” (https://bit.ly/3gxCXd9), lançado em 2013 e relançado em 2020 pela editora Veneta. Na publicação, fruto da sua pesquisa de doutorado, ela põe a nu as formas como o privilégio branco se constrói e, sobretudo, é exercido no Brasil. Conversamos sobre a importância de incluir os brancos nos estudos de raça, a produção dialética do racismo e da branquitude, a segregação em São Paulo, a ideia de superioridade branca e seu papel na naturalização das desigualdades, o entrecruzamento com a opressão de gênero, a hierarquização fenotípica entre os brancos e os possíveis caminhos para desconstruir o racismo. Lia é doutora em Psicologia Social pela Universidade de São Paulo (USP), professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e autora, também, de “Famílias inter-raciais: tensões entre cor e amor”, publicado pela editora da UFBA. Links: Artigo Luiz Eduardo Batista, “A cor da morte” (https://bit.ly/35gjWa2); estudos sobre a geografia da Covid-19 em São Paulo, Labcidade (https://bit.ly/2TvCyjM) e Instituto Pólis (https://bit.ly/3zv0Zyj). *Trilha: Caetano Veloso, “Sampa”; e Sandra de Sá, “Olhos coloridos” (Macau).
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| #120: A crise 2008 e a nova dinâmica do capitalismo, com Iuri Tonelo | 12 Jun 2021 | 01:00:27 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem o sociólogo Iuri Tonelo, autor do livro lançado em maio pelas editoras Boitempo e Iskra “No entanto, ela se move: a crise 2008 e a nova dinâmica do capitalismo” (encurtador.com.br/fiATU). Na obra, ele aponta as causas e os desdobramentos do colapso financeiro de 2008, inaugurando uma nova fase do capitalismo. Além dos motivos da crise e das características dessa nova dinâmica, falamos os impactos dessa mudança no mundo do trabalho, as reações do proletariado, os conflitos e a resistência gerados, a ascensão da extrema direita, os desafios da esquerda e os reflexos subjetivos dessa transformação para as lutas anticapitalistas. Iuri é professor e doutor em sociologia pela Unicamp, autor do livro “A crise capitalista e suas formas” e um dos editores do portal Esquerda Diário. Atualmente é pesquisador de pós-doutorado na USP. Links: https://diplomatique.org.br/guilhotina-20-ludmila-costhek-abilio/, https://diplomatique.org.br/guilhotina-25-ricardo-antunes/ e https://diplomatique.org.br/cidade-livre-06-galo-e-ludmila-costhek-abilio/. *Trilha: Christian Scott aTunde Adjuah, “K.K.P.D.”; e Mora Navarro, “Libres”.
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| Cidade livre, 2ª Temp. #04 - Olhares de mulheres negras, com Kelly Fernandes, Jô Pereira e Mayra Ribeiro | 11 Jun 2021 | 01:22:53 | |
Bianca Pyl e Luís Brasilino recebem as ativistas Jô Pereira, Kelly Fernandes e Mayra Ribeiro neste quarto episódio da segunda temporada da série Cidade livre. Elas compartilham seus olhares enquanto mulheres negras e militantes sobre a mobilidade em São Paulo e falam sobre as expressões da opressão de gênero, raça e classe no transporte, a segregação velada que impera nas grandes cidades do país, a relação com o Estado e seus agentes, a desumanização do corpo negro e feminino, a expansão dos ônibus e as estratégias, lutas e conquistas num quadro de resistências. Jô é graduada em Educação Física, especialista em arte integrativa, criadora e intérprete em dança contemporânea, arte-educadora, treinadora física e desenvolvedora de projetos socioculturais em arte inclusiva e mobilidade ativa de bicicleta. Ela é diretora fundadora do Pedal na Quebrada, idealizadora do Mapa Pedal Afetivo e do Mapa Afetivo da Mobilidade Ativa, atual diretora geral da Ciclocidade, Bicycle Mayor SP e integrante da Rede Mobilidade Periferia-Unifesp Zona Leste de São Paulo. Kelly é arquiteta, urbanista e especialista em Economia Urbana e Gestão Pública e dedica-se a construir narrativas para evidenciar os efeitos das facilidades e dificuldades da mobilidade no desenvolvimento urbano e na distribuição das atividades e dos grupos sociais no território. Mayra é diretora executiva da organização social Amalgamar, psicóloga e ativista da Uneafro Brasil. Trilha: Emicida, “Sementes”. Ilustração: Juliana Del Lama. Foto: Matheus Alves. Esta publicação foi realizada com o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo e fundos do Ministério Federal para a Cooperação Econômica e de Desenvolvimento da Alemanha (BMZ). O conteúdo da publicação é responsabilidade exclusiva do Le Monde Diplomatique Brasil e não representa necessariamente a posição da FRL. | |||